sábado, 04 dezembro 2021
terça, 24 agosto 2021 01:15

Terminou a "Volta a Portugal a Correr 2021 - Corrida pelos Direitos das Crianças"

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Praticamente no final da nossa conversa, o atleta adiantou-nos ainda que já está a preparar a “Volta a Portugal a Correr 2022” Praticamente no final da nossa conversa, o atleta adiantou-nos ainda que já está a preparar a “Volta a Portugal a Correr 2022” DR

40 dias depois, 40 ultramaratonas depois, mais de 2220 quilómetros depois, chegou ao fim a "Volta a Portugal a Correr 2021 - Corrida pelos Direitos das Crianças”, a epopeia do sociólogo e ultramaratonista João Paulo Félix.
 
Com o lema “Proteger crianças compete a tod@s”, esta iniciativa que contou com o apoio da CNPDPDJ - Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens terminou no dia de ontem, segunda-feira, 23 de Agosto, na Praia da Areia Branca, na Lourinhã, precisamente no mesmo local onde teve o seu início, no passado dia 15 de Julho.
 
Na meta, João Paulo Félix tinha à sua espera, para além de muitos familiares e amigos, o primeiro medalha de ouro olímpico português, Carlos Lopes (Maratona - Los Angeles - 1984), que fez questão de estar presente na chegada para parabenizar o ultramaratonista pela iniciativa, que foi desde a primeira hora apadrinhada pela antiga atleta olímpica Aurora Cunha, que cumpriu ao lado de João Paulo Félix, os últimos quilómetros da 40ª e derradeira etapa da "Volta a Portugal a Correr 2021 - Corrida pelos Direitos das Crianças”.
 
Desde o início desta sua aventura que João Paulo Félix, um sociólogo com trabalho desenvolvido com crianças em casas de acolhimento residencial, fez questão de destacar a importância que tem para si esta dupla de sucesso: o aliar o desporto à sensibilização para as causas sociais.
 

O objectivo da "Volta a Portugal a Correr 2021 - Corrida pelos Direitos das Crianças” foi chamar a atenção da opinião pública para as causas e os valores que o atleta mais defende, sob a bandeira dos direitos das crianças, alertando para a necessidade de todos estarmos atentos e sermos activos na defesa dos mais novos.
 
Ao longo dos mais de 2220 quilómetros, João Paulo Félix, de 51 anos, viajou com o “Passaporte dos Direitos”, documento que foi sendo carimbado pelas diversas CPCJ’s das cidades e vilas por onde passou, e que foi entregue à presidente da CNPDPDJ - Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens logo após o cortar da linha de meta.
 
E a "Volta a Portugal a Correr 2021 - Corrida pelos Direitos das Crianças” também passou por Estremoz. No passado dia 29 de Julho, a 15ª etapa terminou na cidade branca do Alentejo, nas instalações da SELSalsicharia Estremocense, depois de se ter iniciado na capital de distrito, Évora.
 

Desde o primeiro contacto que tivemos que apoiámos incondicionalmente esta iniciativa, numa causa com a qual nos identificamos.    Mário Arvana 

Para Mário Arvana, representante da SEL - Salsicharia Estremocense, uma das empresas patrocinadoras da “Volta a Portugal a Correr 2021 - Corrida pelos Direitos das Crianças”, o facto de uma das etapas ter terminado nas instalações da empresa estremocense “é bastante importante e gratificante para nós. Desde o primeiro contacto que tivemos que apoiámos incondicionalmente esta iniciativa, numa causa com a qual nos identificamos, que é defender sempre as nossas crianças, desde o primeiro momento”. Questionado sobre como é que a SEL surge nesta aventura, Mário Arvana revelou-nos que tudo aconteceu “através de um contacto de um amigo comum, visto que o João Paulo Félix pretendia apoio para as etapas no Alentejo, e nós desde o primeiro momento que disponibilizámos todos os meios para que isso acontecesse”.
 
Mário Arvana salientou ainda que a participação nesta iniciativa “é também o mostrar a SEL ao país, visto esta ser uma causa nacional, com visibilidade nacional. De há uns anos a esta parte que a estratégia de comunicação da empresa é uma comunicação nacional e não regional como era antigamente. Pretendemos mostrar ao país a SEL, o concelho e os bons produtos que nós fazemos”.
 
No final da etapa, Ardina do Alentejo também esteve à conversa com o ultramaratonista João Paulo Félix, que nos referiu que esta “é uma grande aventura. 2222 quilómetros, em 40 dias, 40 etapas e 40 ultramaratonas ao longo do país e debaixo do calor do Verão, mas com o grande motivo de poder correr pela promoção dos direitos das crianças. É uma aventura extraordinária”. O chegar ao fim de cada etapa e poder ver as crianças pelas quais corre é para o ultramaratonista “uma alegria enorme e faz parte do sonho. Chegar ao fim de cada etapa e ver as crianças e os adultos que estão envolvidos nesta aventura significa que o projecto é importante e está a dar frutos, e é preciso continuar”.
 

Temos que lutar para que as crianças possam ter uma vida digna e feliz, e essa luta e esse trabalho nunca está feito, e é preciso continuar a haver projectos.  João Paulo Félix 

João Paulo Félix confidenciou à nossa equipa de reportagem que quando começou a pensar neste projecto, nunca pensou que ele atingisse estas dimensões. “Francamente não. Faz parte do sonho. Fui trabalhando, mas não imaginava que ia ter dias tão felizes e ao longo das localidades por onde fui passando tem sido uma coisa extraordinária. Tenho sido agradavelmente surpreendido de uma forma que eu não imaginava” referiu.
 
Quando questionado se são necessárias mais iniciativas do género para chamar a atenção da opinião pública para os direitos das crianças, João Paulo Félix frisou que “não podemos estar distraídos sobretudo num mundo em que cada vez se mete mais em causa aquilo que foram as conquistas, sobretudo na área dos direitos humanos, dos direitos das crianças. Temos que lutar para que as crianças possam ter uma vida digna e feliz, e essa luta e esse trabalho nunca está feito, e é preciso continuar a haver projectos. Eu costumo dizer que este projecto são umas sementes, que espero que cresçam, mas para isso é preciso muito trabalho. As CPCJ’s locais têm sido extraordinárias e estão envolvidas no projecto o que dá um significado importantíssimo a esta área”.
 
Praticamente no final da nossa conversa, o atleta adiantou-nos ainda que já está a preparar a “Volta a Portugal a Correr 2022” e que a mesma se realiza a “partir de 1 de Abril de 2022. Tem de haver uma boa planificação. Eu apareço sozinho a correr mas este é um projecto muito grande, há muitas pessoas envolvidas, muitas entidades ao longo do país e é preciso planificar com tempo”.
 
A "Volta a Portugal a Correr 2021 - Corrida pelos Direitos das Crianças”, que passou por 81 concelhos e 14 distritos de Portugal Continental, vai em Novembro viajar até à ilha da Madeira, tal como no ano de 2020, onde serão percorridos cerca de 200 quilómetros ao redor de toda a ilha. A aventura terminará depois nas ilhas açorianas de São Miguel e Terceira.
 
A curiosidade dos números da
"Volta a Portugal a Correr 2021 - Corrida pelos Direitos das Crianças”
 
João Paulo Félix percorreu 2225 quilómetros, a uma média de 55,6 quilómetros por dia. Correu ao longo de 267 horas, 46 minutos e 09 segundos, o que perfaz uma média de 7 minutos e 13 segundos por quilómetro.
 
A altimetria percorrida chegou aos 31.099 D+, o equivalente a qualquer coisa como subir 104 vezes a Torre Eifel... O “herói das crianças” queimou mais de 200 mil calorias, mais concretamente 200.427, qualquer coisa como comer 955 pastéis de nata de 70 gramas...
 
Registado em vídeo pela equipa que o acompanhou, João Paulo Félix deu, em média, 1224 passadas por quilómetro. Quer isto dizer que deu ao longo da "Volta a Portugal a Correr 2021 - Corrida pelos Direitos das Crianças”, mais de 2 milhões de passadas, concretamente 2.723.900!
 
 
 
Modificado em terça, 24 agosto 2021 02:36

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