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“Depois do Fogo, Plantar Vida”: CIMAA planta 200 sobreiros nas áreas devastadas pelos incêndios de 2025

Esta segunda-feira, dia 23 de Março, a estrutura da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) trocou os gabinetes e escritórios pelo terreno para dar corpo a uma iniciativa tão simbólica quanto necessária.

Sob o mote “Depois do Fogo, Plantar Vida“, a equipa da CIMAA deslocou-se aos municípios de Castelo de Vide e Nisa para plantar – e baptizar – 200 sobreiros nas áreas mais afectadas pelos incêndios que em 2025 devastaram a região. A data escolhida não foi por acaso: o Dia Mundial da Árvore e das Florestas serviu de pano de fundo a um gesto de esperança e de compromisso com o futuro do território.

Líderes autárquicos lado a lado com crianças e técnicos

A iniciativa reuniu um conjunto alargado de participantes, numa demonstração de que a resposta ao fogo é uma causa colectiva. Joaquim Diogo, Presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAA, esteve presente, lado a lado com o Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, Nuno Calixto, e com o Presidente da Câmara Municipal de Nisa, José Dinis Serra, e com outros autarcas do Alto Alentejo.

Mas o momento mais marcante terá sido, porventura, a participação de cerca de 40 crianças do Agrupamento de Escolas de Nisa, integradas no Programa Eco-Escolas, que ajudaram a plantar os sobreiros e a baptizá-los – tornando-se, assim, guardiãs simbólicas da floresta que ajudaram a fazer nascer. Juntaram-se ainda à iniciativa técnicos florestais e ambientais e as equipas de sapadores florestais afectas à CIMAA.

O sobreiro como símbolo de resiliência

A escolha da espécie não foi aleatória. O sobreiro – árvore autóctone, resistente e central para os ecossistemas mediterrânicos – foi a aposta para a reflorestação das áreas mais castigadas pelas chamas, por ser considerado fundamental para a regeneração ecológica local. Os 200 exemplares plantados representam um primeiro passo concreto na longa recuperação de um território que, como tantos outros no interior do país, continua a lutar contra o flagelo dos incêndios rurais.

O trabalho que ninguém vê – mas que salva florestas

Antes da plantação, o grupo teve a oportunidade de observar, no terreno, os trabalhos de silvicultura preventiva que as equipas de Sapadores Florestais da CIMAA realizam regularmente junto à Barragem do Poio – nomeadamente a execução de um troço de Rede Primária de Faixas de Gestão de Combustíveis. Um trabalho técnico, silencioso e muitas vezes invisível aos olhos da opinião pública, mas que desempenha um papel decisivo na prevenção e supressão dos grandes incêndios que anualmente assolam a região.

A iniciativa contou com o apoio do ICNFInstituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que cedeu as espécies autóctones plantadas, e com a colaboração dos proprietários dos terrenos e dos municípios de Nisa e Castelo de Vide – a quem a CIMAA deixou expresso o seu agradecimento.

Com “Depois do Fogo, Plantar Vida”, o Alto Alentejo deu hoje uma resposta à destruição: uma árvore de cada vez.

Imagem: DR

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