sábado, 21 outubro 2017

Ana Moura encantou no Coliseu de Elvas

Escrito por  Publicado em Reportagens segunda, 21 março 2016 12:20
Fadista referiu que "o público alentejano é espectacular" Fadista referiu que "o público alentejano é espectacular" DR
Cerca de três mil pessoas assistiram no passado Sábado, dia 19 de Março, no Coliseu Rondão de Almeida, em Elvas, ao concerto da fadista Ana Moura, integrado na sua digressão de 2016, “Moura”. A cidade património mundial recebeu o segundo concerto em Portugal da digressão depois da estreia em terras lusitanas ter acontecido em Guimarães. O arranque da digressão internacional aconteceu no Olympia, em Paris, tendo já passado, em duas datas, pelo Luxemburgo.

 
O alinhamento do concerto foi feito em grande parte com as músicas do sexto álbum de originais, o homónimo e já galardoado Disco de Ouro, “Moura”. Não faltaram temas como “Tens os Olhos de Deus”, “Moura Encantada”, “Ai Eu” e o inevitável mega-sucesso “Dia de Folga”, single de apresentação do mais recente trabalho de Ana Moura.
 
Mas houve espaço para visitar músicas de outros álbuns da fadista, como “Os Búzios” ou “Clandestinos do Amor”, tema que fez parte da banda sonora original do filme português “Os Gatos Não Têm Vertigens”, que contou com Nicolau Breyner no elenco e que serviu para Ana Moura homenagear, em terras do Alentejo, o actor alentejano recentemente falecido.
 
O sucesso “Desfado” também não podia faltar e fez parte do encore final.
 
Em jeito de balanço, podemos afirmar que a estrela maior do concerto é Ana Moura mas ela tem o mérito de deixar brilhar os brilhantes músicos que a acompanham, e isso aconteceu por várias vezes. Ana Moura fez-se acompanhar em Elvas pelos músicos Mário Barreiros (guitarra), Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Mário Costa (bateria), André Moreira (viola ­baixo) e João Gomes (teclado).
 
Ainda antes do concerto começar, estivemos à conversa com um muito satisfeito Nuno Mocinha, Presidente da Câmara Municipal de Elvas, que disse à nossa reportagem estarem juntos “dois patrimónios mundiais, a cidade de Elvas e o Fado”. Acrescentou que “é bom ter a casa bem composta e que com um espectáculo desta dimensão, Elvas consegue levar por diante esta parte da cultura, a musical, juntando à outra parte tão importante da cultura, como é a da cultura patrimonial”. Exprimiu ainda o desejo de que “esta noite se possa repetir com outros grandes artistas do nosso país”.
 
Depois de praticamente uma hora e meia de concerto, e após alguns minutos de descanso, o “Ardina do Alentejo” falou com a muito simpática Ana Moura. Quando questionada sobre o grande ambiente que esteve no Coliseu Rondão de Almeida, durante todo o concerto, a fadista referiu que “o público alentejano é espectacular. Recebe-nos com um grande carinho. Adorámos”.
 
À questão “Ana Moura é uma estrela?”, a fadista de 36 anos respondeu sentir-se “muito feliz por estar neste ponto da minha vida, da minha história, eu não gosto de dizer carreira, porque foi construída passo a passo, com alguns sacrifícios, muita entrega e com muito amor também porque adoro aquilo que faço”. Acrescentou que “vale sempre a pena quando este reconhecimento é dado e acontece. Sentimo-nos felizes e úteis quando as pessoas reagem desta forma como aqui em Elvas. Faz-nos sentir felizes que a nossa música contribui para a felicidade das pessoas”.
 
Fazendo um balanço da tournée que tem o seu nome, Ana Moura disse “que até agora está a ser extraordinária. Começámos no Olympia, que esgotou com duas semanas de antecedência, depois fomos para o Luxemburgo, que também esgotou e onde tivemos de fazer uma segunda data. Em Portugal, começámos na semana passada em Guimarães, e este é o segundo concerto. Tem corrido belissimamente e nós esperamos que continue assim. Sinto que as pessoas já conhecem os temas do novo disco, já reagem aos primeiros acordes, já reconhecem as músicas e isso é meio caminho andado para que corra bem”.

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