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Gasolina sobe 7,5 cêntimos na próxima semana e gasóleo regista aumento recorde

O conflito no Irão e a tensão vivida no Médio Oriente vai passar uma factura pesada aos condutores nacionais a partir da próxima segunda-feira. Segundo fonte do sector, “a orientação será para um aumento de até 25 cêntimos por litro no preço do Gasóleo” e de “uma subida de até 7,5 cêntimos por litro no preço da Gasolina 95”.

Ainda segundo foi adiantado por outra fonte, os postos de marca própria, que normalmente funcionam junto aos hipermercados, seguem a tendência dos postos de abastecimento ditos “normais” e reportam “uma subida de 19,3 cêntimos no Gasóleo e uma subida de 5,9 cêntimos na Gasolina 95”.

De acordo com dados da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), esta será a maior subida de preço alguma vez registada em Portugal, no caso do Gasóleo, desde 2016, superando o máximo registado a 14 de Março de 2022, quando subiu 16,68 cêntimos por litro. No caso da Gasolina 95, a subida esperada entra no top sete dos maiores aumentos, longe ainda dos 12,44 cêntimos registados a 10 de Outubro de 2022.

Segundo a DGEG, o preço médio do litro do Gasóleo custa esta sexta-feira 1,634 euros, enquanto o preço médio da Gasolina totaliza 1,705 euros.

Caso se confirmem as previsões para a próxima semana, o preço médio do Gasóleo simples vai disparar para 1,864 euros por litro, enquanto o preço médio da Gasolina simples 95 deverá subir para 1,780 euros por litro.

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, já tinha admitido que a escalada da tensão no Médio Oriente poderia ter impacto directo no preço dos combustíveis em Portugal, tendo anunciado que o Governo está preparado para avançar com um desconto extraordinário no Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) caso a subida ultrapasse os 10 cêntimos por litro face aos valores actuais. A medida pretende compensar o aumento automático da receita fiscal gerado pelo IVA quando os preços sobem.

A reacção do sector, no entanto, está longe de ser consensual. A ANARECAssociação Nacional de Revendedores de Combustíveis considera que o eventual ajuste no ISP anunciado pelo Governo terá impacto limitado no preço final pago pelos consumidores. Em declarações ao canal NOW, a vice-presidente da associação, Mafalda Trigo, afirmou que a medida “é um bom começo”, mas insuficiente para travar o efeito das subidas internacionais do petróleo, estimando que a redução fiscal poderá traduzir-se em apenas cerca de um cêntimo por litro no preço final.

No entanto, apesar da volatilidade nos mercados internacionais, os operadores do sector garantem que o sistema de abastecimento em Portugal continua a funcionar com normalidade.

Imagem: DR

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