

O MOST 2025, Festival Internacional de Cinema do Vinho da Catalunha atribuiu o Grande Prémio ao filme “Fogo do Vento” da realizadora estremocense Marta Mateus, anunciaram os organizadores em comunicado.
O júri do MOST 2025 descreveu “Fogo do Vento” como “um filme único e belo que, através de um relato minimal e de histórias muito pessoais, se abre à história de Portugal e às suas ramificações políticas”.
Após 10 dias de programação, a 14ª edição do festival encerrou a sua temporada na região do Penedès, com uma gala em Vilafranca del Penedès, Barcelona.
Organizado pelo Museu das Culturas do Vinho da Catalunha, o MOST Festival conta com o apoio do Instituto Catalão da Vinha e do Governo da Catalunha.
De recordar que “Fogo do Vento” acaba de estrear comercialmente nos Estados Unidos da América, com sessões em salas de Nova Iorque, Chicago, Los Angeles e São Francisco.
“Um dia, no Verão de 2017, apareceu-me um touro negro no pensamento. Depois, chegou-me a imagem de um incêndio, de terra queimada. Aprendi a dar atenção aos sonhos, às visões, a guardar os mais leves prenúncios presentes numa ideia, num sopro de vento.
Essas são as imagens a partir das quais fui tecendo uma trama que cruza as vivências das pessoas da minha comunidade no Alentejo, as imagens das nossas memórias e as que a imaginação inventa”, escreveu a cineasta Marta Mateus, citada num comunicado da Portugal Film.
O filme da cineasta estremocense acompanha alguns dos protagonistas, aprofundando histórias de uma comunidade alentejana, “num filme político que convoca a memória das gerações anteriores”, indo “da resistência à ditadura salazarista ao tempo presente, numa reflexão sobre guerra e paz”.
“Fogo do Vento” é uma co-produção da produtora portuguesa Clarão Companhia, com a suíça Casa Azul Films e a francesa Les Films d’Ici, e sucede à premiada curta-metragem “Farpões Baldios”, que estreou no Festival de Cannes, na Quinzena dos Cineastas, em 2017.
“Fogo do Vento” vai ter a sua estreia comercial em salas portuguesas no princípio de 2026.
