segunda, 17 dezembro 2018

Ana Bacalhau deu concerto memorável em Portalegre

Escrito por  Publicado em Reportagens segunda, 23 abril 2018 03:37
Durante mais de uma hora e meia, a enérgica Ana Sofia contagiou o muito público que marcou presença Durante mais de uma hora e meia, a enérgica Ana Sofia contagiou o muito público que marcou presença Ivo Moreira
10 anos depois de ali ter actuado enquanto vocalista dos Deolinda, Ana Bacalhau regressou ao palco do Grande Auditório do CAEPCentro de Artes do Espectáculo de Portalegre, no passado sábado, dia 21 de Abril, para um concerto que ficará certamente na memória de todos quantos o presenciaram.
 
No dia exacto em que se assinalavam 10 anos sobre o lançamento do primeiro álbum dos Deolinda, “Canção ao Lado”, a até aqui vocalista da banda lisboeta, apresentou no CAEP o seu primeiro álbum a solo, “Nome Próprio”.
 
Durante mais de uma hora e meia, a enérgica Ana Sofia contagiou o muito público que marcou presença na sala de espectáculos portalegrense.
 
Acompanhada por José Pedro Leitão, no contrabaixo e baixo, Luís Peixoto, no cavaquinho, bouzouki e bandolim, Joaquim Rodrigues, nos teclados, e Isaac Achega na bateria, Ana começou o concerto tal qual começa o disco, com “Vida Nova”, tema com letra e música de Nuno Figueiredo.
 
Para além dos 15 temas que compõem o álbum de estreia, onde “Ciúme”, “Leve como uma pena” ou “Só eu” foram cantados quase que em uníssono, Ana Bacalhau cantou ainda “Navegar, Navegar”, de Fausto, “Estou Além”, de António Variações, “Balada das Sete Saias”, dos Trovante, e num dos grandes momentos da noite, “Estrela da Tarde”, poema de Ary Santos, interpretado apenas com a ajuda do piano, naquele que foi o único tema em que Ana Bacalhau esteve sempre no mesmo sítio.
 
Depois de uma ovação de pé, o encore foi feito ao som de “Pensamos no futuro amanhã”, música autoria de João Só, e que faz parte da banda sonora da série televisiva assinada por Nuno Markl, “1986”, que passa na RTP, e por “Morreu Romeu”, que à semelhança da primeira música do concerto, tem letra e música de Nuno Figueiredo.
 
No final do concerto, e depois das já tradicionais selfies e dos muito solicitados autógrafos, a simpática Ana Bacalhau esteve à conversa com o Ardina do Alentejo.
 
Ardina do Alentejo – Que balanço faz deste concerto esta noite aqui em Portalegre?
Ana Bacalhau (AB) – Uma felicidade enorme, saio daqui com o coração cheio. Foi um incrível publico e fiquei muito contente também com o concerto, a forma como o concerto foi evoluindo e como as pessoas foram recebendo as canções.
 
Ardina do Alentejo – E a tournée deste “Nome Próprio” como é que está a correr?
AB – Está a correr muitíssimo bem. Tenho o Verão bem recheadinho, vou andar pelos quatro cantos de Portugal, e também já tenho alguns concertos fora de Portugal. Até agora as pessoas têm-me dirigido palavras de carinho. Algumas vêm aqui um bocadinho à descoberta, a ver o que é que se passa aqui e depois dizem que gostam muito. Fico mesmo muito feliz com o feedback que estou a ter.

 
Ardina do Alentejo – Sente-se melhor em que pele? Na pele de Ana Bacalhau ou na pele de vocalista dos Deolinda?
AB – Confesso que até há bem pouco tempo eu ainda não tinha entrado bem na pele de artista a solo. Acho que depois dos concertos de Lisboa e Porto, comecei a tratar-me por tu, como diz a minha canção, em que senti que já estava no domínio do concerto e de mim e das canções. Agora, qual é que eu prefiro, na verdade eu não consigo dizer. É o mesmo que dizer entre dois filhos qual é aquele que se gosta mais, não consigo.
 
Ardina do Alentejo – Foi um passo firme que tinha de ser dado nesta altura da sua carreira?
AB – Para mim tinha de ser, para a minha paz de espírito, para a minha felicidade, felicidade no sentido de realização pessoal e profissional.
 
Ardina do Alentejo – Um album recheado de grandes nomes, quer nas letras, quer nas músicas… Era este o álbum que queria para disco de estreia?
AB – Era mesmo… Aliás, superou até aquilo que eu imaginava, por culpa dos músicos que me acompanham, do João Bessa que o produziu… Estou absolutamente realizada e muito feliz com o resultado.
 
Ardina do Alentejo – Para quem ainda não viu um concerto de Ana Bacalhau, o que é que podem esperar?     
AB – Energia, porque eu sou ligada à corrente, entrega total, porque fica tudo em palco, e um lote de canções que falam um bocadinho de mim. São 10 anos em que as pessoas me vêm em palco, mas a cantar personagens e histórias de outros, e se calhar não conheciam bem a minha história. E eu aqui conto a minha história, mas a minha história é igual à história de tanta gente e é isso que eu espero que as pessoas possam rever também nalgumas coisas que eu canto, coisas minhas mas que são de todos, como a inquietação, a busca de qualquer coisa, de realização, as alegrias e as tristezas de todos nós.

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