
Durante alguns minutos, Portugal ficou literalmente de olhos postos no céu. Enquanto milhões de pessoas acompanhavam o Eclipse Solar, o país consumiu menos Internet, não por falta de rede mas por falta de utilizadores.
QUEBRA DE QUASE 30% NA INTERNET
Houve uma quebra de quase 30% durante o fenómeno, superior à média dos países analisados. O balanço é da Cloudflare, especialista em infraestrutura e segurança na Internet, que comparou os pedidos feitos aos servidores durante o Eclipse com os registos de dias normais.
UM TESTE EM TEMPO REAL PARA A REDE ELÉCTRICA
Para quem estava na rua foi um espectáculo raro, para quem gere a rede eléctrica nacional foi um teste em tempo real.

Em declarações à RTP, a REN – Redes Energéticas Nacionais revela que “acompanhou em permanência os efeitos do Eclipse Solar, num período marcado por uma redução temporária da produção fotovoltaica”.
HÍDRICA E GÁS NATURAL COMPENSARAM QUEBRA SOLAR
E quando o Sol deixou de produzir energia outras fontes tiveram de entrar em acção. Durante o período de maior impacto do eclipse, foi sobretudo a energia hidroeléctrica que garantiu esse equilíbrio. A produção chegou aos 5000 megawatts, a juntar aos 1350 produzidos por centrais a gás natural e outros 600 de energia eólica.
A REN indica uma redução de 50% na produção solar. Ainda assim não houve problemas no abastecimento. Portugal manteve uma posição exportadora, com fluxos para Espanha.
COORDENAÇÃO COM OPERADOR ESPANHOL
A mesma fonte da REN salienta que “a preparação antecipada, a coordenação operacional e a articulação entre as diferentes autoridades nacionais e operadores de rede de transporte europeus, nomeadamente o operador espanhol, permitiram assegurar o funcionamento do sistema e a segurança do abastecimento durante todo o fenómeno”.
Foram apenas alguns minutos mas os suficientes para colocar à prova duas das redes que as sociedades modernas mais dependem: a eléctrica e a digital.
com RTP | Imagem: DR

