terça, 22 agosto 2017

Ardina do Alentejo - 1º Aniversário

Escrito por sábado, 23 janeiro 2016 14:21
Sou um leitor fiel do Ardina do Alentejo porque cumpre fielmente o primeiro requisito do jornalismo: dá notícias.
 
Aprecio a rapidez, o rigor e a simplicidade.
 
Para a diáspora estremocense espalhada pelo Mundo, o Ardina está já no top das suas preferências, o que coloca aos órgãos de comunicação tradicionais novos desafios: fazerem mais e em profundidade, porque as novidades já estão todas no Ardina.
 
Parabéns, Pedro Soeiro, e longa vida para o Ardina.
 
 
 
 
 

Parabéns Ardina de Estremoz!
 
É com muito prazer que felicito o Ardina por este seu primeiro aniversário!
 
O Ardina, mais que um site de notícias, é um elo de ligação, é uma partilha de informações, de afetos e de memórias dos alentejanos, em particular (por afinidade óbvia) – de nós, estremocenses, em particular.
 
O Ardina, sempre presente, sempre actual e original, habituou-nos a apresentar a notícia “despida” de interesses, “despida” de aspas e sem segundas intenções ou favorecimentos.
 
A notícia como ela é! A notícia que interessa! A notícia do (realmente) ocorrido! 
 
A notícia que não fabrica casos ou intrigas porque a alguém lhe dá jeito. A notícia  má e a boa! Mas, certamente, não publicará a não notícia. Com certeza, não publicará a notícia sem ouvir as partes, sem entender a causa, o ocorrido e as consequências. Assim, eu espero que prossiga!
 
Até hoje, não deixou de dar a notícia porque não convinha ao A ou ao Z, àquela instituição ou àquela empresa. Também, nem por isso tem favorecido o A ou o Z, por receio, medo ou... quaisquer coisas que “perversas mentes” possam alcovitar.
 
O Ardina não é o Pedro Soeiro. O Ardina é o Pedro e com quem ele tem acrescentado mais e muito a este projecto!
 
Bem-haja Pedro e quem contigo colabora. Bem-haja Ardina! Continuem o vosso trabalho de rosas e espinhos!
 
Eu e todos os estremocenses contamos convosco, hoje e amanhã!
 

 
Hoje. Amanhã. Sempre.
 
Neste tempo que é de todos nós, este que deveríamos viver, é fundamental, essencial, que para além das mil e uma preocupações diárias, de carácter prático, sentimental, social, político que temos (era óptimo que assim não fosse),  que exista informação de qualidade, sem filtros, com veracidade, clara.
 
É aqui neste “deserto” que na minha opinião pessoal fazem falta “oásis” como o Ardina do Alentejo, felizmente não é caso único, felizmente acredito que mais apareçam, felizmente existem mais pessoas como o Pedro e a sua equipa, interessadas em informar, e que esta informação não fique apenas por conceitos generalistas e globais. 
 
Faz tanta falta. 
 
E por isso o meu obrigado, obrigado por me satisfazerem a curiosidade quando quero saber algo mais sobre a minha cidade, a minha gente, quando quero “apenas” saber mais.
 
É isto que se quer, hoje, amanhã e sempre.
 
Um ano passado, mais anos virão.

 
O que posso dizer sobre o Ardina do Alentejo é que é por ele que vou sabendo e estando sempre
em cima do acontecimento, a nível de notícias regionais, boas ou más, que chegam sempre na hora.
 
Neste momento é através das redes sociais ou de meios de comunicação on-line que me informo de como vai o mundo, em particular a minha cidade.
 
Continuem com o vosso trabalho informativo, actualizado e sempre na hora...
 
Parabéns pelo serviço cívico que prestam!
 
 

Ardina do Alentejo - 1º Aniversário

Escrito por sábado, 23 janeiro 2016 00:44

Após a solicitação, do editor deste projeto informativo, em gerar um pequeno texto assinalando tão enigmática data festiva da criação do mesmo, tomo a liberdade de emitir alguns parágrafos referentes ao assunto em epígrafe.

Depressa me prontifiquei a cumprir tão mui nobre e honrosa solicitação expressa pela equipa editorial do “Ardina do Alentejo”, doravante referenciado ao longo do texto como “AdA”.
 
Em primeiro lugar endereçar votos de parabéns a toda a equipa editorial do “AdA” por comemorarem o primeiro de muitos e longos anos deste projeto informativo.
    
Ao ser criado este projeto, os responsáveis criaram-no gizando caminhos bem definidos, traçando objetivos a atingir, estabelecendo um “Core Business” onde gerariam uma plataforma de notícias e informações relevantes para uma população regional.
Rapidamente verificaram que não seriam mais um Blog informativo, servindo somente para aumentar o rácio existente no ranking dos inúmeros blog’s da blogosfera digital, que versam sempre o mesmo “Core Business” comum aos blog’s existentes, isto é, tornando-se mais um blog a jorrar inúmeras noticias e informações “ad-hoc”.
Desde cedo o plano gizado foi analisado e reformulados os objetivos, muito em virtude dos “feed-back” que chegavam ao seu conhecimento, obrigando-os deontologicamente falando, a elevarem a fasquia do profissionalismo informativo e noticioso para padrões mais elevados de eficiência, bem como, de proficiência nos mais variados campos inerentes a um projeto informativo da sua dimensão.
Invariavelmente, teriam de obrigatoriamente reformular os contextos do projeto e toda uma panóplia de atividades e conteúdos, bem como, restruturar estruturas de colaboradores, compartimentalizando grandes áreas (por temas ou rúbricas) com vista à disseminação mais completa das informações e/ou  noticias.
Não se deixando levar em facilitismos, impôs um ritmo de trabalho em toda a equipa, que o distinguiu, dentro da guerra digital que é a blogosfera digital de plataformas informativas, sejam elas de índole regional, nacional e mesmo internacional, como sendo um exemplo a seguir pelo cuidado demostrado na maneira como apresenta a informação ao seu público-alvo.
Ao ser um ponto de referência nas noticias regionais sempre pautou a sua conduta por um profissionalismo impar, bem patente nas noticias e informações que divulgou, ambicionando sempre estar na linha da frente, com oportunismo, dedicação e muito cuidado, ao transmitir da noticia/informação procurando sempre colocar-se em primeiro lugar como recetor da mesma e verificando se atingia plenamente o efeito a que se propôs aquando da divulgação dessa mesma noticia.
 
Finalizando, por já ir longo o texto que me foi solicitado (i.e – “ um pequeno texto…”), permitam-me exprimir um sentimento que percorre a alma, chamando-o de orgulho, de ser Estremocense (local deste projeto informativo), e de poder conviver com alguns elementos desta magnifica equipa, que dia-após-dia não olha nem regateia a esforço, mesmo com privação de família, amigos e companheiros, de poder dedicar o seu tempo de lazer a procurar evoluir este projeto informativo, melhorá-lo e na minha opinião, procurar informar os desinformados, sempre pautando a sua vivencia e maneira de transmitir as informações/noticias, assentes em virtudes, que muitas vezes neste mundo narcisista são apelidadas de corriqueiros, como sendo, a imparcialidade, honestidade de carácter, abnegação em proveito do próximo, retidão de atos e mais poderiam ser enumerados.
Formulo votos de parabéns a toda a equipa deste projeto pelo primeiro aniversário, desejando um longo e prospero futuro que se avizinha cheios de prémios, nem que sejam os prémios morais do dever cumprido, exortando-os a continuarem a informar a cidade, distrito, a região e quiçá a nível nacional e internacional tornando-se num pólo de excelência conquistando por mérito próprio o lugar que é vosso por direito dentro da desenfreada guerra no mundo dos mídia.
 
Se me permitirem, terminaria com um jogo de palavras que, em jeito de súmula, transmite numa só frase o meu sentimento relativamente a este projeto informativo.
 Nunca o somatório de pequenos atos, bem patente neste projeto informativo de nome “ARDINA DO ALENTEJO”, emanados por tão grandes e desinteressadas pessoas, contribuíram tanto para a glorificação da informação neste grande mundo que é a Informação Digital.
 

Há balões no céu do Alentejo

Escrito por sexta, 13 novembro 2015 19:25
Até Domingo, o céu do norte alentejano vai ser literalmente pintado com várias cores, pelos 37 pilotos de sete países diferentes presentes na 19.ª edição do Festival Internacional de Balões de Ar Quente. Com as expectativas a serem superadas ao terceiro dia e com seis voos realizados, este é um dos poucos eventos que pode ser apreciado em duas perspectivas, a de assistente ou mesmo a de participante. Alter do Chão, Fronteira e Monforte são os locais escolhidos para acolher esta edição.

 
A azáfama começa bem cedo e para garantir o seu voo, há quem esteja disposto a prescindir de umas boas horas de sono, para marcar lugar na fila de inscrições. Feito o briefing e já com o entusiasmo a notar-se, as pessoas inscritas são distribuídas pelos vários balões e convidadas a participar na montagem dos mesmos.
Quando estamos a voar num balão conseguimo-nos abstrair das dificuldades do dia-a-dia, dos problemas, e ficamos embutidos por este espírito de liberdade de forma a desfrutar o que o mundo e neste caso concreto o Alentejo e o que o concelho de Monforte tem para nos oferecer” garante Aníbal Soares, piloto há 24 anos e responsável pelo evento.
 
A realização de um evento deste tipo tem uma condicionante: a meteorologia. “Na análise que fiz com uma certa antecipação previa-se bom tempo o que se veio a concretizar. Tudo isto é uma previsão, não é uma ciência exacta” remata Aníbal Soares, a cerca de 1.200 metros de altitude, com uma paisagem alentejana a perder de vista.  
 
 
“Vejam aí em baixo se não há nenhum balão”
 
A viagem, de aproximadamente uma hora, faz-se com a maior tranquilidade e há ainda oportunidade para relaxar, onde a única “banda sonora” - esporádica - é o do queimador a “cuspir” fogo.
 
Questionado sobre qual a viagem que mais gostou de fazer na sua vida de balonista, Aníbal não tem dúvidas “a viagem do dia de hoje! É sinal que ainda cá estou a desfrutar e a proporcionar o prazer de voar!
 
Apesar de não ter nascido com asas, este desporto corre nas veias de Aníbal Soares, também rosto da empresa Publibalão
 
Vejam aí em baixo se não há nenhum balão”, pede ajuda aos sete passageiros, para se assegurar que pode mudar ligeiramente a rota, com a ajuda do vento. “Temos cá sete países representados, o que nesta altura e também devido à situação económica não é tarefa fácil, mas nós conseguimo-lo fazer sem muito esforço, devido à tradição e reconhecimento que este evento já tem no mundo do balonismo” comenta, já a poucos metros do chão.
 
 
Sonho por concretizar
 
Este é o evento de balonismo com maior número de pilotos europeus e a grande dificuldade da organização “é dizer não”. “Se tivéssemos mais condições de logística e alojamento, seria bastante mais fácil atingir um número recorde e torná-lo num grande evento a nível europeu. Infelizmente a capacidade económica e logística, não nos permite sonhar tão alto. Mas continuamos a sonhar e a tentar ter o maior número de balões” comenta Aníbal Soares, depois de accionar, com uma das mãos, o queimador.
 
Apesar da capacidade de oferta ser reduzida, são feitos todos os esforços para que todas as pessoas que se deslocam aos locais de meeting point possam voar a título gratuito, “não temos 1000 ou 100 lugares - temos alguns e dentro disso tentamos proporcionar às pessoas uma viagem única”.
 
 
Em busca de uma aventura inesquecível
 
 
Por estes dias e de vários pontos do país, são muitas as pessoas que rumam até ao Alto Alentejo não só para assistir ao evento como também para fazer parte dele. Ao meeting point de Monforte chegaram inúmeros aventureiros em busca de uma experiência única e diferente nos céus do Alentejo. É o caso de Francisco Miranda que, juntamente com um amigo, se fez à estrada rumo a Monforte. “Apenas viemos para assistir ao evento, mas vamos tentar andar de balão também”, disse entusiasmado com a ideia, depois de 220 quilómetros percorridos de mota com partida em Caparide (Estoril).


Directamente de Aveiro, com mais três amigos e também em busca de uma aventura inesquecível, veio Fernando Neto, de 58 anos. “Apesar de já termos conhecimento há uns dois ou três anos, é a primeira vez que participamos no evento” afirmou o “porta-voz” do grupo, minutos antes de viver provavelmente uma das melhores experiências da sua vida. “Queremos aproveitar a idade” folga José Espírito Santo apoiado a um cajado improvisado que utilizou durante o tempo em que esteve na fila de espera das inscrições.
 
* Reportagem de Ivo Moreira
 
 
 
No passado Sábado, dia 10 de Julho, o Intermarché de Estremoz soprou as velas do 13º aniversário da superfície comercial do Grupo Os Mosqueteiros na cidade branca do Alentejo.
 
Música com o duo “Pólen”, animação radiofónica, entrega de brindes, prova de produtos regionais e oferta de café e bolo de aniversário marcaram o dia festivo do supermercado gerido por Pedro e Paula Esperança.
 
Muitos foram aqueles que não quiseram perder a oportunidade de se deslocar ao Intermarché de Estremoz, aproveitar os preços baixos, assistir e divertir-se com a animação proporcionada e saborear o bolo de aniversário, transformando o Sábado num dia de ainda maior afluência na superfície comercial.
 
Em declarações à comunicação social, o gerente do Intermarché de Estremoz referiu que “a festa” correu dentro das expectativas, “muito por culpa do trabalho de antecipação que fizemos, com o lançamento de flyers, tendo em vista este dia”. 
 
Pedro Esperança fez um balanço dos sete anos enquanto gerente do Intermarché de Estremoz, salientando que “têm sido uns bons sete anos, nomeadamente em termos sociais. Temos procurado inserir-nos na sociedade e levar o bom nome do Grupo Os Mosqueteiros à sociedade estremocense e ao concelho. De uma forma muito peculiar tentamos levar este supermercado para além daquilo que é um supermercado habitual, tentando fazer com que aqui as famílias se sintam bem”.
 
Olhando para o futuro, Pedro Esperança falou nos projectos que vão arrancar em breve e que vão mudar a “face” do Intermarché de Estremoz: “Vamos arrancar muito brevemente com um projecto de auto-consumo, dedicando-nos de uma forma ainda mais acentuada ao ambiente, vamos ampliar os metros quadrados de área de venda da loja, o que vai permitir com que fiquemos com um armazém para acolhimento logístico mais funcional daquele que temos agora”. Acrescentou ainda que “associado ao facto de termos uma placa de venda aumentada, vamos fazer uma remodelação na área fresca (peixaria e frutaria)”.
 
Praticamente no final da conversa com os jornalistas, Pedro Esperança adiantou uma novidade para muito breve: “Tentámos durante esta semana fazer a inauguração do serviço que vai ser instalado naqueles quadrados amarelos que se encontram na rua e junto à loja, mas tal não foi possível. Mas vai ser possível dentro de duas semanas certamente. Vamos ali instalar uma lavandaria self-service, 24 horas, com secagem e lavagem, para roupa com pequenos ou grandes volumes”.
 
O Intermarché conta nas suas “fileiras” com quatro colaboradoras desde a instalação da superfície comercial na Zona Industrial de Estremoz. “Ardina do Alentejo” esteve à conversa com uma delas. 
 
Susana Ramos referiu-nos que têm sido “uns bons 13 anos, com algumas dificuldades no caminho, mas sempre encontrando o caminho certo”. Definiu o Intermarché de Estremoz em poucas palavras: “Confiança, qualidade, bons preços e frescura”. Aos gerentes Pedro e Paula Esperança, aquela que é uma das colaboradoras mais antigas da loja estremocense deixou palavras de agradecimento: “Sei que quando preciso deles, eles estão lá, assim como quando eles precisam de mim, eu estou cá”. 
 
A quem ainda não conhece o Intermarché de Estremoz, Susana deixou o convite para que visitem uma “loja acolhedora, com uma nova maneira de tratar o cliente, transmitindo-lhe confiança, tratando-os pelo nome, dizendo «bom dia» e fazer dele parte desta família que é o Intermarché de Estremoz”.
 
As comemorações do 13º aniversário do Intermarché de Estremoz terminam no dia de hoje, quarta-feira, 15 de Julho.
 

Lapão Automóveis comemorou Dia do Cliente Opel

Escrito por terça, 12 maio 2015 10:37
Pelo 17º ano consecutivo, a Opel levou a efeito a iniciativa Dia do Cliente Opel. Trata-se de um dia especial dedicado a todos os clientes da marca 

alemã, em que lhes é oferecido uma verificação gratuita do estado de funcionamento dos respectivos veículos, o denominado “check up”, bem como 20% de desconto para peças substituídas em reparações efectuadas no âmbito do Dia do Cliente.
 
A empresa estremocense Lapão Automóveis, à semelhança do que tem acontecido desde a primeira hora desta iniciativa, associou-se ao Dia do Cliente Opel e teve a “casa cheia”. A equipa liderada por Manuel Lapão atendeu mais de uma centena de clientes, e proporcionou um salutar e bem regado momento de convívio entre todos aqueles que visitaram as suas instalações situadas na Zona Industrial.
 
“Ardina do Alentejo” esteve à conversa com Manuel Lapão, que nos revelou ser “este um dia muito importante” para a empresa que gere, “porque é um dia em que nos dedicamos gratuitamente aos nossos clientes, queremos mostrar o outro lado da empresa, queremos dar aos nossos clientes, sem que eles nos deem nada em troca”.
 

A Lapão Automóveis recebeu, pelo quinto ano consecutivo, o prémio Top 5 - Melhor Oficina Opel em Portugal. Para Manuel Lapão, “este prémio é o corolário de uma caminhada de sucesso, é a entrega total de toda a equipa. Somos a única oficina no mundo que conseguiu fazer o pleno”.
 
Olhando para trás e para o inicio da Lapão Automóveis, o seu gerente revelou que “desde muito novo que sou ambicioso, mas ambicioso no bom sentido e como profissional. Comecei muito cedo a trilhar o meu futuro e quando comecei no comércio e reparação automóvel, fi-lo sempre com passos lentos mas firmes, sempre com objectivos traçados e sempre com uma meta: a satisfação do cliente”. Ao ver a “casa cheia”, quer de clientes, mas concretamente de amigos, Manuel Lapão assegurou que “os meus sonhos estão concretizados”.
 
Aproveitando a oportunidade concedida pelo “Ardina do Alentejo”, e em jeito de mensagem, Manuel Lapão dirigiu-se aos seus clientes dizendo que “são os melhores clientes do mundo, e não o digo com fingimento, digo-o porque tenho a noção que são de facto os melhores. Os meus clientes são quase como família, são como amigos”. Concluiu dizendo que “quero que eles saibam que enquanto estiver nesta actividade continuarei ao dispor deles e tentarei sempre servi-los mais e melhor”.
 
Integrada no programa da edição número 29 da FIAPE, Feira Internacional Agropecuária de Estremoz, realizou-se na tarde do passado Sábado, dia 2 de Maio, na centenária e recentemente renovada Praça de Touros de Estremoz, uma corrida de touros, aguardada com muita expectativa, por tratar-se de um aliciante mano-a-mano entre os cavaleiros João Moura Caetano e João Maria Branco. As pegas estiveram a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Montijo, Arronches e Redondo, tendo sido lidados seis touros da ganadaria de Manuel Cary Herdeiros.
 
O público que marcou presença na Praça de Touros de Estremoz, e que encheu cerca de ¾ da praça estremocense, merecia mais. Merecia essencialmente, um melhor curro de touros. Os touros Cary até que estavam bem apresentados, mas saíram muito chatos, distraídos, e com um comportamento que não deixa saudades, excepção feita ao último da tarde, que calhou em sorte a João Maria Branco, e se quisermos ser benevolentes, ao quinto da tarde, o último de João Moura Caetano.
 
O cavaleiro de Monforte apenas teve oponente na sua última lide, um touro que se deixou lidar e que permitiu que João Moura Caetano fizesse uma actuação agradável, que culminou num bom ferro de palmo. No touro que abriu praça, Moura Caetano cravou apenas a ferragem da ordem, visto que o astado nunca se meteu na lide. No seu segundo touro, mais um Cary distraído que surpreendeu de vez em quando chegando a tocar algumas vezes na montada, destaque para dois soberbos ferros com o seu cavalo-estrela Temperamento.
 
João Maria Branco, que jogava em casa, não queria defraudar o seu público, mas os seus dois primeiros oponentes não lhe deram hipótese de triunfo. No seu primeiro da tarde, o jovem cavaleiro estremocense teve de trabalhar muito para cravar a ferragem da ordem. O segundo touro da série mostrou mais do mesmo. Com um astado difícil e que nada transmitia, Branco cravou uma série de compridos e curtos de boa nota, numa actuação, apesar de tudo, agradável. O melhor estava guardado para o fim. Podiam mesmo ter avisado o público que a corrida começava às 19.10 horas. João Maria Branco esperou o seu oponente à porta gaiola, numa clara atitude de quem quer triunfar em grande. Dois muito bons compridos, seguidos de uma série de curtos com fantástica batida ao piton contrário e remates de elevado destaque. A dupla Branco/Da Vinci deram lição de brega, que facilmente chegou ao público, e que proporcionou ao cavaleiro estremocense um redondo e vistoso triunfo.
 
No que à rapaziada das jaquetas das ramagens diz respeito, tudo dentro da normalidade, sem uma grande pega para a posteridade. Pelos Amadores do Montijo, foram caras Hélio Lopes e João Damásio, que pegaram ao primeiro intento. Os Amadores de Arronches também pegaram os seus dois oponentes à primeira tentativa, tendo sido caras Manuel Cardoso e Fábio Mileu. Pelos Amadores de Redondo, pegaram à terceira, Carlos Polme, e à primeira, Hugo Figueira.
 
Dirigiu a corrida Marco Gomes, que foi abrilhantada pela Banda da Sociedade Filarmónica Luzitana.
 
João Moura Caetano
“Foi uma tarde muito esforçada. Tive de me empregar ao máximo. Eu e os cavalos estamos programados para outro tipo de lide e outro tipo de touros. Os touros não serviram. Este último foi o mais colaborante, era manso mas não tinha perigo. Os outros dois foram muito complicados. Ao João Maria também lhe tocaram dois touros muito complicados e que não permitiram luzimento. As tardes são assim. A ganadaria também é nova e ainda pode melhorar muito. O toureio é isto mesmo. Acho que dei a volta possível aos touros que tive. Em relação ao resto da temporada posso dizer que há muitas corridas importantes. Eu sinto-me bem, penso que tenho uma quadra grande e capaz de responder aos desafios que aí vêm, portanto, é para a frente”.
 
João Maria Branco
“Foi uma corrida de touros séria. A verdade é que quando parti para esta corrida, parti como sendo este mais um grande desafio na minha carreira, como todos os outros. A minha curta carreira tem sido pautada por sempre que toureio ser em datas importantes, com a máxima responsabilidade e onde é importante triunfar. 
Era a primeira vez que toureava um mano-a-mano, ainda por cima em Estremoz, na minha terra e para a minha gente. Não podia vir com mais responsabilidade e mais emocionado. Porque já não era lidada há algum tempo, não sabíamos como ia sair a ganadaria, e o que é verdade é que criou várias dificuldades ao longo da tarde. Foi uma corrida séria, uma corrida dura e onde não houve facilidades.
Acho que tive três lides distintas. A primeira de recurso, face a um touro bastante complicado. A segunda, com um touro também a pedir contas, uma lide séria, penso que como mandam os cânones da tauromaquia. A última acho que foi uma lide triunfal, onde consegui interpretar tudo aquilo que é o meu toureio, a minha tauromaquia. Consegui triunfar e dar essa lide que tanto esperava e gostava de ter dado em Estremoz. Das três vezes que aqui toureei penso que esta foi a lide mais redonda e até mesmo uma das mais redondas da minha carreira.
Sobre se fui eu o vencedor deste mano-a-mano, não estou no papel de responder a essa pergunta porque acho que como toureiros nos devemos respeitar uns aos outros. A verdade é que a corrida foi realmente dura, tanto para mim como para o João. Neste último touro consegui encontrar soluções e dar a volta ao oponente de forma a triunfar. Estou satisfeito acima de tudo porque saio daqui com os objetivos a que me propus cumpridos e realizados.
A temporada de 2015 não vai ser de muitas corridas em Portugal, mas penso que vão ser boas. Não podia ter começado da melhor forma. Tourear um mano-a-mano e triunfar acho que é sempre dignificante e bom para começar uma temporada que espero que seja forte, mas essencialmente baseada em Espanha”.
 
Ricardo Figueiredo - Cabo do Grupo de Forcados Amadores do Montijo
“A prestação do grupo foi boa perante dois touros que não foram difíceis. O grupo esteve por cima. Para esta temporada de 2015 estamos com algumas expectativas. Temos algumas corridas já marcadas e em sítios bons, que é onde gostamos de ir”.
 
Ricardo Porto Nunes - Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Arronches
“Acho que estivemos perfeitos hoje. Era uma tarde de grande emoção para nós. Vínhamos com uma grande ilusão e acho que correspondemos a essa ilusão que trazíamos e acho que o demonstrámos em praça. As expectativas para esta temporada de 2015 são as melhores. Até este momento trazemos cinco corridas e só pegámos um touro à segunda tentativa. Esperemos que o resto da temporada corra assim. Vamos fazer os possíveis para que seja uma temporada de êxitos também por ser a minha última temporada, e quero que seja uma temporada de êxitos para mim e para todos os meus colegas. Vou-me despedir dia 29 de Agosto, em Arronches, num cartel por nós idealizado, um cartel de amigos”.
 
Domingos Jeremias - Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Redondo
“Foi a primeira corrida que fizemos em 2015 e na primeira pega viu-se que estávamos ainda um bocadinho verdes. Tentámos sempre fazer o melhor, não correu da melhor maneira, mas acho que terminámos em grande, com esta segunda pega, e é para isso que cá estamos. Esta temporada estamos na época dos 15 anos, onde vou fazer a minha despedida. Queremos mais corridas assim como hoje, onde o mais importante é que ninguém se tenha aleijado. Até ao momento temos algumas corridas já faladas, outras já marcadas, mas essencialmente o que eu peço para esta temporada é que seja como foi hoje, onde ninguém se aleijou”.
 
Guilherme Cary - Ganadaria Manuel Cary Herdeiros
“Os touros cumpriram. Os primeiros touros pediam algumas contas, precisavam de ser entendidos, mas nunca se fecharam em tábuas, e eram uns touros que necessitavam de algum trabalho de volta deles. Na minha opinião, podiam ter transmitido um bocado mais, mas isto é uma carta fechada e espero que os próximos curros transmitam mais. 
Sobre se vamos ver mais touros da ganadaria Manuel Cary nas praças portuguesas, penso que sim. São projectos de muito tempo, de quatro anos, resumidos em duas horas de corrida e uma pessoa não pode desmoralizar quando não sai tão bem. Há-de haver outros que vão sair bem e vamos continuar”.
 

Chegou ao fim a FIAPE 2015

Escrito por terça, 05 maio 2015 01:20
E chegou ao fim a FIAPE 2015, a 29ª edição da Feira Internacional Agropecuária de Estremoz. Segundo a organização, foram mais de 50 mil os visitantes que passaram pelo Parque de Feiras e Exposições da cidade estremocense, entre os dias 29 de Abril e 3 de Maio.
 
Los Romeros e convidados, Amor Electro, Anselmo Ralph, D.A.M.A., e uma tarde dedicada por inteiro ao Alentejo fizeram a animação cultural de um evento que lotou em duas noites (1 e 2 de Maio) a capacidade do recinto da feira, e que contou na cerimónia de inauguração com a presença do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho.
 
A Feira de Artesanato, que já vai na sua 33ª edição, o Concurso Nacional de Bovinos da raça Limousine, que pela primeira vez se realizou por terras estremocenses, as I Jornadas da Figueira-da-Índia de Estremoz, os mais diversos seminários e colóquios e os mais variados concursos agropecuários foram outros pontos de interesse que trouxeram a Estremoz milhares de visitantes.
 
No último dia da FIAPE 2015 e em jeito de balanço, o “Ardina do Alentejo” foi ouvir a opinião de quem esteve literalmente por dentro da feira, a trabalhar e a desenvolver as suas actividades económicas e comerciais.
 
Estas foram as perguntas que colocámos aos nossos entrevistados.
1 - Que balanço faz da FIAPE 2015?
2 - Superou as expectativas?
3 - Regressamos em 2016?
 

Andreia Galapito - CRIATIVIDADE A VOAR
1 - É um balanço positivo. Houve uma grande adesão por parte do público. O dia de hoje (ndr: Domingo) tem estado a ter uma maior adesão na parte da Feira do Artesanato, as pessoas vieram mais para comprar as prendas para o Dia da Mãe.
 
2 - Equivaleu às expectativas, à semelhança do ano passado.
 
3 - Estamos sim, para o quarto ano nesta feira.
 
Pedro SedasDEIXÓS POISAR DEVAGARINHO
1 - Foi a minha primeira FIAPE. Decidi vir porque o cartaz era muito forte, forte por serem artistas do momento, e que estão no número um a nível nacional. Apostei muito por causa disso, tendo eu pouca prática nesta área dos enchidos e da comida.
Foi muito bom, pelo menos para mim. Estávamos num espaço com cinco stands onde antigamente eram sete, visto que algumas pessoas desistiram, porque cada vez é mais complicado as feiras, são muitas despesas, os espaços são caros e as pessoas cada vez têm menos dinheiro.
Mas este ano, e pelo que já conversei com os meus colegas que vieram em anos anteriores, a FIAPE 2015 foi das FIAPE’s mais fortes que houve. O que prova que quando as coisas são bem feitas e bem pensadas funcionam, como foi o caso da aposta num cartaz arrojado, com artistas que estão na berra, que chamam muita gente e foi o que fez a FIAPE funcionar e ser uma das melhores FIAPE’s de todos os tempos quando estamos na crise em que estamos. Valeu a pena vir, e os meus colegas acho que estão satisfeitíssimos também.
 
2 - Eu como foi a primeira vez que vim não tenho um termo de comparação, mas foi boa.
 
3 - Em 2016 penso voltar. Este ano foi a rampa de lançamento para poder regressar. Pus o nome de “Deixós Poisar Devagarinho”, mas em 2016 talvez já só seja “Deixós Poisar” porque devagarinho foi só a primeira vez, que a gente estava com medo dos apertos.
 
Amílcar Prates - CASA DAS BIFANAS
1 - É um balanço super positivo. Não estávamos à espera de uma feira com estas dimensões aqui em Estremoz.
 
2 - Superou em muito as nossas expectativas.
 
3 - Se me deixarem, sou o primeiro a inscrever-me.
 
Pedro Bandeira SimõesCASA AGRÍCOLA
1 - Julgo que a FIAPE 2015 teve, à semelhança de outros anos, muitos visitantes e isso é bom. Pode ter ainda mais, se quisermos abranger um território maior, como o Alentejo Central, e se tornarmos a FIAPE numa feira de cariz mais nacional, assim se consiga manter a qualidade em termos de atracções culturais e assim se consiga cada vez mais atrair expositores com interesse para as pessoas.
 
2 - Desde que abrimos que a FIAPE tem sido uma aposta para a Casa Agrícola, para conseguirmos chegar ao público de fora de Estremoz que visita a cidade mas que, de alguma forma, também pretendemos que seja a nossa área de influência.
A ideia é levar pessoas à loja. Como diz a nossa divisa é um “Semear para Colher”. Mostrar o que temos na loja, fazer uma ou outra promoção para ser mais convidativo, mas a ideia é estar presente, ganhar notoriedade e chegarmos a mais pessoas visto sermos muito recentes ainda.
Qualquer que seja a iniciativa que permita divulgar o nosso nome, torná-lo mais conhecido das pessoas e do público em geral, tanto melhor. Estar numa feira agropecuária faz todo o sentido para nós visto que na Casa Agrícola as coisas partem exactamente da agricultura.
 
3 - É nossa intenção regressar. Oxalá tenhamos a capacidade para poder estarmos presentes novamente. É esse o objectivo. Estar presentes para ganhar mais notoriedade, estar mais no pensamento das pessoas, lembrarem-se de nós sempre que precisem de produtos nas áreas que nós comercializamos.
 
Isilda Ameixa - DOM ALENTEJO
1 - O balanço é bastante positivo. Começámos no ano passado, mas este ano ainda foi superior. Trouxemos algumas novidades a nível da bolota. A aprovação dos produtos por parte do público foi muito boa. O balanço é positivo. Estou muito feliz com a FIAPE 2015.
 
2 - Muito, muito, muito. O Pastel de Bolota e o Café de Bolota, que foi a novidade desta feira, superou todas as expectativas que eu tinha feito. Pensei que as pessoas tivessem curiosidade com a novidade, mas superou. Foi estupendo.
 
3 - Ainda antes estamos de regresso, assim a Câmara cá nos queira, na Cozinha dos Ganhões, com novidades ao nível da bolota. Prometo.
 
Filipe Mendes - Miraldino
1 - Balanço positivo. Muitos visitantes, com muito interesse, precisamos naturalmente no futuro, de mais organização, melhor estrutura, mas temos condições para caminhar, para crescer.
 
2 - Superou, superou as expectativas.
 
3 - De certeza porque a Miraldino já há bastantes anos que faz a FIAPE. Começámos lá em baixo ainda no Rossio, e há muitos anos que a fazemos aqui no Parque de Feiras. Vamos continuar a fazer a FIAPE de certeza absoluta. Fazemos parte da FIAPE.
 
Fotos: Ivo Moreira
 
O Intermarché de Estremoz, numa iniciativa em parceria com a Delta Cafés, comemorou no dia de hoje, Sábado, 18 de Abril, o “Dia Internacional do Café”.
 
Pelo segundo ano consecutivo, a superfície comercial gerida por Pedro e Paula Esperança, assinalou a efeméride, e à semelhança do que aconteceu em 2014, contou com a presença do Comendador Manuel Rui Azinhais Nabeiro, administrador do Grupo Delta Cafés.
 
Durante toda a manhã, aos clientes que passaram pelo Intermarché de Estremoz, foi oferecido um café. A boa disposição de toda a equipa e a animação feita por Luís Manuel Martins, locutor e animador da Rádio Borba, contribuíram para o sucesso da iniciativa.
 
O administrador do Grupo Delta Cafés disse que aceitou o convite para estar presente na loja Intermarché de Estremoz visto “esta ser uma loja do povo e eu também pertenço a esse mesmo povo. O convite para eu estar aqui para mim é um orgulho e ao mesmo tempo um agradecimento”.
 
Aos microfones do “Ardina do Alentejo”, o Comendador Rui Nabeiro falou sobre Estremoz e sobre o Intermarché local.
 
Recuando uns anos, o Comendador Nabeiro referiu que “Estremoz é uma terra que eu conheci sempre bem e porquê? Primeiro porque quando se passava para Lisboa tinha de se entrar em Estremoz e depois porque tive aqui o meu filho no Colégio de São Joaquim, desde a admissão ao Liceu até ao 5º ano do Liceu, vim a esta cidade várias vezes, sempre que ele não ia a Campo Maior”. 
 
Olhando para o presente, o empresário alentejano frisou que “enquanto muitas terras estão parando, Estremoz está crescendo. Comparo-a muito a Campo Maior. As pessoas acreditaram, as pessoas fazem o seu comércio, fazem a sua indústria, dão vida à cidade. Estremoz hoje é um marco no Alentejo e não há demasiadas terras no Alentejo que o possam dizer. Até mesmo terras maiores que Estremoz ou Campo Maior”. 
 
Para Pedro Esperança, o “Senhor Café” deixou os mais rasgados elogios: “Este é um empresário que sabe trabalhar, sabe o que quer e consegue também ele levar esta terra a um nível que merece”. 
 
Rui Nabeiro salientou ainda que “Estremoz tem também tido uma câmara que tem feito um trabalho bom, mesmo óptimo. Conheço bem quem passou anteriormente por esta câmara, mas falo também nesta que está agora em funções e que já esteve noutros mandatos”. 
 
Concluiu dizendo que “conjugando todos estes factores, estamos perante uma terra que está em progresso”.
 
O gerente do Intermarché de Estremoz afirmou aos jornalistas que esta parceria com a Delta Cafés para a comemoração do “Dia Internacional do Café”, “é claramente importante”. Pedro Esperança salientou que “na vida sempre pensei conquistar amigos e o Comendador Rui Nabeiro é um amigo que conquistei e a parceria que temos em termos comerciais é o culminar da nossa relação, mas acima de tudo, a importância é a amizade que temos para além do factor empresarial”.
 
O aderente Intermarché assegurou que a comemoração deste dia é para continuar. “Os Mosqueteiros têm uma filosofia de proximidade e de puxar pela economia local. Esta parceria fomenta esse mesmo espirito. O que fizemos o ano passado foi bom, o que é bom nós temos que dar seguimento e claramente que para o ano queremos fazer naturalmente e quem sabe ainda melhor” concluiu.
 
Sobre as remodelações que aconteceram no Bar/Padaria do Intermarché de Estremoz, Pedro Esperança referiu ao “Ardina do Alentejo” que “nós na vida temos um limite e esperamos que esse limite seja longínquo e esse só Deus sabe. Durante o nosso percurso temos de procurar sempre puxar por nós próprios, criando atractividade a quem nos visita. O que fizemos no Bar/Padaria foi dar continuidade áquilo que nós começámos há seis anos atrás”.
 
Pedro Esperança concluiu assegurando que “já há ideias para novos e futuros desafios”. Não os revelou porque como diz a sabedoria popular “o segredo é a alma do negócio”.
 
Durante as comemorações do “Dia Internacional do Café” no Intermarché de Estremoz foi sorteada uma máquina de café Delta Q, que saiu a Céu Pinto.
 
No dia em que João Pedro Bolota anunciou, em primeira mão, ao “Ardina do Alentejo”, parte do cartel da Corrida de Touros que se realiza na cidade branca do Alentejo, dia 2 de Maio, por ocasião da FIAPE 2015, apresentamos uma entrevista com Luís Filipe Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, onde são abordados os temas do momento na tauromaquia estremocense: o acordo celebrado entre a autarquia estremocense e a OPE - Associação Tauromáquica de Estremoz para a realização de eventos tauromáquicos na Praça de Touros de Estremoz durante a época de 2015, e claro, a polémica que envolve José Maldonado Cortes e o seu filho Francisco Cortes.
 
Ardina do Alentejo – Como é que vê toda esta polémica à volta da entrega da gestão da Praça à OPE?Luís Filipe Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz
Luís Mourinha – A Praça de Touros de Estremoz é como a noiva, rica. Toda a gente a quer, mas quando foi para a recuperar ninguém deu o passo em frente e essa é que é a grande questão de fundo. Todos querem a praça, todos querem fazer a gestão da praça, mas todos aqueles que andam nos blogues e essa gente que anda por aí, nunca ninguém deu um passo em concreto para a recuperar. Há uns que deram uns passinhos, mas foi com o dinheiro da câmara. Neste momento, a Câmara não dá dinheiro para se fazerem festas taurinas. Quem gosta de touros é que tem de defender a festa dos touros e por isso vai às corridas.
 
Atendendo a que a empresa do Campo Pequeno este ano não quis ficar com outras praças, sem ser a do Campo Pequeno, nós achámos que a solução ideal é a OPE – Associação Tauromáquica de Estremoz, na medida em que não cobra dinheiro à Câmara, nem queremos que eles cobrem dinheiro a quem organizar as corridas. O dinheiro que podem cobrar é para a manutenção e para limpeza da praça após as corridas e os espectáculos taurinos que lá houver. O que ficou acordado com eles foi um preço que podem cobrar, consoante se for de tarde ou de noite, para depois pagarem a limpeza e os dias de trabalho que os funcionários da câmara lá venham a desenvolver. E nada mais. Não há lucros, nem benefícios para a OPE. A OPE é apenas a gestora da praça para a temática taurina. Tudo o que for fora da questão taurina, a responsabilidade de cedência é do Município, que a pode ceder a outras instituições que queiram fazer espectáculos de outra natureza.
 
Em relação ao que dizem por aí que há um empresário que ficou com a praça, não corresponde à verdade, não há nenhum empresário que tenha ficado com a praça. O que houve foi um contacto com um empresário para fazer a corrida, que neste momento ainda não se sabe se vai fazer a corrida, a OPE tem um contrato para ser assinado que ainda ninguém assinou. Neste momento são só conversas, ainda não sei sequer se o Sr. Bolota vai fazer a corrida ou não. (ndr: entrevista gravada a 21 de Março)
 

Quando querem pressionar o Presidente da Câmara com mentiras, essas mentiras não funcionam

 
Ardina do Alentejo – O que espera desta temporada tauromáquica em Estremoz?
Luís Mourinha – Com estas guerrinhas de "meia-tigela", de gente de "meia-tigela", não sei em que ponto poderá afectar a assistência à corrida. Também vivemos um momento de crise, e os aficionados que têm rendimentos baixos não conseguem ir às corridas porque elas têm um preço elevado. Há muitos aficionados que só conseguem ver as corridas se forem televisionadas porque para irem às praças eles não têm dinheiro neste momento. Há um número elevado de aficionados que não conseguem ir e não sei até que ponto isso se vai reflectir na assistência da praça.
Para mim, neste momento as corridas de touros já não me afectam se têm muita gente ou pouca gente. Estou completamente inquinado com determinado tipo de "gentalha", que não fazem nada em prol dos outros, só para tirarem benefícios para eles próprios…
 
Ardina do Alentejo – Há um nome incontornável na tauromaquia em Estremoz. Nesta altura fala-se muito nesse nome. É verdade que disse que Francisco Cortes só toureava na Praça de Touros de Estremoz se o pai lhe pedisse públicas desculpas?
Luís Mourinha – O Sr. José Maldonado Cortes tomou uma atitude. Ele sabe o que é que tem de fazer para retroceder tudo aquilo que disse que não correspondia à realidade.
 
Quando querem pressionar o Presidente da Câmara com mentiras, essas mentiras não funcionam.
 
Toda a gente me conhece em Estremoz e sabe que quando começam com mentiras nos jornais, a situação inverte-se, eu não me rebaixo. Luto pela verdade contra muita gente, contra oportunistas. Depois da praça reconstruida, alguns oportunistas querem tomar conta da praça, mas comigo, oportunistas não tomam conta da praça.
 
O Sr. José Maldonado Cortes teve o seu momento de glória em termos tauromáquicos, teve o seu momento de glória enquanto gestor de praças, mas o seu período passou. Vivemos em 2015. Ele tomou determinadas posições e eu, enquanto gestor do Município de Estremoz, não aceito determinadas situações. E como não me apetece andar nos jornais a fazer desmentidos disto ou daquilo, ele sabe o que tem de fazer para alterar essa situação.
 
Não ando com graxa, nem vou em engraxadelas. As pessoas têm que assumir as suas responsabilidades. Assumiram em determinado momento político, porque havia eleições, e acharam que tomando determinadas posições podiam dar uma reviravolta a isto em termos eleitorais. Isso para mim é um dado, e o povo pronunciou-se precisamente contra esse tipo de postura e contra esse tipo de pessoas, votando massivamente no Movimento Independente por Estremoz - MiETZ. E a seguir temos que tirar ilacções dessa matéria. Quem se mete na política, dessa forma e em determinados momentos, tem de assumir as suas responsabilidades futuramente. Para sair delas sabe o que tem de fazer. E em relação a essa matéria, está tudo muito esclarecido e ao longo dos últimos anos já foi dado o esclarecimento a quem tinha de ser dado. Toda a gente sabe o que é que tem de fazer para que as coisas voltem ao normal.
 
Mas que se saliente que eu gosto muito do mundo dos touros mas aquilo que vejo hoje à volta do mundo dos touros não me agrada sinceramente. Têm de repensar o que querem porque a continuarem assim será a morte anunciada da festa brava em Portugal.
 
 
“Não pedimos nada a ninguém!”
 
A OPE – Associação Tauromáquica de Estremoz e a Câmara Municipal assinaram recentemente um acordo, para a temporada de 2015, que confere à associação estremocense a gestão da Praça de Touros de Estremoz no que à realização de eventos tauromáquicos diz respeito.
 
O “Ardina do Alentejo” esteve à conversa com José Pico, Hélder Cebola e Francisco Cóias, respectivamente Presidente, Secretário e Tesoureiro da Direcção da OPE – Associação Tauromáquica de Estremoz, que nos referiram que o papel da OPE “é fazer a gestão da praça e a sua manutenção”.
 
Em relação a verbas envolvidas neste acordo, os elementos da OPE salientaram que a empresa que fizer as corridas terá de pagar um montante, já estipulado, para que depois a OPE “possa pagar a luz, a água e a limpeza da praça”.
 
Segundo José Pico, a empresa Aplaudir, de João Pedro Bolota, “e pelo menos é o que está apalavrado” irá fazer as corridas de “Maio e de Setembro”. 
 
No que concerne a toda a polémica que envolve este acordo, a OPE reitera que “não pedimos nada a ninguém!” Acrescentam que “havia quem quisesse a gestão da praça à força toda, e daí a polémica que se gerou, mas nós não pedimos nada a ninguém”.
 
Hélder Cebola acrescenta que “não queremos polémicas com ninguém, nem as queremos criar. Queremos que a Praça de Touros de Estremoz em vez de polémica, tenha alegria”. O Secretário da OPE afirmou ainda que “é pena uma cidade tão pequena ter uma associação e uma tertúlia. Em vez de andarmos em guerrilhas, se estivéssemos todos unidos, a nossa força seria maior”.
 
Sobre a temporada tauromáquica em Estremoz e projectos para a Praça de Touros de Estremoz, a OPE pretende levar a efeito “a realização de umas brincadeiras taurinas, umas garraiadas para chamar o público à praça, em especial o jovem, para que aquele espaço tenha vida”.
 

Queremos que a Praça de Touros de Estremoz em vez de polémica, tenha alegria

Acrescentaram ainda que, e em virtude de serem uma associação sem fins lucrativos, “nunca poderiamos cometer a ousadia e entrar em loucuras de organizarem corridas de touros, com verbas e valores que depois não poderíamos suportar. E depois íamos o buscar onde? É aqui que entra a empresa Aplaudir e o João Pedro Bolota. Nós gerimos a praça e ele organiza as corridas”.
 
Olhando já para a temporada de 2016, e visto que o acordo celebrado tem a duração de um ano, a OPE acredita que este seja um acordo e um projecto que tem pernas para andar para além da actual temporada tauromáquica, mas “o Presidente da Câmara terá uma palavra a dizer no final desta temporada”.
 
A OPE, que tem a sua sede na zona envolvente ao Pavilhão Municipal de Estremoz, salienta que “sobrevive” com a quotização dos 49 sócios e que, “como o Presidente diz, não andamos sempre na Câmara a pedir”.
 
 
 

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