
Um homem de 51 anos foi detido no Alandroal, por suspeita de violência doméstica sobre a ex-companheira, de 65 anos. O caso foi tornado público esta segunda-feira, 16 de Março, através de um comunicado da Procuradoria-Geral Regional de Évora.
Segundo o Ministério Público (MP), o arguido está “fortemente indiciado” pela prática de maus-tratos físicos, psicológicos e sexuais sobre a vítima ao longo do relacionamento, que perdurou desde o início de 2024 até Janeiro de 2026. Após a separação, longe de cessar, os comportamentos agressivos agravaram-se. O suspeito voltou a contactar a ex-companheira e, nos últimos dias antes da detenção, chegou a enviar-lhe mensagens a ameaçá-la de morte, referindo possuir uma arma para o efeito.
Reincidente: já tinha sido condenado em 2019

O caso torna-se ainda mais preocupante quando se conhece o historial do arguido. Em Janeiro de 2019, o mesmo homem foi condenado a dois anos e cinco meses de prisão por um crime de violência doméstica sobre outra mulher. A pena foi suspensa, ficando sujeito a tratamento de dependência de álcool e à proibição de se aproximar ou contactar a vítima desse processo. Aparentemente, a condenação não foi suficiente para travar um novo ciclo de violência.
MP pediu prisão preventiva, juiz optou por pulseira electrónica
O homem foi detido fora de flagrante delito e presente a primeiro interrogatório judicial na passada sexta-feira. O Ministério Público requereu a prisão preventiva, considerando-a a medida de coação adequada à gravidade dos factos e ao perfil do arguido. Contudo, a decisão judicial ficou aquém desse pedido: o suspeito ficou sujeito a proibição de contactar a vítima por qualquer meio, com controlo através de pulseira electrónica, e impedido de se aproximar da sua residência e local de trabalho.
O arguido está ainda proibido de adquirir ou usar armas, devendo entregar as que possua, e obrigado a frequentar um programa específico para arguidos em crimes de violência doméstica, bem como tratamento para dependências.
As investigações prosseguem sob a direcção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Redondo, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana (GNR).
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