
Um homem, de 46 anos, suspeito de ter abusado sexualmente da enteada menor e de ter maltratado a companheira e um filho, em Mora, foi detido e ficou em prisão preventiva, foi esta terça-feira anunciado.
O suspeito, indicou o Ministério Público (MP) numa publicação no site da Procuradoria-Geral Regional de Évora, está indiciado pela prática de cinco crimes de abuso sexual de crianças e três de violência doméstica, agravados.
VIVIA EM UNIÃO DE FACTO COM A MÃE DAS CRIANÇAS DESDE 2016
Segundo o MP, o detido era padrasto da menina, actualmente com 12 anos, e do menino, com 10, vivendo em união de facto desde meados de 2016 com a mãe destas crianças, com quem teve também um filho em comum, que igualmente residia no mesmo agregado.

De acordo com o Ministério Público, “está indiciado que, no período compreendido entre Fevereiro e Julho de 2026, o arguido abusou sexualmente da menina, a quem exigia silêncio sobre as agressões através da entrega de pequenas quantias em dinheiro e da promessa da oferta de um telemóvel”. Há ainda indícios de que, ao longo do período de convivência, “o arguido infligiu, de modo intenso e reiterado, maus-tratos físicos e psíquicos às três vítimas” – a companheira, de 32 anos, e os dois filhos desta.
DETENÇÃO SEGUIU-SE A DENÚNCIA A 17 DE JULHO
Segundo o MP, “logo que as autoridades tiveram conhecimento dos factos, a 17 de Julho”, a menina foi ouvida por uma magistrada do Ministério Público no dia seguinte. Foram então emitidos mandados de detenção fora de flagrante delito, tendo o suspeito sido detido numa actuação desenvolvida em articulação entre o Ministério Público e a Polícia Judiciária (PJ).
O MP revelou ainda ter requerido a prestação de declarações para memória futura de todas as vítimas, um procedimento que visa evitar a repetição de depoimentos e proteger as vítimas, sobretudo as menores.
O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial esta segunda-feira, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
As investigações prosseguem sob direcção da 2ª Secção Especializada do Departamento de Investigação e Acção Penal de Évora (DIAP), com a coadjuvação da Unidade Local de Investigação Criminal de Évora (ULIC), da PJ.
com LUSA | Imagem: DR

