domingo, 16 maio 2021

Na tarde desta quinta-feira, dia 1 de Abril, o Governo anunciou que a proibição de circulação entre concelhos vai ser levantada na próxima semana. Recorde-se que, por ser Páscoa, e de forma a evitar a propagação de contágio por Covid-19, a medida está em vigor desde 26 de Março, prolongando-se ininterruptamente até 5 de Abril.
 
António Costa afirmou que “na segunda-feira cessa a proibição de circulação entre concelhos e na próxima quinzena não está prevista".
 
A medida foi anunciada pelo Primeiro-Ministro na conferência de imprensa realizada no final do Conselho de Ministros, e que serviu de anúncio para o segundo passo de desconfinamento em Portugal.
 
A proibição de circulação entre concelhos foi uma medida tomada várias vezes para impedir a transmissão da doença entre a comunidade, até porque os municípios têm diferentes incidências.
 
Foi precisamente essa questão que levou António Costa a recomendar cautelas para 19 autarquias portuguesas, tal como noticiado pelo Ardina do Alentejo aqui, que têm uma incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes, a meta máxima estabelecida pelo Governo.
 
Sobre as fronteiras, o Chefe de Governo referiu um acordo com Espanha para a manutenção do encerramento das fronteiras, para manter a pandemia "devidamente controlada".
 
Portugal e Espanha têm sido exemplares. Devemos ser dos poucos países europeus a acordar a gestão da fronteira sem medidas unilaterais” vincou.
 
A proibição de circulação entre os 278 municípios de Portugal Continental foi já aplicada por várias vezes no âmbito do combate à pandemia de Covid-19.
 
c/ TVI24
Modificado em quinta, 15 abril 2021 09:31

O Primeiro-Ministro António Costa anunciou na tarde desta quinta-feira, dia 1 de Abril, que a partir da próxima segunda-feira, 5 de Abril, Portugal entrará na segunda fase de desconfinamento.
 
Apesar de todos os concelhos irem passar à segunda fase de desconfinamento, Costa informou, em conferência de imprensa realizada no final do Conselho de Ministros, que “há 19 concelhos onde é preciso haver especial cautelas”.
 
No mapa de risco, os concelhos que estão acima dos 120 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias são: Alandroal, Albufeira, Beja, Borba, Cinfães, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Lagoa, Marinha Grande, Penela, Soure, Vila do Bispo e Vimioso. Além destes 13 concelhos, há seis que estão mesmo acima dos 240 novos casos por 100 mil habitantes, no mesmo período: Carregal do Sal, Moura, Odemira, Portimão, Ribeira de Pena e Rio Maior.
 
Alandroal, Beja, Borba, Moura e Odemira são os cinco concelhos alentejanos onde é preciso haver especial atenção.
 
O Primeiro-Ministro salientou que os especialistas ouvidos pelo Governo propuseram que, "se em duas avaliações sucessivas, os mesmos concelhos estiverem acima do limiar de risco, nesses concelhos não devem avançar as medidas de desconfinamento".
 
O Chefe de Governo pediu ainda cautela para os próximos dias, a época da Páscoa, um tempo "especial e que é tradicionalmente de reuniões de família e de convívio". "Até ao final do dia 5 mantém-se em vigor as medidas de proibição de circulação entre concelhos" recordou.
 
A partir de 5 de Abril, o segundo e terceiro ciclo (bem como os ATLs para as mesmas idades) reabrem portas. Os centros de dia, equipamentos sociais na área da deficiência e lojas até 200 m2 com porta para a rua podem reabrir.
 
Além disso, as esplanadas (com máximo de quatro pessoas por grupo), as feiras e mercados não alimentares (por decisão municipal), os museus, monumentos, palácios, galerias de arte e similares podem abrir. As modalidades desportivas de baixo risco (sem contacto físico) e a actividade física ao ar livre até quatro pessoas e ginásios sem aulas de grupo ficam autorizadas.
 
"Quero deixar um agradecimento aos portugueses pela forma como têm conseguido colectivamente controlar a pandemia" disse ainda António Costa. "Nesta terceira vaga e depois de termos sido dos piores do mundo, conseguimos controlar a pandemia e no espaço económico europeu só a Islândia tem melhores resultados. Deve dar-nos orgulho. Esse orgulho deve ser convertido em força motivadora" acrescentou.
 
c/ Notícias ao Minuto e Dinheiro Vivo
Modificado em quinta, 01 abril 2021 17:39

À margem de uma visita à Escola Básica Silva Porto, em Benfica, na cidade de Lisboa, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa admitiu esta segunda-feira, dia 22 de Março, mesmo com o desconfinamento que já está calendarizado, que o Estado de Emergência se prolongue até Maio.
 
"Um plano de desconfinamento até Maio, significa que haja actividades desconfinadas até Maio. Por isso, é muito provável que haja Estado de Emergência a acompanhar essa realidade" disse o Presidente da República.
 
Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou a altura em que prestou declrações aos jornalistas para relembrar que, amanhã à tarde, terça-feira, depois da reunião com o Infarmed, começa a ouvir os partidos sobre a renovação deste decreto que prevê ser "sensivelmente semelhante ao anterior".
 
Antes de anunciar o possível prolongamento do Estado de Emergência até ao mês de Maio, Marcelo enalteceu o "ensino presencial" e justificou a escolha da escola em visita pelo facto de esta nunca ter parado "durante o confinamento", e por integrar alunos de mais de 20 de países.
 
Sobre a abertura das escolas, o Chefe de Estado expressou a sua esperança em abrir os estabelecimentos de ensino, depois da Páscoa, salientando, contudo, que é necessário que os portugueses tenham consciência "da importância do passo que está a ser dado".
 
"Nós esperamos e desejamos que seja possível ir abrindo, depois da Páscoa, de acordo com o calendário já conhecido, as escolas de todo o país e a actividade social, comunitária e económica de todo o país e, para isso, é fundamental que os portugueses, quer no período que se avizinha da Páscoa, quer depois, com a abertura progressiva compreendam a importância do passo que está a ser dado", realçou.
 
c/ Natacha Nunes Costa e Notícias ao Minuto
 
## NOTÍCIA EM ACTUALIZAÇÃO ##
Modificado em quarta, 24 março 2021 13:14

Foi anunciado ontem, dia 11 de Março, pelo Primeiro-Ministro António Costa, um plano de reabertura “a conta-gotas”, considerando que neste momento se pode falar “com segurança” de uma “reabertura progressiva da sociedade”.
 
António Costa falava aos jornalistas, desde o Palácio da Ajuda, em Lisboa, no final do Conselho de Ministros que esteve reunido desde de manhã para aprovar o plano do Governo de desconfinamento do país.
 
O Primeiro-Ministro disse que chegou o momento de, “com segurança”, falar de um “plano de reabertura progressiva da sociedade portuguesa”, uma “reabertura a conta-gotas”, um desconfinamento que só é possível graças "ao esforço extraordinário de todas as portuguesas e de todos os portugueses ao longo destes dois meses". De acordo com António Costa, com o plano de reabertura apresentado "o que vai acontecer a partir de agora depende de todos nós" e da forma como se conseguir manter "a disciplina".
 
Estas são as medidas gerais:
    • Dever geral do confinamento até à Páscoa;
    • Proibição de circulação entre concelhos a 20 e 21 de Março e de 26 de Março a 5 de Abril (Páscoa);
    • Teletrabalho sempre que possível.
 
O que abre a 15 de Março:
    • Creches, pré-escolar e 1.º ciclo (e ATLs para as mesmas idades);
    • Comércio ao postigo e permite-se a restaurantes e similares a disponibilização de bebidas em take-away.
    • Cabeleireiros, manicures e similares - por marcação prévia.
    • Livrarias, comércio automóvel e mediação imobiliária;
    • Bibliotecas e arquivos.
    • Determina-se que as atividades de comércio a retalho não alimentar e de prestação de serviços em estabelecimentos em funcionamento encerram às 21 horas durante os dias úteis e às 13 horas aos sábados, domingos e feriados e as actividades de comércio de retalho alimentar encerram às 21 horas durante os dias úteis e às 19 horas aos sábados, domingos e feriados.
 
O que abre a 5 de Abril:
    • 2.º e 3.º ciclos (e ATLs para as mesmas idades);
    • Equipamentos sociais na área da deficiência;
    • Museus, monumentos, palácios, galerias de arte e similares;
    • Lojas até 200 m2 com porta para a rua;
    • Feiras e mercados não alimentares (por decisão municipal);
    • Esplanadas (máx. 4 pessoas).
 
O que abre a 19 de Abril:
    • Ensino secundário e ensino superior;
    • Cinemas, teatros, auditórios, salas de espectáculos;
    • Lojas de cidadão com atendimento presencial por marcação;
    • Todas as lojas e centros comerciais;
    • Restaurantes, cafés e pastelarias (máx. 4 pessoas ou 6 em esplanadas) até às 22h ou 13h00 ao fim de semana e feriados;
    • Modalidades desportivas de médio risco;
    • Atividade física ao ar livre até 6 pessoas e ginásios sem aulas de grupo;
    • Eventos exteriores com diminuição de lotação;
    • Casamentos e batizados com 25% de lotação;
    • Autorizadas desportivas modalidades de baixo risco, com a atividade física permitida ao ar livre até 4 pessoas e ginásios sem aulas de grupo.
 
O que abre a 3 de Maio:
    • Restaurantes, cafés e pastelarias (máx. 6 pessoas ou 10 em esplanadas) sem limite de horário;
    • Todas as modalidades desportivas;
    • Atividade física ao ar livre e ginásios;
    • Grandes eventos exteriores e eventos interiores com diminuição de lotação (o que poderá marcar o regresso do público aos estádios);
    • Casamentos e batizados com 50% de lotação.
 
Este processo de reabertura será “gradual e está sujeito sempre a uma reavaliação quinzenal de acordo com a avaliação de risco” adotada salientou António Costa.
 
Essa avaliação de risco tem por base dois critérios fundamentais consensualizados entre os diferentes especialistas: por um lado, o número de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias e, por outro lado, a taxa de transmissibilidade, medida através do famoso Rt” assegurou.
 
O Chefe de Governo avisou que as medidas terão que ser revistas sempre que Portugal ultrapassar “o número de 120 novos casos por dia por 100 mil habitantes a 14 dias ou sempre que o nível de transmissibilidade ultrapasse o 1”.
 
A 5 de Maio será feita uma reavaliação da situação para saber se é necessário um novo plano ou se a situação àquele dia se mantém. "Vamos fazer um desconfinamento de acordo com critérios nacionais e será todo o país a desconfinar, mas o confinamento será tão local quanto possível", asseverou António Costa.
 
Em relação ao regresso às escolas, o Primeiro-Ministro prometeu que este seria acompanhado de um "programa de testagem massiva" sem, porém, avançar com mais detalhes.
 
Quanto às fronteiras, Costa mantém a decisão de manter a fronteira com Espanha encerrada até à Páscoa. Já relativamente às fronteiras externas da UE, as regras "são as acordadas a nível europeu", com "medidas especiais para países de maior risco". Designadamente a testagem e a quarentena para voos directos e indirectos de países como Reino Unido, Brasil e África do Sul por causa das novas variantes.
 
Novas medidas de apoio às empresas, ao sector cultural e desportivo serão apresentadas esta sexta-feira.
 
c/ SAPO
Modificado em sexta, 12 março 2021 09:59

Segundo foi anunciado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), no boletim epidemiológico desta quinta-feira, há 748858 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus em Portugal. Registam-se assim mais 7914 casos do que os registados na passada quarta-feira. Há actualmente 161442 casos activos de Covid-19 no nosso país (menos 3071 casos registados em relação ao dia de ontem) e subiu para os 573934 o número de casos de pessoas que já recuperaram da doença provocada pelo novo coronavírus (mais 10760 pessoas recuperadas que os registos no dia anterior).

 

Dos casos confirmados, há 6496 pessoas internadas em unidades de saúde (registam-se assim menos 188 internamentos do que aqueles que se verificavam no dia de ontem), e desses estão 863 internados em unidades de cuidados intensivos (estão assim internadas menos 14 pessoas em relação ao que se verificava no dia anterior).
 
Neste momento há 204336 casos a serem acompanhados com contactos de vigilância pelas autoridades (menos 4925 casos registados em relação ao dia de ontem). 
 
Estão já confirmadas no nosso país 13482 mortes. Nas últimas 24 horas morreram 225 pessoas no nosso país, mortes essas que se registaram 41 na região Norte, 119 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 38 na região Centro, 20 na região Alentejo, quatro na região do Algarve, duas na Região Autónoma da Madeira e uma na Região Autónoma dos Açores. 
 
 
 

 

A região Norte do país continua a ser a região com mais casos de infectados com Covid-19 em Portugal, registando 313161 casos, mais 1788 casos que os registados no dia anterior. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com 276464 casos confirmados até ao momento, mais 3993 que os verificados na passada quarta-feira. A região Centro regista 106539 casos, mais 1118 casos que os registados no dia anterior, e o Algarve vê subir para os 18223 o número de casos confirmados de infecção na região, mais 387 casos que os verificados no boletim anterior. A Região Autónoma da Madeira vê subir para os 4605 o número de casos de infectados na região, registando-se mais 264 pessoas infectadas do que no boletim do dia de ontem, enquanto que a Região Autónoma dos Açores vê subir para os 3582 o número de casos confirmados de infecção na região, registando-se mais 21 pessoas infectadas do que no dia anterior. No Alentejo o número de casos de pessoas infectadas com Covid-19 ultrapassou a barreira dos 26 mil, cifrando-se nesta quinta-feira nos 26284, registando-se assim mais 343 casos que os verificados no relatório do dia de ontem.
 
 
A pandemia de Covid-19 já matou pelo menos 2.281.754 pessoas em todo o mundo desde que a China anunciou em Dezembro de 2019 o aparecimento do novo coronavírus, indicou a agência France-Presse.
 
Mais de 105.049.873 casos de infecção foram diagnosticados até agora em 196 países e territórios, sendo que pelo menos 76.926.931 pessoas são consideradas curadas.
 
Este balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
 
 
Modificado em quinta, 04 fevereiro 2021 15:54
E está eleito o Presidente da República. Como era expectável, Marcelo Rebelo de Sousa mantém-se como inquilino do Palácio de Belém, registando novamente uma vitória em todos os distritos, tal como já tinha acontecido nas Presidenciais de 2016, mas alcançando agora um feito inédito em eleições presidenciais: Marcelo Rebelo de Sousa venceu nos 308 concelhos do país. Tomará posse a 9 de Março.
 
Ana Gomes, que viveu uma noite eleitoral taco-a-taco com André Ventura, ficou em segundo lugar, sendo a mulher mais votada de sempre numa eleição presidencial.
 
Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito com 60,76 % dos votos, o que equivale a dizer que mais de dois milhões e meio de portugueses votaram no Professor, que concorreu apoiado pelo PSD, PS e CDS.
 
No discurso de vitória, no hall da Faculdade de Direito, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ter “a exacta consciência de que a confiança agora renovada é tudo menos um cheque em branco” prometendo continuar a ser “um Presidente que respeite o pluralismo e a diferença. Um Presidente que nunca desista da justiça social”. O Presidente da República disse ter retirado duas mensagens “muito claras” dos resultados eleitorais da noite de ontem. A primeira é que os portugueses “querem mais e melhor em proximidade, em convergência” e na gestão da pandemia, a segunda é que deve “tudo fazer para persuadir quem pode elaborar leis a ponderar a revisão, antes de novas eleições, daquilo que se concluiu dever ser revisto para ajustar situações como a vivida” nesta pandemia.
 
A socialista Ana Gomes, que foi a votos com o apoio do PAN e do Livre, alcançou 12,93 % dos votos (536.236 votos). A diplomata, que admitiu não ter conseguido o objectivo de chegar a uma segunda volta nestas eleições, disse ter cumprido o seu objectivo central e patriótico: “representar o campo dos democratas e progressistas europeístas e impedir que a ultradireita ascendesse a uma posição de possível alternativa”.
 
André Ventura, líder do CHEGA!, ficou em terceiro lugar, com 11,90 % dos votos, ou seja, 496.583 votos. Felicitou Marcelo Rebelo de Sousa pela vitória mas pediu ao Presidente da República "ruptura" com o que foi o anterior mandato, tendo ainda realçado que a sua candidatura teve mais votos que as de PCP, BE e IL juntas, para além de considerar que o CHEGA! é a verdadeira alternativa, frisando: “Esmagámos a extrema-esquerda em Portugal".
 
João Ferreira, o candidato apoiado pelo PCP ficou na quarta posição, com 4,32 % (180.473 votos) e Marisa Matias, a candidata do Bloco de Esquerda, que teve apenas 3,95 % (164.731 votos) ficou na quinta posição. Devido aos fracos números obtidos, nomeadamente não terem alcançado os cinco pontos percentuais, ambas as candidaturas não terão direito a qualquer subvenção estatal. 
 
O candidato da Iniciativa Liberal, Tiago Mayan Rodrigues, obteve 3,22 % dos votos (134.427 votos), tendo ultrapassado na recta final o independente Vitorino Silva, que com 2,94 % votos (122.734) ficou na última posição das Presidenciais 2021.
 
A abstenção foi de 60,51 %, a mais alta registada numa eleição para um Chefe de Estado português, não tendo votado mais de seis milhões e meio de portugueses.
 
 
Modificado em segunda, 01 fevereiro 2021 16:48
O Governo prepara-se para anunciar, no final do Conselho de Ministros, que começa às 9:30 da manhã desta quinta-feira, o encerramento de creches, escolas e universidades a partir de sexta-feira, dia 22 de Janeiro.
 
Na noite desta quarta-feira, 20 de Janeiro, o Primeiro-Ministro António Costa, reuniu-se com os ministros da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do Ensino Superior, Manuel Heitor, da Saúde, Marta Temido, e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, para decidir o encerramento das escolas.
 
O Primeiro-Ministro afirma que o Governo vai analisar no dia de hoje, quinta-feira, as informações sobre a "alarmante progressão" da epidemia em Portugal, designadamente o crescimento da variante britânica do novo coronavírus, e "decidirá em conformidade" para "salvar vidas".
 
António Costa escreveu no Twitter, "assim que cheguei de Bruxelas, reuni esta noite de emergência com os Ministros da Presidência, da Saúde, da Educação e do Ensino Superior. Fizemos um ponto de situação sobre a alarmante propagação da pandemia em Portugal".
 
Já noutra publicação, o Chefe de Governo acrescentou que "analisámos a informação que os epidemiologistas partilharam com o Governo, designadamente sobre o crescimento da variante britânica do vírus. Esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, decidiremos em conformidade, com a certeza de que a prioridade é salvar vidas e controlar a pandemia".
 
Na noite desta quarta-feira, em entrevista à RTP, a Ministra da Saúde Marta Temido tinha admitido que o Governo estava a ponderar encerrar imediatamente as escolas.
 
Durante a tarde desta quarta-feira, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, confirmou que o Governo iria ponderar o encerramento de escolas devido ao aumento do número de novos casos e de óbitos por Covid-19.
 
Nos últimos dias foram vários os especialistas e responsáveis escolares a pedir o fecho dos estabelecimentos de ensino como medida preventiva face à situação pandémica no país.
 
c/ JN
Modificado em quinta, 21 janeiro 2021 01:06
Em declarações ao Fórum TSF, na manhã desta quarta-feira, 20 de Janeiro, o presidente da Associação de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas revelou que o número de casos de Covid-19 que irá ser revelado no boletim de hoje é "arrasador". Filinto Lima pede o encerramento dos estabelecimentos de ensino.
 
Aos microfones daquela rádio, Filinto Lima disse que "temos mais 14647 pessoas infectadas", um valor que a confirmar-se representa um aumento de cerca de quatro mil casos em relação aos dados revelados no dia de ontem. 
 
O Jornal de Notícias apurou entretanto que o valor de óbitos irá também atingir um novo máximo, já perto das 300 mortes. Perante estes dados, Filinto Lima pede o encerramento das escolas, já que estas não existem "fora da sociedade".
 
"A minha decisão tinha por base o parecer da comunidade científica. É o momento da ciência, não é o momento da política, e muito menos da politiquice", salienta o responsável, num pedido ao Governo para dar ouvidos aos especialistas.
 
O Governo decidiu reforçar as medidas de contenção da pandemia, sem, no entanto, alterar a decisão de manter as escolas abertas e com ensino presencial.
 
O Primeiro-Ministro António Costa, já disse, contudo, que não hesitará em fechar estabelecimentos de ensino se verificar que a variante inglesa do novo coronavírus, mais contagiosa, se tornou dominante.
Modificado em quarta, 20 janeiro 2021 12:21
O Primeiro-Ministro não está satisfeito com a fraca adopção do confinamento por parte dos portugueses, depois de os dados apontarem para uma redução da mobilidade de apenas 30% no fim-de-semana, face ao fim-de-semana anterior. Por isso, António Costa anunciou no dia de ontem uma dezena de medidas que agravam as restrições e impõem o confinamento. Conheça-as com a ajuda do Ardina do Alentejo:
 
  • É proibida a venda ou entrega ao postigo de produtos em qualquer estabelecimento do ramo não alimentar, como em lojas de vestuário;
  • É proibida a venda ou entrega ao postigo de qualquer tipo de bebida, mesmo café, nos estabelecimentos alimentares autorizados à prática de take-away;
  • É proibida a permanência e consumo de bens alimentares, à porta ou na via pública, ou nas imediações, dos estabelecimentos do ramo alimentar;
  • São encerrados todos os espaços de restauração inseridos em centros comerciais, mesmo os que podiam operar no regime de take-away;
  • São proibidas todas as campanhas de saldos, promoções e liquidações que promovam a deslocação ou concentração de pessoas;
  • É proibida a permanência em espaços públicos de lazer, tais como jardins, que podem ser frequentados, mas não podem ser locais de permanência;
  • É solicitado aos autarcas que, tal como em Março e Abril de 2020, limitem o acesso a locais de grande concentração de pessoas, como frentes marinhas ou ribeirinhas, e limitem a utilização de bancos de jardins e parques infantis, e locais de desporto individual, como ténis ou padel;
  • São encerradas todas as universidades seniores, centros de dia e centros de convívio;
  • É reforçada a obrigatoriedade do teletrabalho, de duas formas: por um lado, todos os trabalhadores que tenham de se deslocar para prestar trabalho presencial carecem de credencial emitida pela respectiva entidade patronal, por outro, todas as empresas de serviços com mais de 250 trabalhadores têm de enviar à ACT a lista nominal de todos os trabalhadores cujo trabalho presencial considerem indispensável;
  • É reposta a proibição de circulação entre concelhos ao fim-de-semana e todos os estabelecimentos de qualquer natureza devem encerrar às 20 horas nos dias úteis, e às 13 horas aos fins-de-semana, com excepção do retalho alimentar, que aos fins-de-semana, se poderá prolongar até às 17 horas.
 
A par destas dez medidas, o Primeiro-Ministro disse que as mesmas vão ser “acompanhadas do reforço da fiscalização por parte da ACT e também das forças de segurança, a quem foi determinado — e muito em especial à PSP — uma maior visibilidade da sua presença na via pública”.
 
Segundo António Costa, esse aumento da visibilidade terá maior incidência “nas imediações dos estabelecimentos escolares, de forma a ser um fator de dissuasão e a impedirem ajuntamentos que são uma ameaça à saúde pública”.
 
O Governo anunciou na tarde desta terça-feira que as novas medidas entram em vigor às 00 horas desta quarta-feira.
Modificado em terça, 19 janeiro 2021 17:28