A 43ª edição da Volta ao Alentejo, que irá ligar Sines a Évora, durante cinco dias de competição, realiza-se entre os dias 25 e 29 de Março.
A “Alentejana” foi apresentada esta terça-feira, 17 de Março, no auditório do Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal do Alandroal, João Maria Grilo, de Carlos Zorrinho, presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), e do presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, para além de representantes dos parceiros institucionais e das autarquias envolvidas.
Ezequiel Mosquera, director da prova, fez a apresentação detalhada do percurso da edição de 2026 da Volta ao Alentejo.
Serão 674,2 quilómetros percorridos por terras alentejanas ao longo de cinco tiradas. A Volta ao Alentejo 2026, a mais curta de sempre, passará por 25 dos 47 municípios das quatro sub-regiões do Alentejo.
A 1ª etapa, na distância de 173.7 quilómetros, ligará Sines, no Alentejo Litoral, a Almodôvar, no Baixo Alentejo, naquela que será a tirada mais longa da “Alentejana”.
A segunda tirada começará em Ferreira do Alentejo e terminará em Montemor-o-Novo, já no Alentejo Central, após 160,9 quilómetros percorridos.
A 3ª etapa será disputada em formato de Contra Relógio Individual, com um total de 23,2 quilómetros, por terras do concelho de Crato, no Alto Alentejo.
Aquela que será a etapa rainha da “Alentejana”, a quarta etapa, numa distância de 153,3 quilómetros, ligará a Princesa do Alentejo, Vila Viçosa, a Portalegre, com final no alto da Serra de São Mamede, nas Antenas.
A derradeira etapa da 43ª Volta ao Alentejo unirá Moura, no Baixo Alentejo, a Évora, com a consagração do vencedor a ter lugar na emblemática Praça do Giraldo, depois de percorridos 163,1 quilómetros.
Carlos Zorrinho destacou a importância da Volta ao Alentejo como um evento que vai além do desporto, afirmando que é “muito mais do que uma competição desportiva, é uma montra da identidade, da paisagem extraordinária e da capacidade de acolhimento do nosso território”, sublinhando ainda que os 43 anos da prova demonstram essa mesma resiliência.
O Presidente da CIMAC referiu também que iniciativas desta dimensão são fundamentais para a coesão regional, a dinamização da economia local e a projecção do Alentejo a nível nacional e internacional.
Por fim, destacou o espírito colectivo da modalidade, lembrando que “o ciclismo é, talvez, uma das modalidades em que o individual é decisivo, mas não se ganha sem equipa. E aqui, vence o Alentejo, com mais uma grande edição da Volta”.
É uma corrida mítica do ciclismo português e um veículo promocional da região. Com todos os parceiros vamos fazer uma corrida que seja um orgulho de todos os alentejanos.
Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo
O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, nova entidade organizadora da prova sustentou que “é uma corrida mítica do ciclismo português e um veículo promocional da região”. Cândido Barbosa ressalvou que “com todos os parceiros vamos fazer uma corrida que seja um orgulho de todos os alentejanos”.
A edição de 2026 da “Alentejana” será composta por um pelotão de 20 equipas, entre formações continentais UCI, nove portuguesas e quatro estrangeiras, e equipas de clube, quatro portuguesas e três estrangeiras.
Entre as equipas de desenvolvimento confirmadas estão estruturas associadas ao WorldTour, como a EF Education/Aevolo (USA), a UAE/Team Emirates/Gen Z (UAE), a Movistar Team Academy (ESP) e a NSN Development Team (SUI).
A “Alentejana” terá honras de transmissão televisiva através da RTP2, todos os dias a partir das 15 horas, à excepção da quarta etapa, cujo directo se inicia às 13:30 horas, o que se consubstancia em mais de seis horas de transmissão em directo, no âmbito de um acordo válido por três anos.
A edição de 2025 foi ganha pelo britânico Noah Hobbs, que conquistou duas etapas e liderou a classificação geral até ao final.