
Um homem, de 40 anos, foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP), em Évora, e ficou em prisão preventiva pelo crime de violência doméstica contra a companheira e os dois filhos, de cinco anos e de 16 meses, foi revelado esta segunda-feira, dia 17 de Agosto.
INDICIADO POR TRÊS CRIMES DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA AGRAVADOS
O homem está indiciado pela prática de três crimes de violência doméstica agravados contra a companheira, de 39 anos, a filha desta, de cinco anos, e o filho de ambos, de um ano e quatro meses (16 meses), anunciou o Ministério Público (MP).
Em comunicado publicado na página de Internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora, consultado pela agência LUSA, o MP indicou que o arguido foi detido em flagrante delito pela PSP, na passada quinta-feira. Fonte do Comando Distrital de Évora da força de segurança referiu que o alegado agressor foi detido nesta capital de distrito alentejana.

MAUS-TRATOS REITERADOS DESDE 2022
De acordo com o MP, está “fortemente indiciado” de, até ao momento em que foi efectuada a detenção e “desde o início do relacionamento, em 2022, ter mantido, de modo reiterado e com enorme intensidade, maus-tratos psicológicos e físicos à mulher”.
Na última quinta-feira, no interior da residência de ambos, “o arguido agrediu física e verbalmente a companheira na presença das duas crianças”, pode ler-se no comunicado do MP. Além disso, acrescentou, manteve “os comportamentos agressivos” já “na presença da patrulha da PSP que ali se deslocou depois de alertada para os factos”.
ANTECEDENTES CRIMINAIS E PENA SUSPENSA EM CURSO
O arguido, com vários antecedentes criminais, está actualmente, e desde Abril, a cumprir pena suspensa de três anos e quatro meses de prisão pelo crime de violência doméstica, “praticado contra uma outra vítima”. A pena estava “suspensa na sua execução por igual período de tempo, sujeita a regime de prova e à frequência de programa específico de prevenção da violência doméstica”, precisou o MP.
PRISÃO PREVENTIVA E PROIBIÇÃO DE CONTACTOS
O homem foi, agora, presente a primeiro interrogatório judicial devido a estes três novos crimes e o tribunal determinou a sua prisão preventiva, por considerar que existem “perigos de perturbação do inquérito e de continuação da actividade criminosa”. Está igualmente proibido de manter contactos, por qualquer meio, com a vítima, segundo o MP.
As investigações prosseguem sob a direcção da 2ª Secção Especializada do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Évora, com a coadjuvação da PSP.
com LUSA | Imagem: DR

