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PS volta a pressionar Governo sobre falta de médicos de família no Alentejo Central

O deputado do Partido Socialista eleito pelo Círculo de Évora, Luís Dias, voltou a questionar o Governo sobre a falta de médicos de família no Alentejo Central, alertando para o agravamento da situação em vários concelhos da região e destacando o caso de Vendas Novas, onde considera que a resposta dos cuidados de saúde primários está comprometida.

Numa pergunta dirigida à Ministra da Saúde, o parlamentar socialista pretende conhecer as medidas que o Executivo prevê adoptar para reforçar o número de médicos de Medicina Geral e Familiar, tanto em Vendas Novas como nos restantes concelhos do Alentejo Central que enfrentam dificuldades de recrutamento.

Segundo o PS, Luís Dias já tinha questionado o Governo, a 3 de Junho, sobre o número de utentes sem médico de família na região, mas afirma não ter recebido qualquer resposta até ao momento.

Em comunicado enviado às redacções, o deputado considera que “mais grave do que o silêncio do Governo é o contínuo agravamento da situação vivida pelas populações do distrito de Évora“, sustentando que a escassez de médicos está a comprometer o acesso aos cuidados de saúde primários, dificultando o acompanhamento de doentes crónicos, atrasando diagnósticos e aumentando a pressão sobre os serviços de urgência.

O socialista destaca particularmente a realidade do concelho de Vendas Novas, que, com cerca de 12 mil habitantes, dispõe atualmente de apenas três médicos de família em funções.

Para Luís Dias, esta situação tem gerado preocupação entre utentes, autarquias e profissionais de saúde, defendendo que os cidadãos do interior “têm exactamente o mesmo direito constitucional ao acesso à saúde que qualquer outro português“.

Na iniciativa parlamentar, o deputado solicita ao Ministério da Saúde informação sobre o número de utentes de Vendas Novas sem médico de família atribuído e questiona se estão previstas medidas de emergência para reforçar, nas próximas semanas, o quadro clínico do Centro de Saúde local.

Além disso, pretende saber se existe previsão para a colocação de novos médicos de Medicina Geral e Familiar, bem como que estratégias estão a ser preparadas para promover a fixação duradoura destes profissionais nos concelhos do Alentejo Central com maiores dificuldades de recrutamento.

O parlamentar questiona ainda quando prevê o Governo assegurar que todos os cidadãos da região tenham acesso efectivo a um médico de família e se considera aceitável que milhares de residentes continuem sem este acompanhamento clínico.

Imagem: Diogo Ventura | Observador

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