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No último ano lectivo, Universidade de Évora apoiou 81 estudantes carenciados em mais de 177 mil euros

A Universidade de Évora (UÉvora) apoiou, no ano lectivo anterior, 81 estudantes em situação de carência económica através de um fundo social que distribuiu uma verba de 177.470 euros, disponibilizada por 16 mecenas, foi esta segunda-feira revelado.

“O MECENATO É ALGO QUE VEM DESDE A CRIAÇÃO DAS PRÓPRIAS UNIVERSIDADES”

“O mecenato é algo que vem desde a criação das próprias universidades”, que “sempre tiveram muito apoio por parte de instituições e pessoas ao longo dos tempos”, realçou aos jornalistas o Reitor da UÉvora, António Candeias, à margem da Sessão Pública de Homenagem aos Mecenas 2025/26, realizada na tarde da passada segunda-feira, na universidade alentejana.

O Reitor congratulou-se pelo facto de a academia poder contar com instituições e pessoas que veem na UÉvora “um futuro para o país e que não se importam de, ao financiarem, poder apoiar também o futuro dos estudantes”.

81 BOLSAS DE ESTUDO ATRIBUÍDAS NO ANO LECTIVO 2025/2026

No âmbito desta cerimónia de homenagem, a academia divulgou que, no ano lectivo de 2025/2026, o Fundo de Apoio Social aos Estudantes da Universidade de Évora (FASE-UÉ) registou um apoio global de 177.470 euros, graças aos contributos de 16 mecenas, entre instituições e entidades privadas e públicas. Graças a este apoio, foram atribuídas 81 bolsas de estudo a alunos da UÉvora, divulgou a academia.

“É um dia de agradecimento pelas instituições e pelas pessoas que, de algum modo, veem que é no conhecimento, na ciência e na educação que se consegue criar o futuro da nossa sociedade”, observou António Candeias.

APOIO PERMITE FINANCIAR ALOJAMENTO E CANTINAS

O contributo dos mecenas, continuou o Reitor, permite que “muitos estudantes possam beneficiar dos apoios atribuídos pelo FASE-UÉ, que é o modelo de financiamento da acção social” da universidade eborense. “Permite-nos dar oportunidades a estudantes, designadamente através de apoio no alojamento ou apoio nas cantinas”, entre outras componentes, referiu António Candeias.

REITOR CRITICA ATRASO DAS POLÍTICAS DE MECENATO EM PORTUGAL

Nas declarações aos jornalistas, António Candeias argumentou também que, em Portugal, ainda se está “muito aquém daquilo que deveriam ser as políticas de mecenato, do ponto de vista legal”. “As próprias leis não valorizam o mecenato, mas estamos cada vez mais a apostar em mecenato e em mecenato científico”, disse.

ACORDO DE DOIS MILHÕES DE EUROS PARA CRIAÇÃO DE LABORATÓRIO

No que respeita ao mecenato científico, a Universidade de Évora já tem, “neste momento, um acordo com um grande grupo empresarial que vai financiar a criação de um laboratório”, num investimento de “cerca de 2 milhões de euros”, revelou o Reitor, embora tenha remetido para mais tarde outros pormenores acerca deste projecto. “Nós vamos apostar não só neste tipo de mecenato [relacionado com a cerimónia de esta segunda-feira], mas também no mecenato científico e no mecenato cultural”, garantiu.

FASE-UÉ EXISTE DESDE 2012

Criado em 2012, o FASE-UÉ, cujo apoio “tem vindo a crescer” ano após ano, tem como objectivo prestar apoio aos estudantes em situação de emergência social ou com manifestas e comprovadas dificuldades económicas.

CHEQUE SOLIDÁRIO DE QUASE SEIS MIL EUROS ENTREGUE AOS SERVIÇOS DE ACÇÃO SOCIAL

Na sessão desta segunda-feira, entre outros momentos, foi ainda entregue um cheque solidário – no valor de 5.872 euros – aos Serviços de Acção Social da Universidade de Évora, que resultou do valor doado por mecenas e dos bilhetes vendidos para um espectáculo solidário de flamenco, que decorreu no passado dia 12 de Julho.

com LUSA | Imagem: DR

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