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quarta, 22 abril 2020 03:28

Ataque em Monforte leva Liga dos Bombeiros Portugueses a escrever ao Presidente da República

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Marta Soares afirma que este caso passado na vila do distrito de Portalegre foi “uma atitude intolerável e abusiva" Marta Soares afirma que este caso passado na vila do distrito de Portalegre foi “uma atitude intolerável e abusiva" DR
Através de um comunicado enviado às redacções, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) informa que decidiu apelar ao Presidente da República de forma a que o Estadoproteja eficazmente quem sempre esteve e está na linha da frente” e para que “se tal for necessário que se legisle para a protecção dos bombeiros e das suas estruturas”.
 
Este apelo a Marcelo Rebelo de Sousa surge após a invasão perpetrada ao Quartel dos Bombeiros Voluntários de Monforte, na noite do passado sábado, 18 de Abril. “Lamentavelmente, os ataques a quartéis de bombeiros e a bombeiros voltaram a acontecer” e desta vez “a propósito do transporte de um doente em plena crise da pandemia Covid-19” refere o presidente da LBP, Jaime Marta Soares, na carta que endereçou ao Presidente da República, lembrando que “os bombeiros, como é amplamente reconhecido, nunca olharam a cor, credo religioso, partido político ou qualquer etnia para transporte de doentes urgentes ou não urgentes que deles necessitam”.
 
Marta Soares afirma que este caso passado na vila do distrito de Portalegre foi “uma atitude intolerável e abusiva, fazendo uso da força e da intimidação” de um grupo de meia centena de cidadãos devidamente identificados que “entrou de forma intempestiva e brutal nas instalações da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Monforte”.
 
O presidente da LBP lembra que “actos desta relevância levados a efeito contra os bombeiros por grupos organizados de origem devidamente identificada, têm-se repetido em diversos locais”.
 
Na sequência deste e de outros casos idênticos, leva Jaime Marta Soares a dizer que “não podemos continuar a tolerar a passividade ou tolerância excessiva das autoridades perante ataques mesquinhos e cobardes contra os bombeiros, cidadãos respeitáveis e respeitadores, e que como tal exigem ser tratados”.
 
De recordar que Gonçalo Lagem, presidente da Câmara Municipal de Monforte, em declarações ao Ardina do Alentejo na sequência deste acontecimento, já tinha referido que “apesar de tudo, a GNR tem feito um trabalho notável, e que é de louvar, mas tem de haver mais acção no que diz respeito ao policiamento de proximidade para que episódios como o que aconteceu ontem, e que se repetem quase todos os dias, não terem repetições”.
 
O autarca tinha mesmo revelado que, ainda antes deste incidente, já tinha entrado em contacto com o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, expondo as situações constantemente vividas e exigindo um reforço policial no concelho. “Em termos camarários temos feito tudo o que está ao nosso alcance, tentando atenuar este tipo de situações, mas não conseguimos fazer muito mais, e é preciso efectivamente fazer mais em prol da segurança dos monfortenses, que vivem com receio das acções desta comunidade” salientou o edil.
 
Por sua vez, e em declarações à LUSA, o Oficial de Relações Públicas do Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana, Major David Pires, considerou ainda não existirem casos para “alarmismos”, referindo no entanto que têm sido registadas “situações pontuais” de insegurança em Monforte.
 
Os meios são balanceados, quer os das patrulhas territoriais, quer do destacamento de intervenção, que tem sempre equipas no distrito, muitas vezes direccionadas para o concelho de Monforte”, disse.
 
Modificado em quinta, 23 abril 2020 13:57

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