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Deputado Paulo Lopes Silva é o novo Presidente do UPortugal, movimento fundado por Seguro

O Movimento UPortugal, fundado por António José Seguro antes de ser Presidente da República, tem como novo presidente o deputado do PS, Paulo Lopes da Silva, estando para Outubro agendada uma Conferência Internacional sobre democracia, media e futuro.

Segundo informação avançada à Lusa, a eleição dos novos órgãos sociais do UPortugal aconteceu em Março deste ano na sequência da saída do seu presidente e membro fundador, António José Seguro, que antes da tomada de posse como Chefe de Estado cessou todas as funções académicas, empresariais e cívicas que desempenhava.

A mudança nos órgãos sociais não altera o propósito da UPortugal: o de ser um movimento cívico não partidário, um ponto de encontro entre reflexão informada, intervenção pública e mobilização colectiva. Não é um partido nem pretende sê-lo, não é uma mera plataforma de debates ou apenas um think tank académico fechado em si mesmo”, refere a mesma nota, que acrescenta que esta semana foi aprovado o Plano de Actividades para este ano.

À agência Lusa, Paulo Lopes da Silva, que além de deputado foi Director de Campanha de António José Seguro, explicou que foi sentida “a urgência de colocar a democracia no centro da reflexão política”, algo que pretendem fazer “fora dos partidos, reconhecendo-os como essenciais”, considerando que a melhor resposta aos riscos actuais “é uma cidadania mais consciente e mais exigente”.

Para Outubro está prevista a “Lisbon UPortugal International Conference 2026”, iniciativa do movimento dedicada ao tema “DemocracIA: Media e Futuro”, reunindo académicos, decisores políticos, especialistas, profissionais, investigadores e representantes do sector privado.

O presidente do UPortugal considera que “a transformação da sociedade e do espaço mediático, com recurso à inteligência artificial, à desinformação e às fake news, associada ao crescimento do discurso de ódio e da incapacidade para o diálogo, forma uma mistura que pode ser explosiva”.

Precisamos de imprensa livre e forte, de sentido crítico, de participação cívica e de defender o chão comum da nossa democracia”, considerou Paulo Lopes da Silva.

Além da eleição do novo presidente, a Assembleia Geral decidiu que continuam a fazer parte os membros fundadores como Ana Cláudia Oliveira, Marta Ramires (vice-presidentes) e Cândida Bernardo, a que se juntaram agora Filipe Ribeiro (tesoureiro), Luís Vilar e Margarida Mota.

A Mesa da Assembleia Geral é agora presidida por Carlos Zorrinho (que substitui Sónia Sénica) e os membros do Conselho Fiscal mantêm-se, com Óscar Gaspar como presidente”.

Esta associação foi criada em Janeiro de 2025 e teve como fundador número 1, António José Seguro, que explicou que queria “contribuir para a participação cívica dos portugueses”, mas recusou então que o UPortugal tivesse qualquer relação com um movimento para apoio a uma eventual candidatura às presidenciais, sobre a qual estava na altura a reflectir.

Em Abril de 2025, e ainda antes de Seguro ter anunciado a sua candidatura, o UPortugal lançou uma campanha de sensibilização contra as fake news, pretendendo contribuir “para a defesa da democracia dos seus inimigos” e protecção dos cidadãos da manipulação.

com LUSA | Imagem: Horácio Villalobos

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