sábado, 25 maio 2019
Nesta quarta-feira, dia 21 de Novembro, pelas 19 horas, o Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho vai presidir à Eucaristia no Santuário do Senhor Jesus dos Aflitos, em Borba, localidade que na tarde da passada segunda-feira foi abalada pelo aluimento de terras na antiga Estrada Nacional 255, entre Borba e Vila Viçosa, e que provocou dois mortos já confirmados pelas autoridades e três desaparecidos.
 
Com esta deslocação à Paróquia de Borba e ao Santuário do Senhor Jesus dos Aflitos, local de grande devoção por parte dos borbenses, o Prelado Eborense quer estar próximo da comunidade, neste momento de dor e luto, para confortar as famílias e rezar pelas vítimas daquele trágico acidente.
 
A Igreja do Senhor Jesus dos Aflitos foi fundada em 1676 como sede da Irmandade da Venerável Ordem Terceira. No seu interior encontra-se a imagem do Senhor Jesus dos Aflitos. Esta pequena imagem ganhou grande importância no século XIX, mantendo-se ainda hoje um lugar de imensa devoção e aonde recorrem muitas pessoas que, na sua aflição, colocam no Senhor Jesus dos Aflitos o seu consolo e protecção.
 
Recorde-se que o Arcebispo de Évora expressou ontem a sua consternação pela tragédia ocorrida na Estrada Nacional 255, entre Borba e Vila Viçosa. Através das redes sociais, D. Francisco Senra Coelho associou-se “à dor e ao luto dos familiares e amigos das vítimas” e coloca-se “ao lado de todos os que trabalham afincadamente para minorar o sofrimento e resolver os problemas urgentes da difícil situação”.
 
Na sua conta oficial do twitter, o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho apelou ainda à oração “pelas vítimas do trágico aluimento da Estrada Nacional 255” e pede “a misericórdia de Deus” e a intercessão de “Nossa Senhora da Conceição, venerada no Solar da Padroeira em Vila Viçosa” para todos os envolvidos neste drama.
Modificado em quarta, 21 novembro 2018 12:44
O presidente da Câmara Municipal de Borba diz que “nunca na vida” foi informado da alegada perigosidade da estrada junto às pedreiras, argumentando que empresários do sector queriam cortar a via, mas para ampliar a extracção de mármore.
 
Nunca na vida”, respondeu o autarca de Borba, António Anselmo, quando questionado pela LUSA sobre se, numa reunião com técnicos dos serviços regionais de Geologia, não tinha já sido alertado para a perigosidade da estrada onde, na segunda-feira, ocorreu um deslizamento de terras para uma pedreira, que provocou, pelo menos, duas vítimas mortais.
 
O presidente da câmara, que se encontra no local das operações da Protecção Civil, afirmou recordar-se, efectivamente, de há quatro anos ter participado “nessa reunião” com técnicos de Geologia e Minas da antiga Direcção Regional de Economia e com industriais do sector dos mármores.
 
Segundo António Anselmo, em ‘cima da mesa’ estava “a possibilidade” de interromper a estrada e “os empresários nunca se entenderam”, ou seja, “não houve consenso”.
 
Houve uma reunião em que os empresários não se entenderam relativamente ao corte da estrada. E ao corte não, ao partir da estrada para permitir a exploração” de mármore, alegou.
 
A “ideia”, de acordo com o presidente da câmara, “não era cortar a estrada, era partir a estrada para fazer exploração nesse sítio onde uma parte caiu”.
 
A estrada passava a ser pedreira, era essa a ideia”, explicou.
 
Remetendo mais esclarecimentos para momento posterior, por necessitar de consultar documentação sobre a reunião e por estar concentrado nas operações de resgate das vítimas, o autarca realçou ainda que as pedreiras de extracção de mármore que ladeiam a estrada que colapsou “estão licenciadas de acordo com aquilo que a lei permite”.
 
Na segunda-feira à noite, o autarca já tinha dito estar “de consciência completamente tranquila” e que o que tinha “em termos legais e de conhecimento” era que “a situação” da estrada “estava perfeitamente segura”.
 
As coisas estavam encaminhadas no sentido de ser seguro. Se me perguntar a mim se são seguras ou não voltamos ao mesmo: Se houver um sismo em Borba, há um sismo em Borba, cai uma estrada em Borba, cai uma estrada em Borba”, afirmou, na altura.
 
Nessa conferência de imprensa, o autarca disse também que a câmara vai “saber concretamente o que é que se passou e, se tiver alguma responsabilidade” a assumir, vai assumi-la: “Quem a tem sou eu, lamentavelmente. Não quero ter responsabilidades com mortes, mas não fujo a coisa nenhuma”.
 
com LUSA
Modificado em terça, 20 novembro 2018 20:07
Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Vila Viçosa adiantou, durante a tarde desta terça-feira, que estavam dados como desaparecidos, três homens.
 
Dois dos homens reportados como desaparecidos eram de Bencatel e terão indicado a familiares que iriam na tarde de segunda-feira a Borba, passando pela estrada onde ocorreu o acidente. “O condutor da carrinha de caixa aberta e de cor cinzenta, na casa dos 50 anos, terá informado a mulher que ia com o cunhado, na casa dos 30 anos, ao contabilista a Borba”, relatou à LUSA fonte da Junta de Freguesia de Bencatel. O desaparecimento dos dois homens foi comunicado à GNR por familiares.
 
O outro homem que está dado como desaparecido, é um idoso de 85 anos, residente em Alandroal. Segundo fonte do Comando Territorial de Évora da GNR, a participação do desaparecimento do homem foi dada na segunda-feira à GNR pela mulher, que indicou que o marido se deslocou no seu automóvel, nesse dia, a Vila Viçosa.
 
Segundo vai adiantando a CM TV, a identificação dos desaparecidos está já feita pelas autoridades. O idoso, de 85 anos, e que residia em Alandroal, dá pelo nome de Fortunato Ruivo, enquanto que os cunhados, residentes em Bencatel, são José Rocha, de 53 anos, e Carlos Lourenço, de 37 anos, trabalhador do Intermarché de Vila Viçosa.
 
Elementos das equipas de busca já começaram as operações de desencarceramento e resgate. A Protecção Civil está a usar motobombas para escoar a água e gruas para chegar às vítimas.
 
Os bombeiros estão agora a tentar localizar o segundo trabalhador que ficou soterrado pelo desabamento de terras. O corpo estará junto à retroescavadora na qual esse homem estava a trabalhar na altura do acidente. O colega que estava com ele foi resgatado a meio da tarde. São eles as duas vítimas mortais confirmadas pelas autoridades, que dão conta ainda de outros três desaparecidos.
 
Modificado em terça, 20 novembro 2018 19:49
O Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, disse que “o que o Governo pode fazer é, nas estradas que são da sua responsabilidade, fazer o que faz”, ou seja, monitorizar. “Temos planos muito rigorosos de monitorização”.
 
No que está sob a responsabilidade da administração central, e deste Ministério, monitorizamos, investimos e, por exemplo, no caso desta circunstância, há muitos anos foi determinada a realização de uma variante que é aquela que está em funcionamento”, disse Pedro Marques.
 
O Ministro acrescenta que quando se fez a transferência da estrada para a responsabilidade municipal se apresentou a variante como “alternativa segura e disponibilizada às populações de imediato”. Esta variante é gerida pelo Estado.
 
A estrada que passa na pedreira “poderia ter sido encerrada” ou, em alternativa, ser transferida para gestão municipal, como acabou por acontecer com o consentimento do Município, disse Pedro Marques.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, efectuou, esta terça-feira, uma “visita relâmpago” a Borba, onde um troço da antiga Estrada Nacional 255 (EN 255), que liga Vila Viçosa a Borba abateu.
 
O Chefe de Estado chegou à cidade borbense pelas 13:33 horas, tendo saído um quarto de hora depois. Não prestou declarações e limitou-se a acenar aos jornalistas que o esperavam.
 
Fontes locais contaram que Marcelo Rebelo de Sousa visitou o “teatro de operações” na pedreira e o posto de comando e regressou a Lisboa.
 
Já no Palácio de Belém, em Lisboa e, em declarações aos jornalistas, o Chefe de Estado elogiou o esforço das autoridades, que estão a realizar uma complexa operação de busca e resgate.
 
"Pude informar-me do que está pensado ser feito ao longo do tempo, assim seja possível em termos das condições meteorológicas. Naturalmente, ouvi e apoiei o esforço que está a ser feito pela Protecção Civil, INEM, Município e freguesia", disse Marcelo Rebelo de Sousa.
 
O Presidente apresentou as condolências às famílias das vítimas, pedindo "paciência" em nome da segurança "aos que querem respostas rápidas". Marcelo esclareceu ainda que vai estar em contacto com a autarquia de Borba.
 
"Tenciono estar com as famílias das vitimas mortais logo que receba a noticia da data dos funerais", disse.
 
As autoridades estão a drenar a água do poço com motobombas de grande capacidade para tentar resgatar os corpos das vítimas e tentar identificar viaturas que caíram para o interior da pedreira depois do colapso da estrada.
Modificado em terça, 20 novembro 2018 17:32
Um idoso, dado como desaparecido em Alandroal, pode ser uma das vítimas do deslizamento de terras na Estrada Nacional 255 (EN 255). A participação do desaparecimento do homem, com 85 anos, foi dada ontem, segunda-feira, à Guarda Nacional Republicana (GNR), pela mulher.
 
O homem terá ido de carro a Vila Viçosa. A GNR de Vila Viçosa continua a fazer averiguações no sentido de apurar a existência de outros desaparecimentos, nomeadamente de uma carrinha de caixa aberta que terá sido arrastada para dentro da pedreira. Segundo é avançado pelo Jornal de Notícias (JN), nessa viatura seguiam dois cunhados, ambos residentes em Bencatel.
 
As vítimas já confirmadas são Gualdino Pita, de 49 anos, natural de Bencatel, e João Xavier, de 58 anos, da freguesia de Pardais, igualmente no concelho de Vila Viçosa. Ficaram encarcerados na escavadora que estava a trabalhar no momento da derrocada.
 
Esta terça-feira, dia 20 de Novembro, ao final da manhã, os bombeiros conseguiram aproximar-se da máquina, mas tiveram de interromper os trabalhos devido à chuva forte que começou a cair no local.
 
Um número indeterminado de pessoas está desaparecido desde a tarde de segunda-feira, quando um troço da EN 255, entre Borba e Vila Viçosa, desabou para dentro de duas pedreiras contígua àquela via, uma pertencente a Jorge Plácido Simões, desactivada, e outra à empresa A.L.A. Almeida, em laboração.
 
"A segurança estava lá", disse Jorge Plácido Simões, proprietário de uma pedreira, desactivada, das duas afectadas pela derrocada. "Não quero estar a exagerar, mas havia uma margem de cinco seis metros para a estrada. A pedreira tinha um muro e rede de protecção", acrescentou, em declarações à SIC Notícias, esta terça-feira de manhã.
 
Empresários do sector do mármore, ouvidos pela LUSA, esta terça-feira de manhã, consideram que a "tragédia" poderia ter "sido evitada" porque "os problemas" da estrada estavam identificados.
 
Jorge Simões disse ter um relatório elaborado pelo Instituto Superior Técnico a garantir a estabilidade da pedreira, sustentando que fez os trabalhos que aqueles estudos, realizados em "2011 ou 2012", consideraram necessários.
 
Esclareceu que a exploração estava desactivada há cerca de um ano "por não ser viável" economicamente.
 
O Ministério Público fez saber, entretanto, que decidiu abrir um inquérito para investigar as causas do desabamento na pedreira de Borba. A Procuradoria Geral da República explica que o inquérito servirá para “apurar as circunstâncias que rodearam a ocorrência”.
 
c/ Observador
Modificado em terça, 20 novembro 2018 15:26
Parte da centenária Estrada Nacional 255 (EN 255) que liga Borba a Vila Viçosa abateu, na tarde desta segunda-feira, dia 19 de Novembro, provocando, até ao momento, dois mortos e um número indeterminado de desaparecidos, conforme foi adiantado por José Maria Ribeiro, Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Évora.
 
Segundo referiu o CODIS de Évora, em conferência de imprensa, as duas vítimas mortais são operários da empresa que explora a pedreira. Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar, as vítimas mortais confirmadas têm 58 e 46 anos.
 
Os dois corpos estão junto a uma retroescavadora, no fundo da pedreira, e ainda não foram retirados.
 
A Protecção Civil não confirma o número de desaparecidos. "Sobre as duas viaturas arrastadas não posso acrescentar mais nada, seria estar a especular", refere José Ribeiro.
 
Segundo referiu o Comandante José Ribeiro, “hoje, às 15:45 horas, ocorreu um deslizamento de grande volume de terra na Estrada Nacional 255, deslocação de rochas, mármore e terra para o interior de uma pedreira. Dois operários da empresa que explora aquela pedreira foram arrastados e são as duas vítimas mortais que neste momento é possível fazer a confirmação”.
 
Segundo a mesma fonte, relatos de testemunhas indicam que duas viaturas que passavam na estrada naquela altura foram arrastadas. "Esta informação é dinâmica e estamos a todo o momento a confirmá-la com as autoridades competentes”.
 
O Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Évora não estabelece um prazo para o fim dos trabalhos, devido à complexidade do cenário encontrado.
 
Estamos perante uma operação de grande complexidade, complexidade extrema, um desafio tremendo nas operações de resgate que nos esperam nas próximas horas, dias ou semanas”, refere José Ribeiro.
 
Logo após o alerta, fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora disse existirem "cinco vítimas submersas", que caíram na pedreira após o aluimento de terras na estrada municipal.
 
Fonte do INEM indicou à agência LUSA que uma retroescavadora e dois automóveis foram arrastados para o interior de uma pedreira devido a um aluimento de terras, desconhecendo-se o número de vítimas.
 
O alerta foi dado às 15:45 horas.
 
De notar que a estrada em causa está ladeada por pedreiras de mármore, que estão cheias de água e lama por causa das chuvas torrenciais que caíram nos últimos dias no local.
 
O Presidente da Câmara Municipal de Borba, António Anselmo, fala numa "calamidade" e diz que as responsabilidades serão assumidas.
 
Luís Sotto Mayor, administrador de uma das pedreiras localizada junto à estrada municipal entre Borba e Vila Viçosa que ruiu esta segunda-feira, já tinha alertado para o estado daquela via há dois anos.
 
Em 2005, o troço entre Borba e Vila Viçosa da EN 255 foi desclassificada, segundo fonte do Ministério do Planeamento e Infraestruturas. Após a construção da variante que liga a A6 a Borba e Vila Viçosa, esta parte da estrada, de pavimento em empedrado, foi passada para a tutela das duas câmaras municipais.
 
O aluimento ocorreu na zona que está sob administração da Câmara Municipal de Borba. 
 
Segundo a página da Protecção Civil foram accionados para o local 84 operacionais auxiliados por 39 viaturas. Um meio aéreo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) também se encontrou durante a tarde desta segunda-feira no teatro de operações.
 
(actualizada às 21:33 horas)
 
com Rádio Renascença
Modificado em terça, 20 novembro 2018 02:58
A campanha de responsabilidade social do Grupo Os Mosqueteiros, que detém em Portugal as insígnias Intermarché, Bricomarché e Roady, conseguiu angariar no ano de 2018, 500 equipamentos de protecção individual de combate a incêndios florestais, que estão agora a ser distribuídos a 100 corporações de bombeiros voluntários a nível nacional.
 
No passado sábado, dia 3 de Novembro, foi a vez dos Bombeiros Voluntários de Arraiolos receberem os seus cinco equipamentos, sendo cada um constituído por bota florestal, luvas, cógula, fato de proteção florestal (calças e dólman), capacete e sweatshirt. 
 
Em parceria com a Liga dos Bombeiros Portugueses, o grupo desenvolveu um livro infantil, “Pafi e o incêndio no parque de merendas”, com o objectivo de sensibilizar e envolver os mais novos para a preservação da floresta e, em simultâneo, angariar fundos para a compra de equipamentos de protecção individual de combate a incêndios florestais. Para Jaime Marta Soares, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, “a renovação de equipamentos é fundamental para a segurança dos nossos Bombeiros”.
 
O livro “Pafi e o incêndio no parque de merendas” esteve à venda nas 319 lojas do Grupo Os Mosqueteiros, entre 1 de Junho e 31 de Agosto. A campanha solidária contou este ano com o apoio de Isabel Silva que, enquanto embaixadora, contribuiu para a divulgação do livro.
 
Durante a entrega dos equipamentos Pedro Esperança, dono da loja de Arraiolos, fez questão de sublinhar que “esta é uma iniciativa que nos enche a todos de orgulho. O objectivo do projecto é proporcionar melhores condições de trabalho a quem nos ajuda, a quem arrisca a vida por nós, mas também queremos contribuir para uma mudança de mentalidade e atitude em relação à floresta. Acreditamos que essa mudança deve começar nas novas gerações e, assim, o livro ensina o significado dos 3 P’s: prever, prevenir e proteger e deixa uma mensagem de civismo e respeito para com a natureza que nos rodeia”.
Modificado em terça, 06 novembro 2018 12:31
Durante o passado fim de semana, a empresa CATET – Companhia Alentejana de Enchidos Tradicionais, localizada na Zona Industrial de Sousel, e propriedade do empresário estremocense Joaquim Arvana, recebeu a visita dos amigos do alheio.
 
O alerta para este assalto foi dado pelo próprio proprietário, durante a tarde de ontem, domingo, dia 28 de Outubro.
 
Segundo fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR), os assaltantes cortaram os fios das telecomunicações, de forma a que o alarme não fosse accionado. 
 
Depois de terem tentado efectuar um buraco na parede, buraco esse que não conseguiram abrir devido à espessura da parede, os larápios partiram um vidro e entraram nas instalações da CATET – Companhia Alentejana de Enchidos Tradicionais, de onde furtaram mais de 33 mil euros em enchidos, da marca “Montanheira”.
 
A investigação deste assalto está agora a cargo da GNR.
Modificado em segunda, 29 outubro 2018 10:34