
Já passava das quatro da manhã desta sexta-feira, dia 20 de Março, quando a mulher, com 39 semanas de gestação, pediu socorro por estar com contracções. Os Bombeiros Municipais de Coruche responderam à chamada.
Com parto iminente, o hospital de referência seria o de Santarém, a 47 quilómetros (cerca de 40 minutos), mas as urgências de obstetrícia estavam com constrangimentos desde quinta-feira e não recebiam a grávida. O Hospital de Vila Franca de Xira já não oferece este serviço, e a alternativa seria a urgência regional no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, a cerca de 80 quilómetros, ou seja, uma hora de viagem.
O Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) decidiu que o destino seria o Hospital do Espírito Santo, em Évora, a cerca de 80 quilómetros de distância, mas Santiago acabou por nascer junto à A6, entre Montemor-o-Novo e Évora, durante o transporte.

Desde Janeiro, já nasceram mais de dez bebés fora dos hospitais, tendência que tem vindo a subir.
A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, em visita às obras do novo Hospital de Évora, manifestou preocupação com os partos fora das maternidades, principalmente os domiciliares.
“O ideal, obviamente, é que as senhoras vão para as maternidades, porque é lá que têm segurança. Essa é a razão pela qual estamos a tomar esta medida. Queremos evitar a todo o custo desfechos fatais, por isso dizemos a todas as grávidas neste país: venham ter com o Serviço Nacional de Saúde. Nós estamos aqui para vos receber e acompanhar“, afirmou a Ministra.
Em 2025, foram registados mais de 270 partos em contexto pré-hospitalar, sobretudo nas regiões de Lisboa e do Centro do país, o que representa um aumento de 114%.
com SIC Notícias | Imagem: Notícias do Sorraia

