quarta, 22 novembro 2017

Beja - Comandante da GNR acusado de não cumprir a lei com corte de folgas

Escrito por  Publicado em Região quarta, 23 agosto 2017 20:07
"A missão nuclear da GNR é a segurança das populações e não o policiamento a festividades", frisa a APG/GNR "A missão nuclear da GNR é a segurança das populações e não o policiamento a festividades", frisa a APG/GNR DR
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) acusou o Comandante do Destacamento Territorial de Beja da Guarda Nacional Republicana (GNR) de não cumprir a lei ao cortar folgas a militares alegando falta de efectivo e a realização de uma feira.
 
Num comunicado, a Delegação Sul da Associação dos Profissionais da Guarda refere que o Comandante, "alegando falta de efectivo", decidiu "suprimir" o gozo dos descansos complementares e compensatórios dos militares do destacamento entre sexta-feira e domingo e os dias 31 deste mês e 4 de Setembro.
 
"Não fosse isso suficiente", determinou-se também que "fossem suprimidos os descansos semanais e complementares" dos militares do Posto Territorial de Cuba, que faz parte do Destacamento Territorial de Beja, entre os dias 30 deste mês e 5 de Setembro, "argumentando-se" com a realização da Feira Anual de Cuba deste ano, que vai decorrer entre os dias 31 deste mês e 4 de Setembro.
 
A APG/GNR considera a situação "insólita", porque "aqueles que têm de fazer cumprir a lei devem, em primeiro lugar, respeitá-la e não torná-la tão maleável quanto a sua vontade pessoal ou a interpretação deturpada que têm daquilo que é a missão primária da GNR, a segurança pública".
 
"Apenas motivos de força maior, devidamente justificados, deveriam gerar a supressão de descansos, o que não nos parece, de todo, ser o caso", defende a associação, notando que "estão em causa situações de policiamento a festividades".
 
Segundo a associação, "sendo óbvio" que não se trata de uma questão de ordem pública, o serviço de policiamento da feira "deveria ser requisitado pela entidade promotora e prestado em regime de gratificado, sendo concedido ou não consoante o efectivo disponível".
 
"É que a missão nuclear da GNR é a segurança das populações e não o policiamento a festividades", frisa a APG/GNR, exigindo ao Comando da GNR "a correção imediata" das duas situações, que "passam uma péssima imagem da instituição, já para não referir a profunda e justa indignação que os profissionais da GNR estão a sentir".
 
Contactado pela LUSA, o Comando Territorial de Beja da GNR, através do oficial de relações públicas, escusou-se a pronunciar-se sobre as acusações da APG/GNR.
 
c/ LUSA

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