sexta, 18 outubro 2019
Na passada terça-feira, dia 21 de Maio, e destinada aos alunos do 8º e 9º ano de escolaridade, a Escola Básica 2,3 Sebastião da Gama, em Estremoz, recebeu uma acção de prevenção rodoviária denominada “Estrada Segura”.
 
Esta iniciativa, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz, foi desenvolvida na parte teórica pela agente da Esquadra de Estremoz da Polícia de Segurança Pública (PSP), Dina de Deus, e na parte prática por técnicos da GARE – associação para a promoção de uma cultura de segurança rodoviária, organização não-governamental, sediada em Évora, e que desenvolve acções na área da promoção da Segurança Rodoviária, com intervenção na área da Educação, da Saúde e dos Direitos.
 
A estrela do dia foi mesmo o Alcokart, um kart eléctrico, equipado com uma placa informática que lhe permite ter dois modos de condução, o denominado modo de condução normal e o modo de condução “embriagado”, em que todas as funções do kart (aceleração, travagem e direcção) são retardados entre dois a três segundos.
 
Os cerca de 100 alunos para quem esta actividade se destinava tiveram assim a oportunidade de conduzir o Alcokart e constatar as diferenças existentes entre os dois tipos de condução. Para além do Alcokart os alunos puderam ainda usar uns óculos modificados, cujo objectivo é mostrar o real estado da visão sob o efeito do álcool. Com os óculos colocados, o mais dificil foi mesmo completar correctamente o percurso proposto para além de que o exercicio de pontapear uma bola de futebol poucas vezes foi concluido com sucesso.
 
O Ardina do Alentejo marcou presença nesta iniciativa e esteve à conversa com Adérito Araújo, Presidente da Direcção da GARE, que nos falou do Alcokart e da facilidade com que os alunos são motivados para aderirem a estas actividades. 
 
Ardina do Alentejo – Qual a função do Alcokart e do percurso com os óculos modificados?
Adérito Araújo (AA) – A função do Alcokart é fazer com que os alunos percebam que a condução com o álcool nos retira um conjunto importante de noções que são necessárias para a condução e que nos trazem uma série de constrangimentos.
O Kart tem duas funções. Numa delas ele é colocado no modo de condução normal, e numa outra em que ele é colocado no modo de condução não normal, em que todas as funções do kart são atrasadas cerca de dois segundos, ou seja, quando trava não trava naquele momento, e quando acelera ou vira exactamente a mesma coisa, que é o que acontece quando se conduz um veiculo com uma quantidade de álcool acima dos mínimos permitidos.
Na primeira volta eles normalmente vão muito bem, e na segunda volta, quando colocamos o kart no modo de condução não normal, e eles começam a bater nos pinos, que se fossem árvores, estavam a ser possivelmente derrubados.
Em relação aos óculos, eles têm mais ou menos a mesma função, em que quando os têm colocados não conseguem fazer o trajecto em condições e depois nem sequer conseguem dar um pontapé numa bola, situação que toda a gente sabe fazer.
 
Ardina do Alentejo – É fácil motivá-los para este tipo de actividades?
AA – Motivá-los é fácil porque eles divertem-se imenso. Mas este tem de ser um trabalho continuo, porque as crianças e os jovens quando saem destas actividades são os primeiros a terem a certeza de que na realidade isto funciona mesmo assim, e é aqui que eles aprendem. Os adultos têm já muita dificuldade em aprender e por isso é que eu digo que os adultos só aprendem com a multa. Os jovens aprendem estas noções importantes, e agarrando nelas, ajudam os próprios pais a cumprirem as regras. Basta lembrar-nos da questão do cinto de segurança em que são os miúdos muitas vezes a dizerem aos pais para colocarem o cinto. E é na escola, evidentemente que também com a ajuda dos pais, que estas noções têm de ser completamente interiorizadas, e é isso que a GARE tem tentado fazer.
 
Ardina do Alentejo – Quem quiser contar com a GARE a desenvolver estas actividades, como é que deve proceder?
AA – Nós deslocamo-nos a qualquer lado, normalmente sem custos, à excepção de quando vamos com o Alcokart, que implica levar uma carrinha e porque o mesmo precisa de alguma manutenção e também custou algum dinheiro, mas que são custos não muito grandes. Basta irem ao nosso site, em www.gare.pt, e ver como podem contactar-nos.
 
Estivemos igualmente à conversa com a “mentora” desta iniciativa, a agente Dina de Deus, que nos sublinhou que o objectivo principal desta actividade passa pela sensibilização dos futuros condutores.
 
Ardina do Alentejo – Qual o objectivo principal desta actividade com o Alcokart aqui na Escola Básica 2,3 Sebastião da Gama?
Dina de Deus (DD) – O objectivo é sensibilizar os futuros condutores para que, na prática, conheçam os efeitos da condução sob o efeito do álcool, visto que ultimamente na nossa região Alentejo, e principalmente este ano, estamos com uma taxa de acidentes rodoviários, com mortes, muito acima dos anos anteriores. E como de pequenino é que se torce o pepino, temos que os sensibilizar desde já para que estas mortes e estes acidentes terminem e deixarmos de perder os nossos mais queridos.
 
Ardina do Alentejo – É fácil motivá-los para este tipo de actividades?
DD – É fácil nesta parte prática. Já fiz imensas acções nesta escola, mas à base de powerpoints e de teoria. Como tive o prazer de frequentar esta formação do Alcokart, em Évora, há uns anos atrás quando ele foi lançado, lembrei-me desta associação e de a trazer a Estremoz, para que os alunos possam ver na prática, vivenciando mesmo, o que é conduzir sob o efeito do álcool melhor do que nós estarmos a falar e assim ficam mais sensibilizados para este tema.
 
 
Modificado em sexta, 24 maio 2019 21:31
37 peregrinos, oriundos de Estremoz e de vários concelhos vizinhos, acompanhados por cinco elementos que compunham a sua estrutura de apoio, saíram de Estremoz, no dia 8 de Maio, bem cedo, e chegaram a Fátima, na tarde do dia 12 de Maio, após uma caminhada de fé e devoção a Nossa Senhora de Fátima.
 
Carregaram na Cruz que transportavam, ao longo dos cerca de 200 quilómetros de jornada, o nome da cidade branca do Alentejo. Mas que fé é esta que os leva a caminhar, durante cinco dias, ao sol e à chuva, mais de duas centenas de quilómetros, para chegarem à Cova da Iria, a um dos mais venerados santuários marianos em todo o mundo?
 
Para o peregrino Pedro Ferreira, a participação nesta caminhada surge derivado “de uma promessa que fiz há 3 anos, quando o meu filho teve um problema de saúde. O problema, graças a Deus, foi resolvido e faltava eu fazer a minha parte”.
 
Pedro faz um balanço “muito positivo” destes cinco dias de caminhada, salientando que “foi tudo cinco estrelas”.
 
Questionado se o espírito de grupo é uma constante, não tem problemas em afirmar que “o espírito de grupo partiu connosco logo de Estremoz, sem quase nos conhecermos uns aos outros. Há uma união muito grande, uma ajuda constante entre todos, nem que seja uma palavra de ânimo. Tivemos também um apoio incondicional dos organizadores e do pessoal de apoio que nunca deixaram que nos falte nada”.
 
Dirigindo uma mensagem a todos aqueles que nunca fizeram uma caminhada a pé até Fátima mas que a estão a pensar fazer no futuro, o estremocense Pedro Ferreira refere que o mais importante é que a faça “com vontade e de espírito aberto. Que a faça, se possível, sem ser por promessa, porque aí o peso é maior e ao mínimo obstáculo o psicológico de cada um pode ir-se muito a baixo”. Terminada a sua primeira caminhada de fé até Fátima, Pedro Ferreira confidenciou-nos que “só já penso na próxima”.
 

Mas se no caso de Pedro Ferreira esta foi a primeira caminhada, o mesmo não se pode dizer de Tânia Balejo.
 
Para esta habitante de Santo Amaro, no concelho de Sousel, este foi o sexto ano em que participou na peregrinação a Fátima, sendo que “um dos anos fiz a caminhada por promessa, mas os restantes foi por vontade própria”, salientando que “no primeiro ano que fiz foi por querer muito fazer esta experiência e desde então que ficou cá o bichinho e sempre uma vontade de voltar todos os anos”.
 
Fazendo um balanço da caminhada de 2019, Tânia refere que “esta peregrinação foi de uma forma geral muito positiva porque o grupo era fantástico e com pessoas muito acessíveis e sempre com o espírito de ajudar o próximo”.
 
Igualmente questionada se o espírito de grupo é uma constante, Tânia asseverou que “sim, desde o primeiro ao último dia, sempre com aquele espírito de camaradagem, companheirismo, amizade e sempre a entreajuda de uns com os outros, e principalmente, muita fé...
 
Para todos aqueles que nunca fizeram uma caminhada a pé até Fátima mas que a estão a pensar fazer no futuro, a mensagem desta peregrina do concelho de Sousel é de que “vão sempre com muita fé, com muito espírito de grupo, e que aproveitem bem estes cinco dias incríveis, porque é uma sensação única”, nunca esquecendo que é necessário que “façam uma preparação uns meses antes porque não é só dizer que vou a Fátima, porque é uma viagem dura, mas quando se vai com muita força de vontade e muita fé no coração, tudo se torna mais fácil”.
 
Mas para que estas peregrinações aconteçam e para que tudo esteja previsto e tratado, como os almoços e os locais de pernoita, tem de existir uma coordenação, os chamados “organizadores”. No caso da peregrinação estremocense, e pelo segundo ano consecutivo, a organização esteve a cargo da dupla Jorge Camões e Justina Rebola.
 
Para a estremocense, o balanço desta caminhada de 2019 é “muito positivo, e a meu ver, foi muito gratificante”. 
 
Questionada se é difícil organizar toda a logística inerente a esta caminhada, Justina refere que “sim, é muito difícil mas com muita vontade e fé, com as diversas ajudas locais, com ajudas nas localidades onde pernoitamos, e dos restaurantes onde comemos, tudo é possível. A logística é muito grande mas tentamos que nada falte aos nossos peregrinos“.
 
Justina também quis endereçar uma mensagem para todos aqueles que nunca fizeram uma caminhada a pé até Fátima mas que a estão a pensar fazer no futuro: “A mensagem é simples, muita fé!”, acrescentando que “todos, sejam mais ou menos católicos, sejam mais ou menos crentes, deveriam fazer esta caminhada pelo menos uma vez”.
 
Aproveitando a oportunidade concedida pelo Ardina do Alentejo, Justina Rebola fez questão de agradecer “à Paróquia de Santo André, nomeadamente ao Pároco Fernando Afonso e ao Diácono Marco Sala, às empresas Ricardo Pico Transportes, Estremozfrutas e João Portugal Ramos, à Câmara Municipal de Estremoz, aos Bombeiros Voluntários de Estremoz, e a alguns particulares (eles sabem quem são) que com pequenos gestos nos dão uma enorme ajuda”. 
 
 
Modificado em sexta, 17 maio 2019 15:26

E Fátima está cada vez mais perto!

sexta, 10 maio 2019 10:07
Os 37 peregrinos que partiram de Estremoz no passado dia 8 de Maio, e que levam o nome da cidade na Cruz, fazem já o seu terceiro dia de jornada em direcção a um dos mais venerados santuários marianos em todo o mundo, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria.
 
O dia de hoje terá uma paragem para almoço na Bemposta e terminará no Tramagal, onde pernoitarão.
 
Em relação ao segundo dia de peregrinação, que terminou ontem em Ponte de Sôr, e segundo o relato de um peregrino contactado pelo Ardina do Alentejo, foi “mais um dia com muita chuva. Continuamos todos de boa saúde e motivados para chegarmos ao objectivo”.
 
A alegria e a boa disposição do grupo é uma constante, como comprova a foto dos organizadores deste grupo, Justina Rebola e Jorge Camões.
 
Estes peregrinos, oriundos de Estremoz e de vários concelhos vizinhos, cumprirão cinco dias de uma caminhada cheia de fé e devoção a Nossa Senhora de Fátima, que terminará na Cova de Iria, no próximo domingo, dia 12.
 
 
Modificado em sexta, 10 maio 2019 10:15

Rosa Cabeleireiros mudou de instalações

terça, 06 novembro 2018 23:03
Há oito anos atrás deu o salto e lançou-se, a solo e em nome próprio, na profissão que sempre conheceu. Agora, e sempre com o objectivo de servir melhor as suas clientes, mudou de instalações, para um espaço mais amplo, com 
mais e melhores valências. O salão Rosa Cabeleireiros mantém-se na Avenida 25 de Abril, a avenida do Teatro Bernardim Ribeiro, mas agora nas antigas instalações da Sapataria Manaus. Foi só um atravessar a rua.
 
No ano de 2019, Rosa Poeiras, uma cabeleireira estremocense que dispensa apresentações, comemora 40 anos de profissão, mas a sua prenda chegou mais cedo, com este novo salão.
 
O Ardina do Alentejo foi conhecer o novo espaço e esteve à conversa com Rosa Poeiras.
 
Para uma das mais conhecidas cabeleireiras estremocenses, esta mudança aconteceu essencialmente “para satisfazer a exigência das clientes, que pediam mais valências, nomeadamente a parte de estética, que conjuga muito bem com o cabeleireiro, e também porque o outro espaço era pequeno, e por vezes tornava-se muito pequeno mesmo. Este salão oferece outras condições”.
 
Questionada sobre o que muda com estas novas instalações, Rosa Poeiras referiu que “alteram basicamente as condições para as nossas clientes, a quem podemos proporcionar um melhor bem estar, e os novos serviços de estética, visto que no anterior salão só tínhamos maquilhagem e manicure, e agora já fazemos tratamentos de rosto e de corpo, depilação e depilação a laser”. A equipa mantém-se a mesma com Fátima Pé-Curto, Tânia Aldeagas e Mariana Cavaco.
 
A quem ainda não visitou o novo salão, Rosa Poeiras lança o desafio: “Visitem-nos, porque continuamos a fazer como sempre fizemos, a dar o melhor de nós, para que saiam deste espaço renovadas, satisfeitas e a sentirem-se melhor”.
 
Modificado em quarta, 07 novembro 2018 01:44
Na presença de Luís Filipe Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, de Joe Berardo, empresário e conhecido coleccionador de arte, e de Francisco Mateus, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), entre outras entidades convidadas, foi inaugurada no dia 16 de Outubro, terça-feira, a 23ª adega do concelho de Estremoz, a Howard's Folly Urban Winery.
 
Esta empresa, criada em 2002, por Howard Bilton, um empresário inglês, natural de Yorkshire mas que actualmente vive em Hong Kong, e pelo enólogo de referência David Baverstock, um australiano que reside em Portugal há sensivelmente 40 anos, instala-se agora em Estremoz, na Rua General Norton de Matos, nas antigas instalações da SAPEC Agro Portugal, dando uma nova “roupagem” a um edifício ancestral e emblemático da cidade.
 

A adega da Howard's Folly Urban Winery representa um investimento privado na ordem de 1,5 milhões de euros e cria, numa primeira fase, quatro novos postos de trabalho no concelho de Estremoz, postos esses que irão aumentar quando for inaugurada a segunda fase deste projecto, dedicada ao enoturismo, podendo a empresa ficar com cerca de 12 colaboradores. Segundo a Howard's Folly Urban Winery, o enoturismo estará pronto em finais de 2019.
 
A Howard's Folly Urban Winery, produtora das marcas “Sonhador” e “HF”,  possui vinhas na região de Portalegre, em termos de vinhos tintos, e em Melgaço, no que diz respeito aos vinhos brancos, tendo o ano de 2018 representado a primeira vindima feita para as suas novíssimas e práticas instalações de Estremoz, depois de várias vindimas e vários anos de produção dos seus vinhos em adegas de outras empresas.
 
Antes de ser cortada a fita que marcava o nascimento de mais uma adega de topo em Estremoz, usou da palavra Howard Bilton, um admirador entusiasta dos vinhos de Portugal, especialmente da região do Alentejo, apaixonado por “uma jóia de cidade chamada Estremoz, que visito há já alguns anos, ainda pouco descoberta pelo Mundo e onde as coisas estão a acontecer”. Howard agradeceu ainda “a ajuda e apoio dado pela autarquia em todo este projecto, o único que fiz, e já fiz alguns que envolveram a construção de edifícios em vários locais do Mundo, que foi concluído a tempo e dentro do orçamento”. Concluiu dizendo estar “muito satisfeito por fazer parte da comunidade de Estremoz, uma cidade onde existem muitas adegas”, garantindo que a Howard's Folly Urban Winery fará “uma boa vizinhança”, tendo como objectivo o de contribuir “para a economia da cidade, em beneficio de todos”.
 

Em declarações ao Ardina do Alentejo, o Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Filipe Mourinha, salientou que “este é um investimento estrangeiro, numa área como a dos vinhos, em que a concorrência em Estremoz se faz pelo topo, o que valoriza todo o nosso concelho”. Frisou que o papel da autarquia em todo este processo foi o de “ser rápida, quer na análise dos projectos, quer na passagem da licença de utilização”. Assegurou ainda que “nestes processos de investimento temos tentado que as coisas sejam rápidas mas nem sempre a burocracia o permita. Mas neste caso concreto foi feito um grande esforço por parte da Vereadora do Urbanismo”.
 
Luís Mourinha deixou ainda a ideia de que “há vários projectos de investimento” para serem realizados em Estremoz, mas enquanto “não estiver o preto no branco” não podem ser revelados. O edil estremocense asseverou que a abertura da 23ª adega no concelho e a concorrência que a mesma possa vir a fazer só “favorece as que já existem porque cria novas dinâmicas”.

 
Ardina do Alentejo esteve também à conversa com David Baverstock, um dos sócios da Howard's Folly Urban Winery, que nos salientou terem sido recebidos “de braços abertos” em Estremoz, cidade que escolheram para efectuarem o seu investimento por causa do “potencial em relação ao turismo, pela beleza da cidade, pelos projectos que estão a acontecer na região e pela proximidade com Portalegre, onde estão as nossas vinhas”. 
 
David Baverstock, que em 1999 foi eleito Enólogo do Ano, pela revista “Wine”, tornando-se no primeiro não português a conseguir esse feito, distinção que repetiu em 2002, referiu à nossa equipa de reportagem que a  Howard's Folly Urban Winery “vai ser uma mais-valia para as outras adegas. Temos massa crítica para trazer mais turismo e esta vai ser uma área ainda com maior projecção”.  Concluiu afirmando: “Este é um projecto de qualidade”.
 
Modificado em quinta, 18 outubro 2018 03:07
Juntando produtores locais de enchidos, queijos, vinhos, azeites, legumes e doces, com jovens cozinheiros, com chefs nacionais e internacionais, de créditos firmados, realizou-se no passado fim de semana, nos dias 2 e 3 de Junho, no Convento das Maltezas, em Estremoz, a 1ª edição do Alentejo Food and Soul, evento gastronómico que se revelou, não só pela qualidade dos pratos apresentados mas também pela afluência de público, um verdadeiro sucesso.
 
Durante os dois dias do evento, produzido pela Amuse Bouche, promovido pela ERT – Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz e da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, os visitantes que passaram pelas instalações do Centro Ciência Viva de Estremoz puderam degustar as propostas de grandes nomes da gastronomia, chefs cujos restaurantes já foram consagrados com estrelas Michelin, como Alexandre Silva (Loco - Lisboa) e Miguel Laffan (L'and – Montemor-o-Novo), cozinheiros internacionais, como o austríaco Matthias Bernwieser ou o turco Semi Hakim, que apresentaram as novas tendências da cozinha mundial, para além da “prata da casa”, Michelle Marques (Mercearia Gadanha), Alberto Muralhas (Alecrim) e Alice Pôla (Cadeia Quinhentista), entre muitos outros.
 
Todos, inspirados pela gastronomia alentejana e pelos produtos regionais, criaram, à vista dos visitantes, pratos inovadores e variados, onde estavam também incluídos os vegetarianos, e cujos preços variaram entre os cinco e os sete euros.
 
Praticamente no final da edição de 2018 do Alentejo Food and Soul, o Ardina do Alentejo foi ao encontro de alguns dos chefs que marcaram presença no evento, para que fosse feito por eles o balanço de uma iniciativa que pode contar com eles no futuro. Falámos também com João Cavaleiro Ferreira, representante da ERT - Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e com Paulo Barata, o homem que colocou de pé, em conjunto com a sua equipa, o Alentejo Food and Soul.

 
Para o chef António Nobre, do M´AR De AR Muralhas, em Évora, “pelo que vi e pelas doses de Sopa de Cação à Alentejana que vendemos, este evento teve uma grande aceitação e é para continuar, sem dúvida”.
 
Sobre a sua presença em próximas edições do Alentejo Food and Soul, o chefe não podia ser mais claro: “Agradeço muito que me convidem para estes eventos, não só pelo que damos a provar às pessoas, mas também pelo convívio entre colegas”.
 
O Doce de Melão e Poejo, do chefe Carlos Fernandes, foi um dos grandes sucessos do Alentejo Food and Soul 2018. Para este chefe que domina os doces sabores “apesar de ser a primeira, foi uma edição muito boa, muito concorrida, com uma afluência excelente e foi um bom momento de convívio, não só entre todos os cozinheiros que aqui estavam, mas também entre os curiosos que nos vieram visitar”.
 
O regresso do chefe Carlos a um Alentejo Food and Soul depende apenas do convite: “Se me convidarem, eu digo que sim”.
 
O chefe Filipe Ramalho, do Restaurante Basilii da Torre de Palma, em Monforte, praticamente que “jogava” em casa. “Para mim, enquanto alentejano, foi um evento fantástico e estou super-orgulhoso de poder receber este evento em Estremoz, sendo que nasci a vinte quilómetros desta cidade, poder ter estes chefes magníficos a trabalharem ao meu lado, a podermos trocar experiências… Melhor era impossível” referiu à nossa reportagem o chefe nascido em Vaiamonte
 
Para este chefe o envolvimento da gastronomia alentejana com este tipo de eventos funciona na perfeição: “Nós temos tudo, temos produto, temos receituário, temos sabor, temos os cozinheiros cá e só faltam mesmo é mais iniciativas deste género”. 
 
O regresso do chefe Filipe Ramalho ao Alentejo Food and Soul está praticamente garantido: “Estarei cá. E se ninguém quiser organizar a próxima edição, organizo-a eu”.
 
Apesar de ter nascido do outro lado do Atlântico, Michelle Marques é já uma estremocense  e a sua Mercearia Gadanha uma referência no que à gastronomia alentejana diz respeito. Para a chefe Michelle, o Alentejo Food and Soul “foi muito positivo. Adorei a experiência e adorei ter feito parte deste projecto desde o principio. A escolha do sítio foi muito gira, um espaço fantástico, onde as pessoas podem circular e para nós correu muito bem, com as duas sugestões que trouxemos, uma salgada e outra de sobremesa. E acho que correu também muito bem para os nossos colegas, com quem tivemos trocas de experiências incríveis, percebendo também com os chefes que vêm de fora o que é que eles fazem com o produto da terra, não sendo uma cozinha tradicional alentejana é a visão deles do potencial do produto”. 
 
E no Alentejo Food and Soul 2019, a Michelle Marques marca presença? “Se me convidarem, claro que sim”.
 
Em declarações à nossa equipa de reportagem, João Cavaleiro Ferreira, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, referiu que “sendo difícil fazer um balanço tão em cima do evento, posso dizer que correu muito bem, um balanço final que será decerto muito positivo. O dia de sábado foi realmente muito bom, muito fruto do Mercado de Sábado de Estremoz, que é uma realidade fantástica, e o dia de domingo, apesar do frio e vento que se fez sentir a partir das 18 horas, correu bem”.
 
Sobre a continuidade do Alentejo Food and Soul em Estremoz, o representante da ERT no evento frisou que “este evento tem como objectivo saltar de terra em terra, o que não significa que em Estremoz não se venham a fazer outros eventos porque Estremoz é cada vez mais uma cidade onde este tipo de eventos se pode e deve realizar, para além de que a Câmara de Estremoz deu um apoio extraordinário aos organizadores deste festival, à Amuse Bouche”.
 
Esta reportagem não podia ficar concluída sem ouvirmos Paulo Barata, da Amuse Bouche, o grande mentor deste Alentejo Food and Soul. Visivelmente satisfeito e com o sentimento de dever cumprido, Paulo Barata fez-nos o balanço do evento: “Superámos as expectativas e melhor era impossível. Para uma primeira edição foi incrível. Os chefes estão felicíssimos de terem estado cá, de terem mostrado o produto alentejano de uma outra maneira, com uma outra abordagem e o público acho que adorou. Está ganho e espero voltar”.
 
A pergunta tinha de ser feita: E esse espero voltar é a Estremoz? A próxima edição do Alentejo Food and Soul será em Estremoz? Paulo Barata referiu que “o conceito é ser itinerante mas eu não me importo de ficar por Estremoz, por causa de ti, por causa da Câmara Municipal, que foram todos tão incríveis, com um calor único, ajudando-nos em tudo, e eu tenho de ser grato. Se o Turismo do Alentejo me permitir ficar por cá, eu fico por cá. Não tem preço aquilo que Estremoz deu ao Alentejo Food and Soul. Estremoz tem mais outros sítios para serem «invadidos», para serem «ocupados» e porque não ficar cá? Sinto-me bem e há um calor imenso em Estremoz. Espero estar cá para o ano”.
 
E colocar de pé o Alentejo Food and Soul não é fácil… “É uma grande produção. São 15 chefes por dia, pedidos constantes, com coisas sempre a acontecer e esse é o grande desafio. Deu imenso trabalho, fui vezes sem conta a Lisboa, buscar coisas de última hora, mas tínhamos uma grande equipa e, mais uma vez, os estremocenses foram fundamentais nesta história. Provámos que é possível e fizémo-lo bem, com trabalho, com muito trabalho, e com muitas noites de insónia. Podíamos ter feito uma coisa mais simples, ou ocuparmos um espaço mais normal mas a beleza do que fizemos está precisamente aqui neste Convento, onde ninguém pensava que nós conseguíssemos aparecer”.
 
Sobre a gastronomia alentejana, o outrora fotojornalista salentou que “a gastronomia alentejana está no topo a nível nacional, mas precisa de ser mostrada a nível internacional. Tivemos cá a imprensa internacional que adorou os restaurantes de Estremoz, tendo provado coisas que nunca comeram como o cação ou o poejo. A cozinha alentejana merece mais, temos é de saber promovê-la bem lá fora. A cozinha alentejana tradicional é incrível mas podemos dar um passinho à frente. Não a queremos destruir, ela está catalogada e é única, queremos é usar esse património com novas abordagens, reinventar um pouco mas sem mexer no tradicional”.
 
No final desta breve conversa com o Ardina do Alentejo, Paulo Barata reforçou a ideia de que o Alentejo Food and Soul pode mesmo ficar definitivamente por Estremoz. “Este não é um adeus mas um até breve. Tudo depende do Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, do Dr. Ceia da Silva, mas eu por mim, fico cá”.
 
 
 
 
 
 
Modificado em domingo, 10 junho 2018 01:21
Contando com a presença de cerca de 200 participantes, que puderam apreciar a beleza da paisagem evoramontense, decorreu no passado dia 27 de Maio, em Évora Monte. a Caminhada por Terras da Convenção.
 
A caminhada, que aconteceu em salutar convívio e ao longo de cerca de seis quilómetros. contou com vários momentos de animação ao longo do percurso, tal como estava prometido. No Caminho de Alpedriches, junto à Cama do Mouro, a Inês Serrano e o Luís Oliveira tocaram, cantaram e encantaram todos os participantes com a música "Lenda da Moura". Junto à Antiga Casa da Câmara, os caminhantes foram surpreendidos com a actuação de vários elementos da Tuna Académica da Universidade de Évora, e junto à Ermida de São Sebastião houve mesmo quem desse "um pé de dança" ao som dos acordeões de Arlindo Gato, carinhosamente tratado por todos como Mestre Azinha, e Hilário Cabeças.
 
A caminhada continuou pelo Espaço Rural das Cabanas, Quinta do Mortal, Oliveiras, Monte da Parreira e Vinha do Mato, até terminar no espaço envolvente à Junta de Freguesia, onde mais uma actuação da Tuna Académica serviu de aperitivo à deliciosa Sopa de Tomate que todos os participantes puderam degustar.

 
Durante o almoço convívio actuaram o Grupo de Cantares "Os Manaças", de São Miguel de Machede, e novamente a dupla Arlindo Gato e Hilário Cabeças.
 
A Caminhada por Terras da Convenção foi organizada pela Junta de Freguesia de Évora Monte, em parceria com o Município de Estremoz, e contou com o apoio da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Cruz Vermelha Portuguesa, da SEL - Salsicharia Estremocense, dos Vinhos Porta de Santa Catarina e de Dinis Carvalho & Filhos Lda.
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com António Serrano, Presidente da Junta de Freguesia de Évora Monte, que nos fez o balanço desta iniciativa, que falou das várias actividades que já estão programadas para se realizar na “Montanha de Emoções”, e que olhou para estes sete meses de mandato à frente dos destinos da freguesia estremocense.
 
Ardina do Alentejo - Que balanço faz desta Caminhada da Convenção?
António Serrano (AS) - O balanço que fazemos é muito positivo e superou todas as nossas expectativas. Quando o Município de Estremoz nos convidou para participar na parceria Estremoz em Movimento, aceitámos o desafio e pretendemos fazer diferente daquilo que até aqui vinha sendo feito. Queríamos sobretudo que as pessoas participassem e se identificassem com o projecto e, por isso, decidimos acrescentar algo à actividade física: a sopa de tomate e alguns momentos de animação pelo percurso, em especial no centro histórico. Para além disso mudámos a temática. A vila de Évora Monte é conhecida pelo facto de aqui ter sido assinada a Convenção que, em 26 de Maio de 1834, pôs termo à guerra civil entre liberais e absolutistas. A nossa identidade tem que construir-se a partir daquilo que faz com que sejamos diferentes e por isso tínhamos que associar este importante marco da História de Portugal à caminhada. O nosso objectivo era, como já referi, que pelo menos pudessemos fazer algo diferente do que era habitual e conseguimos. Nunca pensámos que o número de participantes ultrapassasse uma centena, mas o que é facto é que estivemos muito perto de 200...  Para nós isso traduz-se num balanço muito positivo e esperamos ter devolvido às pessoas a vontade de se envolverem. Para nós é muito importante voltar a aproximar a Junta das pessoas, envolvê-las nas nossas actividades.
 
Ardina do Alentejo - Ter praticamente 200 participantes nesta caminhada faz desta iniciativa um verdadeiro sucesso. Mas a “Montanha de Emoções” está a preparar mais iniciativas de sucesso…
António Serrano (AS) - É verdade. Todos nós reconhecemos as potencialidades da nossa Freguesia, pois temos condições excelentes para a realização de actividades na natureza, devido à nossa localização estratégica no extremo ocidental da Serra d'Ossa. Se aliarmos a isso o vasto património monumental, o património histórico, as tradições, a gastronomia e o saber receber das nossas gentes, podemos afirmar que Évora Monte tem para oferecer "uma montanha de emoções"! Trata-se de um slogan que lançámos por ocasião da realização desta caminhada e que pretende traduzir isso mesmo: a forma como tudo se conjuga em Évora Monte para proporcionar a quem nos visita e a quem aqui vive grandes momentos, grandes emoções. Por essa razão, temos sido contactados no sentido de aqui se realizarem vários eventos desportivos, como é o caso da passagem do "Portugal de Lés a Lés", no próximo dia 31 de Maio, no qual cerca de 2000 motas visitarão o centro histórico ao longo do dia. No dia 3 de Junho, o Grupo Folclórico A Convenção de Évora Monte organiza o seu passeio anual de motas e motorizadas antigas, com mais de 100 participantes, e no dia 9 de Junho haverá uma sardinhada. De 15 a 19 de Agosto as Festas Anuais em Honra de Santa Maria, irão surpreender pela diferença, um novo formato e uma organização que envolve todas as forças vivas da Freguesia. No dia 21 de Outubro o Clube de Orientação do Alto Alentejo organiza, com partida e chegada a Évora Monte, o Trail Cidade de Estremoz, onde estarão mais de 600 participantes. Uma semana depois, a 28 de Outubro, decorre em Évora Monte a última etapa do Circuito BTT Zona dos Mármores, organizada pelo Sobe e Desce Team. E certamente outros eventos haverá até ao final do ano. A Junta de Freguesia está disponível para apoiar todas as iniciativas que contribuam para promover Évora Monte, trazendo pessoas à nossa terra e recebendo-as da melhor forma possível, para que possam voltar e trazer os seus familiares e amigos à nossa Montanha de Emoções.
 
Ardina do Alentejo - Quando venceu as eleições, em Outubro passado, pensava ser possível que volvidos apenas sete meses conseguiria mobilizar tanta gente à volta do seu projecto e das iniciativas que se realizam em Évora Monte?
António Serrano (AS) - Essa tem sido, para nós, a melhor surpresa. O facto de termos ganho as eleições foi um sinal de que as pessoas acreditavam no projecto e que queriam um rumo diferente. Temos tentado dar esse novo rumo e a receptividade das pessoas tem sido fantástica. Resolvemos, em apenas sete meses, questões que estavam por resolver há vários anos! Estamos a traçar um caminho que permita aproximar as pessoas, envolvê-las nas iniciativas, fazê-las sentir-se parte da construção do futuro da nossa Freguesia. E parece-me que temos conseguido, a pouco e pouco, alcançar esse objectivo. A prova está aqui, na realização desta caminhada. Como disse, tem sido uma agradável surpresa, para mim e para a equipa que está comigo nesta missão. Sabíamos que as pessoas nos apoiavam, mas a participação de quase duas centenas de pessoas nesta iniciativa deixou-nos maravilhados e, ao mesmo tempo, conscientes de que temos agora uma grande responsabilidade: fazer sempre melhor, para que as pessoas continuem a acreditar. Aproveito esta oportunidade para agradecer a todas as pessoas e entidades que, de uma forma ou outra, deram o seu importante contributo para a realização da Caminhada por Terras da Convenção, deixando um apelo para que continuem a acompanhar o nosso trabalho e a acreditar que é possível Évora Monte voltar a ser a menina bonita do Alentejo.
Modificado em quarta, 30 maio 2018 02:23
Foi inaugurada no passado sábado, dia 5 de Maio, a sede da Academia do Bacalhau de Estremoz (ABE).
 
A sede da única academia do “fiel amigo” existente no Alentejo, e que neste ano de 2018 completa 18 anos de vida, fica situada no antigo edifício do Dispensário, na Avenida Condessa da Cuba, edifício cuja propriedade pertence ao Ministério da Saúde, e que foi recuperado pela autarquia estremocense, para albergar associações do concelho. Para além da ABE, estão localizadas neste mesmo imóvel as sedes da ACRMOZAssociação Cultural e Recreativa dos Marinheiros de Estremoz e da Associação Amigos da Bjeka.
 
A lápide que identifica a sede da ABE foi descerrada pelo Presidente da Direcção da Academia do Bacalhau de Estremoz, Francisco Ramos, pelo Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Filipe Mourinha, e pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ABE, Primo Neves, na presença de muitos compadres e comadres da instituição estremocense.

 
Antes da visita às novas instalações da ABE, actuou o Grupo de Cavaquinhos de Estremoz, dirigido pela Professora Cândida Lóios.
 
No final de mais uma tarde de festa para a ABE, o Presidente da academia estremocense, Francisco Ramos, em declarações ao Ardina do Alentejo, referiu ser este “um dia de felicidade” que superou as suas expectativas. Acrescentou que “as pessoas ficaram a perceber melhor o que é a Academia do Bacalhau, que é uma instituição de solidariedade, uma instituição séria, com 50 anos de vida no mundo inteiro, e que não é uma associação de comes e bebes”.
 
Olhando para trás, e fazendo como que um balanço destes 18 anos de existência da Academia do Bacalhau de Estremoz, Francisco Ramos salientou ser “um homem feliz na ABE, porque vesti esta camisola com convicção, sentindo aquilo que estou a defender. Perco muitas horas de sono pela ABE mas fico feliz”. Acrescentou ainda que “a inauguração da nossa sede foi mais um evento de sucesso da ABE e todos aqueles que questionam porque é que este espaço nos foi cedido, apesar de ser filosofia do movimento das academias não publicitar em demasia as nossas iniciativas, perceberão que o nosso objectivo final é apenas a solidariedade”.
 
Sobre o futuro da ABE, o Presidente Francisco Ramos asseverou que “há uma grande tarefa a fazer, que é trazer gente nova para o associativismo, trazer gente nova para a ABE, trazer jovens que sintam os valores da Academia do Bacalhau, mas não é fácil”. “É preciso que os jovens se empenhem, e o país e o mundo precisam do empenho dos jovens, porque os jovens não podem viver só para o Facebook e para as Playstations, têm de viver para a amizade, para a fraternidade e para a confraternização entre as pessoas” concluiu.
 

Há muita gente que contesta sem saber o que está dizer. Porque é que não se abriu um concurso, e quantas instituições é que existem... A típica conversa de oposição que quando não têm mais nada para fazer, fazem essas afirmações - Luís Mourinha

Também em declarações ao Ardina do Alentejo, Luís Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, frisou que “o objectivo principal da autarquia era recuperar um espaço que estava praticamente abandonado e depois começámos a ter várias instituições a desejarem o espaço. Subdividimos em três porque não conseguimos dividir em mais e agora as três instituições têm um espaço digno para desenvolverem as suas actividades”. Sobre as regras a cumprir pelas três instituições que agora estão instaladas no antigo Dispensário, o edil afirmou que as mesmas passam “pela manutenção do espaço. A nossa missão está feita, agora é com eles, terem mais actividade e manterem o espaço porque se não cumprirem com a manutenção o caminho é sairem daqui. Mas as três instituições têm todas as condições para desenvolverem a sua actividade e a manutenção também não é assim tão difícil”.
 
Quando questionado se, no seu entender, a atribuição deste espaço à Academia do Bacalhau de Estremoz não merecia qualquer tipo de contestação, o edil estremocense foi peremptório: “Há muita gente que contesta sem saber o que está dizer. Porque é que não se abriu um concurso, e quantas instituições é que existem... A típica conversa de oposição que quando não têm mais nada para fazer, fazem essas afirmações”. Luís Mourinha adiantou que “existe mais uma instituição, a única que temos até agora a solicitar espaço, que vai ser instalada por cima da antiga estação do caminho de ferro, onde estavam os Marinheiros”. Assegurou ainda que “Estremoz tem muitas instituições e a Câmara não consegue resolver o problema a todas, mas se resolvermos a grande parte já é positivo”.
 
Sobre o associativismo estremocense, o autarca salientou que “ao contrário de muitos outros Municípios, principalmente do interior, nós não nos podemos queixar da actividades das instituições, até porque é raro não termos uma actividade desta ou daquela associação, nesta ou naquela freguesia, preenchendo-nos praticamente os 52 fins-de-semana do ano”. Concluiu frisando que “esta é uma situação positiva mas para a câmara é mais difícil conseguir abranger e atingir valores de apoio com outra dimensão”.
 
Modificado em quarta, 09 maio 2018 19:49
Decorreu no passado sábado, dia 21 de Abril, no Salão Nobre Major Grave, no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Estremoz, a cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz (AHBVE), para o triénio 2018-2021.
 
Os novos corpos sociais, tal como o Ardina do Alentejo já tinha noticiado aqui, são presididos por Carlos Alberto Ferreira, na Direcção, José Capitão Pardal, na Mesa da Assembleia Geral, e José Manuel Ramalho, no Conselho Fiscal.
 
No seu discurso de tomada de posse, Carlos Ferreira, relembrou e agradeceu “o trabalho, os conselhos e a amizade” dos elementos dos corpos sociais do mandato anterior que entretanto faleceram, José Ferro, José Gonçalves e Amaro Camões, e que fizeram do mandato anterior um mandato “duro pelas perdas que sofremos”.
 
Deixou ainda um “singelo agradecimento” a José Capitão Pardal e Orlando Silva, elementos da anterior Direcção e que neste triénio irão desempenhar funções na Mesa da Assembleia Geral, respectivamente como Presidente e Vice-Presidente.
 

Apelamos a toda a comunidade, que na medida das suas possibilidades, ajude os Bombeiros de Estremoz, na certeza de que podem confiar que os Bombeiros de Estremoz não faltarão a quem precise de auxilio, e mais tarde ou mais cedo, todos precisaremos

O novo Presidente da Direcção da AHBVE falou ainda dos 85 anos de existência da associação e das alterações na forma de funcionar da mesma, nomeadamente na qualificação dos bombeiros estremocenses. Referiu algumas das melhorias sofridas, mas também as constantes exigências e “os desafios que hoje nos colocam, que são altíssimos, mas infelizmente o nível de financiamento não tem acompanhado o nível de exigência”.
 
A necessidade de haver mais voluntariado, as dádivas particulares e das empresas, o parque automóvel e a sua constante necessidade de renovação, os custos com pessoal, a degradação de algumas infraestruturas do quartel, e as regulares dificuldades financeiras, nomeadamente no equilíbrio entre as despesas e as receitas, foram alguns temas abordados. Carlos Ferreira salientou que “o Estado, o nosso grande cliente, paga o que quer, quando quer, e às vezes se quer”.
 
Para o triénio 2018-2021, Carlos Ferreira garante que uma das grandes tarefas da direcção por si liderada, em coordenação com o Comando, será a de “tomar medidas para voltar a atingir o equilíbrio financeiro e ao mesmo tempo fazendo os investimentos necessários”. Asseverou que “temos de fazer mais, melhor, e com menos custos”.
 
Depois de enunciados alguns dos projectos que gostaria de ver realizados no próximo triénio, o recém-empossado Presidente da Direcção da AHBVE referiu “uma boa notícia”, que se prende com a atribuição aos Bombeiros Voluntários de Estremoz, “de uma Equipa de Intervenção Permanente”, composta por cinco elementos, “sendo os custos dos salários divididos entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil - ANPC e a Câmara Municipal de Estremoz, ficando os custos de operacionalidade e de equipamento a cargo da AHBVE”.
 
Carlos Ferreira não quis deixar a oportunidade de em relação a esta equipa de intervenção permanente realçar “a sua imediata aceitação por parte da Câmara Municipal de Estremoz”. 
 
Carlos Ferreira concluiu a sua intervenção salientando que “projectos e vontade não faltam, assim os meios financeiros apareçam. Apelamos a toda a comunidade, que na medida das suas possibilidades, ajude os Bombeiros de Estremoz, na certeza de que podem confiar que os Bombeiros de Estremoz não faltarão a quem precise de auxilio, e mais tarde ou mais cedo, todos precisaremos”.
 

 
 
Sessão Solene de Abertura das Comemorações do 85º Aniversário da
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz (AHBVE)
 
Logo após a investidura dos novos corpos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz (AHBVE), teve lugar a Sessão Solene de abertura das Comemorações do 85º Aniversário da AHBVE.
 
Durante a sua prelecção, José Capitão Pardal, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação, realçou que estas comemorações terão “um calendário alargado, que se prolongará por vários meses e com várias realizações”. Salientou ainda que a AHBVE ”vai aproveitar as comemorações para distinguir aqueles bombeiros, dirigentes e amigos dos bombeiros que ao longo dos tempos têm contribuído para o seu êxito”.
 
O antigo Presidente da Direcção da AHBVE referiu que “não têm sido fáceis os últimos 85 anos para a nossa associação, 85 anos de grandes sacrifícios e grandes dificuldades. Foram anos de muitos êxitos mas também de alguns contratempos e muitas frustrações. Começámos com a vontade de alguns pioneiros e actualmente somos uma organização multifacetada e complexa”. Conclui dirigindo-se aos estremocenses, afirmando que estes “podem contar com os seus bombeiros, apesar de todas as dificuldades sentidas no dia-a-dia, os Bombeiros de Estremoz continuam vivos e de forma desinteressada a dar a protecção e o socorro aos estremocenses e aos seus bens”.
 

 
Logo após o discurso do agora Presidente da Mesa da Assembleia Geral da AHBVE, foram entregues os diplomas de Novos Sócios de Mérito, de Novos Sócios Beneméritos, e de Novo Sócio Honorário da AHBVE, bem como os Medalhões de Honra – Grau Ouro.
 
Novos Sócios de Mérito
- João Manuel Vidigal Pingarilho
- Manuel Santiago do Pomar
- Amaro Marcelino Rebola Camões (a título póstumo)
- José Santos Gonçalves (a título póstumo)
- Manuel Vítor Carapeta Ferro (a título póstumo)
 
Novos Sócios Beneméritos
- Ana Margarida McLock
- Augusto Jorge Rodrigues
- Academia do Bacalhau de Estremoz
- Crédito Agrícola de Estremoz
- Fundação da Casa de Bragança
- Intermarché de Estremoz
- Recolhimento de Nossa Senhora dos Mártires
- Tractomoz, SA
 
Novo Sócio Honorário
- Comandante Mário Zacarias
 
Medalhões de Honra – Grau Ouro
- António Luís de Matos Quaresma
- Custódio António Fernandes Caeiro
- António Soeiro Travassos
- Joaquim Miguel Pimenta Raimundo
- Joaquim Manuel Ramos
- Comandante José António Ferreira
- Luís Filipe Pereira Mourinha
- Major José Jerónimo Velez Correia
- Manuel António Chilrito
 
Carlos Machado, Comandante do Corpo Activo dos Bombeiros Voluntários de Estremoz, salientou a importância da cerimónia que antecedeu o seu discurso, o “reconhecer todos aqueles que a nós se juntaram e permitiram que os Bombeiros de Estremoz trilhassem este caminho, caminho de estarmos aqui neste momento, com as condições que temos e com os equipamentos que dispomos”.
 
O voluntariado, ou a falta dele, foi o tema mais abordado pelo Comandante Carlos Machado. “Um dos grandes desafios de hoje é o voluntariado. Não é fácil cativarmos jovens para ingressarem no Corpo de Bombeiros e para dedicarem algum do seu tempo a esta instituição e a esta actividade”. Mas a garantia foi deixada, de forma convicta: “Tudo continuaremos a fazer para ultrapassar este obstáculo”.
 
Sobre as Comemorações do 85º Aniversário da AHBVE, Carlos Machado adiantou que vai-se realizar “um Encontro de Fanfarras, a 9 de Julho, um Workshop de Formação cuja temática são os Primeiros Socorros a Animais, a 22 de Julho, um Exercício ou uma Demonstração dos nossos equipamentos, em finais de Setembro, e uma Sessão Solene de Encerramento, com distinções aos Bombeiros”.
 

 
Durante a sua intervenção, Inácio Esperança, Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora (FBDE), depois de endereçar os parabéns à AHBVE, e de salientar que “nenhuma instituição durava 85 anos se não fosse útil e se não tivesse prestado bons serviços à comunidade”, referiu, dirigindo-se em especial aos bombeiros presentes, que “os Bombeiros de Portugal vivem dias complicados, porque sofremos desde o 25 de Abril, o maior ataque a esta instituição que já podemos observar”. Acrescentou que “os bombeiros hoje são considerados pessoas incompetentes, incapazes de apagar fogos, incapazes de socorrer e não merecedores dos milhões que o Estado derrama sobre novas forças, para reequipar, para reinstalar e para incentivar”. Inácio Esperança afirmou ainda que “não se incentivam aqueles que durante os últimos seiscentos anos socorreram os portugueses e que foram os únicos que olharam por eles”.
 
Olhando em especial para Carlos Ferreira e para a nova direcção da AHBVE, Inácio Esperança disse que “se os bombeiros têm sofrido um ataque brutal por parte da tutela, os directores foram mortos pela tutela. E não sei como é que ainda há quem resiste a estar à frente das associações, dando o seu nome, o seu património, a sua assinatura, correndo riscos, sem nada receber da tutela”. Acrescentou que “Carlos Ferreira tem a seu cargo e às suas costas uma grande responsabilidade, tem uma grande cidade do nosso distrito, uma população enorme, com muitas carências, mas também sei que pode contar com a Câmara Municipal, uma das poucas câmaras do distrito de Évora que diz presente e que tem apoiado sempre os seus bombeiros”. Concluiu a sua intervenção esperando que “o Carlos Ferreira, com a sua experiência, com o seu know how e com a carga genética desta função e desta casa, lhe permita reinventar o futuro e saber servir melhor Estremoz”. 
 

 
O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Filipe Mourinha, durante o seu discurso, salientou que em relação à Equipa de Intervenção Permanente que vai ser criada, e cujo protocolo será assinado no próximo dia 4 de Maio, em Fornos de Algodres, “que havendo essa possibilidade, a autarquia não poderia deixar de participar, e vamos participar com um custo adicional mensal de 3500 euros, valor significativo” para além dos mais de 6 mil euros mensais atribuídos pela edilidade estremocense aos Bombeiros Voluntários de Estremoz.
 
Sobre a distinção que recebeu, o edil estremocense revelou, enquanto homenageado, sentir-se “satisfeito porque alguma coisa fizemos de bom”.
 

 
A Sessão Solene de Abertura das Comemorações do 85º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz (AHBVE) terminou com o desfile pelas principais artérias da cidade, da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Estremoz, e de todo o dispositivo automóvel ao serviço da corporação estremocense.
Modificado em segunda, 23 abril 2018 21:42