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Fundação da Casa de Bragança leva recital “Choros, Tangos e Sassetti” à Capela do Paço Ducal de Vila Viçosa

No próximo dia 25 de Setembro, pelas 21 horas, a Fundação da Casa de Bragança promove mais um concerto da sua Temporada de Concertos, desta vez com o violinista Daniel Bolito e o pianista Philippe Marques, que apresentam o recital “Choros, Tangos e Sassetti“, na Capela do Paço Ducal de Vila Viçosa.

PROGRAMA CRUZA TRADIÇÕES MUSICAIS DO BRASIL, ARGENTINA E PORTUGAL

Depois de, em Agosto, a temporada ter proposto uma viagem pela música renascentista através do programa “Amores e Lamentos“, Setembro traz uma nova experiência musical, marcada pelo cruzamento entre diferentes tradições e linguagens. “Choros, Tangos e Sassetti” percorre universos musicais ligados ao Brasil, à Argentina e à criação contemporânea portuguesa, num recital que coloca em diálogo obras de Ernesto Nazareth, Heitor Villa-Lobos, Astor Piazzolla, Igor Stravinsky e Bernardo Sassetti.

RECITAL PASSA PELOS CHOROS BRASILEIROS, TANGO ARGENTINO E OBRA DE SASSETTI

O programa parte dos choros brasileiros e dos seus ritmos e sonoridades características, passando pelo universo do tango argentino, para chegar à música de Bernardo Sassetti, grande parte da qual se encontra igualmente inspirada no universo musical latino-americano. Entre as obras apresentadas encontram-se “Odeon“, de Ernesto Nazareth, “Choros n.º 5“, de Heitor Villa-Lobos, “Histoire du Tango“, de Astor Piazzolla, e várias composições de Sassetti, incluindo “Homenagem a Heitor Villa-Lobos“, “Choradinho“, “Cocada Bahianinha“, “Sonho dos Outros“, “Prelúdio em Sol Menor” e “Señor Cáscara“. O programa inclui ainda “Tango“, de Igor Stravinsky.

CONTRASTES ENTRE SONORIDADES ARGENTINAS E UNIVERSO DE SASSETTI

Os ritmos enérgicos, as sonoridades exóticas e as harmonias sugestivas dos ambientes dos clubes nocturnos argentinos contrastam, neste percurso, com a dimensão dançante do choro e com as sonoridades telúricas e encantatórias presentes na obra de Bernardo Sassetti. O resultado é um recital que procura revelar afinidades e contrastes entre diferentes universos musicais, construindo uma viagem pelo imaginário latino-americano.

EFEITOS PERCUSSIVOS E IMPROVISAÇÃO DESAFIAM LIMITES DO RECITAL CONVENCIONAL

A proposta distingue-se também pela utilização de efeitos percussivos em ambos os instrumentos, improvisação e instrumentos auxiliares, recursos que contribuem para uma abordagem original e permitem aos músicos desafiar e reinventar os limites do recital convencional. Com uma duração aproximada de 60 minutos, “Choros, Tangos e Sassetti” apresenta-se, assim, como um programa dinâmico e surpreendente, onde a interpretação dialoga com a experimentação.

CONCERTO TEM ENTRADA LIVRE

“Choros, Tangos e Sassetti” promete cruzar tradição e modernidade, composição e improvisação, através do diálogo entre o violino e o piano e de uma viagem musical por diferentes geografias e sensibilidades, na Capela do Paço Ducal de Vila Viçosa, com entrada livre.

Imagem: DR

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