terça, 25 junho 2019
segunda, 15 abril 2019 17:05

Deputados social-democratas questionam Governo sobre falhas no Hospital do Espírito Santo de Évora

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Auditorias realizadas pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) revelam inúmeras falhas Auditorias realizadas pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) revelam inúmeras falhas DR
Segundo auditorias realizadas pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), auditorias essas que tinham como objectivo avaliar a segurança dos bebés nos hospitais, foram encontradas falhas no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, no Centro Hospitalar Universitário do Porto, no Centro Hospitalar Universitário do Algarve e no Hospital do Espírito Santo de Évora, durante o ano de 2018.
 
Estes são alguns exemplos das falhas detectadas nas auditorias:
- Portas nas maternidades que não fecham automaticamente - as pulseiras electrónicas deveriam accionar o fecho automático das portas quando há uma aproximação ou tentativa de transposição da porta do serviço;
- Videovigilância que não funciona em contínuo;
- Controlo insuficiente no acesso às instalações;
 
A IGAS refere que “desde 2009, depois de dois bebés terem sido raptados no Hospital de Penafiel, foram impostas regras para aumentar a segurança dos recém-nascidos, nomeadamente videovigilância com monitorização contínua e gravação de imagens de alta qualidade, colocação de pulseiras electrónicas com alarme nos recém-nascidos, portas que fechem automaticamente quando detectadas irregularidades e identificação de todos os profissionais. A inspecção verificou que estas regras ainda não são totalmente cumpridas”. Salienta ainda que “da análise de todos os processos conclui-se que as irregularidades apresentadas são, de modo geral, comuns à maioria das unidades hospitalares auditadas”.
 
Devido às diversas falhas encontradas nos serviços de internamento de crianças e adultos, urgências, obstetrícia, pediatria e neonatologia do Hospital do Espírito Santo de Évora, um grupo de deputados socil-democratas, liderados pelo deputado eleito pelo círculo eleitoral do distrito de Évora, António Costa da Silva, questionaram o Governo, através da Ministra da Saúde, pretendendo saber “quais as medidas correctivas que estão a ser efectuadas pelo Governo no sentido de resolver esta situação?”.
 
Para além dos resultados das auditorias realizadas pela IGAS, os deputados laranja justificam esta questão a Marta Temido e ao Ministério por si dirigido com o facto de que no Hospital de Évora “não há controlo das pessoas que usam as escadas de serviço”, para além de terem sido “detectados casos em que os próprios profissionais de saúde não usavam identificação”, havendo ainda “uma necessidade de actualizar o plano de segurança e criar medidas de prevenção da criminalidade em alguns hospitais”.
Modificado em segunda, 15 abril 2019 17:54

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