terça, 24 novembro 2020
domingo, 19 abril 2020 14:03

Comunidade residente no concelho invade quartel dos Bombeiros de Monforte

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O Município, no decorrer da próxima semana, “vai colocar uma vedação, com videovigilância, no quartel dos bombeiros" O Município, no decorrer da próxima semana, “vai colocar uma vedação, com videovigilância, no quartel dos bombeiros" DR
Na noite do passado sábado, dia 18 de Abril, por volta das 21:30 horas, um grupo de pessoas residentes no concelho de Monforte, pertencentes a uma comunidade de etnia, invadiram o quartel dos Bombeiros Voluntários daquela localidade do distrito de Portalegre, gerando uma situação onde o pânico foi notório e onde foi colocado em causa o trabalho e o bom desempenho das funções dos Soldados da Paz.
 
Contactado pelo Ardina do Alentejo, o Presidente da Câmara Municipal de Monforte, Gonçalo Lagem, confirmou o incidente, adiantando que “uma criança da comunidade cigana que vive no concelho terá perdido os sentidos, e a sua família, ao contrário do que faria qualquer outra pessoa, que seria entrar em contacto com o 112, resolveram dirigir-se para o quartel dos bombeiros, num grupo de 30 a 40 pessoas, invadindo o quartel, arrombando as instalações, gerando o pânico e exigindo que a criança fosse socorrida”. O edil monfortense garantiu que “a criança foi socorrida, situação que aliás nunca esteve em causa, mas não tem de ser assim, e as situações não se resolvem desta forma”.
 
Gonçalo Lagem adiantou que o Município, no decorrer da próxima semana, “vai colocar uma vedação, com videovigilância, no quartel dos bombeiros”. “Quer no quartel dos bombeiros, quer no centro de saúde, locais onde se têm registado este tipo de incidentes, o que tem de reinar é a calma” frisou o autarca.
 
Gonçalo Lagem refere ainda que “apesar de tudo, a GNR tem feito um trabalho notável, e que é de louvar, mas tem de haver mais acção no que diz respeito ao policiamento de proximidade para que episódios como o que aconteceu ontem, e que se repetem quase todos os dias, não terem repetições”.
 
O autarca revelou que, ainda antes deste incidente, já contactou o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, expondo as situações constantemente vividas e exigindo um reforço policial no concelho. “Em termos camarários temos feito tudo o que está ao nosso alcance, tentando atenuar este tipo de situações, mas não conseguimos fazer muito mais, e é preciso efectivamente fazer mais em prol da segurança dos monfortenses, que vivem com receio das acções desta comunidade”.
 
Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar, este tipo de comportamento por parte desta comunidade de etnia é frequente, tendo nos últimos meses sido verificadas várias situações, com invasões ao Centro de Saúde de Monforte, e constantes ameaças aos profissionais de saúde.
 
Gonçalo Lagem assevera ainda que o principal problema tem a ver com o comportamento agressivo desta comunidade, “e com as constantes exigências de tratamento diferenciado em relação ao resto da população, gerando o pânico sem necessidade”.
Modificado em quarta, 22 abril 2020 03:26

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