sábado, 16 dezembro 2017

Diogo Piçarra no Concerto Mais Pequeno do Mundo da Rádio Comercial

Escrito por  Publicado em Reportagens sexta, 24 novembro 2017 01:52
Diogo Piçarra no Concerto Mais Pequeno do Mundo da Rádio Comercial Gonçalo Dourado
O Concerto Mais Pequeno do Mundo, iniciativa da Rádio Comercial que pretende levar os fãs mais fãs de um determinado artista a assistirem a um concerto do seu ídolo, passou pelo Alentejo, mais concretamente por Évora, no passado fim-de-semana. E como não poderia deixar de ser, a equipa de reportagem do Ardina do Alentejo, constituída por Pedro Soeiro, Ivo Moreira, e Gonçalo Dourado não faltou.
 
A unidade hoteleira de quatro estrelas, Vila Galé Évora, foi o palco escolhido para a realização do Concerto Mais Pequeno do Mundo com Diogo Piçarra. O autor de “Dialecto” e “História” cantou para 20 ouvintes da estação, durante aproximadamente uma hora. Foram 12 os temas interpretados pelo vencedor do programa da SIC, "Ídolos", em 2012, que pode ouvir este sábado, dia 25 de Novembro, na Rádio Comercial, a partir das 18 horas. A repetição do Concerto Mais Pequeno do Mundo acontece Domingo, às 17 horas.
 
Luísa Barbosa: "A experiência do Concerto Mais Pequeno do Mundo é única"
 
A apresentação do Concerto Mais Pequeno do Mundo esteve a cargo de Luísa Barbosa. A radialista, que já fez parte do programa da manhã da Rádio Comercial e que já foi apresentadora do Fama Show, da SIC, e que agora se dedica aos programas radiofónicos durante o fim-de-semana na estação liderada por Pedro Ribeiro, esteve à conversa com o Ardina do Alentejo.
 
Ardina do Alentejo – Este é também o intuito da Rádio Comercial, estar mais próximo dos ouvintes e ao vivo?
Luísa Barbosa – Sem dúvida. E parte do ADN da Rádio Comercial também é criar experiências e a experiência do Concerto Mais Pequeno do Mundo é única. É pegar nos fãs mais fãs de cada artista e dar-lhes acesso a uma experiência incrível que é estar tão perto do seu artista favorito num concerto que é único, pensado para este dia e para este palco.
 
Ardina do Alentejo – E a Luísa? O que achou deste Concerto Mais Pequeno do Mundo?
Luísa Barbosa – A verdade é que este foi também o meu primeiro Concerto Mais Pequeno do Mundo, não foi só do Diogo. E eu adorei. É uma experiência que não se vai repetir e que é mesmo um privilégio podermos estar tão perto de um artista… o próprio artista sente-se de forma diferente por ter o público ali tão próximo e nós vimos isso com o Diogo, pela forma como interagiu com o público nesta sala.
Foi um sucesso sem dúvida. Houve muitos arrepios, não sei se houve lágrimas, mas talvez, houve muitos gritinhos, que é o que se quer, e houve muitas emoções.
 
Ardina do Alentejo – E por ser no Alentejo também é especial?
Luísa Barbosa – Eu adoro o Alentejo. Para mim é sempre especial voltar ao Alentejo, e então daqui a pouco quando for a altura do jantar espero notar que estou no Alentejo.
 
Diogo Piçarra: "O ano de 2017 foi o melhor ano, para mim, em termos musicais"
 
Depois daquele que foi o seu primeiro Concerto Mais Pequeno do Mundo, Diogo Piçarra falou à equipa de reportagem do Ardina do Alentejo. O balanço desta hora de concerto, o Diogo Piçarra do Ídolos e o agora ídolo Diogo Piçarra, o ano de 2017 e o futuro foram os temas abordados nesta conversa com um dos grandes nomes da música portuguesa da actualidade.
 
Ardina do Alentejo – É intimidatório um concerto assim com o público tão perto e tão a olhar para ti?
Diogo Piçarra – É um bocadinho mais constrangedor, sentimos o olhar das pessoas. É um pouco contraditório porque com menos gente deveria ser mais fácil. O que é um facto é que quando tenho duas mil pessoas ou mais à minha frente consegue ser mais fácil do que aqui. Aqui ouve-se tudo, sente-se tudo, qualquer erro que tu tenhas ou que faças as pessoas vão reparar. É preciso muito, muito cuidado e não sobrevalorizar este tipo de concertos porque são ainda mais importantes e é onde podes mostrar a tua voz, o teu potencial, e por que é que mereces estar onde estás.
 
Ardina do Alentejo – E correu bem?
Diogo Piçarra – Sim, correu muito bem, correu perfeitamente bem. E eu até gosto porque dá sempre para ter um bocadinho mais de contacto com as pessoas, falar um bocadinho, se pedissem mais uma música eu ficava aqui muito mais tempo, porque não há pressas e não há mascaras. É música apenas, pedes às pessoas para cantar e elas cantam e cria-se aqui um belo ambiente e creio que este concerto foi exemplo disso.
 
Ardina do Alentejo – O Diogo que actuou no Concerto Mais Pequeno do Mundo é um Diogo diferente daquele que venceu o Ídolos, em 2012?
Diogo Piçarra – É muito mais. Ainda sou um puto, mas em 2012 era ainda mais puto, com apenas 21 anos e a pensar que sabia tudo. Passamos a vida toda a dizer isso, que já sabemos tudo, mas nem que cheguemos aos 80 anos nós vamos saber tudo. Mas na altura é normal, pensamos que já sabemos cantar e ao ganhar um concurso é sinal que temos uma boa voz. Mas nunca me deixei enganar por isso, sempre soube que tinha muita coisa para aprender. Após as aulas em Londres, que foi o prémio do concurso, pude realmente perceber o potencial da minha voz, o que é que eu ainda não fazia, o que é que eu não sabia, onde é que eu podia melhorar… e ao longo da minha vida tenho conseguido isso, descobrindo coisas na minha voz que eu antes não fazia, e até morrer vou continuar a aprender a cantar, entre aspas, e a aprender a usar a minha voz de outras maneiras. E a prova disso é que um disco, que é o “Espelho”, é uma coisa, e o “Dois”, que é outro disco, é totalmente outra coisa, tanto em termos de letras como em termos de voz. E o terceiro disco vai ser também uma evolução vocal que espero que se note, porque é o normal da vida.
 

É preciso muito, muito cuidado e não sobrevalorizar este tipo de concertos porque são ainda mais importantes e é onde podes mostrar a tua voz, o teu potencial, e por que é que mereces estar onde estás.

Ardina do Alentejo – Já estamos a preparar esse terceiro disco?
Diogo Piçarra – Está sempre a ser preparado, o terceiro e o quarto… Os nomes já os tenho, é sempre assim, e as ideias e os conceitos, mas falta sempre desenvolver muita mais música, porque do todo tiramos apenas uma parte, escolhemos as músicas que fazem sentido juntas, que criam ali uma história, um conceito e uma coerência, e para esse terceiro disco ainda faltam mais dois aninhos. O “Dois” ainda agora saiu e tem muito mais para dar, principalmente agora a reedição, que tem um tema novo que é o “Mágico” e que tem uma versão do Elvis, que eu costumo usar no final dos meus concertos, diferente da forma que apresentei aqui, em que fica a tocar e eu vou-me embora, uma espécie de “Altro”, como se diz no teatro. E como esta reedição ainda tem um bocadinho mais para dar, daqui a um ou dois anos vou pensar no lançamento do novo disco.
 
Ardina do Alentejo – Estamos praticamente a finalizar o ano de 2017. Que balanço fazes deste ano?
Diogo Piçarra – Foi um ano inesquecível. Foi o melhor ano, para mim, em termos musicais. Nunca tinha tido tantos concertos, nunca tinha recebido tantas mensagens, e tantos convites. Nunca tinha pisado tantos palcos, não só em Portugal, como fora dele. Corri o mundo inteiro com este disco, e posso-te dizer que este disco, o “Dois”, mudou a minha vida completamente. O primeiro, o “Espelho”, foi algo mais certeiro, onde não arrisquei tanto, não só em termos de produção, como também em termos de música. Este segundo disco, com a electrónica, abriu-me as portas para outros públicos, outros concertos, outros festivais, e a prova disso foi que este ano fiz mais de 70 concertos, onde conheci muita gente e onde trabalhei com imensos artistas. Fica aqui uma grande responsabilidade para o ano de 2018.
 
 

 

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