domingo, 28 novembro 2021

Com a presença de Joaquim Araújo, Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) será assinado na próxima terça-feira, dia 30 de Março, pelas 12 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Elvas, o auto de consignação da empreitada de adaptação do edifício onde vai ser instalada a Unidade de Hospitalização Domiciliária do Hospital de Santa Luzia.
 
Esta obra, que tem um valor de 65 mil euros e um prazo de execução de 60 dias, consiste na remoção dos pavimentos existentes, execução de novos pavimentos, compartimentação do espaço, execução de novos tectos, execução das redes de água, esgoto e electricidade, instalação de sistema de ar condicionado e pinturas interiores e exteriores.
 
O auto de consignação entre o Município de Elvas e o empreiteiro vai ser assinado por Nuno Mocinha, presidente da Câmara Municipal de Elvas, e Rui Nabeiro, da Construserv, a empresa construtora.
Modificado em domingo, 28 março 2021 12:54

Através do SEPNA - Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, e no decorrer de uma fiscalização realizada numa propriedade localizada em Vimieiro, no concelho de Arraiolos, o Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana (GNR) procedeu à elaboração de um auto de contraordenação por corte de azinheiras sem autorização, poda de sobreiros e azinheiras sem autorização, e depreciação de azinheiras e sobreiros.
 
Em comunicado enviado às redacções, a força de segurança refere que “da fiscalização efectuada foi possível apurar que das árvores podadas resultou a depreciação/mutilação de 12 azinheiras e oito sobreiros adultos, tendo ainda sido contabilizadas 62 azinheiras adultas cortadas junto ao solo”.
 
Segundo a GNR, “no decorrer das diligências policiais, verificou-se não existirem quaisquer autorizações de poda e corte/arranque para as acções verificadas no local”.
 
Em resultado da fiscalização foi elaborado um auto de contraordenação por corte de azinheiras sem autorização; poda de sobreiros e azinheiras sem autorização, e depreciação de azinheiras e sobreiros, cujo valor máximo da coima pode atingir os 74 mil euros.
 
A GNR recorda que “que o corte ou arranque das espécies de azinheira e sobreiro em povoamento ou isolados, carece de autorização prévia, uma vez que estas espécies incluem alguns dos biótopos mais importantes ocorrentes em Portugal Continental em termos de conservação da natureza. Desempenham assim uma importante função na conservação do solo, na regularização do ciclo hidrológico e na qualidade da água. Têm ainda um elevado interesse económico a nível local, desempenhando um papel fundamental na produção animal, nomeadamente destinada a produtos tradicionais”.
Modificado em domingo, 28 março 2021 10:00

Através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE), o Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve no dia de ontem, terça-feira, 23 de Março, no concelho de Arraiolos, um homem de 58 anos pelo crime de violência doméstica.
 
Em comunicado enviado às redacções, a força de segurança explica que “no decorrer de uma investigação por violência doméstica, os militares da Guarda apuraram que o agressor exercia reiteradamente violência psicológica sobre a vítima, sua ex-companheira, de 54 anos, perseguindo-a e proferindo-lhe ameaças de morte e ofensas verbais”. Na mesma missiva, a GNR refere que “perante o escalar de comportamentos violentos e perseguições constantes à vítima, causando-lhe medo e insegurança, foi dado cumprimento a um mandado de detenção”.
 
O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Montemor-o-Novo, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de proibição de contactar ou de se aproximar da vítima, controlado por pulseira eletrónica.
Modificado em quarta, 24 março 2021 17:09

Naquele que vai ser um projecto-piloto na área do turismo sustentável, a empresa de consultoria portuguesa Tellus vai construir um eco-luxury hotel em São Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém.
 
Este hotel representa um investimento a rondar 1,3 milhões de euros, sendo que 500 mil euros desse valor provêm de um financiamento EEA Grants. A EEA Grants trata-se de um mecanismo financeiro com fundos da Islândia, Liechtenstein e Noruega para apoiar projectos em 15 países europeus com o objectivo de "uma Europa mais igual, em termos sociais e económicos".
 
A nova unidade de turismo rural será de quatro estrelas e terá no total 12 quartos, incluindo quatro suites e quatro casas modulares, para além de um bar e de um spa, segundo foi revelado por Laura Moreira, co-fundadora da Tellus, em declarações ao Negócios.
 
A Tellus nasceu em 2017, então como empresa de consultoria, mas "foi evoluindo para a consultoria em sustentabilidade e agora decidiu avançar com este projecto". Este empreendimento que irá surgir no concelho do Litoral Alentejano é um projecto da Tellus em parceria com a norueguesa Reframe Arkitektur.
 
Ainda segundo Laura Moreira, a nova unidade de eco-turismo de luxo será construída num terreno de quatro hectares adquirido pela empresa "há cerca de três anos".
 
O projecto terá por base o conceito de economia circular, que será aplicado quer no design quer na construção, incluindo a escolha dos materiais.
 
"O empreendimento não terá um único tijolo. E apenas terá cimento nas fundações" refere a co-fundadora da Tellus.
 
O conceito desta nova unidade de eco-turismo de luxo passa por poder reutilizar os materiais. "Se daqui a, digamos, 15 anos o hotel for desmantelado, não haverá impacto".
 
Paralelamente a este projecto, a Tellus pretende dar fomação a outros hoteleiros ou gestores de negócios para apoiar a transição para um modelo circular de economia.
 
Ainda segundo Laura Moreira, neste momento "estamos na fase de entrega dos projectos de especialidade" e "esperamos iniciar a construção em Julho". Como o processo de construção é modular, o que permite que as obras sejam mais rápidas, a empresa nacional estima que a unidade esteja concluída num prazo de oito meses, a tempo de abrir portas ao público a 22 de Abril do próximo ano.
Modificado em quarta, 24 março 2021 13:15

Aquando da apresentação, por parte do Primeiro-Ministro António Costa, do “plano de reabertura progressiva” da sociedade e da economia, apresentação essa ocorrida a 11 de Março, a grande novidade foi o definir do limite de 120 novos casos por 100 mil habitantes em 14 dias como o limiar da zona de conforto de incidência da Covid-19 no nosso país, zona de conforto essa que permitirá que Portugal continue a desconfinar conforme o plano aprovado em Conselho de Ministros.
 
Se Portugal atingir uma média de novos casos a 14 dias por 100 mil habitantes superior a 120, Costa puxará o “travão de mão” do desconfinamento. O Primeiro-Ministro esclareceu que, se o desconfinamento é nacional, a regressão de medidas poderá ser feita a nível local dos concelhos em risco, bem como os limítrofes.
 
Tendo como base uma infografia do Jornal de Negócios, que dividiu os 308 concelhos do país em quatro escalões, Ardina do Alentejo apresenta-lhe em que escalão se encontram os 47 concelhos alentejanos.
 
Os quatro escalões estão assim definidos: Escalão 1 (menos de 60 casos por 100 mil habitantes), Escalão 2 (entre 60 e 119 casos/100 mil habitantes), Escalão 3 (entre 120 e 239 casos por 100 mil habitantes) e Escalão 4 (mais de 240 casos por 100 mil habitantes).
 
De acordo com o último relatório epidemiológico divulgado, há em Portugal 14 concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, ou seja, incluídos no Escalão 4, o que equivale a dizer que são menos cinco concelhos neste patamar em relação à passada semana. E desses 14, há quatro concelhos que se localizam na região abrangida pela Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARS Alentejo): Moura, Serpa e Vidigueira, no distrito de Beja, e Castelo de Vide, no distrito de Portalegre.
 
O mesmo relatório mostra que no Escalão 3, entre 120 e 239 casos por 100 mil habitantes, estão 34 concelhos (menos 16 que no último relatório), sendo que quatro deles estão no território alentejano: Mértola e Odemira, no distrito de Beja, e Arronches e Monforte, no distrito de Portalegre.
 
No Escalão 2, o segundo menos gravoso desta hierarquia, encontram-se 81 concelhos (eram 94 na passada segunda-feira), sendo que 10 desses concelhos situam-se em terras alentejanas: seis no distrito de Beja (Aljustrel, Barrancos, Beja, Cuba, Ferreira do Alentejo e Ourique), Portel e Reguengos de Monsaraz, no distrito eborense, e Alcácer do Sal e Santiago do Cacém, no Litoral Alentejano.
 
No relatório epidemiológico divulgado no dia de ontem, são 29 os concelhos alentejanos no Escalão 1, o nível menos grave: 12 no distrito de Évora (Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Redondo, Vendas Novas, Viana do Alentejo e Vila Viçosa), 12 no distrito de Portalegre (Alter do Chão, Avis, Campo Maior, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Nisa, Ponte de Sôr, Portalegre e Sousel), Almodôvar, Alvito e Castro Verde, no distrito de Beja, e Grândola e Sines, no Litoral Alentejano. A nível nacional, estão contabilizados 179 concelhos neste patamar, mais 34 do que os registados no boletim da passada semana.
 
Concelhos que passaram do Escalão 4 para o Escalão 3:
Monforte
 
Concelhos que passaram do Escalão 3 para o Escalão 4:
Moura
 
Concelhos que passaram do Escalão 3 para o Escalão 2:
Aljustrel, Beja, Ferreira do Alentejo
 
Concelhos que passaram do Escalão 3 para o Escalão 1:
Gavião e Sines
 
Concelhos que passaram do Escalão 2 para o Escalão 4:
Castelo de Vide
 
Concelhos que passaram do Escalão 2 para o Escalão 3:
Odemira
 
Concelhos que passaram do Escalão 2 para o Escalão 1:
Estremoz, Viana do Alentejo, Elvas
 
Concelhos que passaram do Escalão 1 para o Escalão 2:
Alcácer do Sal
 
Os restantes 34 concelhos alentejanos mantiveram inalterado o seu escalão de risco de contágio por Covid-19: Serpa e Vidigueira (Escalão 4), Mértola e Arronches (Escalão 3), Portel, Reguengos de Monsaraz, Barrancos, Cuba, Ourique e Santiago do Cacém (Escalão 2), e Alandroal, Arraiolos, Borba, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Redondo, Vendas Novas, Vila Viçosa, Almodôvar, Alvito, Castro Verde, Alter do Chão, Avis, Campo Maior, Crato, Fronteira, Marvão, Nisa, Ponte de Sôr, Portalegre, Sousel e Grândola (Escalão 1).
 
 
 
 
 
Modificado em terça, 30 março 2021 08:36

O trabalho desenvolvido no âmbito do projecto "Mães Brilhantes", valeu à Fundação Salesianos de Évora receber o Prémio ao Valor Social, entregue pela Fundación Cepsa, no valor de 10.415 €.
 
A entrega do prémio decorreu num evento virtual que juntou responsáveis dos Salesianos, a presidente do júri, Conceição Zagalo, o presidente da Cepsa Portuguesa, José Aramburu e a Directora de Marketing e Comunicação da Cepsa, Cláudia Soares-Mendes.
 
Dina Machado, coordenadora do projecto distinguido, destacou "a importância deste apoio", que vai permitir dar continuidade ao objectivo do "Mães brilhantes": o acompanhamento de mães de famílias monoparentais em situação de vulnerabilidade, de forma a responder e ser um apoio efectivo aos vários desafios que estas mães e as suas famílias enfrentam. Nesse sentido, o programa está assente no desenvolvimento de competências aos níveis parental, pessoal, social e profissional.
 
Para além deste programa dos Salesianos de Évora, a Fundación Cepsa premiou mais quatro projectos: "Brigada Sénior", promovido pela Associação Nacional de Apoio ao Desenvolvimento, Investigação e Comunidade (ANADIC); "Uma Casa, Muitas Famílias", da Associação Aprender em Parceria - A PAR; "Semear Emprega", da Associação Inclusão para a deficiência (BIPP) e "Academia da Mudança", promovido pela Associação Serve the City Portugal (STC). Foram distribuídos, no total, mais de 56 mil euros pelas cinco instituições vencedoras, de forma a apoiar os programas que desenvolvem.
 
O Presidente da Cepsa Portuguesa, José Aramburu, disse "estar impressionado com o trabalho que está a ser realizado pelas várias associações" e acrescentou que "a Cepsa tem um compromisso para com as comunidades em que está inserida e participa activamente no apoio a projectos de acção social".
 
Conceição Zagalo, presidente do júri, referiu que "a Cepsa é um exemplo a seguir no tecido empresarial em Portugal, já que estes prémios se traduzem agora em 65 instituições contempladas em Portugal (desde o início do projecto), num montante que caminha a passos largos para um milhão de euros".
 
Cláudia Soares-Mendes, Directora de Marketing e Comunicação, destacou que "este ano, em consequência da pandemia, incrementámos em 100 mil euros o valor económico dos prémios, o que perfez, a nível de todo o grupo, um total de 500 mil euros em dinheiro para impulsionar, para além das iniciativas habituais dos prémios, projectos destinados a minimizar os efeitos da actual crise sanitária. Em 2020 alcançamos um máximo de 435 candidaturas, 60 das quais em Portugal. Estes números são um êxito para a Cepsa e uma motivação para prosseguirmos com o nosso trabalho".
Modificado em domingo, 21 março 2021 20:28

Este ano, a Câmara Municipal de Sousel assinalou o Dia da Árvore nas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS's) do concelho. Na presença da vereadora Sílvia Eliseu, do vereador Gonçalo Malias e de vários elementos dos Sapadores Florestais e da Protecção Civil, foram plantadas pimenteiras em todas as instituições de solidariedade social.
 
Esta acção pretendeu contribuir para o embelezamento dos referidos espaços, bem como sensibilizar as instituições para a importância da preservação das zonas verdes e para as funções desempenhadas pelas árvores, quer ao nível do equilíbrio ambiental e ecológico, quer ao nível da própria qualidade de vida das populações.
Modificado em domingo, 21 março 2021 19:44

O Primeiro-Ministro António Costa participou esta quarta-feira, dia 17 de Março, na Assembleia da República, em mais um debate sobre política geral, um novo modelo que surgiu nesta sessão legislativa, na sequência de um acordo PS/PSD, que tem uma periodicidade bimestral e que substituiu os debates quinzenais, que se realizavam desde 2008.
 
E para além, entre outros temas, da questão da venda das barragens da EDP, do plano de desconfinamento e do programa de vacinação, o Aeroporto de Beja e a possibilidade de o mesmo ser uma alternativa à construção de um novo aeroporto de Lisboa, também esteve na ordem do dia.
 
E quem trouxe a questão ao debate foi André Silva, do PAN. O deputado defendeu que seja feita uma "avaliação ambiental estratégica a sério" e que, para além do Montijo e de Alcochete, inclua também a opção do Aeroporto de Beja.
 
O deputado perguntou se o Executivo liderado por António Costa "tem medo" que o estudo venha a demonstrar que a solução Beja "é a mais adequada".
 
Em resposta ao PAN, António Costa disse que há mais de 60 anos que se anda a discutir onde é que deve ser o novo aeroporto e que "o país se apaixonou pela discussão da localização" e "finalmente foi Alcochete que teve um consenso nacional". Depois, um novo Governo "enterrou Alcochete e disse que não iria haver aeroporto nenhum", mas esse Governo viria depois a perceber que "era urgente um novo aeroporto". "Houve um entendimento sobre a localização no Montijo", disse Costa, afirmando que quando chegou ao Governo decidiu manter a decisão e que era necessário cumprir o projecto.
 
José Luís Ferreira, do PEV, alegou que o Governo não tem nenhum estudo que sustente que o Montijo é a melhor solução para a construção do novo aeroporto de Lisboa.
 
João Gonçalves Pereira, do CDS-PP, afirmou que "o PS contribuiu em seis anos para voltarmos à estaca zero" na questão dos aeroportos. "O Primeiro-Ministro está seguro de que a questão de Alcochete está resolvida?" perguntou.
 
Em resposta, o Primeiro-Ministro disse que as obras só não começarão no próximo mês porque a entidade reguladora considerou que as autarquias poderiam impedir a construção.
 
"Para remover esse obstáculo é necessário alterar a lei", referiu, além da obrigatoriedade de realizar uma avaliação ambiental estratégica. "Se gosto? Não. Mas tenho de cumprir a lei", referiu Costa.
 
Referindo-se a uma resposta anterior de António Costa, o deputado do PAN, André Silva, disse que o facto de Beja ficar a 129 kms de Lisboa não obsta a que esse aeroporto passe a servir a capital. O deputado enunciou uma série de aeroportos que ficam a distâncias superiores a 100 kms das cidades que servem.
 
"Beja, com TGV, fica a 40 minutos de LIsboa", realçou André Silva.
 
O Primeiro-Ministro António Costa respondeu ao deputado do PAN que "há aeroportos e aeroportos, mas se queremos falar de aeroportos principais, de regiões capitais, não há Beja. Temos de encontrar uma solução efectiva, praticável e que nos permita recuperar décadas de tempo perdido. É mais uma perda de tempo para uma solução que tem de ser tomada" referiu.
 
c/ Jornal de Notícias
Modificado em quarta, 17 março 2021 20:14

E a conquista de prémios continua a ser uma constante do azeite alentejano “Amor é Cego”.
 
Depois de em 2019 ter vencido em Valpaços, na OliValpaços - Feira Nacional de Olivicultura, o prémio para o melhor azeite de azeitona galega, o alentejano “Amor é Cego” acaba de vencer o prémio para o melhor rótulo 2021 da Olio Nuovo Days Competition, em Paris.
 
Para além de ter sugerido o nome para este azeite produzido com azeitonas oriundas do Monte da Oliveira Velha, em Azaruja, a designer Rita Rivotti é a responsável pela elaboração do rótulo agora premiado na capital parisiense.
 
Para além de ser um dos mais conhecidos ditos populares, o nome do azeite é uma homenagem a uma das mais emblemáticas, e porventura, a mais reconhecida criação do figurado em barro de Estremoz, designados como Património Cultural e Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
 
A expressão “Amor é Cego” é muitas vezes usadas para justificar que uma vontade, um sentimento, um objectivo, quando é muito forte não olhamos a meios para o atingir, nem sequer se ouvem outras vozes que não a dessa vontade. E foi isso que o professor de matemática João Miguel Rosado, um apaixonado pela terra, pelas oliveiras e pela herança familiar, pôs em prática aquando da criação deste azeite, aproveitando um património oleico plantado pelo avô há mais de seis décadas.
 
João Miguel Rosado descreve o seu azeite como “frutado maduro com notas de tomate e frutos secos”. Sabores que se devem ao facto da colheita ser efectuada com as azeitonas ainda verdes conferindo também “alguma frescura e algum picante nas notas de prova”.
 
Tudo isto se pode comprovar numa ida ao Monte da Oliveira Velha, onde João Rosado organiza experiências de olivoturismo, como as degustações de azeite e de petiscos regionais, num espaço com uma vista privilegiada para o Castelo de Évora Monte e para a Serra d´Ossa, e onde repousam zambujeiros com mais de dois mil anos, árvores cheias de vida e de história, que resistiram à passagem do tempo, “monumentos vivos” que o produtor pretende preservar.
 
c/ Tribuna Alentejo 
Modificado em terça, 16 março 2021 09:41