sábado, 16 dezembro 2017

Balões de Ar Quente. O encontro de amigos que se tornou num festival

Escrito por  Publicado em Reportagens quarta, 16 novembro 2016 00:29
Apesar de se poder praticar balonismo em quase todo o território, a região que acolhe o festival não foi escolhida ao acaso Apesar de se poder praticar balonismo em quase todo o território, a região que acolhe o festival não foi escolhida ao acaso Ivo Moreira
O céu do norte alentejano voltou a encher-se de cor. Durante seis dias, o Festival Internacional de Balões de Ar Quente proporcionou, não só aos pilotos como também aos passageiros, uma experiência única, tendo como cenário a soberba paisagem alentejana, pintada de cores de Outono.
 
Promovido há 20 anos pela empresa Publibalão e pelo Clube de Balonismo “Alentejo Sem Fronteiras”, este é um evento com características muito singulares, pois é dos poucos que pode ser apreciado em duas perspectivas, a de assistente ou até mesmo a de participante - isto sempre que as condições meteorológicas assim o permitam.
 
A exemplo de outros anos, o festival foi mais uma vez itinerante, percorrendo as localidades de Fronteira, Elvas, Ponte de Sôr, Alter do Chão e Monforte.
 
Quando começámos, o nosso intuito era promover o balonismo em forma de encontro para mostrar esta modalidade e desenvolver a nossa região. O que é certo, é que começámos, ganhámos o gosto e criámos novos objectivos que fomos conseguido alcançar, e cada vez mais, esses objectivos vão sendo superiores” refere Aníbal Soares à reportagem do Ardina do Alentejo.
 
Apesar de se poder praticar balonismo em quase todo o território nacional, a região que acolhe o festival não foi escolhida ao acaso. “Em termos paisagísticos permite que todos os pilotos possam desfrutar de um voo da melhor forma. Os primeiros cinco minutos nunca são iguais. Cada voo é diferente, porque podemos ir numa direcção diferente, encontrar um tipo de terreno diferente, a agricultura, a arborização, etc…
 
Visivelmente satisfeito pelo sucesso do evento, o responsável pela empresa Publibalão conta que 20 anos “é sem dúvida uma marca e em termos de balonismo representa, não só muito para nós como também para Portugal, pois conseguimos trazer pessoas de todo o mundo”. Olhando para o futuro, Aníbal Soares refere que este festival “tem tudo para crescer”. No entanto “o nosso maior obstáculo tem sido em termos de hotelaria, isto é, alojar todas as equipas que nos procuram num patamar mais ou menos igual e que as distâncias não sejam muito grandes. Obviamente que poderíamos ir para cidades maiores, mas isso também iria retirar um pouco do nosso objectivo, que é promover esta região do interior”.
 
A 20ª edição do Festival Internacional de Balões de Ar Quente apoiou a ASBIHP - Associação Spina Bífida e Hidrocefalia de Portugal com a venda de vouchers a participantes.

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