

Os 72 utentes do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Mértola foram transferidos esta quarta-feira, dia 4 de Fevereiro, para outras instituições do concelho, por precaução, devido à subida do nível de água do Rio Guadiana.
A maioria dos idosos foi acolhida no novo Lar de São Miguel do Pinheiro, propriedade da Câmara Municipal de Mértola, inaugurado no ano passado, mas que ainda não se encontrava em funcionamento. Os restantes utentes foram distribuídos por outras instituições do município.
Operação decorreu com tranquilidade
Numa nota publicada nas redes sociais, a Misericórdia de Mértola adianta que a transferência “decorreu com tranquilidade“. Os idosos estão “bem, serenos e a receber todos os cuidados de que necessitam, em condições adequadas de segurança e conforto, acompanhados pelos profissionais da instituição“.
A decisão de evacuar a instituição foi tomada face à proximidade do nível da água do Rio Guadiana. Por volta das 19 horas do dia de ontem, quarta-feira, a instituição encontrava-se a organizar toda a logística necessária para efectuar a deslocação dos residentes.
Preocupação com subida contínua do rio
O Lar da Misericórdia de Mértola localiza-se na Achada de São Sebastião, junto ao Rio Guadiana. Durante a manhã de quarta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Mértola, Mário Tomé, já havia manifestado preocupação com a subida contínua do caudal do rio, admitindo a eventual necessidade de retirar pessoas e bens das áreas ribeirinhas do concelho.
A Barragem do Alqueva tem vindo a efectuar, nos últimos dias, descargas de água devido à “persistência de caudais afluentes elevados” provocados pelas chuvas intensas, levando ao aumento do caudal do Rio Guadiana, que atravessa o concelho de Mértola.
Contexto de agravamento meteorológico
A situação ocorre num contexto de agravamento das condições meteorológicas em Portugal, com a chegada da depressão Leonardo, que afecta o estado do tempo no continente até sábado, com períodos de precipitação persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima.
O país enfrenta esta nova tempestade ainda com populações privadas de electricidade e a necessitar de apoio, após uma semana de chuva intensa e ventos fortes que causaram já 11 mortes e deixaram 68 concelhos em situação de calamidade.
Imagens: AMM Mértola Informação
