


O Município de Alcácer do Sal congratulou-se com a declaração de impacte ambiental desfavorável emitida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre o projecto da Mina da Lagoa Salgada.
“Defendemos o desenvolvimento económico, a implantação de novos projectos, a criação de emprego e a diversificação de actividades no nosso concelho, mas não podemos aceitar que isso se faça à custa das reservas de água essenciais para assegurar o abastecimento às nossas populações, por isso estamos muito felizes com esta decisão”, comentou a presidente do Município, Clarisse Campos.
A autarca lembrou que sempre se manifestou contrária a este projecto e esse foi o parecer do Município, mesmo após a reformulação do mesmo. “Entendemos que o projecto apresentava muitos riscos, o abate de extensas áreas de montado de sobro e a possibilidade de impactos nas captações de água que abastecem as populações de Vale de Guizo, Mil-Brejos Batão, Rio de Moinhos e Torrão, não representando, na nossa opinião, uma mais-valia para o nosso território”, acrescenta Clarisse Campos.
No seu comunicado, a Agência Portuguesa do Ambiente explica que teve em conta as alterações introduzidas ao projecto, não obstante, considera que o mesmo “continua a comportar impactes negativos muito significativos, nomeadamente ao nível dos recursos hídricos, factor determinante para a avaliação”.
Quanto à consulta pública ocorrida, refere que esta continua a revelar “uma posição de forte contestação ao projecto, transversalmente defendida por cidadãos, autarquias, organizações ambientais, associações e empresas”.
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