sábado, 15 dezembro 2018

Um autocarro, que regressava de Espanha em direcção à Covilhã, e onde seguiam 49 jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 23 anos, sofreu um acidente em Amieira do Tejo, na vila de Nisa, distrito de Portalegre.

 

Há a registar um morto, um rapaz de 18 anos, quatro feridos graves, um deles com traumatismo craniano, e 29 feridos ligeiros.
 
Foram também assistidos no local 15 passageiros, cujo estado não inspirava gravidade.
 

Os feridos foram encaminhados para o Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, e para os hospitais de Abrantes e de Castelo Branco. Houve ainda alguns feridos ligeiros que foram tratados no Centro de Saúde de Nisa.

 

Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar foi ainda instalado no local um hospital de campanha.

 

A vítima mortal, João Nuno Fiadeiro, era da freguesia do Tortosendo, na Covilhã e tinha uma irmã. O corpo já foi transportado para o Instituto de Medicina Legal.

 

O despiste ocorreu no Itinerário Principal 2 (IP2), ao quilómetro 158, entre o nó do Arez e a Barragem do Fratel, na tarde deste domingo, dia 8 de Abril. Segundo a página da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) estão no local 100 operacionais, 41 viaturas de emergência e um meio aéreo.

 

"Na altura do acidente a situação climatérica era muito adversa e esta é uma zona perigosa e propensa a acidentes", disse Rui Conchinha, Comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre.

 

O IP2 encontrou-se cortado nos dois sentidos ao longo de mais de três horas e as causas do acidente são ainda desconhecidas.

 

O autocarro regressava de Espanha, de uma viagem de finalistas em Punta Umbria. Alguns dos alunos são das Escolas Secundárias Frei Heitor Pinto e Campos Melo, ambas na Covilhã, enquanto outros pertencem à Escola de Belmonte.
 
Presidente da República "desolado" com despiste de autocarro
 
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou este domingo "profundamente o acidente de autocarro com jovens estudantes ocorrido perto de Nisa", no distrito de Portalegre, que fez um morto e quatro feridos graves, dizendo-se "desolado".
 
Em mensagem publicada na página da internet da Presidência, o chefe de Estado, que se encontra em França, enviou "as mais sinceras condolências à família enlutada e aos amigos do jovem [de 20 anos] tão tragicamente desaparecido", desejando "rápida recuperação a todos os feridos".
 
FOTOS JN
 
 
 
 
 
 
A Migasa, uma das maiores empresas do mundo no sector da produção de azeites, vai instalar em Monforte, um lagar de grandes dimensões. Com um investimento inicial na ordem dos 10 milhões de euros, a empresa vai criar duas dezenas de postos de trabalho de forma directa e começar a laborar em Outubro deste ano, na próxima campanha de produção de azeite, processando diariamente 300 toneladas de azeitona.
 
No dia de ontem, quinta-feira, 5 de Abril, realizou-se no Auditório do CEFUS - Centro de Educação, Formação e Universidade Sénior, em Monforte, a sessão solene de assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal de Monforte e a empresa Migasa, representadas respectivamente pelo presidente da autarquia, Gonçalo Lagem, e pelo administrador da empresa espanhola, António Gallego.
 
Neste protocolo estão estabelecidas as condições para instalação, na Herdade das Tapadas, num terreno de 7 hectares, propriedade do município, de uma unidade industrial, através de empresa a sediar no concelho de Monforte, que se dedicará à compra de azeitona e recepção de bagaço proveniente de outros lagares da região.
 
Durante o seu discurso, o autarca monfortense afirmou que “a Migasa é uma das maiores empresas do mundo no sector da produção de azeites e sabemos que é altamente responsável em termos ambientais”.
 
Este investimento que conseguimos captar para o nosso concelho”, continuou o autarca, “virá, com certeza, fomentar novos negócios que, consequentemente, se repercutirão em novas oportunidades de crescimento socioeconómico, gerando riqueza e criando postos de trabalho no concelho”.
 
Relativamente à instalação do lagar, o Presidente do Município quis realçar que se trata, afinal, de mais um resultado obtido a partir da estratégia que o seu Executivo tem vindo a incrementar para Monforte e que, esclareceu, “está assente em três pilares que considero fundamentais: investir em equipamentos com vista à melhoria do bem-estar e qualidade de vida das populações, preservar a memória colectiva e honrar os nossos antepassados e, finalmente, através de acções de marketing, afirmar o concelho de maneira a fixar pessoas e atrair investimentos”.
 
Estamos muito satisfeitos por termos, mais uma vez, feito a diferença e conseguirmos dar mais um contributo para o crescimento do concelho. Lado a lado com os munícipes e passo a passo, construiremos um concelho melhor”, referiu.
 
Falando directamente para António Gallego, administrador da Migasa, o edil referiu que “a partir de hoje, os vossos interesses são os nossos interesses e as vossas vitórias são as nossas vitórias. Desejo-vos as maiores felicidades e os maiores êxitos neste grande desafio e, ao contrário do que possam pensar, a nossa parceria não termina hoje com a assinatura do documento. Asseguro-vos que a nossa parceria tem precisamente hoje o seu início”.
 
Concluiu acentuando que entende “este investimento como uma grande oportunidade para o concelho e para a região, porque para além de aumentar seguramente os negócios existentes, será catalizador de novas oportunidades, novas áreas a explorar e motivador de mais investimento”.
Fernando Trindade, o homem suspeito de ter morto à facada Jesuíno Bombico, de 52 anos, funcionário do espaço de restauração da estação de serviço de Vendas Novas da Autoestrada 6 (A6) está indiciado do crime de homicídio e vai aguardar julgamento em prisão preventiva, disse fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR), esta quinta-feira.
 
O suspeito, de 34 anos, natural de Terrugem, foi submetido na quarta e quinta-feira a interrogatório judicial no Tribunal de Montemor-o-Novo, que lhe decretou a prisão preventiva, a medida de coação mais grave, disse fonte do Comando Territorial de Évora da GNR.
 
Segundo a mesma fonte, o suspeito, residente na zona de Setúbal, está indiciado pela prática do crime de homicídio e fica a aguardar julgamento no Estabelecimento Prisional do Montijo.
 
c/ LUSA
A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou que o Comando Territorial de Portalegre, através do Núcleo de Protecção Ambiental do Destacamento Territorial de Elvas, apreendeu no passado dia 2 de Abril, diverso material ferroso, junto à fronteira do Caia, em Elvas, material que terá sido alegadamente furtado de uma exploração agrícola na localidade de Orada, Borba.
 
Em comunicado enviado às redacções, a GNR explica que “no decorrer da Operação “Spring Break”, foi interceptado um veículo ligeiro de passageiros, que transportava arame zincado e estacas de alumínio, normalmente utilizadas em actividades vitivinícolas, não conseguindo os seus detentores, um casal de 31 e 36 anos, provar a sua proveniência”.
 
A missiva refere ainda que “após serem efectuadas diversas diligências no sentido de se apurar a proveniência do referido material, foi possível apurar que o mesmo tinha sido furtado numa exploração agrícola na localidade de Orada, concelho de Borba”.
 
A GNR apreendeu ainda, junto à residência dos suspeitos, 165 rolos de arame zincado, supostamente furtados.
 
Os indivíduos foram identificados e foi elaborado um auto de noticia, o qual foi remetido ao Tribunal Judicial de Elvas.
Segundo o Conselho de Finanças Públicas (CFP), a dívida total dos municípios melhorou em quase 500 milhões de euros em 2017, mas 27 continuam acima do limite legal previsto e, desses, cinco estão em situação de ruptura financeira. Dos 27 municípios acima do limite da dívida total, há três que são alentejanos: Alandroal, Évora e Reguengos de Monsaraz.
 
No relatório sobre a 'Execução orçamental da Administração Local 2017' recentemente divulgado, o CFP afirma que a dívida total dos municípios diminuiu cerca de 5.033 milhões de euros em 2016 para 4.540 milhões de euros (493 milhões de euros) em 2017.
 
Ainda assim, no final de 2017, "27 dos 308 municípios encontravam-se acima do limite da dívida total", alertava o CFP.
 
Recorde-se que a Lei das Finanças Locais (LFL) estabelece que a dívida total do município (que inclui a dívida de entidades participadas pelo município) não pode ultrapassar, em 31 de Dezembro de cada ano, 1,5 vezes a média da receita corrente líquida cobrada nos três exercícios anteriores.
 
Segundo o CFP, entre os 27 municípios que furam esse limite, 15 têm rácios da dívida entre 150% e 225%: Alandroal, Alpiarça, Celorico da Beira, Covilhã, Évora, Freixo de Espada à Cinta, Gondomar, Lamego, Mourão, Nazaré, Reguengos de Monsaraz, Santa Comba Dão, Santarém, Tabuaço e Tarouca.
 
Com rácios da dívida entre 225% e 300% estão sete municípios: Alfândega da Fé, Aveiro, Fundão, Paços de Ferreira, Portimão, Seia, Vila Nova de Poiares.
 
Com dívida total superior em três vezes a média da receita corrente líquida entre 2014 e 2016 (rácios de 300%), ou seja, que segundo a LFL estão em ruptura financeira, estão cinco municípios: Cartaxo, Fornos de Algodres, Nordeste, Vila Franca do Campo, Vila Real de Santo António.
 
Segundo o CFP, a "evolução favorável em 2017 resulta num menor número de municípios que teria de recorrer a mecanismos de recuperação financeira ou de saneamento financeiro".
 
"O número de municípios em situação de ruptura financeira (definida pela LFL como aqueles municípios em que o rácio da dívida total é superior a 300%) diminuiu de sete para cinco", refere o CFP.
 
Assim, a entidade liderada por Teodora Cardoso afirma que, dos 308 municípios, 249 - ou cerca de 80% - encontram-se em situação de equilíbrio financeiro (com rácios abaixo de 100%), segundo a LFL.
 
De acordo com a LFL, e em função dos rácios de dívida, dos restantes 59 municípios, 32 municípios devem aderir facultativamente ao Saneamento Financeiro (com rácios entre 100% e 150%), 15 têm adesão obrigatória ao Saneamento Financeiro (rácio entre 150% e 225%), sete podem optar entre a adesão obrigatória ao Saneamento Financeiro ou ao FAM (rácio entre 225% e 300%) e cinco têm adesão obrigatória ao FAM (rácio superior a 300%).
 
Para apoiar municípios com dívidas elevadas, o FAM foi criado em 2014 com contribuições do Estado e dos municípios. Hoje, ronda os 550 milhões de euros e as contribuições municipais deixam de ser exigidas em 2021.
 
c/ Lusa e TSF
Um homem morreu esfaqueado na estação de serviço de Vendas Novas da Autoestrada 6 (A6). O alegado homicida já se encontra detido.
 
O crime ocorreu pelas 08 horas da manhã, quando a vítima, Jesuíno Bombico, de 52 anos, e funcionário da bomba de combustível da área de serviço, se encontrava a sair do seu local de trabalho. O homem foi esfaqueado múltiplas vezes, tendo falecido à porta do restaurante da área de serviço.
 
O alegado homicida, Fernando Trindade, tem 34 anos, é natural de Terrugem, no concelho de Elvas, localidade onde passou a Páscoa, estando actualmente a residir em Setúbal, onde trabalha, desempenhando funções de chefia numa cadeia de supermercados.
 
Segundo fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e dos Bombeiros Voluntários de Água de Moura, o individuo, detido em flagrante delito, foi encontrado sujo de sangue, na posse de uma arma branca, e não ofereceu qualquer resistência à sua detenção.
 
Durante a manhã, a Polícia Judiciária (PJ) esteve a recolher provas junto da viatura do alegado homicida e junto da própria vítima.
 
A única confirmação que existe actualmente é que não se tratou de uma tentativa assalto. A investigação da PJ segue agora para se tentar perceber quais os motivos para o crime, mas tudo aponta para um episódio de "descompensação" do homicida.
Uma colisão entre três viaturas ligeiras de passageiros, ocorrida esta terça-feira de manhã, dia 3 de Abril, na Estrada Nacional (EN) 114, entre Évora e Montemor-o-Novo, provocou a morte a uma pessoa e ferimentos em outras quatro, sendo que duas delas estão feridas com gravidade, revelou a Protecção Civil.
 
Segundo revelou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), a vítima mortal é uma mulher, com cerca de 70 anos.
 
O acidente, resultante da colisão entre três viaturas ligeiras de passageiros, provocou também quatro feridos, dois deles graves, "dois homens, com 73 e 84 anos", e dois ligeiros, "uma mulher de 40 anos e um homem de 65", acrescentou a mesma fonte.
 
O sinistro, para o qual os bombeiros foram alertados às 11:32 horas, aconteceu ao quilómetro 169 da EN114, que liga os concelhos de Montemor-o-Novo e Évora, na zona de Santa Sofia, explicou à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo, Luís Paixão.
 
O comandante explicou ainda que numa das viaturas "seguia a vítima mortal e um dos feridos graves", enquanto o outro dos veículos era ocupado "pelos dois feridos ligeiros" e, na terceira viatura envolvida no acidente, seguia "o outro ferido grave".
 
Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) revelou que a circulação rodoviária foi retomada na Estrada Nacional (EN) 114, na zona de Santa Sofia, concelho de Montemor-o-Novo, pelas 14 horas, após ter estado cortada mais de duas horas.
 
Os quatro feridos foram transportados pelos bombeiros para o Hospital do Espírito Santo de Évora, enquanto a vítima mortal foi levada para os serviços de Medicina Legal da mesma cidade.
 
Para o local do sinistro, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora, foram mobilizados 31 operacionais, não só dos bombeiros, mas também do INEM e da GNR, apoiados por 11 veículos, nomeadamente a viatura médica de emergência e reanimação, e um helicóptero.
 
O helicóptero do INEM acabou por regressar à base, em Évora, porque os feridos foram transportados de ambulância pelos bombeiros.
Reuniu-se ontem, segunda-feira, dia 26 de Março, em Évora, a Assembleia Intermunicipal (AI) da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC).
 
Na ordem de trabalhos desta reunião fazia parte a eleição da mesa da AI para o quadriénio 2017/2021.
 
A lista A, liderada por Jerónimo Loios (Arraiolos), foi eleita, por maioria, com 20 votos. Esta lista, consensual entre os eleitos da CDU, do PSD e de alguns Movimentos Independentes, conta ainda com Nuno Rato (Estremoz), como Vice-Presidente, cargo que desempenha pelo segundo mandato consecutivo, e Rui Franco (Borba), como Secretário. 
 
A lista B, promovida pelo PS, obteve 15 votos, entre os 35 votantes, e era constituída por José Robalo (Alandroal), Cátia Silva (Vendas Novas) e Alfredo Barroso (Redondo).
 
A Assembleia Intermunicipal é constituída por membros de cada assembleia municipal dos municípios que integram a comunidade intermunicipal.
 
A Assembleia Intermunicipal elegeu ainda o Secretariado Executivo Intermunicipal, sob proposta do Conselho Intermunicipal, apresentada pelo Presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAC, José Calixto.
 
O Secretariado Executivo Intermunicipal, composto por um Primeiro-Secretário e um Secretário Intermunicipal, tomou posse perante a Assembleia, e ficou constituído pelos membros, Manuel Espenica (Montemor-o-Novo), como primeiro-secretário, e Francisco Costa, como secretário intermunicipal.
 
Em reunião realizada no inicio do mês de Março, ficou decidido que a presidência da CIMAC seria desempenhada, durante este mandato, em regime de rotatividade, entre José Calixto (Reguengos de Monsaraz), representante do PS, e Carlos Pinto de Sá (Évora), representante da CDU.
 
No primeiro período deste mandato, até Dezembro de 2018, José Calixto será o Presidente da CIMAC, com a Vice-Presidência a cargo de Carlos Pinto de Sá e António Recto (Redondo). 
 
Um despacho, assinado pela Secretária de Estado da Saúde, Rosa Matos Zorrinho, e publicado ontem, dia 20 de Março, em Diário da República, determina por parte do Governo a constituição de um grupo de trabalho tendo em vista a preparação e o lançamento do concurso público internacional do novo Hospital Central do Alentejo, infraestrutura que será edificada em Évora.
 
De acordo com a referida publicação em Diário da Republica, o grupo de trabalho é presidido por José Robalo, presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARS Alentejo) e conta com a presença, entre outros responsáveis da ARS Alentejo e do HESE, de Maria Filomena Mendes, presidente do Conselho de Administração do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).
 
No referido despacho, onde também é mencionado que “a necessidade do novo equipamento não é questionada”, Rosa Matos dá instruções claras ao grupo de trabalho para actuar com a máxima diligência e estabelece seis meses como prazo limite para que a ARS Alentejo venha a lançar concurso público para a construção e equipamento deste novo hospital.
 
Este novo hospital, que tem um projecto técnico concluído e aprovado desde o início de 2012, representa um investimento de 170 milhões de euros e vai, por determinação do Governo, ser comparticipado por fundos comunitários.