domingo, 24 setembro 2017

150 toneladas de peixe vão ser retiradas de barragens no Alentejo

Escrito por  Publicado em Região quinta, 17 agosto 2017 16:56
Os 150 mil quilos de peixe a retirar das barragens vão ter como destino final a produção de farinha para alimentação animal Os 150 mil quilos de peixe a retirar das barragens vão ter como destino final a produção de farinha para alimentação animal DR
Um total de 150 toneladas de peixes vão ser retiradas de quatro albufeiras no Alentejo, a partir do início da próxima semana, devido à seca e para não prejudicar a qualidade da água, revelou o Governo.
 
Vamos retirar 150 mil quilos de peixes”, numa operação que “deve custar cerca de 120 mil euros, para não pôr em perigo a qualidade da água das albufeiras”, devido ao seu reduzido armazenamento, disse o Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, no final de uma reunião que teve lugar em Évora, no dia de ontem, quarta-feira, 16 de Agosto.
 
As albufeiras que vão ser alvo desta operação, segundo o governante, são a do Monte da Rocha, em Ourique, a da Vigia e a do Divor, em Redondo e entre Évora e Arraiolos, respectivamente, e a de Pego do Altar, em Alcácer do Sal.
 
Esta foi uma das principais medidas decididas numa reunião da Subcomissão Regional da Zona Sul, da Comissão de Gestão de Albufeiras, sobre a situação da seca.
 
A reunião contou com a presença, além do Secretário de Estado do Ambiente, dos autarcas de Ourique, Marcelo Guerreiro, e do Redondo, António Recto, assim como de representantes de diversas entidades.
 
Segundo Carlos Martins, está previsto que a operação de retirada dos peixes comece “já na próxima segunda-feira, se não houver nenhum problema no concurso que foi lançado”.
 
 “Vamos iniciar na próxima semana a retirada de peixes. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) irá assumir os encargos financeiros e a EDIA”, empresa gestora do Alqueva, “será a coordenadora dessa atividade”, revelou.
 
Esta é, “agora, a principal preocupação” em relação à situação de seca que está a afectar o país, com especial incidência no interior alentejano, disse o governante.
 
Se ultrapassarmos a questão da quantidade [de água nas albufeiras], temos que estar muito vigilantes com a questão da qualidade”, vincou.
 
Os 150 mil quilos de peixe a retirar das barragens vão ter como destino final a produção de “farinha para alimentação animal”, indicou também Carlos Martins, explicando que esta tarefa vai ser efectuada por pescadores.
 
Os trabalhos “vão ser feitos à pesca, por pescadores, uma vez que não há um acesso directo aos peixes”, afirmou.
 
Por isso, a duração da operação “depende muito da eficiência desse trabalho” de pesca, mas, atendendo a experiências anteriores e aos “rendimentos que, habitualmente, se obtêm”, deverá prolongar-se “por 15 dias a três semanas”.
 
"São fundamentalmente carpas”, mas, neste tipo de operações costumam aparecer também nas redes espécies como “lúcios, pimpões, lúcios-perca e barbos”, entre outras.
 
Paralelamente, a própria Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) já procedeu à retirada de 12 mil quilos de peixe em duas outras albufeiras do empreendimento que gere, mais precisamente a dos Álamos e a do Loureiro, e estendeu agora essa remoção à albufeira do Pisão, acrescentou Carlos Martins. 
 
c/ LUSA

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