quinta, 24 maio 2018
Tendo como objectivo homenagear o trabalho desenvolvido pelo principal representante do mundo católico, o Santo Padre, a artesã Hortense, proprietária da Fábrica Tapetes Hortense, confecionou um Tapete de Arraiolos, ao qual atribuiu o nome de “Papa Francisco”.
 
A obra, que se encontra em exposição no espaço da Fábrica em Arraiolos, é uma réplica de um desenho persa dos finais do século XVIII confeccionada, maioritariamente, em tons azul celeste e pérola, simbolizando a elegância, o céu e a simplicidade de espírito, atos e pensamentos.
 
O tapete, que tem 4,20 metros de comprimento e 1,20 metros de largura, e segundo a artesã, demorou cerca de quatro meses a confeccionar e apresenta-se fiel ao desenho original persa, a cultura que inspirou a criação dos Tapetes de Arraiolos, um dos bens identitário do concelho e da região Alentejo.
 
O Tapete “Papa Francisco” vai ser entregue pela artesã Hortense ao Santo Padre, na Audiência-Geral de amanhã, quarta-feira, 20 de Maio, a realizar-se na Praça de São Pedro, no Vaticano.
 

Um ferido ligeiro foi o resultado de um aparatoso acidente ocorrido ontem, domingo, 17 de Maio, na Estrada Nacional 4 (EN4), ao quilómetro 155, junto ao cruzamento para a 
Nora.
 
Segundo fonte do CDOS de Évora, o alerta foi dado às 20.13 horas. Ainda segundo a mesma fonte, este acidente resultou da colisão entre um veículo ligeiro e um pesado de mercadorias.
 
Estiveram no local a prestar assistência ao sinistro, elementos dos Bombeiros Voluntários de Borba e da Guarda Nacional Republicana (GNR), para além da SIV de Estremoz, num total de 17 homens e 7 veículos.
 
O brutal despiste de um Opel Corsa, ao final da noite do passado sábado, 16 de Maio, ao quilómetro 160 da Estrada Nacional 4 (EN4), junto ao Cevalor, em Borba, tirou a vida a um jovem de 15 anos, e provocou ferimentos nos outros quatro ocupantes da viatura, todos com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos.
 
A vítima mortal do despiste, Nelson Barros, era guarda-redes do Sport Clube Borbense e tinha-se sagrado recentemente Campeão Distrital de Iniciados.
 
Em homenagem ao jovem falecido, foi respeitado em todos os jogos de ontem da Associação de Futebol de Évora um minuto de silêncio. 
 
Dos quatro feridos deste acidente, um deles ainda inspira cuidados e permanece internado. Os outros três foram considerados feridos ligeiros. 
 
No socorro a este sinistro, cujo alerta foi dado às 23.08 horas, para além de elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), estiveram 20 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Borba, auxiliados por 10 viaturas, e pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e a SIV de Estremoz do INEM.
 
As causas deste acidente estão a ser investigadas pelo Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação (NIAV) da GNR. 
 
Segundo informou o Sport Clube Borbense, o corpo de Nelson Barros chegará à cidade de Borba, pelas 16 horas, onde será velado na Igreja Matriz. As cerimónias fúnebres decorrerão às 18 horas, sendo o corpo transportado para o Cemitério de Borba.
 
c/ Pedro Galego (CM)
Na sequência de uma colisão de três veículos ligeiros, ocorrida na tarde deste Domingo, 3 de Maio, no Itinerário Principal 2 (IP2), perto de Portalegre, uma mulher morreu e outras seis pessoas ficaram feridas.
 
O acidente ocorreu pelas 15.32 horas, no IP2, na saída de Portalegre no sentido da localidade de Fortios, na zona da Penha. Um dos cinco feridos ligeiros era uma criança.
 
No local do sinistro estiveram os Bombeiros Voluntários de Portalegre, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), num total de nove viaturas e 21 elementos.
 
Uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Sor foi um dos veículos envolvidos no acidente.
 
Todas as vítimas foram levadas para o Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre.
 
O trânsito esteve cortado durante quase três horas, tendo apenas sido reposta a circulação cerca das 18.30 horas.
Numa cerimónia que contou com a presença de António Ceia da Silva, Presidente da Turismo do Alentejo e Ribatejo, ERT, a Câmara Municipal de Borba inaugurou, no passado Sábado, dia 25 de Abril, o Posto de Turismo de Borba e Lagar Museu.
 
O Posto de Turismo fornecerá aos visitantes todo o tipo de informação do concelho, desde alojamento, gastronomia, património natural e histórico a visitar, actividades de lazer, com mostra de produtos regionais e artesanato do concelho. O Lagar Museu integra um conjunto de maquinaria que outrora serviu para a produção de azeite, conjugadas com fotografias de uma actividade com grande tradição no concelho e na região.
 
No dia 26 de Abril, foi também inaugurado o Parque Infantil de Barro Branco, localizado no Loteamento de Nossa Senhora da Vitória, um novo espaço de lazer e diversão para os mais novos moradores da aldeia.
 
A abertura dos dois espaços integrou as comemorações dos 41 anos do 25 de Abril no concelho borbense.
Resulta de um investimento de 15 milhões de euros e situa-se às portas da cidade muralhada, a escassos dois minutos do centro que é Património Mundial da Humanidade. Inaugurado no Sábado, dia 25 de Abril, o Vila Galé Évora, é o 26º hotel do grupo e o segundo que abre portas no Alentejo. A inauguração contou com a presença de Adolfo Mesquita Nunes, Secretário de Estado do Turismo, António Ceia da Silva, Presidente da ERT Alentejo e Ribatejo, e Carlos Pinto de Sá, Presidente da autarquia eborense.
 
O Vila Galé Évora vem reforçar a presença do grupo no Alentejo, onde já detém uma unidade em Beja, o Vila Galé Clube de Campo. Esta foi uma obra que foi concluída no tempo “recorde” de um ano, como sublinhou, na inauguração, o presidente do Grupo, Jorge Rebelo de Almeida, frisando que “demorou mais tempo a aprovar o projecto” do que a realizar a obra. Esta situação levou o responsável a tecer algumas críticas aos processos burocráticos que continuam a entravar novos investimentos. “Temos mais um projecto para Beja que anda enrolado”, disse.
 
Mas apesar dos problemas e das burocracias, Jorge Rebelo de Almeida mantém que “na Vila Galé temos um prazer imenso em fazer coisas” e desafia mesmo: “se as pessoas soubessem o prazer que dá fazer coisas, gerar empregos, de certeza que fariam muito mais”. Até porque “Portugal é um país maravilhoso para se investir” e “o país precisa de continuar a apostar no turismo”, como precisa também de “apostar na formação” porque “a hotelaria em Portugal evoluiu muito nos últimos anos”, estando agora “num patamar muito elevado” em termos qualitativos.

 
Paro o administrador do grupo, a abertura em Évora vem reforçar a presença do grupo no mercado nacional: “É uma das cidades alentejanas com mais procura e que regista as melhores taxas de ocupação, sendo ainda património mundial. É um produto completamente diferente daquilo que já temos no Alentejo, com o Clube de Campo, que é um hotel rural, de aposta no Turismo de Natureza e no Enoturismo. O Vila Galé Évora é um hotel para visitar a cidade, muito virado para o turismo cultural”.
 
Rebelo de Almeida revelou ainda que, neste primeiro mês de Maio em que o hotel vai trabalhar, a unidade está com 40% de ocupação, sendo que no fim-de-semana do feriado de 1 de Maio, o hotel “está cheio”.
 
Num dia em que se comemoravam 41 anos sobre a revolução de Abril, o Secretário de Estado do Turismo falou de liberdade para salientar que “liberdade é aquilo que os empresários mais precisam” para realizarem os seus investimentos e com eles corresponderem aos desejos do mercado.
 
Adolfo Mesquita Nunes deixaria um agradecimento aos empresários por, mesmo em tempos difíceis, não terem deixado de apostar no nosso país, um agradecimento “reforçado por apostarem em Portugal como um todo”. E também deixaria um pedido de desculpas pelo facto de o Governo nem sempre conseguir dar "resposta atempada ao que os empresários querem”.
 
Já o Presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva, sublinhou que a chegada do grupo Vila Galé a Évora, com aquela que é a sua segunda unidade em terras alentejanas “não é uma situação de concorrência” mas sim “uma mais-valia para a região” porque cada vez que o grupo hoteleiro se promover no exterior “vai levar o Alentejo na mala”.
 
Por seu turno, o Presidente da Câmara Municipal de Évora sublinhou que o Vila Galé Évora é “um investimento que pode contribuir para o desenvolvimento da região”. Carlos Pinto de Sá acrescentou que “o Grupo Vila Galé valoriza Évora e Évora valoriza o Grupo”.
 
Com muitos aportamentos de arte equestre e cante alentejano, e tendo o cinza-prata como cor dominante, o Vila Galé Évora conta com 185 quartos, dois restaurantes, dois bares, quatro salas de eventos, piscinas (exterior e interior) ginásio e SPA.
 
João Nabais, ex-presidente da Câmara Municipal de Alandroal foi hoje, sexta-feira, condenado a cinco anos de prisão, com pena suspensa, pela prática de 17 crimes de peculato. O ex-autarca foi absolvido de outros 190 crimes de que era acusado.
 
Durante a leitura do acórdão, realizada hoje no Tribunal de Redondo, onde decorreu o julgamento, o juiz presidente do colectivo referiu que foi "provada alguma da matéria da acusação", nomeadamente 17 crimes de peculato, que se referem a viagens feitas pelo antigo autarca, com verbas do município, em Portugal e no estrangeiro.
 
Ainda segundo o acórdão, não ficou provado que João Nabais tenha montado um esquema complexo para poder viajar com dinheiros da câmara nem que as viagens tinham um cariz sexual, tendo o antigo autarca sido absolvido de 100 crimes de peculato e 90 de peculato de uso de que era acusado.
 
João Nabais foi ainda condenado a pagar uma indemnização ao Município de Alandroal, de quase 52 mil euros e a uma multa de 3.600 euros.
 
O advogado de João Nabais, após conhecer a sentença, considerou que, "apesar de tudo, foi uma primeira vitória" para o antigo autarca, porque "não ficou provada aquela tese da acusação" das viagens com cariz sexual.
 
O causídico afirmou que "a honra do senhor João Nabais, enquanto pessoa e presidente, foi reposta porque nada disso ficou provado no processo".
 
Luís Filipe Pereira realçou que, na leitura da sentença, "o juiz explicou que há uma fronteira muito ténue entre aquilo que é o papel das autarquias locais e aquilo que pode ser considerado crime e não ser considerado crime".
 
Assinalou ainda que "o próprio tribunal tem essas dúvidas sobre onde é que está o limite", referindo que "a montanha pariu um rato", porque o antigo autarca estava acusado de 207 crimes e "sai com uma pena suspensa" e "condenado por crimes" que levantam dúvidas.
 
O advogado disse ainda que precisa de ler o acórdão para decidir um eventual recurso.
 
Apesar de se ter recusado a prestar declarações aos jornalistas, João Nabais quando questionado sobre se estava satisfeito com a sentença aplicada, disse "Obviamente que não".
 
O antigo autarca, eleito nas listas do PS, liderou a Câmara Municipal de Alandroal, entre 2002 e 2009. Actualmente exerce funções de vereador sem pelouros no mesmo município, eleito por um movimento independente.
 
c/ LUSA
 

Há vacas japonesas nos pastos alentejanos

Escrito por terça, 21 abril 2015 01:06
Os campos do Alentejo são "palco" habitual da criação extensiva de gado e agora, em estreia nacional, têm novos "habitantes", vacas da raça japonesa wagyu que dá a carne kobe, considerada a melhor e mais cara do mundo.
 
Numa herdade "vizinha" do Aeródromo Municipal de Évora, perto da cidade, cerca de 20 vacas wagyu, várias delas prenhas, adaptaram-se à região e vagueiam por um extenso campo cercado, com pasto e feno à disposição e separadas de outras raças bovinas.
 
Os animais, sem receio de se aproximarem para "conhecer" os visitantes, pertencem aos agricultores Manuel Silveira e Nuno Rosado, os primeiros do país, e os únicos até agora, a criarem as wagyu.
 
Uma "aventura" em que embarcaram, contam à Lusa, porque queriam um negócio diferente e com melhores rentabilidades. A oportunidade surgiu com uma parceria com o grupo espanhol Altube Garmendia, que também cria a raça na zona de Burgos e comercializa a respectiva carne.
 
"Fizemos uma visita [à herdade do grupo espanhol] em Outubro de 2013" e, no ano passado, "arriscámos e vieram 24 vacas para o início do negócio", assim como um touro, recorda Nuno Rosado.
 
Os primeiros bezerros wagyu "made in" Alentejo foram vendidos recentemente para Burgos e o negócio correu "muito bem", conta o agricultor, corroborado pelo sócio.
 
"Nós vendemos um animal um euro [por quilo] acima do melhor preço da bolsa espanhola de gado. Os nossos animais", no momento do desmame, "pesaram 215 quilos, ou seja, são 215 euros a mais do que um bezerro normal de muito boa qualidade", diz Manuel Silveira.
 
O acordo garante o escoamento dos vitelos nascidos na herdade de Évora, quando têm seis a oito meses, e os animais seguem para Burgos, onde vivem "até aos 36 meses", sendo então abatidos.
 
Nesse processo intensivo de engorda em Espanha, passados esses primeiros meses em liberdade no campo alentejano, os animais "gozam" de "luxos" que ajudam à qualidade da carne.
 
"Têm mordomias que qualquer animal numa engorda normal não tem", beneficiando de "muito mais espaço por cabeça, música clássica e massagens", realça Manuel Silveira.
 
Não se trata de "um capricho" dos produtores. São factores que ajudam "a que o animal esteja mais calmo, não esteja tão stressado", o que "se reflecte na qualidade da carne", afirma.
 
E desengane-se quem menosprezar estes animais ao vê-los no campo. É destas vacas pretas, de aspecto franzino e ossudo, mais semelhantes às vacas leiteiras do que às tradicionais raças criadas para carne, que vem a carne kobe, cuja fama é proporcional ao preço.
 
"Estamos a falar de uma carne que é conhecida como a melhor do mundo. Tem esse chavão e é verdade, porque é muito boa", atesta Nuno Rosado, enquanto o sócio Manuel explica que tal se deve "à quantidade de 'marmoreado' ou gordura intramuscular" que a raça produz "em condições óptimas de maneio", o que lhe confere "sabor e uma tenrura e macieza diferentes de toda a outra carne".
 
O preço é elevado porque, ao longo dos séculos, "esta vaca não foi trabalhada geneticamente para ser uma produtora de carne", pelo que não está "vocacionada para a quantidade", mas antes "para a qualidade", frisa.
 
Os criadores dizem que, em Portugal, esta carne oscila entre "os 60 e os 120 euros por quilo, o que não é para todos os bolsos". O certo é que a kobe está presente "nos melhores restaurantes do mundo" e, por exemplo em Lisboa, "não come um bife destes por menos de 60 ou 70 euros", afiança Manuel.
 
Satisfeitos com o novo negócio, os agricultores já estão a aumentar a manada e querem que outros criadores do Alentejo e do país se "aventurem" na criação das wagyu. No futuro, tencionam avançar com a constituição de uma associação nacional que represente esta raça japonesa.
 
c/ LUSA
São várias as famílias que por esta altura começam a programar as suas férias de verão. Acreditando que pode ser uma útil ajuda no que a essas escolhas diz respeito, o jornal britânico “The Guardian” elegeu os dez melhores destinos na Europa para passar esta temporada com a família. E encontrou em Portugal dois dos dez melhores destinos que sugere aos seus leitores: a Costa Alentejana, e Aljezur em concreto, e a região de Coimbra, dando destaque especial à cidade de Tábua.
 
A Costa Alentejana, com os seus longos areais, pouco movimentados e as suas paisagens selvagens, figura nas escolhas do jornal britânico. O “The Guardian” sugere a zona de Aljezur como local ideal para se acomodar, o que possibilita que se fique perto “das melhores areias da região", sendo o destaque maior dado às praias da Amoreira, da Arrifana e de Monte Clérigo, todas inseridas no Parque Natural da Costa Vicentina.
 
Ali é possível realizar actividades familiares, que incluem caminhadas ou workshops de artesanato, e conhecer a gastronomia alentejana em vários restaurantes acolhedores. E, para animar os miúdos, é possível inscrevê-los nas escolas de surf, ou andar para sul, passando um dia no Algarve Aventura, a explorar caminhos em “florestas de sobreiros”. A paragem para comprar laranjas “nas tendas que animam as bermas das estradas a cada Verão” é outra das sugestões do jornal britânico.
 
Mais para centro, o The Guardian sugere uma ida à região de Coimbra, mais especialmente a Tábua, uma pequena cidade daquele distrito e que "promete umas férias brilhantemente moderadas". O que fazer? Remo no Mondego, visitar as vilas históricas ou explorar Coimbra e os seus encantos arquitetónicos. Também há espaço para caminhadas e picnics e até para dar um pulinho à Serra da Estrela. Quem quiser um pouco de praia também o pode fazer: são 90 minutos de carro, diz o jornal britânico.
 
As sugestões de visita a Portugal figuram num roteiro que envolve outros oito destinos de férias que incluem, por exemplo, a Toscânia, em Itália, Provença, em França, Mugla, na Turquia, ou Granada em Espanha.
 
c/ Dinheiro Vivo
 

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