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quarta, 11 maio 2022 23:59

Ex-candidato à Presidência da Câmara Municipal de Évora é o novo Secretário-Geral Adjunto do CHEGA

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Carlos Magno Magalhães é, desde Fevereiro de 2020, Presidente da Distrital de Évora do CHEGA Carlos Magno Magalhães é, desde Fevereiro de 2020, Presidente da Distrital de Évora do CHEGA DR

Através de uma publicação na página oficial do partido na rede social Facebook, efectuada ao final da tarde do dia de ontem, 11 de Maio, André Ventura deu a conhecer que “nos termos dos nº 2 e nº 3 do artigo 24 dos Estatutos do Partido CHEGA”, e “por decisão do Presidente da Direcção Nacional”, foi nomeado o “militante nº 41”, Carlos Magno Magalhães como novo Secretário-Geral Adjunto do CHEGA.
 
Carlos Magno Magalhães é, desde Fevereiro de 2020, Presidente da Distrital de Évora do CHEGA e foi o candidato do partido liderado por André Ventura à Presidência da Câmara Municipal de Évora, nas últimas eleições autárquicas, que se realizaram em Setembro passado.
 
Natural de Huambo, em Angola, mas a residir em Évora há mais de 40 anos, Carlos Magno Valença Ferreira Walter de Magalhães, de 52 anos, é Oficial de Justiça e desempenha funções no Tribunal do concelho de Redondo.
 
Carlos Magno Magalhães é também conselheiro nacional e membro da equipa de fundadores do partido, tendo sido candidato pelo Circulo Eleitoral de Évora, nas legislativas de Outubro de 2019.
 
Por altura da campanha eleitoral para as Autárquicas de 2021, e numa entrevista à LUSA, Carlos Magno Magalhães referiu que “desde que me conheço como gente que sou de direita”, tendo recordado que entrou para o CDS-PP quando tinha 14 anos e que só saiu, 35 anos depois, por discordar do rumo do partido: “Comecei a achá-lo muito próximo do PSD”.
 
Nessa mesma entrevista, Carlos Magalhães contou que, quando saiu do CDS-PP, em 2018, partido onde nunca teve cargos, nem integrado listas candidatas em eleições, “já estava no grupo” de pessoas que estava a trabalhar para a formação do CHEGA.
 
Conheci, nessa altura, o André Ventura e identifiquei-me completamente”, salientou, explicando que o líder do partido diz “aquilo que as pessoas têm medo de dizer, e o que as pessoas falam nos cafés e não falam cá para fora”.
 
Carlos Magno Magalhães saiu com a família do país onde nasceu, Angola, devido à guerra civil, em 1977, quando tinha sete anos, e o destino foi Lisboa. Dois meses depois, rumou ao Alentejo.
 
Vim para Évora porque o meu pai veio trabalhar para a então Direcção-Geral de Viação do Sul, onde era inspector examinador, e eu tive aulas nas escolas primárias do Rossio, Santa Clara e Gabriel Pereira, e no 9º ano fui para a Severim Faria”, recordou.
 
Mais tarde, Carlos Magno entrou em Economia na Universidade de Évora, não tendo acabado o curso. Cumpriu o serviço militar em Estremoz, e trabalhou quatro anos em decoração, antes de entrar para os quadros do Ministério da Justiça.
 
Adepto “ferrenho” do Futebol Clube do Porto e do Lusitano de Évora, chegou a vestir a camisola verde e branca da equipa alentejana na modalidade de andebol e é um dos sócios fundadores da Associação de Desportos de Combate de Évora.
 
Casado e pai de três raparigas, o agora Secretário-Geral Adjunto do CHEGA diz ter pouco tempo livre e o que lhe resta passa-o na sua quinta, situada na periferia de Évora, onde vive e tem “uma horta, três ovelhas e umas galinhas”.
Modificado em quinta, 12 maio 2022 00:13

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