quarta, 20 junho 2018

Chegou ao fim a FIAPE 2015

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E chegou ao fim a FIAPE 2015, a 29ª edição da Feira Internacional Agropecuária de Estremoz. Segundo a organização, foram mais de 50 mil os visitantes que passaram pelo Parque de Feiras e Exposições da cidade estremocense, entre os dias 29 de Abril e 3 de Maio.
 
Los Romeros e convidados, Amor Electro, Anselmo Ralph, D.A.M.A., e uma tarde dedicada por inteiro ao Alentejo fizeram a animação cultural de um evento que lotou em duas noites (1 e 2 de Maio) a capacidade do recinto da feira, e que contou na cerimónia de inauguração com a presença do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho.
 
A Feira de Artesanato, que já vai na sua 33ª edição, o Concurso Nacional de Bovinos da raça Limousine, que pela primeira vez se realizou por terras estremocenses, as I Jornadas da Figueira-da-Índia de Estremoz, os mais diversos seminários e colóquios e os mais variados concursos agropecuários foram outros pontos de interesse que trouxeram a Estremoz milhares de visitantes.
 
No último dia da FIAPE 2015 e em jeito de balanço, o “Ardina do Alentejo” foi ouvir a opinião de quem esteve literalmente por dentro da feira, a trabalhar e a desenvolver as suas actividades económicas e comerciais.
 
Estas foram as perguntas que colocámos aos nossos entrevistados.
1 - Que balanço faz da FIAPE 2015?
2 - Superou as expectativas?
3 - Regressamos em 2016?
 

Andreia Galapito - CRIATIVIDADE A VOAR
1 - É um balanço positivo. Houve uma grande adesão por parte do público. O dia de hoje (ndr: Domingo) tem estado a ter uma maior adesão na parte da Feira do Artesanato, as pessoas vieram mais para comprar as prendas para o Dia da Mãe.
 
2 - Equivaleu às expectativas, à semelhança do ano passado.
 
3 - Estamos sim, para o quarto ano nesta feira.
 
Pedro SedasDEIXÓS POISAR DEVAGARINHO
1 - Foi a minha primeira FIAPE. Decidi vir porque o cartaz era muito forte, forte por serem artistas do momento, e que estão no número um a nível nacional. Apostei muito por causa disso, tendo eu pouca prática nesta área dos enchidos e da comida.
Foi muito bom, pelo menos para mim. Estávamos num espaço com cinco stands onde antigamente eram sete, visto que algumas pessoas desistiram, porque cada vez é mais complicado as feiras, são muitas despesas, os espaços são caros e as pessoas cada vez têm menos dinheiro.
Mas este ano, e pelo que já conversei com os meus colegas que vieram em anos anteriores, a FIAPE 2015 foi das FIAPE’s mais fortes que houve. O que prova que quando as coisas são bem feitas e bem pensadas funcionam, como foi o caso da aposta num cartaz arrojado, com artistas que estão na berra, que chamam muita gente e foi o que fez a FIAPE funcionar e ser uma das melhores FIAPE’s de todos os tempos quando estamos na crise em que estamos. Valeu a pena vir, e os meus colegas acho que estão satisfeitíssimos também.
 
2 - Eu como foi a primeira vez que vim não tenho um termo de comparação, mas foi boa.
 
3 - Em 2016 penso voltar. Este ano foi a rampa de lançamento para poder regressar. Pus o nome de “Deixós Poisar Devagarinho”, mas em 2016 talvez já só seja “Deixós Poisar” porque devagarinho foi só a primeira vez, que a gente estava com medo dos apertos.
 
Amílcar Prates - CASA DAS BIFANAS
1 - É um balanço super positivo. Não estávamos à espera de uma feira com estas dimensões aqui em Estremoz.
 
2 - Superou em muito as nossas expectativas.
 
3 - Se me deixarem, sou o primeiro a inscrever-me.
 
Pedro Bandeira SimõesCASA AGRÍCOLA
1 - Julgo que a FIAPE 2015 teve, à semelhança de outros anos, muitos visitantes e isso é bom. Pode ter ainda mais, se quisermos abranger um território maior, como o Alentejo Central, e se tornarmos a FIAPE numa feira de cariz mais nacional, assim se consiga manter a qualidade em termos de atracções culturais e assim se consiga cada vez mais atrair expositores com interesse para as pessoas.
 
2 - Desde que abrimos que a FIAPE tem sido uma aposta para a Casa Agrícola, para conseguirmos chegar ao público de fora de Estremoz que visita a cidade mas que, de alguma forma, também pretendemos que seja a nossa área de influência.
A ideia é levar pessoas à loja. Como diz a nossa divisa é um “Semear para Colher”. Mostrar o que temos na loja, fazer uma ou outra promoção para ser mais convidativo, mas a ideia é estar presente, ganhar notoriedade e chegarmos a mais pessoas visto sermos muito recentes ainda.
Qualquer que seja a iniciativa que permita divulgar o nosso nome, torná-lo mais conhecido das pessoas e do público em geral, tanto melhor. Estar numa feira agropecuária faz todo o sentido para nós visto que na Casa Agrícola as coisas partem exactamente da agricultura.
 
3 - É nossa intenção regressar. Oxalá tenhamos a capacidade para poder estarmos presentes novamente. É esse o objectivo. Estar presentes para ganhar mais notoriedade, estar mais no pensamento das pessoas, lembrarem-se de nós sempre que precisem de produtos nas áreas que nós comercializamos.
 
Isilda Ameixa - DOM ALENTEJO
1 - O balanço é bastante positivo. Começámos no ano passado, mas este ano ainda foi superior. Trouxemos algumas novidades a nível da bolota. A aprovação dos produtos por parte do público foi muito boa. O balanço é positivo. Estou muito feliz com a FIAPE 2015.
 
2 - Muito, muito, muito. O Pastel de Bolota e o Café de Bolota, que foi a novidade desta feira, superou todas as expectativas que eu tinha feito. Pensei que as pessoas tivessem curiosidade com a novidade, mas superou. Foi estupendo.
 
3 - Ainda antes estamos de regresso, assim a Câmara cá nos queira, na Cozinha dos Ganhões, com novidades ao nível da bolota. Prometo.
 
Filipe Mendes - Miraldino
1 - Balanço positivo. Muitos visitantes, com muito interesse, precisamos naturalmente no futuro, de mais organização, melhor estrutura, mas temos condições para caminhar, para crescer.
 
2 - Superou, superou as expectativas.
 
3 - De certeza porque a Miraldino já há bastantes anos que faz a FIAPE. Começámos lá em baixo ainda no Rossio, e há muitos anos que a fazemos aqui no Parque de Feiras. Vamos continuar a fazer a FIAPE de certeza absoluta. Fazemos parte da FIAPE.
 
Fotos: Ivo Moreira
 
O Intermarché de Estremoz, numa iniciativa em parceria com a Delta Cafés, comemorou no dia de hoje, Sábado, 18 de Abril, o “Dia Internacional do Café”.
 
Pelo segundo ano consecutivo, a superfície comercial gerida por Pedro e Paula Esperança, assinalou a efeméride, e à semelhança do que aconteceu em 2014, contou com a presença do Comendador Manuel Rui Azinhais Nabeiro, administrador do Grupo Delta Cafés.
 
Durante toda a manhã, aos clientes que passaram pelo Intermarché de Estremoz, foi oferecido um café. A boa disposição de toda a equipa e a animação feita por Luís Manuel Martins, locutor e animador da Rádio Borba, contribuíram para o sucesso da iniciativa.
 
O administrador do Grupo Delta Cafés disse que aceitou o convite para estar presente na loja Intermarché de Estremoz visto “esta ser uma loja do povo e eu também pertenço a esse mesmo povo. O convite para eu estar aqui para mim é um orgulho e ao mesmo tempo um agradecimento”.
 
Aos microfones do “Ardina do Alentejo”, o Comendador Rui Nabeiro falou sobre Estremoz e sobre o Intermarché local.
 
Recuando uns anos, o Comendador Nabeiro referiu que “Estremoz é uma terra que eu conheci sempre bem e porquê? Primeiro porque quando se passava para Lisboa tinha de se entrar em Estremoz e depois porque tive aqui o meu filho no Colégio de São Joaquim, desde a admissão ao Liceu até ao 5º ano do Liceu, vim a esta cidade várias vezes, sempre que ele não ia a Campo Maior”. 
 
Olhando para o presente, o empresário alentejano frisou que “enquanto muitas terras estão parando, Estremoz está crescendo. Comparo-a muito a Campo Maior. As pessoas acreditaram, as pessoas fazem o seu comércio, fazem a sua indústria, dão vida à cidade. Estremoz hoje é um marco no Alentejo e não há demasiadas terras no Alentejo que o possam dizer. Até mesmo terras maiores que Estremoz ou Campo Maior”. 
 
Para Pedro Esperança, o “Senhor Café” deixou os mais rasgados elogios: “Este é um empresário que sabe trabalhar, sabe o que quer e consegue também ele levar esta terra a um nível que merece”. 
 
Rui Nabeiro salientou ainda que “Estremoz tem também tido uma câmara que tem feito um trabalho bom, mesmo óptimo. Conheço bem quem passou anteriormente por esta câmara, mas falo também nesta que está agora em funções e que já esteve noutros mandatos”. 
 
Concluiu dizendo que “conjugando todos estes factores, estamos perante uma terra que está em progresso”.
 
O gerente do Intermarché de Estremoz afirmou aos jornalistas que esta parceria com a Delta Cafés para a comemoração do “Dia Internacional do Café”, “é claramente importante”. Pedro Esperança salientou que “na vida sempre pensei conquistar amigos e o Comendador Rui Nabeiro é um amigo que conquistei e a parceria que temos em termos comerciais é o culminar da nossa relação, mas acima de tudo, a importância é a amizade que temos para além do factor empresarial”.
 
O aderente Intermarché assegurou que a comemoração deste dia é para continuar. “Os Mosqueteiros têm uma filosofia de proximidade e de puxar pela economia local. Esta parceria fomenta esse mesmo espirito. O que fizemos o ano passado foi bom, o que é bom nós temos que dar seguimento e claramente que para o ano queremos fazer naturalmente e quem sabe ainda melhor” concluiu.
 
Sobre as remodelações que aconteceram no Bar/Padaria do Intermarché de Estremoz, Pedro Esperança referiu ao “Ardina do Alentejo” que “nós na vida temos um limite e esperamos que esse limite seja longínquo e esse só Deus sabe. Durante o nosso percurso temos de procurar sempre puxar por nós próprios, criando atractividade a quem nos visita. O que fizemos no Bar/Padaria foi dar continuidade áquilo que nós começámos há seis anos atrás”.
 
Pedro Esperança concluiu assegurando que “já há ideias para novos e futuros desafios”. Não os revelou porque como diz a sabedoria popular “o segredo é a alma do negócio”.
 
Durante as comemorações do “Dia Internacional do Café” no Intermarché de Estremoz foi sorteada uma máquina de café Delta Q, que saiu a Céu Pinto.
 
No dia em que João Pedro Bolota anunciou, em primeira mão, ao “Ardina do Alentejo”, parte do cartel da Corrida de Touros que se realiza na cidade branca do Alentejo, dia 2 de Maio, por ocasião da FIAPE 2015, apresentamos uma entrevista com Luís Filipe Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, onde são abordados os temas do momento na tauromaquia estremocense: o acordo celebrado entre a autarquia estremocense e a OPE - Associação Tauromáquica de Estremoz para a realização de eventos tauromáquicos na Praça de Touros de Estremoz durante a época de 2015, e claro, a polémica que envolve José Maldonado Cortes e o seu filho Francisco Cortes.
 
Ardina do Alentejo – Como é que vê toda esta polémica à volta da entrega da gestão da Praça à OPE?Luís Filipe Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz
Luís Mourinha – A Praça de Touros de Estremoz é como a noiva, rica. Toda a gente a quer, mas quando foi para a recuperar ninguém deu o passo em frente e essa é que é a grande questão de fundo. Todos querem a praça, todos querem fazer a gestão da praça, mas todos aqueles que andam nos blogues e essa gente que anda por aí, nunca ninguém deu um passo em concreto para a recuperar. Há uns que deram uns passinhos, mas foi com o dinheiro da câmara. Neste momento, a Câmara não dá dinheiro para se fazerem festas taurinas. Quem gosta de touros é que tem de defender a festa dos touros e por isso vai às corridas.
 
Atendendo a que a empresa do Campo Pequeno este ano não quis ficar com outras praças, sem ser a do Campo Pequeno, nós achámos que a solução ideal é a OPE – Associação Tauromáquica de Estremoz, na medida em que não cobra dinheiro à Câmara, nem queremos que eles cobrem dinheiro a quem organizar as corridas. O dinheiro que podem cobrar é para a manutenção e para limpeza da praça após as corridas e os espectáculos taurinos que lá houver. O que ficou acordado com eles foi um preço que podem cobrar, consoante se for de tarde ou de noite, para depois pagarem a limpeza e os dias de trabalho que os funcionários da câmara lá venham a desenvolver. E nada mais. Não há lucros, nem benefícios para a OPE. A OPE é apenas a gestora da praça para a temática taurina. Tudo o que for fora da questão taurina, a responsabilidade de cedência é do Município, que a pode ceder a outras instituições que queiram fazer espectáculos de outra natureza.
 
Em relação ao que dizem por aí que há um empresário que ficou com a praça, não corresponde à verdade, não há nenhum empresário que tenha ficado com a praça. O que houve foi um contacto com um empresário para fazer a corrida, que neste momento ainda não se sabe se vai fazer a corrida, a OPE tem um contrato para ser assinado que ainda ninguém assinou. Neste momento são só conversas, ainda não sei sequer se o Sr. Bolota vai fazer a corrida ou não. (ndr: entrevista gravada a 21 de Março)
 

Quando querem pressionar o Presidente da Câmara com mentiras, essas mentiras não funcionam

 
Ardina do Alentejo – O que espera desta temporada tauromáquica em Estremoz?
Luís Mourinha – Com estas guerrinhas de "meia-tigela", de gente de "meia-tigela", não sei em que ponto poderá afectar a assistência à corrida. Também vivemos um momento de crise, e os aficionados que têm rendimentos baixos não conseguem ir às corridas porque elas têm um preço elevado. Há muitos aficionados que só conseguem ver as corridas se forem televisionadas porque para irem às praças eles não têm dinheiro neste momento. Há um número elevado de aficionados que não conseguem ir e não sei até que ponto isso se vai reflectir na assistência da praça.
Para mim, neste momento as corridas de touros já não me afectam se têm muita gente ou pouca gente. Estou completamente inquinado com determinado tipo de "gentalha", que não fazem nada em prol dos outros, só para tirarem benefícios para eles próprios…
 
Ardina do Alentejo – Há um nome incontornável na tauromaquia em Estremoz. Nesta altura fala-se muito nesse nome. É verdade que disse que Francisco Cortes só toureava na Praça de Touros de Estremoz se o pai lhe pedisse públicas desculpas?
Luís Mourinha – O Sr. José Maldonado Cortes tomou uma atitude. Ele sabe o que é que tem de fazer para retroceder tudo aquilo que disse que não correspondia à realidade.
 
Quando querem pressionar o Presidente da Câmara com mentiras, essas mentiras não funcionam.
 
Toda a gente me conhece em Estremoz e sabe que quando começam com mentiras nos jornais, a situação inverte-se, eu não me rebaixo. Luto pela verdade contra muita gente, contra oportunistas. Depois da praça reconstruida, alguns oportunistas querem tomar conta da praça, mas comigo, oportunistas não tomam conta da praça.
 
O Sr. José Maldonado Cortes teve o seu momento de glória em termos tauromáquicos, teve o seu momento de glória enquanto gestor de praças, mas o seu período passou. Vivemos em 2015. Ele tomou determinadas posições e eu, enquanto gestor do Município de Estremoz, não aceito determinadas situações. E como não me apetece andar nos jornais a fazer desmentidos disto ou daquilo, ele sabe o que tem de fazer para alterar essa situação.
 
Não ando com graxa, nem vou em engraxadelas. As pessoas têm que assumir as suas responsabilidades. Assumiram em determinado momento político, porque havia eleições, e acharam que tomando determinadas posições podiam dar uma reviravolta a isto em termos eleitorais. Isso para mim é um dado, e o povo pronunciou-se precisamente contra esse tipo de postura e contra esse tipo de pessoas, votando massivamente no Movimento Independente por Estremoz - MiETZ. E a seguir temos que tirar ilacções dessa matéria. Quem se mete na política, dessa forma e em determinados momentos, tem de assumir as suas responsabilidades futuramente. Para sair delas sabe o que tem de fazer. E em relação a essa matéria, está tudo muito esclarecido e ao longo dos últimos anos já foi dado o esclarecimento a quem tinha de ser dado. Toda a gente sabe o que é que tem de fazer para que as coisas voltem ao normal.
 
Mas que se saliente que eu gosto muito do mundo dos touros mas aquilo que vejo hoje à volta do mundo dos touros não me agrada sinceramente. Têm de repensar o que querem porque a continuarem assim será a morte anunciada da festa brava em Portugal.
 
 
“Não pedimos nada a ninguém!”
 
A OPE – Associação Tauromáquica de Estremoz e a Câmara Municipal assinaram recentemente um acordo, para a temporada de 2015, que confere à associação estremocense a gestão da Praça de Touros de Estremoz no que à realização de eventos tauromáquicos diz respeito.
 
O “Ardina do Alentejo” esteve à conversa com José Pico, Hélder Cebola e Francisco Cóias, respectivamente Presidente, Secretário e Tesoureiro da Direcção da OPE – Associação Tauromáquica de Estremoz, que nos referiram que o papel da OPE “é fazer a gestão da praça e a sua manutenção”.
 
Em relação a verbas envolvidas neste acordo, os elementos da OPE salientaram que a empresa que fizer as corridas terá de pagar um montante, já estipulado, para que depois a OPE “possa pagar a luz, a água e a limpeza da praça”.
 
Segundo José Pico, a empresa Aplaudir, de João Pedro Bolota, “e pelo menos é o que está apalavrado” irá fazer as corridas de “Maio e de Setembro”. 
 
No que concerne a toda a polémica que envolve este acordo, a OPE reitera que “não pedimos nada a ninguém!” Acrescentam que “havia quem quisesse a gestão da praça à força toda, e daí a polémica que se gerou, mas nós não pedimos nada a ninguém”.
 
Hélder Cebola acrescenta que “não queremos polémicas com ninguém, nem as queremos criar. Queremos que a Praça de Touros de Estremoz em vez de polémica, tenha alegria”. O Secretário da OPE afirmou ainda que “é pena uma cidade tão pequena ter uma associação e uma tertúlia. Em vez de andarmos em guerrilhas, se estivéssemos todos unidos, a nossa força seria maior”.
 
Sobre a temporada tauromáquica em Estremoz e projectos para a Praça de Touros de Estremoz, a OPE pretende levar a efeito “a realização de umas brincadeiras taurinas, umas garraiadas para chamar o público à praça, em especial o jovem, para que aquele espaço tenha vida”.
 

Queremos que a Praça de Touros de Estremoz em vez de polémica, tenha alegria

Acrescentaram ainda que, e em virtude de serem uma associação sem fins lucrativos, “nunca poderiamos cometer a ousadia e entrar em loucuras de organizarem corridas de touros, com verbas e valores que depois não poderíamos suportar. E depois íamos o buscar onde? É aqui que entra a empresa Aplaudir e o João Pedro Bolota. Nós gerimos a praça e ele organiza as corridas”.
 
Olhando já para a temporada de 2016, e visto que o acordo celebrado tem a duração de um ano, a OPE acredita que este seja um acordo e um projecto que tem pernas para andar para além da actual temporada tauromáquica, mas “o Presidente da Câmara terá uma palavra a dizer no final desta temporada”.
 
A OPE, que tem a sua sede na zona envolvente ao Pavilhão Municipal de Estremoz, salienta que “sobrevive” com a quotização dos 49 sócios e que, “como o Presidente diz, não andamos sempre na Câmara a pedir”.
 
 
 
10 de Junho de 1995. Monumental de Santarém. Corrida da Rádio Renascença. Foi há 20 anos, apadrinhado pelo seu pai, José Maldonado Cortes, e tendo como testemunhas Paulo Caetano, Joaquim Bastinhas, António Ribeiro Telles, Rui Salvador e Luís Rouxinol, que o estremocense Francisco Cortes tirou a alternativa de cavaleiro tauromáquico.
 
Devido ao facto de em 2015 passarem 20 anos desde esse dia tão importante para Francisco Cortes, que esta temporada tauromáquica se reveste para o cavaleiro estremocense de ilusão e de sonho.
 
Foi para falar dos projectos que existem para 2015, mas também para apresentar a sua quadra de cavalos para a temporada que já arrancou, que Francisco Cortes convidou imprensa e amigos, para uma festa que se realizou ontem, dia 21 de Fevereiro, na sua propriedade, na Herdade das Barbas.
Para além de diversos amigos e dos familiares de Francisco Cortes, os cavaleiros Francisco Zenkl e José Luís Cochicho, o actual cabo do Grupo de Forcados Amadores de Portalegre, Francisco Paralta, e o antigo cabo do mesmo grupo, António José Batista, os antigos forcados Francisco Lagarto, Francisco Araújo “Fazé” e João Pinhel “Gambiarra”, o ganadero Armando João Moura, em representação da ganadaria de Dª Maria Guiomar Cortes de Moura, o Presidente da Tertúlia Tauromáquica de Estremoz, Marco Pernas, o aficionado José do Carmo Reis, ex- Presidente da Assembleia Geral da Associação de Tradições e Cultura Tauromáquica, e o empresário Arnaldo Santos, da empresa tauromáquica Derechazo, a única empresa presente na festa, foram algumas das presenças notadas na Herdade das Barbas.
 
Com a ajuda preciosa de uma vaca cedida para o evento pela ganadaria de Dª Maria Guiomar Cortes de Moura, Francisco Cortes deu a conhecer a todos os presentes, o Fellini (ferro António Paim), o Hemingway (ferro M. Cleba), o Dali (ferro António Paim), o Biorn (ferro Pedro
 Passanha), e o Faraó (ferro Maldonado Cortes), os cavalos que fazem parte da sua quadra para a temporada de 2015.
 
Depois, na companhia do apoderado Fernando do Canto e do amigo de longa data, Miguel Alvarenga, Francisco Cortes agradeceu “do fundo do coração” a presença de todos, “em particular” do pai, José Maldonado Cortes, “que tem sido o meu companheiro e a pessoa que tem estado presente em todas as horas”. Para além de ter agradecido à restante família e aos seus colaboradores do dia-a-dia, “Kiko” Cortes agradeceu ainda a Fernando Canto, “que além de apoderado é um grande amigo” e a Miguel Alvarenga, “pela sua disponibilidade e por todo o apoio que tenho sentido da sua parte”.
 
O apoderado Fernando Canto, recordando os 20 anos de alternativa de Francisco Cortes, referiu que são 20 anos de “muito trabalho, muita dedicação, muito crer, e muita dignidade na defesa de um nome que é incontornável” na tauromaquia, o nome Cortes. O apoderado salientou que “ao longo destes 20 anos temos sentido algumas incompreensões dos mais variados sectores”. “Custa muito trabalhar e não ver reconhecido o fruto desse trabalho” acrescentou. Fernando Canto foi mais longe ao dizer que “nem sempre é bom triunfar, porque triunfar e estar bem vai mexer com outros interesses e com outras maneiras de estar e torna-se prejudicial”.
 
Sobre a temporada de 2015, Fernando Canto disse “haver a ilusão de fazermos uma excelente temporada. Os ingredientes estão todos cá. Há uma excelente quadra de cavalos, há uma vontade enorme, há arte, há emoção e há um estilo próprio”. Acrescentou terem “esperança nesta temporada, mas os empresários é que têm a palavra. Têm de abrir os cartéis ao Francisco e tem que haver renovação. A nossa opinião é que os cartéis demasiado repetitivos cansam o aficionado”.
 
Adiantou ainda que está pensada a realização de uma corrida comemorativa dos 20 anos de alternativa de Francisco Cortes. “Eu sei que o grande sonho do Francisco é que essa corrida se realizasse em Estremoz, a sua terra, onde nasceu, onde tem os amigos e onde tem muita gente que gosta dele” disse Fernando Canto. O apoderado de Francisco Cortes salientou no entanto parecer “impossível que esse sonho se concretize”. Lançou o desafio “de que essa corrida se possa realizar numa praça o mais próximo de Estremoz, para que os seus amigos e os seus conterrâneos façam uma deslocação o mais curta possível, e ir levar-lhe o calor da amizade na corrida dos 20 anos de alternativa”.
 
O jornalista e crítico tauromáquico Miguel Alvarenga usou igualmente da palavra e confidenciou interrogar-se várias vezes “porque é que o Francisco não está em mais cartéis, porque é que não aparece mais vezes, porque das poucas vezes que toureia triunfa sempre, é um toureiro desenvolto, que dá a volta a qualquer toiro, com qualquer cavalo… É um toureiro que faz falta nos cartéis para que não seja sempre tudo mais do mesmo”. O responsável pelo blogue taurino “Farpas Blogue” disse ainda que “a Praça de Estremoz está um bocadinho longe para ele, por razões que não se entendem mas que se deveriam tentar ultrapassar”. Concluiu dizendo que “as empresas deveriam acreditar mais num cavaleiro como o Francisco, e deveriam arejar os cartéis, porque o Francisco tendo 20 anos de alternativa pode continuar a dizer-se que é um jovem cavaleiro que não está muito visto, que fica bem em qualquer praça, que nunca desilude ninguém e que triunfa sempre”.
 
Em declarações ao “Ardina do Alentejo” e à Rádio Despertar – Voz de Estremoz, Francisco Cortes olhou para trás e fez um balanço destes 20 anos de alternativa, dizendo sentir-se “feliz e orgulhoso” da sua trajectória, na actividade que sempre sonhou fazer desde miúdo. Acrescentou que “podia ter feito mais coisas mas a vida nem sempre é como nós a idealizamos. Sinto-me extremamente feliz sobretudo pela postura de seriedade, pela postura de verdade, de não me vender, de não querer comprar ninguém… Um percurso que me alegra muito, que poderá não alegrar a muitas outras pessoas, mas eu estou bem comigo próprio e espero que sirva para ser um exemplo para os meus filhos e para os meus familiares”. 
 
Sobre a temporada de comemoração dos seus 20 anos de alternativa, Francisco disse ainda não saber quantas corridas irá tourear. “Eu estou para desfrutar da tauromaquia, não estou para entrar em determinados jogos, estou aqui para ser feliz, para desfrutar o dia-a-dia e não vou estabelecer metas” disse. Acrescentou que “há determinados desejos que gostaria que acontecessem mas não vou apostar demasiado neles… vou estar tranquilo”.
 
Em relação ao sonho de realizar a corrida comemorativa dos 20 anos de alternativa na Praça de Estremoz, Francisco disse não saber se isso será possível. “Primeiro que tudo não sei porque é que não posso tourear em Estremoz” disse. Acrescentou que “é natural ter todo o gosto em tourear em Estremoz, para mais sendo o ano dos meus 20 anos de alternativa, mas é uma situação que não passa por mim. Eu não fiz mal a ninguém e penso que ninguém terá nada para me apontar, e se o tiver que diga. Como já disse, estou tranquilo, sereno e o que acontecer e o que vier, virá”.
O “Ardina do Alentejo” e a Rádio Despertar estiveram também à conversa com o pai de Francisco Cortes, o Maestro José Maldonado Cortes, que recordou a corrida de alternativa do seu filho. “Foi uma corrida com muita emoção, da Rádio Renascença, na Praça de Santarém, à cunha, que correu bastante bem, e onde se viu o trabalho meu e dele ali resumido” disse.
 
Sobre o seguir por parte de Francisco das suas pisadas no mundo da tauromaquia, José Maldonado Cortes, disse que “a culpa não foi minha. Dei-lhe liberdade para ele fazer o que quisesse, mas nunca o influenciei para que ele fosse toureiro. Acontece o mesmo com os meus netos, porque eles gostam muito, mas nunca os irei influenciar em nada. E agora mais que nunca está do pior que há, porque n
unca houve tanta má vontade de certas pessoas para se ser toureiro. Hoje só pode ser toureiro um tipo muito rico”.
 
Sobre o que poderá vir a ser a temporada dos 20 anos de alternativa do seu filho, o Maestro José Maldonado salientou que “poderá ser uma época boa, mas é difícil, porque existe uma grande dificuldade em se tourear, porque as empresas são apoderadas de vários cavaleiros e colocam os cavaleiros deles e não os da casa”.
 
Fazendo um balanço dos 20 anos de toureio de Francisco Cortes, o seu pai considera que “tem sido um percurso bom. Não tem toureado as corridas que ele merecia, podia e devia ter toureado mais, mas não lhe deram abertura para tourear muitas corridas”. Concluiu salientando que “ele pode tourear em qualquer sítio e não faz má figura. O ano passado ganhou o prémio de melhor lide em Portalegre, toureou em Monforte muito bem, e no fim não lhe serviu de nada”.
 
Fotografias autoria de Ivo Moreira.
 

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