sábado, 17 novembro 2018

Academia do Bacalhau de Estremoz inaugurou a sua sede

Escrito por  Publicado em Reportagens quarta, 09 maio 2018 03:49
A sede da única academia do “fiel amigo” existente no Alentejo fica situada no antigo edifício do Dispensário A sede da única academia do “fiel amigo” existente no Alentejo fica situada no antigo edifício do Dispensário Pedro Soeiro
Foi inaugurada no passado sábado, dia 5 de Maio, a sede da Academia do Bacalhau de Estremoz (ABE).
 
A sede da única academia do “fiel amigo” existente no Alentejo, e que neste ano de 2018 completa 18 anos de vida, fica situada no antigo edifício do Dispensário, na Avenida Condessa da Cuba, edifício cuja propriedade pertence ao Ministério da Saúde, e que foi recuperado pela autarquia estremocense, para albergar associações do concelho. Para além da ABE, estão localizadas neste mesmo imóvel as sedes da ACRMOZAssociação Cultural e Recreativa dos Marinheiros de Estremoz e da Associação Amigos da Bjeka.
 
A lápide que identifica a sede da ABE foi descerrada pelo Presidente da Direcção da Academia do Bacalhau de Estremoz, Francisco Ramos, pelo Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Filipe Mourinha, e pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ABE, Primo Neves, na presença de muitos compadres e comadres da instituição estremocense.

 
Antes da visita às novas instalações da ABE, actuou o Grupo de Cavaquinhos de Estremoz, dirigido pela Professora Cândida Lóios.
 
No final de mais uma tarde de festa para a ABE, o Presidente da academia estremocense, Francisco Ramos, em declarações ao Ardina do Alentejo, referiu ser este “um dia de felicidade” que superou as suas expectativas. Acrescentou que “as pessoas ficaram a perceber melhor o que é a Academia do Bacalhau, que é uma instituição de solidariedade, uma instituição séria, com 50 anos de vida no mundo inteiro, e que não é uma associação de comes e bebes”.
 
Olhando para trás, e fazendo como que um balanço destes 18 anos de existência da Academia do Bacalhau de Estremoz, Francisco Ramos salientou ser “um homem feliz na ABE, porque vesti esta camisola com convicção, sentindo aquilo que estou a defender. Perco muitas horas de sono pela ABE mas fico feliz”. Acrescentou ainda que “a inauguração da nossa sede foi mais um evento de sucesso da ABE e todos aqueles que questionam porque é que este espaço nos foi cedido, apesar de ser filosofia do movimento das academias não publicitar em demasia as nossas iniciativas, perceberão que o nosso objectivo final é apenas a solidariedade”.
 
Sobre o futuro da ABE, o Presidente Francisco Ramos asseverou que “há uma grande tarefa a fazer, que é trazer gente nova para o associativismo, trazer gente nova para a ABE, trazer jovens que sintam os valores da Academia do Bacalhau, mas não é fácil”. “É preciso que os jovens se empenhem, e o país e o mundo precisam do empenho dos jovens, porque os jovens não podem viver só para o Facebook e para as Playstations, têm de viver para a amizade, para a fraternidade e para a confraternização entre as pessoas” concluiu.
 

Há muita gente que contesta sem saber o que está dizer. Porque é que não se abriu um concurso, e quantas instituições é que existem... A típica conversa de oposição que quando não têm mais nada para fazer, fazem essas afirmações - Luís Mourinha

Também em declarações ao Ardina do Alentejo, Luís Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, frisou que “o objectivo principal da autarquia era recuperar um espaço que estava praticamente abandonado e depois começámos a ter várias instituições a desejarem o espaço. Subdividimos em três porque não conseguimos dividir em mais e agora as três instituições têm um espaço digno para desenvolverem as suas actividades”. Sobre as regras a cumprir pelas três instituições que agora estão instaladas no antigo Dispensário, o edil afirmou que as mesmas passam “pela manutenção do espaço. A nossa missão está feita, agora é com eles, terem mais actividade e manterem o espaço porque se não cumprirem com a manutenção o caminho é sairem daqui. Mas as três instituições têm todas as condições para desenvolverem a sua actividade e a manutenção também não é assim tão difícil”.
 
Quando questionado se, no seu entender, a atribuição deste espaço à Academia do Bacalhau de Estremoz não merecia qualquer tipo de contestação, o edil estremocense foi peremptório: “Há muita gente que contesta sem saber o que está dizer. Porque é que não se abriu um concurso, e quantas instituições é que existem... A típica conversa de oposição que quando não têm mais nada para fazer, fazem essas afirmações”. Luís Mourinha adiantou que “existe mais uma instituição, a única que temos até agora a solicitar espaço, que vai ser instalada por cima da antiga estação do caminho de ferro, onde estavam os Marinheiros”. Assegurou ainda que “Estremoz tem muitas instituições e a Câmara não consegue resolver o problema a todas, mas se resolvermos a grande parte já é positivo”.
 
Sobre o associativismo estremocense, o autarca salientou que “ao contrário de muitos outros Municípios, principalmente do interior, nós não nos podemos queixar da actividades das instituições, até porque é raro não termos uma actividade desta ou daquela associação, nesta ou naquela freguesia, preenchendo-nos praticamente os 52 fins-de-semana do ano”. Concluiu frisando que “esta é uma situação positiva mas para a câmara é mais difícil conseguir abranger e atingir valores de apoio com outra dimensão”.
 

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