quarta, 23 agosto 2017

Multibanco assaltado com recurso a gás em Beja

Escrito por quinta, 16 fevereiro 2017 11:27
Na madrugada desta quinta-feira, dia 16 de Fevereiro, um terminal de Multibanco, localizado na Avenida Miguel Fernandes, em Beja, foi assaltado.
 
Segundo as primeiras informações recolhidas no local, o roubo foi feito com recurso a gás, tendo os larápios rebentado a porta de um estabelecimento bancário desactivado, para entrarem no edifício e assim fazer explodir a caixa Multibanco. 
 
Segundo algumas testemunhas, o assalto foi praticado por três homens, que, com o auxílio de uma marreta, partiram a porta de vidro das instalações e, com recurso a gás, fizeram explodir a caixa Multibanco. Depois de furtado o terminal, numa operação desenvolvida muito rapidamente, os ladrões fugiram "num carro de cor escura". 
 
O Núcleo de Investigação Criminal da PSP e a Polícia Judiciária estão no local a fazer perícias. 
 
O alerta foi dado perto das 05.30 horas desta quinta-feira.  
 
Desde o início do ano de 2017, este é o segundo assalto a caixas Multibanco na cidade de Beja. O primeiro caso ocorreu na madrugada do dia 3 de Janeiro, quando foi assaltada, também por três homens com recurso a explosão por gás, uma caixa Multibanco que estava instalada junto a uma das portas de um supermercado, na Rua 5 de Outubro.
Com um valor de investimento elegível total de 32 milhões de euros, acaba de ser aprovado pelo Alentejo 2020 – Programa Operacional Regional do Alentejo 2014-2020, um conjunto de 35 projectos.
 
A acrescentar a este valor existe ainda um co-financiamento pelo FEDER de 24 milhões de euros.
 
A requalificação do património cultural e a promoção turística são as áreas contempladas nestes 35 projectos.
 
Os termos de aceitação com os respectivos beneficiários foram assinados, em Campo Maior, numa cerimónia presidida pelo Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e na presença do Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de  Souza, e do Presidente da Comissão Directiva do Alentejo 2020 e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Roberto Pereira Grilo.
 
De acordo com a CCDR Alentejo, os termos de aceitação agora assinados contemplam 22 beneficiários, entre MunicípiosDirecção Regional de Cultura do Alentejo, Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Fábricas de Igrejas Paroquiais de toda a região, Associações Culturais, Ambientais e outras.
 

Museu de Évora vai passar a ser nacional

Escrito por quinta, 16 fevereiro 2017 00:48

Na sequência da proposta de lei de transferência de competências para as autarquias, documento datado de 9 de Janeiro, que está em discussão e que volta hoje, quinta-feira, a Conselho de Ministros, muitas eram as vozes que se insurgiam e muitos mais aqueles que temiam que o Museu de Évora passasse a ser gerido pelo município eborense. Mas eis que a situação se inverte. O Museu de Évora não só não passará a depender de um órgão local, como vai ser promovido a museu nacional.

Fonte do gabinete do Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, disse ao jornal diário Público, ao início da tarde do dia de ontem, quarta-feira, que “a decisão política está tomada – a classificação do Museu de Évora como museu nacional vai mesmo acontecer. Agora aguardamos que se cumpram os procedimentos necessários, entre eles o do parecer consultivo, mas obrigatório, da Secção dos Museus, da Conservação e Restauro e do Património Imaterial do Conselho Nacional de Cultura". Segundo conseguimos apurar, esta é uma secção que dificilmente deixará de concordar com a alteração de estatuto, mas cuja próxima reunião está ainda por agendar.
 
Numa visita de trabalho realizada ao Alentejo, em Dezembro passado, já Castro Mendes tinha sido confrontado com esta promoção, uma espécie de reivindicação antiga. A fonte ministerial garantiu que a decisão, “tomada recentemente”, nada tem a ver, no entanto, com a proposta de descentralização em debate. “Tudo isto estava já a ser considerado antes desta discussão. O senhor ministro entende, com base na informação técnica de que dispõe, que a colecção do museu tem valor nacional e que, por isso, a classificação é mais do que merecida” acrescentou.
 

"O senhor ministro entende, com base na informação técnica de que dispõe, que a colecção do museu tem valor nacional e que, por isso, a classificação é mais do que merecida" por Ministério da Cultura

Para Castro Mendes, a situação do Museu de Évora não é diferente da do Museu Grão Vasco, em Viseu, elevado à categoria de museu nacional em 2015. “A lógica de promoção do museu de Évora é a mesma do de Viseu – trata-se de reconhecer o valor de uma colecção”.
 
Quando o museu viseense passou a museu nacional não faltou quem se manifestasse contra o facto de o de Évora não ter recebido semelhante promoção. Joaquim Caetano, o conservador de pintura do Museu Nacional de Arte Antiga que dirigiu o museu alentejano durante dez anos, entre 2000 e 2010, reivindica há muito esse estatuto, tal como acontecera já com os seus antecessores, a começar por Mário Tavares Chicó, responsável pelo Museu de Évora em meados do século XX.
 
O actual director, António Miguel Alegria, diz que “fazer deste museu um museu nacional é da mais elementar justiça”. Acrescenta ainda que “sem desprimor para os colegas e para as colecções do Museu Grão Vasco, promover Viseu sem promover Évora foi um erro. Viseu não tem a história nem a diversidade do espólio do Museu de Évora, e não tem na sua génese uma colecção e uma figura como a de Frei Manuel do Cenáculo, absolutamente fundamental para a educação e a cultura em Portugal”.
 
Uma colecção singular
O Museu de Évora, que tem um importante acervo, sobretudo de pintura e de escultura, e que inclui muitos dos chamados “tesouros nacionais”, foi formalmente constituído em 1916, na sequência do plano republicano de munir cada capital de distrito com um museu público. Na sua origem está, no entanto, uma outra instituição, a biblioteca-museu criada por Frei Manuel do Cenáculo Vilas-Boas e Sampaio (1724-1814), influente intelectual do período pombalino e Arcebispo de Évora, o homem que fora já decisivo para a criação da Biblioteca Pública da Corte, mais tarde convertida em Biblioteca Nacional.
 

...o sucessivo atraso no reconhecimento do carácter nacional do Museu de Évora só pode explicar-se por "motivos políticos" por António Miguel Alegria

Para António Miguel Alegria, o sucessivo atraso no reconhecimento do carácter nacional do Museu de Évora só pode explicar-se por “motivos políticos”. “Esta colecção tem um valor que ultrapassa a região e isso é evidente” sublinhou. Basta lembrar que o acervo de 20 mil peças inclui, por exemplo, o retábulo flamengo que ocupava a capela-mor da sé da cidade, representando cenas da vida da Virgem (c. 1500), A Virgem com o Menino, de Álvaro Pires de Évora (c. 1410), obras de importantes pintores luso-flamengos como Francisco Henriques e Frei Carlos, assim como de portugueses de relevo, com destaque para Gregório Lopes e Diogo Contreiras. Na escultura, salienta o director, há “peças de grande qualidade”, como as de Nicolau de Chanterene (primeira metade do século XVI) ou o túmulo de Fernão Gonçalves Cogominho (c. 1364).
 
E depois há a arqueologia e as coisas naturais, das ciências, muito próprias do coleccionismo da época”, acrescenta, falando do espólio romano, reunido por Cenáculo, e, muito mais tarde, dos artefactos recolhidos nas primeiras escavações na área hoje ocupada pela Albufeira de Alqueva e na Anta Grande do Zambujeiro.
 
É por causa desta qualidade do acervo e da história do próprio museu que Alegria considera que seria “uma desgraça” vê-lo entregue à gestão camarária, “desgarrado de uma política nacional” e sem acesso ao acompanhamento técnico que exige.
 
Marcial Rodrigues, vice-presidente do Grupo Pro-Évora, acrescenta “uma desgraça” que poria “em risco” um “espólio incrível”. O Grupo Pro-Évora é uma associação que se bate pela defesa do património da cidade há quase 100 anos, e já no passado dia 1 de Fevereiro tinha divulgado, no seu site, um texto em que explicava por que razões seria “inteiramente desajustada” a transferência do museu para a autarquia.
 
Ao contrário do municipal, o museu nacional responde, naturalmente, à Direcção-Geral do Património Cultural, o maior organismo sob tutela do Ministério da Cultura, e obedece a uma série de regras e de procedimentos que tendem a fazer dele uma instituição de referência no país no que toca à divulgação e ao estudo das colecções.
 
Marcial Rodrigues diz que “é uma bela notícia este reconhecimento que já tardava e que devia ter sido feito na anterior alteração legislativa”. Explica que “estranhámos ver o Grão Vasco promovido e Évora não, mas não nos preocupámos muito porque, nessa altura, não havia uma intenção declarada de municipalização do nosso museu, o que seria gravíssimo porque a câmara não tem, de todo, meios para garantir a protecção e a valorização deste património”, explica.
 
Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, concorda com Marcial Rodrigues. Também ele ficou “preocupado” com a possibilidade de assumir a gestão do museu, cenário que esta promoção vem afastar. “Há muitos anos que o município reivindica este reconhecimento para o museu, pelo espólio, mas também pela sua história e pela localização que tem numa cidade que é património mundial”, disse ao Público, alargando de imediato o âmbito da reflexão à proposta de lei em discussão, que promove a transferência de competências nas mais diversas áreas. “Esta proposta de lei põe em causa a capacidade de os municípios darem resposta a uma série de situações. Nós continuamos na expectativa de que o Governo aceite fazer o seu trabalho, que faça um estudo conveniente e que proponha uma descentralização verdadeira, real, e não uma mera desconcentração dos problemas”.
 
Marcial Rodrigues alerta que nesta proposta de lei, prevê-se ainda o fim das Direcções-Regionais de Cultura, a integrar, progressivamente, nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Para o vice-presidente do Pro-Évora este é “outro erro”. Sublinha que as Direcções-Regionais de Cultura “são indispensáveis à aplicação de uma política cultural que se quer nacional, coerente, com objectivos bem definidos, e independente dos pequenos poderes regionais e locais”.
 
c/ Lucinda Canelas (Público)
A Santa da Misericórdia de Portalegre vai dar início a uma série de actividades de terapia aquática, programadas por vários técnicos especializados, que vão ter lugar no seu equipamento mais recente: o tanque terapêutico concluído com o financiamento atribuído pelo Fundo Rainha D. Leonor.
 
A primeira actividade a iniciar será a adaptação ao meio aquático e destina-se a crianças entre os três e os seis anos de idade que frequentem o Centro Infantil de São Lourenço. Esta actividade irá realizar-se uma vez por semana, sob a orientação do Professor Duarte Alegria, formado em Educação Física com especialização em Natação, e terá uma duração de 45 minutos.
 
Pretende-se com esta iniciativa contribuir para a adaptação ao meio aquático, iniciar as técnicas da natação, promover a autonomia e auto confiança e o desenvolvimento de competências motoras das crianças.
 
Seguem-se as aulas de natação para bebés, abertas à comunidade, e que juntam pais e filhos com o objectivo de promover a segurança dentro de água, fortalecer a relação entre a criança e a mãe, pai ou outro familiar, fazer a adaptação ao meio aquático, ser uma via de articulação entre a comunicação e a socialização e desenvolver competências na criança através do jogo e da música. Estas aulas destinam-se a crianças entre os seis e os 36 meses, realizam-se uma vez por semana, aos sábados de manhã, e são orientadas pela Psicomotricista Emília Salgueiro, especializada em natação para bebés e psicomotricidade em meio aquático na primeira infância. Terão a duração de 30 minutos.
 
Ao longo de 2017 serão também realizadas duas vezes por semana, outras actividades abertas à comunidade sob a orientação das técnicas especializadas da instituição: Inês Vidigal, Fisioterapeuta, e Cristina Sabino, Técnica de Reabilitação Psicomotora, como é o caso das actividades aquáticas para adultos com o objectivo de promover o estado de relaxamento e bem-estar, utilizando as características da água: densidade, flutuação e resistência e também com o objectivo de promover saúde, qualidade de vida e a prática de exercício físico. Serão também realizadas sessões individuais de Hidroterapia destinadas a utentes e à comunidade, com o objectivo de reabilitar e recuperar lesões.
 
As instalações do tanque terapêutico possuem condições específicas para a prática das actividades, pois a água encontra-se a uma temperatura entre 30º a 32º, num ambiente aquecido. Estão equipadas com material didático específico e cadeira hidráulica, para pessoas com mobilidade reduzida. Possuem ainda balneários, dois chuveiros, cacifos, fraldário e uma casa de banho.
 
Os preços das actividades vão desde os 12 aos 35 euros.
 
O facto de as actividades serem específicas e dirigidas a um pequeno grupo de utilizadores, permite tirar o maior proveito das aulas pois não existem actividades a decorrer em simultâneo, beneficiando-se assim de grande privacidade e atenção por parte dos técnicos especializados. 
 
O Tanque Terapêutico
A Santa da Misericórdia de Portalegre recebeu, em 2016, perto de 30.000€ do Fundo Rainha D. Leonor, resultante da aprovação de uma candidatura que teve como objectivo a conclusão do tanque de terapia aquática das suas instalações, no âmbito da obra de remodelação e ampliação do seu edifício sede.
 
Com este contrato de financiamento assinado pelo Provedor da Santa Casa de Portalegre e o Provedor da Santa Casa de Lisboa, foi possível concluir este importante projecto que, irá agora, contribuir para a melhoria da qualidade de vida e saúde da população.
 
Fundo Rainha D. Leonor
O Fundo Rainha Dona Leonor foi criado, em 2014, pela Santa Casa de Lisboa e pela União das Misericórdias Portuguesas para apoiar projectos que estão parados por dificuldades de financiamento.
 
Os contratos de financiamento das Misericórdias que se candidataram ao Fundo, entre elas Portalegre, preveem na maior parte dos casos, obras de reabilitação, remodelação ou finalização de lares para idosos e centros de dia.
O Município de Marvão promove, de 18 de Fevereiro a 5 de Março, a 12ª edição das “Comidas d`Azeite”. Esta quinzena gastronómica dedicada aos comeres do lagar pretende dinamizar a economia local, homenagear os produtores e mostrar a qualidade dos azeites produzidos no concelho.
 
No concelho de Marvão, destino turístico e gastronómico de excelência, ainda existem extensas áreas de olival, de azeitona “galega”, colhida para dar origem a um “néctar dourado”, o azeite, de reconhecida qualidade.
 
Sob a chancela da marca “Marvão Bom Gosto”, ao longo desta quinzena, o turismo alia-se à gastronomia, promovem-se os produtos endógenos do concelho, e as ementas dos treze restaurantes aderentes apresentam pratos tradicionalmente confeccionados com azeite.
 
Nos menus poderá encontrar iguarias como a açorda de poejo com azeite e alho, alhada de cação com azeite e coentros, bacalhau com todos, regado com azeite do lagar, couvada de polvo com azeite cru à portuguesa, migas de coentros com febrinhas do alguidar fritas em azeite, galinha tostada à moda antiga, boleima com azeite, mel e nozes, ou tiborna com azeite e laranja.
 
Dia 19 de Fevereiro, Domingo, pelas 15.30 horas, a 12ª edição das Comidas d’Azeite é apresentada nos Galegos, com uma visita guiada pelo Lagar/Museu Melara Picado Nunes, onde se explicará o processo de extracção e a tradição do azeite alentejano. No final, poderão degustar-se os azeites de Marvão.
 
Para dia 5 de Março, também Domingo, no Porto da Espada, está agendado um Mercado de Produtos Locais, pelas 11 horas e o tradicional almoço convívio de encerramento das Comidas d’Azeite, marcado para as 13 horas, servido no recinto das festas, pela Associação Cultural, Desportiva e Recreativa “Portus Gladii”. A animação musical estará a cargo de Bários & Colarinhos.
 
Da ementa fazem parte, a azeitona galega temperada com azeite, o queijo fresco com azeite e orégãos, as couves com bacalhau do Lagar, as migas de pão com carne de porco frita em azeite, a laranja com mel, azeite e canela, ou a tiborna do Lagar.
 
Quem quiser participar neste almoço convívio, que tem um custo de 14 euros por pessoa, deve efectuar as suas inscrições no Posto de Turismo de Marvão, através do 245 909 131, ou através da Associação Portus Gladii, pelo contacto 966 445 022.

ASAE apreendeu mais de 1700 quilos de queijos de Nisa

Escrito por quarta, 08 fevereiro 2017 21:13
Através da Brigada Especializada de Fiscalização das Indústrias de Produtos de Origem Animal da Unidade Regional do Centro, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu, por falta de requisitos em termos de segurança alimentar, 1.708 quilos de queijo curado, numa unidade industrial do concelho de Nisa.
 
Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar, na sequência desta acção de fiscalização a esta empresa do distrito de Portalegre, para além da apreensão do queijo, num valor aproximado de 15.200 euros, foi instaurado um processo de contraordenação.
 
Em protesto contra a falta de auxiliares, os portões da Escola Básica de Santiago Maior, em Beja, foram esta segunda-feira fechados a cadeado por pais de alunos. A falta de auxiliares tem provocado vários problemas, como o aumento de casos de violência.
 
O fecho dos portões da escola, num protesto promovido por pais com o apoio da Associação de Pais e Encarregados de Educação, impediu os alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico de terem aulas no 1.º período da manhã, e os do 2.º e 3.º ciclos de comparecerem às primeiras aulas de segunda-feira. Após a intervenção da PSP, responsáveis da associação de pais retiraram os cadeados e abriram os portões de acesso ao edifício onde funcionam as aulas dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e ao Centro Educativo do 1.º ciclo.
 
Em declarações à agência Lusa, Sofia Monteiro, da associação, explicou que o protesto serviu para “mostrar o mal-estar crescente e denunciar os problemas que pais têm vindo a reportar desde o início do ano lectivo devido à falta de auxiliares” na escola. A falta de vigilância e de acompanhamento de alunos nos intervalos das aulas, o que “vai dando origem a casos de violência” entre alunos, que têm “aumentado”, e de “crianças que acabam por ficar perdidas”, é um dos problemas denunciados por Sofia Monteiro.
 
Segundo a responsável, devido à falta de auxiliares, há problemas de higiene e limpeza dos espaços, na portaria e “caos no refeitório” do Centro Educativo do 1.º ciclo, porque “não há funcionários suficientes para apoiarem as crianças na hora das refeições e algumas acabam por não comer em condições”. Sofia Monteiro denunciou também casos de alunos com necessidades educativas especiais, como o seu filho, de 10 anos, com deficiência, que “não têm direito a intervalo e têm de ficar nas salas de aula porque não há funcionários para os acompanhar”.
 
Segundo Sofia Monteiro, desde o início do ano lectivo que a Associação de Pais tem reportado os problemas à direcção do Agrupamento de Escolas n.º 1 de Beja, do qual a Escola Básica de Santiago Maior faz parte, e aos serviços do Alentejo da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE). No entanto, “a reposta tem sido sempre a mesma: o Agrupamento de Escolas n.º 1 de Beja cumpre o rácio de pessoal não docente e não há mais auxiliares para colocar”, lamentou, referindo ter sido esta a informação que a Associação de Pais recebeu na semana passada do director dos serviços do Alentejo da DGEstE.
 
Por isso, alguns pais organizaram-se, de “forma espontânea”, e com o apoio da Associação de Pais e Encarregados de Educação fizeram o protesto de hoje e “provavelmente iremos fazer outros se não houver uma resposta satisfatória às nossas exigências”. Em declarações à agência Lusa, o subdirector do Agrupamento de Escolas n.º 1 de Beja, José Ferro, disse que a direcção do agrupamento está “preocupada” com a situação e “compreende a posição dos pais”, mas “não tem capacidade de resposta”.
 
Para os pais, o actual número de auxiliares da Escola Básica de Santiago Maior “é um problema”, mas para o Ministério da Educação e Ciência, o Agrupamento de Escolas n.º 1 de Beja “cumpre o rácio e até ultrapassa em três o número de funcionários que devia ter de acordo com a lei”, disse José Ferro.
 
O agrupamento faz o que pode. De acordo com o rácio, há três auxiliares a mais no agrupamento, mas a realidade é que não tem capacidade para dar resposta às necessidades”, disse José Ferro. Segundo José Ferro, a direcção do agrupamento “não pode transferir mais funcionários” para a Escola Básica de Santiago Maior, porque “o cobertor é curto e quando tenta tapar a cabeça destapa os pés e quando tenta tapar os pés destapa a cabeça”.
 
c/ LUSA
Actualmente, já são cerca de 300 os residentes no concelho de Monforte portadores do “Cartão abem” que, ao abrigo de um protocolo estabelecido, em Setembro do ano transacto, entre a Câmara Municipal local e a Associação Dignitude, podem, agora, adquirir gratuitamente todos os medicamentos comparticipados que lhes sejam prescritos por receita médica.
 
Recorde-se que o Município de Monforte foi um dos seis escolhidos para integrar um projecto-piloto, lançado por essa instituição particular de solidariedade social, que nasceu da parceria entre o sector social (Cáritas Portuguesa e Plataforma Saúde em Diálogo) e o sector da saúde (Associação Nacional das Farmácias e Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica) e que é responsável pelo desenvolvimento, operacionalização e gestão do “Programa abem - Rede Solidária do Medicamento”, o primeiro programa solidário dinamizado por essa instituição, através do qual foi criado e está a ser dinamizado o “Cartão abem”.
 
Os beneficiários monfortenses são cidadãos referenciados no âmbito da aplicação das medidas abrangidas pela iniciativa "Cartão Municipal do Idoso", que a autarquia tem vindo a implementar de modo a materializar diferentes formas de apoio a idosos mais carenciados economicamente e que, assim, cumprem também os requisitos para usufruir das condições muito mais vantajosas que lhes são oferecidas através da referida rede.
 
Recentemente, o Vice-Presidente e a Vereadora do executivo monfortense, Fernando Saião e Mariana Mota, acompanhados pela responsável pelo Serviço Municipal de Acção Social, Ana Paula Maçôas, procederam à entrega dos cartões a alguns dos últimos beneficiários abrangidos.
 
Em declarações, Gonçalo Lagem, o Presidente do executivo, afirmou que “se, por um lado, devo sentir-me bastante satisfeito pelos efeitos extremamente proveitosos que esta parceria já produziu, por outro, tenho que lastimar que, num concelho como o nosso, com uma população de 3.300 habitantes, o número de idosos que se encontram nessa situação de insuficiência económica seja proporcionalmente tão elevado. Lamentavelmente, esta é uma realidade que se verifica por todo o país, ocorrendo com maior incidência nos centros urbanos, onde muitos cidadãos integrados em grupos sociais mais vulneráveis estão mais desprotegidos. Contudo, se este auxílio não fosse facultado pelo Município, muitos dos nossos idosos doentes, conforme alguns desabafaram quando receberam o seu cartão, não poderiam aviar as suas receitas médicas”.
 
Apesar de tudo”, concluiu o edil, “apraz-me constatar que, desde que intensificámos estes apoios sociais, o número de interessados duplicou rapidamente, facto que vem confirmar que o esforço financeiro que temos realizado nesta área tem sido bastante recompensado. Refira-se que a Câmara Municipal comparticipa cada cartão com 80,00€, representando actualmente um investimento de 24.000€, mas este é, talvez, o investimento mais gratificante que temos estado a aplicar, uma vez que estamos a contribuir para o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida desses idosos. Sei também que, enquanto autarca, e já o afirmei várias vezes, as minhas responsabilidades sociais são acrescidas. Portanto, esta iniciativa serviu igualmente para agitar consciências e se notarmos que, a cada dia que passa, recebemos mais uma candidatura, temos que concluir que efectivamente se trata de uma medida de grande utilidade e importância”.

Sogro mata genro com facada no coração

Escrito por domingo, 05 fevereiro 2017 16:56
Com o recurso a uma faca, um homem de 49 anos matou o namorado da filha, de 23 anos.
 
Segundo é avançado pelo diário Correio da Manhã, o crime ocorreu na noite do passado Sábado, em Évora, mais precisamente na Rua da Esperança, no Bairro da Comenda, na sequência de uma violenta discussão dentro da casa onde todos viviam. 
 
Tudo indica que o rapaz foi atacado à traição, tendo a facada atingido o coração.
 
Ao que foi referido por várias testemunhas, as discussões entre sogro e genro eram recorrentes.
 
Após desferido o golpe que se viria a revelar fatal, o agressor atirou a faca para uma ribeira existente junto do Bairro da Comenda. Foi nesse preciso momento que chegaram os agentes da PSP e o homem foi detido. 
 
O suspeito já confessou o homicídio às autoridades policiais, não havendo ainda informações sobre os motivos que o levaram a cometer o crime.
 
A PSP entregou o suspeito à Polícia Judiciária, que está a investigar o crime.
 
Segundo ainda informações recolhidas no local, a filha do homicida está grávida e vai ter uma menina nas próximas semanas. 
 
A vítima mortal foi transportada para a morgue de Évora.
 
O agressor vai ser amanhã, segunda-feira, presente ao juiz de instrução do Tribunal de Évora, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de eventuais medidas de coação.
 
Contactado pela Lusa, o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora indicou apenas que recebeu o alerta para esta ocorrência cerca das 22 horas de sábado.
 
Foram mobilizados para o local, de acordo com o CDOS, operacionais e veículos dos Bombeiros Voluntários de Évora, uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) e a PSP.

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