

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra os 13 detidos numa operação da Polícia de Segurança Pública (PSP) que permitiu desmantelar uma rede criminosa que abastecia de droga o Alentejo Central, que decorreu no final de Maio do ano passado.
Num comunicado publicado no site da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o MP indicou que os arguidos, nove homens e quatro mulheres, com idades compreendidas entre os 19 e os 46 anos, foram acusados dos crimes de tráfico de droga.
“Os arguidos, que tinham ligações de amizade, dedicavam-se, em exclusivo, à actividade de compra e venda de droga (canábis e cocaína), obtendo avultadas vantagens patrimoniais ilícitas”, refere a missiva publicada.
Segundo o MP, os alegados crimes ocorreram, entre 2022 e o final de Maio de 2025, altura em que ocorreu a operação policial, na zona de Lisboa e margem sul do Tejo, onde os arguidos faziam a recolha da droga, e em Évora e Montemor-o-Novo, onde era, posteriormente, vendida.
O Ministério Público recorda que, aquando da operação policial, foram apreendidos cerca de 70 quilos de haxixe, que dariam para, pelo menos, 135 mil doses individuais, e ainda cerca de 200 gramas de cocaína e oito gramas de ecstasy.
“Foi ainda apreendida a quantia monetária de cerca de 60 mil euros, além de armas e outros objectos relacionados com a actividade ilícita e obtidos com as vantagens patrimoniais alcançadas”, adiantou.
O MP revelou ter deduzido pedido de perda a favor do Estado de vantagens da actividade criminosa e também de perda directa a favor do Estado dos valores em numerário, telemóveis e outros objectos apreendidos.
Encontrando-se ainda pendente a análise patrimonial e financeira pelo Gabinete de Recuperação de Activos.
De acordo com o Ministério Público, dos 13 arguidos alvo de acusação, sete encontram-se em prisão preventiva.
“Um dos arguidos é reincidente, com antecedentes criminais registados pela mesma prática de crime, com cumprimento de pena de prisão efectiva, encontrando-se, à data da detenção, em situação de liberdade condicional”, assinalou.
Este inquérito foi dirigido pela 1ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Évora, tendo o MP sido coadjuvado pela PSP de Évora na realização da investigação.
Actualmente decorre o prazo para eventual abertura de instrução que, a não ser requerida, determinará a remessa do processo para julgamento, acrescentou.
com LUSA | Imagem: DR
