
O deputado do PCP, Alfredo Maia, questionou o Governo sobre o ponto de situação do património do extinto Centro Educativo de Vila Fernando, no concelho de Elvas, que fechou há 19 anos.
A pergunta, datada da passada sexta-feira, 10 de Abril, foi entregue no Parlamento e tem como destinatário o Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
O deputado do PCP, eleito pelo Circulo Eleitoral do Porto, recorda que o património fundiário daquele centro educativo, que fechou portas em 2007, é também composto por “duas herdades”, com uma área total de “cerca de mil hectares”.
“No concelho de Elvas, existe um centro experimental do Ministério da Agricultura a funcionar com escassez de espaço e, por outro lado, no mesmo concelho há mil hectares do Estado sem utilização”, critica.
Entre os vários episódios que o deputado recorda sobre o historial do centro educativo, destaca-se que, em 2017, o Ministério da Justiça, em resposta a um requerimento do PCP, informava que “estavam em curso diversas diligências” no sentido de se alcançar uma solução para defender aquele património.

Na questão colocada ao Governo, o deputado comunista quer saber “qual é o ponto de situação” das diligências para a revitalização e requalificação do edificado e das parcelas rurais de Vila Fernando e se “já foi aberto o concurso público” do programa REVIVE.
“Qual é o ponto de situação do memorando assinado em 2017 entre a Câmara e a Prospect Time International Investiment (Portugal/China)?”, é outra das questões colocadas.
O deputado do PCP quer também saber se está garantido o aproveitamento para o Estado dos activos existentes nas herdades, nomeadamente os florestais, e qual o plano de gestão florestal para as herdades.
Alfredo Maia questiona também se está a ser equacionada a afectação de património fundiário a projectos públicos de investigação e experimentação, que medidas serão tomadas para “tornar justa, transparente e autorizada” a utilização das herdades.
Por último, o deputado quer saber “qual é o ponto de situação” da cedência das seis moradias devolutas e abandonadas à Associação dos Amigos de Vila Fernando para a criação de novas respostas sociais na freguesia e quais são as “intenções futuras” para um “correcto e integrado” aproveitamento para o Estado de todo aquele património.
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