domingo, 24 junho 2018

Obras no Évora Shopping vão recomeçar em breve

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Centro comercial deve estar disponível ao público já nos primeiros meses de 2017 Centro comercial deve estar disponível ao público já nos primeiros meses de 2017 DR
Em reunião do executivo da Câmara Municipal de Évora, realizada no passado dia 9 de Março, foi aprovado, por unanimidade, a ratificação do despacho do Presidente da autarquia eborense, Carlos Pinto de Sá, de emissão de licença especial para conclusão das obras de construção do empreendimento comercial inacabado na Zona Industrial de Almeirim, sobejamente conhecido como Évora Shopping.
 
Segundo previsões avançadas pela nova empresa proprietária do complexo comercial, a Ares Capital, o espaço, que deverá criar cerca de 600 postos de trabalho, deve estar disponível ao público já nos primeiros meses de 2017.
 
De recordar que as obras de construção do Centro Comercial Évora Shopping, um investimento de aproximadamente 60 milhões de euros da empresa EVRET – Investimentos e Projectos Imobiliários, S.A., e que incluía, para além do centro comercial, o Évora Retail Park, iniciaram-se em 2011. Começava assim a dar “os primeiros passos” o centro comercial que foi projectado para servir a população de todo o Alentejo. A abertura ao público estava projectada para 2013. Mas já estamos em Março de 2016, e o Évora Shopping não passa de um imóvel por concluir.
 
A crise que afectou, em meados de 2014, o Banco Espirito Santo, veio agravar consideravelmente a situação do Centro Comercial eborense, tendo a sua propriedade sido transferida para o Novo Banco. Em finais de 2014, o Novo Banco colocou vários centros comerciais do seu portfólio à venda. O Évora Shopping era um deles.
 
Perante o impasse vivido com o centro comercial instalado na Zona Industrial de Almeirim, e que se encontra a meio da sua construção, surgiu a ideia de ser instalado, bem junto ao centro histórico de Évora, mais concretamente nos terrenos junto às Portas de Avis, um centro comercial, tendo como objectivo a revitalização desta zona da cidade. Em declarações a uma rádio local, o presidente da edilidade eborense afirmou ver este novo projecto “com bons olhos porque é um empreendimento que nós possamos influenciar no sentido de minorar os impactos negativos e potenciar os eventuais impactos positivos, do que ter um empreendimento com esta dimensão, onde não possamos ter qualquer influência”.
 
Em relação ao Évora Shopping, Carlos Pinto de Sá disse à mesma estação emissora que é “um mau cartão-de-visita para a cidade Património Mundial. É uma obra que está parada, não teve seguimento e é um mono que ali está, mas a câmara não tem qualquer possibilidade de intervir, é um empreendimento privado”.
 
Há uma situação em que, e sustentado por um estudo já realizado, o presidente da Câmara Municipal de Évora não tem dúvidas: “Évora só terá capacidade para um centro comercial”.
 
Esta decisão da autarquia eborense, de emissão de licença especial para conclusão das obras de construção do Évora Shopping, levanta agora algumas questões ao executivo liderado por Carlos Pinto de Sá, visto que se encontra a decorrer um concurso público para a venda de terrenos, junto às Portas de Avis, destinados à construção de um centro comercial, com um valor base de quase quatro milhões e meio de euros, sendo que os referidos lotes são propriedade da Câmara Municipal de Évora.
 
A Associação Comercial do Distrito de Évora afina pelo mesmo diapasão do presidente da autarquia, em considerar que a cidade património mundial não suporta a existência de duas superfícies comerciais de grande dimensão. Esta consideração da Associação Comercial já foi comunicada à Câmara Municipal de Évora.
 

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