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Suspeito de tráfico apanhado na A6, em Estremoz, com 1.532 quilos de cocaína

Um homem de 31 anos ficou esta sexta-feira, dia 14 de Agosto, em prisão preventiva, após ter sido detido pela Polícia Judiciária (PJ) quando conduzia um carro na AutoEstrada 6 (A6), com mais de 1.500 quilos de cocaína, na zona de Estremoz, revelou o Ministério Público (MP).

INDICIADO POR TRÁFICO INTERNACIONAL AGRAVADO E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA

Em comunicado publicado na página de Internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o Ministério Público revelou que o homem está indiciado pela prática de crimes de tráfico internacional de estupefacientes agravado, associação criminosa e detenção de arma proibida.

COCAÍNA AVALIADA EM MAIS DE 70 MILHÕES DE EUROS

O arguido foi detido em flagrante delito pela Polícia Judiciária, na passada quarta-feira, dia 12 de Agosto, ao ser interceptado na A6 a conduzir uma viatura automóvel que transportava aproximadamente 1.532,40 quilos de cocaína com “alto grau de pureza, avaliada em mais de 70 milhões de euros”, lê-se na nota.

O homem, de nacionalidade estrangeira, possuía também “duas armas de fogo, semiautomáticas, com calibre de guerra”, que foram apreendidas, tal como a droga, a viatura automóvel e “outros objectos, incluindo quantia monetária, tudo relacionado com a actividade de tráfico de droga”.

LIGAÇÃO A GRUPO CRIMINOSO DE TRÁFICO MARÍTIMO

Segundo o MP, o arguido está ligado a um inquérito judicial no âmbito do qual se investiga “a actividade de um grupo criminoso que se dedica ao transporte de grandes quantidades de cocaína por via marítima para introdução na Europa com entrada através de Portugal”.

A sua intercepção, na quarta-feira, contou ainda com o apoio da Guarda Nacional Republicana (GNR).

PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PELO TRIBUNAL DE ÉVORA

Presente esta sexta-feira a primeiro interrogatório judicial, o Tribunal Judicial de Évora determinou a prisão preventiva do arguido, a medida de coação mais gravosa e previamente proposta pelo MP.

Ainda de acordo com o MP, foram considerados verificados “os perigos de fuga, perturbação do inquérito e de continuação da actividade criminosa”. As investigações prosseguem sob a direcção do MP, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.

Imagem: DR

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