
É uma notícia há muito aguardada pelas populações do Interior. A Infraestruturas de Portugal deu um passo concreto rumo à melhoria das acessibilidades no Centro e Sul do país, ao lançar o concurso público para a elaboração do estudo prévio que irá definir a futura ligação rodoviária entre a A23 e a A6.
O procedimento, já publicado em Diário da República, tem um preço base de 2,5 milhões de euros e um prazo de execução de 660 dias. As propostas devem ser submetidas até às 17 horas do dia 11 de Maio, através da plataforma electrónica de contratação pública ANOGOV.
O traçado em estudo deverá unir a A23, na zona do Fratel, no distrito de Castelo Branco, ao Itinerário Principal 2 (IP2), já no distrito de Portalegre. A análise contempla ainda a definição da ligação entre o IP2 e a A6, na área de Estremoz, assegurando igualmente a conexão ao IP7 – uma solução que promete reforçar significativamente a coesão territorial de toda esta região.

A área abrangida pelo estudo envolve vários concelhos dos três distritos, entre eles Nisa, Vila Velha de Ródão, Crato, Portalegre, Monforte e Estremoz – territórios que há décadas reclamam melhores infraestruturas rodoviárias como condição essencial para o seu desenvolvimento económico e para a fixação de populações.
O lançamento deste concurso surge numa fase em que o Governo tem vindo a avançar com outros estudos no Interior, incluindo o do IC13, reforçando uma aposta mais ampla na melhoria das ligações rodoviárias nas regiões do interior do país.
Para os municípios abrangidos, trata-se de um sinal encorajador. Uma ligação eficiente entre a A23 e a A6 representaria não apenas uma melhoria significativa nos tempos de deslocação, mas também um impulso para a competitividade económica de toda a região, facilitando o escoamento de produtos, o turismo e a atracção de investimento.
O estudo prévio será o primeiro passo de um processo que, espera-se, culmine na construção de uma infraestrutura estruturante para o Interior de Portugal.
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