sábado, 20 abril 2019

Armando Vara tem três dias para se apresentar na cadeia de Évora

Escrito por  Publicado em Região segunda, 14 janeiro 2019 15:31
Ex-ministro socialista terá de cumprir cinco anos de prisão efectiva Ex-ministro socialista terá de cumprir cinco anos de prisão efectiva DR
Segundo informação prestada por uma fonte judicial, a juíza titular do processo Face Oculta, Marta de Carvalho, deu hoje, segunda-feira, 14 de Janeiro, três dias para o arguido Armando Vara se apresentar em estabelecimento prisional para cumprir a pena de cinco anos de prisão a que foi condenado.
 
A senhora juíza despachou há pouco o processo seguindo a promoção do Ministério Público”, disse à Lusa o juiz presidente da Comarca de Aveiro, Paulo Brandão, explicando que foi concedido o prazo de três dias para o ex-ministro socialista se apresentar em estabelecimento prisional, sem o que serão emitidos mandados.
 
Em Setembro de 2014, Armando Vara foi condenado, pelo Tribunal de Aveiro, a cinco anos de prisão efectiva por três crimes de tráfico de influência, depois do colevtivo de juízes ter dado como provado que o antigo ministro e ex-vice-presidente do BCP recebeu 25 mil euros do sucateiro Manuel Godinho, o principal arguido no caso, como compensação pelas diligências por si empreendidas e a empreender em favor das suas empresas.
 
No passado mês de Julho de 2018, em declarações à Lusa, o advogado Tiago Rodrigues Bastos confirmou que iria “apresentar uma reclamação” para a conferência de juízes do Tribunal Constitucional (TC), para evitar que começasse imediatamente a cumprir a pena.
 
Já em Novembro do mesmo ano o Tribunal da Relação do Porto manteve esta condenação do antigo vice-presidente do BCP neste processo.
 
O processo Face Oculta está relacionado com uma alegada rede de corrupção que teria como objectivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho nos negócios com empresas do sector do Estado e privadas.
 
Além de Armando Vara existem mais três arguidos neste processo com penas efectivas e cuja sentença passou a ser definitiva: João Tavares, ex-funcionário da Petrogal, com uma pena de cinco anos e nove meses para cumprir, o ex-quadro da Refer, Manuel Guiomar, condenado a seis anos e meio, e o ex-funcionário da Lisnave, Manuel Gomes, condenado a uma pena de quatro anos e quatro meses.
 
c/ Jornal Económico
 

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