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Escritor José Luís Peixoto recebe Prémio Vergílio Ferreira 2026

O escritor José Luís Peixoto é o vencedor do Prémio Vergílio Ferreira 2026, atribuído pela Universidade de Évora ao conjunto da sua obra literária. A decisão foi anunciada esta terça-feira, dia 28 de Janeiro, data em que se assinalam 110 anos sobre o nascimento de Vergílio Ferreira.

O júri da edição 2026, presidido por Antonio Sáez Delgado, deliberou por unanimidade distinguir José Luís Peixoto “pela força criativa da sua ficção, que parte da experiência vital no Alentejo e chega ao mundo inteiro, com uma escrita rica em densidade emocional que aborda temas como identidade, memória, ruralidade e diáspora“.

Percurso marcado pelo Alentejo

Exemplos paradigmáticos da identidade do escritor são a sua primeira obra “Morreste-me“, publicada há um quarto de século, que marca o início do seu percurso, “Galveias” (2014), que se desenrola na sua terra natal, e, mais recentemente, “Almoço de Domingo” (2021) e “A Montanha“, que chegou às livrarias em Outubro de 2025.

Amplamente premiado, José Luís Peixoto é uma das vozes contemporâneas mais marcantes da literatura em língua portuguesa, tendo sido distinguido com o Prémio Literário José Saramago, em 2001, pela obra “Nenhum Olhar“. Em 2007 recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, reservado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha, pelo “Cemitério de Pianos“.

Em 2012, “Livro” foi premiado com o Libro d’Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu nesse ano. Já “Galveias” foi duplamente premiado: recebeu no Brasil o Prémio Oceanos para a melhor obra literária em língua portuguesa e no Japão, em 2019, o Prémio da Melhor Tradução de 2018.

Júri e cerimónia de entrega

O júri da edição 2026, presidido pelo Professor da Universidade de Évora Antonio Sáez Delgado, integra também os docentes universitários Cristina Robalo Cordeiro (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), Giorgio de Marchis (Università Roma Tre), Carla Isabel Ferreira de Castro (representante do Departamento de Linguística e Literaturas da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora) e o crítico literário Frederico Pedreira.

A cerimónia de entrega do galardão está agendada para o dia 2 de Março, segunda-feira. Habitualmente, a entrega realiza-se a 1 de Março, data em que se assinala o aniversário da morte do escritor Vergílio Ferreira (1916-1996), patrono do prémio e autor de “Aparição“.

Prémio com 29 anos de história

Criado pela Universidade de Évora, em 1997, o Prémio Vergílio Ferreira é atribuído anualmente ao conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa destacado no âmbito da narrativa e/ou do ensaio.

Entre os anteriores distinguidos contam-se nomes como Maria Velho da Costa (primeira vencedora), Maria Judite de Carvalho, Mia Couto, Eduardo Lourenço, Agustina Bessa-Luís, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, Hélia Correia, Lídia Jorge, Teolinda Gersão, Gonçalo M. Tavares, Carlos Reis, Ana Luísa Amaral, Ondjaki e, mais recentemente, Djaimilia Pereira de Almeida.

Imagem: DR

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