domingo, 24 setembro 2017
Tem início hoje, dia 3 de Outubro, segunda-feira, no Tribunal de Évora, a partir das 09.30 horas, o julgamento de Vânia Pereira, antiga directora técnica do Lar de Infância e Juventude da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, e principal arguida de um processo em que está acusada dos crimes de abuso sexual de menores, maus tratos, sequestro agravado e peculato, delitos alegadamente ocorridos entre 2008 e 2014.
 
No banco dos réus estarão também a Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz e o seu Provedor, Manuel Galante, quatro elementos da equipa técnica chefiada por Vânia Pereira, e ainda duas funcionárias do lar.
 
A investigação, que esteve a cargo do Ministério Público (MP) de Reguengos de Monsaraz e do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Évora levou à detenção, em Abril de 2015, da directora técnica do Lar de Infância e Juventude.
 
Relativamente às acusações deduzidas pelo Ministério Público, Vânia Pereira, divorciada e à data do início dos factos com 29 anos, está acusada de onze crimes de abuso sexual de menor dependente, quatro crimes de maus tratos e três crimes de peculato e, em co-autoria, de três crimes de maus tratos e dois de sequestro agravado.
 
Em Março de 2009, e de acordo com os factos investigados, a arguida assumiu a responsabilidade técnica do lar e começou a manter um contacto muito próximo e privilegiado com um menor, na altura com 14 anos.
 
Segundo ainda o despacho de acusação, essa ligação levou a que a mulher, pelo menos em onze ocasiões, tenha abraçado, acariciado e beijado o jovem, com quem teve actos sexuais, vaginais e orais. Esses actos foram praticados no gabinete, na casa e no carro da arguida, e em hotéis para onde viajava na companhia do jovem.
 
Já os crimes de peculato de que a mulher está acusada estão relacionados com a apropriação de quantias de três menores, refere a acusação.
 
A acusação sustenta ainda que alguns jovens foram alvo de agressões e de castigos, que iam desde o ficar privados de comida, água quente, dinheiro e até mesmo à privação de liberdade. Um dos jovens chegou a não regressar à instituição, tendo dormido nos bancos do jardim e andado a pedir esmola nas ruas de Reguengos de Monsaraz.
 
Em relação às restantes acusações deduzidas, a Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz e o seu Provedor estão acusados, cada, pela prática por omisso de nove crimes de maus tratos e três crimes sequestro agravado; cada um dos quatro elementos da equipa técnica está acusado pela prática de três crimes de maus tratos e dois crimes de sequestro agravado; as duas funcionárias do lar vão responder em tribunal, num julgamento que acontecerá à porta fechada, uma por três crimes de maus tratos, e outra por três crimes de maus tratos mais um crime de sequestro agravado.
 
Para além dos nove arguidos, o processo conta com cinco demandantes e dois assistentes, todos jovens da instituição, e sessenta e seis testemunhas de acusação, entre os quais 21 jovens utentes do Lar de Infância e Juventude da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz.
 
O Lar de Infância e Juventude da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz tinha vagas para 40 crianças e jovens, entre os 3 e os 18 anos de idade, que ali chegavam após decisão do tribunal ou da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, como medida de promoção e protecção das mesmas.
 
Os utentes eram crianças e jovens com trajectórias de vida de risco, provenientes de vários pontos do país, e privados de meio familiar normal, devido a situações de perigo diversas e a carências socioeconómicas.
 
Esta valência da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz encerrou dois meses depois da detenção da directora técnica.
 
c/ Lidador Notícias
O Município de Marvão promove, a partir de hoje, sexta-feira, 30 de Setembro, e até ao próximo domingo, 2 de Outubro, o Festival Al Mossassa.
 
Realizado em parceria com a cidade espanhola de Badajoz, este evento cultural pretende ser, sobretudo, uma homenagem a Ibn Marúan, figura ímpar e visionária, rebelde fundador das duas localidades. 
 
A Al Mossassa, ou Festa da “Fundação”, é uma oportunidade única para recuar até ao século IX, recordar as origens de Marvão e o ambiente vivido na época, num espaço aberto à imaginação e à história, repleto de recriações e animadores que interagem com os visitantes. 
 
A animação do espaço será uma constante, com espectáculos de música, danças orientais, manipuladores de fogo e andarilhos, artes circenses, demonstrações de falcoaria, encantadores de serpentes, ou lutas de espadas.
 
No “Mercado das 3 Culturas”, situado na parte alta da vila, é reconstituído todo o mercado da época, com cerca de 70 pontos de venda. Neste espaço, em que coabitam os legados islâmico, judaico e cristão, poderá encontrar um vasto leque de produtos e objectos relacionados com estas culturas.
 
A inauguração oficial do “Mercado das 3 Culturas” está marcada para as 17.30 horas de hoje, na parte alta de Marvão. O primeiro dia de Al Mossassa termina com o espectáculo “Som, Luz…Fogo”, com malabaristas e cuspidores de fogo, na entrada do Castelo, e um concerto com “Strella do Dia”.
 
No Sábado, a partir das 21.30 horas, na entrada do Castelo, pode assistir-se à “Festa das Três Culturas - Marvão - 10 000 de vida”. Um espectáculo dedicado às culturas islâmica, judaica e cristã, com vídeo mapping, música, dança aérea, acrobatas, malabares de fogo e fogo-de-artifício. A noite termina ao som dos “Cornalusa”.
 
A décima primeira edição do Festival Al Mossassa encerra no Domingo, após um desfile pelas ruas de Marvão, agendado para as 20 horas, com músicos, bailarinas, aves de rapina, encantadores de serpentes e figuras características da época.
 
c/ Município de Marvão

Évora - GNR desmantela fábrica de cigarros ilegal

Escrito por sexta, 30 setembro 2016 00:38
Na passada terça-feira, dia 27 de Setembro, e no decorrer de uma acção de fiscalização na cidade alentejana, militares do Destacamento de Acção Fiscal de Évora da Guarda Nacional Republicana (GNR), desmantelaram uma fábrica artesanal de tabaco ilegal, que funcionava no anexo de uma habitação, apreendendo tabaco, cigarros e equipamento relacionado com a actividade.
 
Fonte da força de segurança revelou que a unidade funcionava no anexo de uma habitação, situada nos arredores de Évora, adiantando que o proprietário era responsável pela gestão do negócio e três mulheres manufacturavam o tabaco.
 
A folha seca de tabaco era adquirida em Espanha, e na fábrica a matéria-prima era triturada e colocada no filtro e em papel de fumar, sendo os cigarros colocados em maços de marca branca, produzidos por uma papelaria local, adiantou a mesma fonte.
 
Cada maço de tabaco era vendido a um preço entre 1,5 e 2 euros, um valor muito abaixo dos maços vendidos no mercado, acrescentou a fonte da GNR.
 
Trata-se da primeira vez que é detectada uma fábrica deste género no sul do país, sendo esta uma actividade mais habitual no norte, referiu, indicando que o aparecimento destas unidades está relacionado com o aumento dos impostos sobre o tabaco.
 
Segundo comunicado da GNR, foram apreendidos na operação 1.400 cigarros acondicionados em maços, tabaco suficiente para mais de 31 mil cigarros, dois aparelhos artesanais para triturar tabaco, uma balança comercial para pesagem e várias embalagens, tudo avaliado em cerca de dois mil euros.
 
O proprietário da fábrica, um homem de 37 anos, foi identificado.
 
c/ LUSA
Na sequência do despiste de um automóvel, ocorrido ontem, terça-feira, dia 27 de Setembro, na Estrada Municipal 1020, entre Gáfete e Monte da Pedra, no concelho de Crato, um homem de 29 anos perdeu a vida, disseram fontes dos Bombeiros e da Guarda Nacional Republicana - GNR.
 
Segundo indicou à LUSA o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre, o alerta para o acidente foi dado às 21:35 horas, tendo o óbito do condutor e único ocupante do veículo sido declarado no local.
 
Ainda segundo o CDOS, foram mobilizados para as operações de socorro 17 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Crato, apoiados por sete veículos, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Portalegre e a GNR.
 
José Ernesto Oliveira, antigo presidente da Câmara Municipal de Évora, começou ontem, dia 26 de Setembro, a ser julgado por violação de normas de execução orçamental e, em coautoria, peculato de titular de cargo político.
 
Na primeira sessão do julgamento, que decorre no tribunal da cidade eborense, foram ouvidos os arguidos, o ex-autarca socialista e uma antiga directora do departamento jurídico do município.
 
Fontes judiciais disseram à Lusa que José Ernesto Oliveira está acusado de violação de normas de execução orçamental e, em coautoria, peculato de titular de cargo político, enquanto a ex-directora de departamento está acusada de um crime de peculato de titular de cargo político, em coautoria.
 
O caso está relacionado com a autorização de pagamentos do município à empresa que requalificou uma estrada na freguesia de Nossa Senhora de Machede sem o visto prévio do Tribunal de Contas (TdC), indicaram as mesmas fontes.
 
Na altura, acrescentou a fonte, o TdC condenou o antigo autarca ao pagamento de uma multa, mas José Ernesto Oliveira determinou que fosse o município a pagar.
 
À saída do tribunal, nem José Ernesto Oliveira, nem o seu advogado, João Vaz Rodrigues, quiserem prestar declarações.
 
Foram marcadas novas diligências, nomeadamente a audição de testemunhas, para os dias 13 de Outubro e 07 de Novembro.
 
Eleito pelo PS, José Ernesto Oliveira governou a Câmara Municipal de Évora entre 2001 e Abril de 2013, quando renunciou ao cargo por razões pessoais e de saúde.
 
O comunista Carlos Pinto de Sá é o actual presidente do município, eleito nas eleições autárquicas de 2013.
 
c/ LUSA
 

Fogo no complexo turístico Zmar começou numa camarata

Escrito por domingo, 25 setembro 2016 19:11
Segundo declarações à agência Lusa de Nazário Viana, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Odemira, o incêndio que deflagrou no sábado à tarde, dia 24 de Setembro, no complexo turístico Zmar, poderá ter começado numa camarata do dormitório dos funcionários.
 
O Comandante dos Voluntários de Odemira adiantou que "há suspeitas de que o incêndio tenha iniciado numa camarata", acrescentando que "não começou na cozinha", como chegou a ser indicado.
 
Em declarações anteriores à Lusa, o Comandante Operacional Distrital de Beja, Tenente-Coronel Vítor Cabrita, indicava que o incêndio "terá tido início num pavilhão central do complexo, onde estão situados o restaurante e o refeitório”. Vítor Cabrita acrescentava ainda que "o indício que temos é que terá tido início na cozinha, nesse mesmo pavilhão central”.
 
Segundo fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR), a Polícia Judiciária está já a investigar as causas do incêndio, que obrigou à evacuação do espaço, perto de Zambujeira do Mar.
 
No incêndio, segundo fonte dos bombeiros, arderam também três veículos de funcionários do complexo turístico.
 
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja indicou que o incêndio está em fase de rescaldo desde as 04:34 de domingo, tendo o alerta sido dado às 17:39 de sábado.
 
Tanto o CDOS, como o Comando Territorial de Beja da GNR, não têm registo de quaisquer feridos.
 
O incêndio provocou "danos avultados" e levou à retirada das instalações de cerca de 700 pessoas, entre clientes, funcionários e convidados de um casamento, revelou um responsável do empreendimento.
 
João Ribeiro Ferreira, administrador-executivo da Multiparques, empresa proprietária do complexo, disse que "os prejuízos são muito avultados", acrescentando que "o seu valor só mais tarde pode ser apurado".
 
Segundo o responsável da empresa, a área de alojamento deve "reabrir dentro de duas semanas", mas o complexo turístico na sua globalidade "só deve estar a funcionar em Abril de 2017".
 
João Ribeiro Ferreira realçou que "não houve qualquer tipo de dano humano" em resultado do fogo, acrescentando que o empreendimento turístico sofreu, contudo, "danos avultados".
 
O combate ao fogo, que foi dominado às 20:03 de sábado, tanto na sua componente urbana, na estrutura do Zmar, como na vertente rural, uma vez que as chamas se propagaram a uma zona de pasto e de povoamento florestal, envolveu 98 operacionais, com 35 veículos, sobretudo de corporações de bombeiros dos distritos de Beja e de Setúbal, e um helicóptero.
 
O complexo turístico Zmar - Eco Campo Resort, está situado a poucos quilómetros de Zambujeira do Mar, no concelho alentejano de Odemira, no distrito de Beja.
 
c/ LUSA
 
Após o cumprimento de três mandatos de busca domiciliária, foi encontrada pela Guarda Nacional Republicana (GNR), na Serra de São Mamede, em Portalegre, mais concretamente na zona de São Julião, uma plantação de cannabis de grandes dimensões.
 
Na sequência das buscas domiciliárias foram detidos três homens, dois no concelho de Marvão e um no concelho de Portalegre, com idades compreendidas entre os 20 e os 60 anos, suspeitos do crime de tráfico e posse de estupefacientes.
 
Durante as diligências, a GNR apreendeu 12,2 gramas de liamba, 70 sementes de liamba, 12 plantas de cannabis, 364,3 g de cannabis, 40 g de haxixe e diversos objectos relacionado com o tráfico de estupefacientes.
 
Dos três detidos um foi libertado com Termo de Identidade e Residência e os outros dois vão ser presentes a tribunal amanhã, segunda-feira, pelas 9 horas.
 
c/ Rádio Elvas

Homem em fuga à GNR de Montemor-o-Novo

Escrito por sexta, 23 setembro 2016 08:43
Desde o fim da tarde de ontem, quinta-feira, dia 22 de Setembro, que um homem está fugido às autoridades, na localidade alentejana de Montemor-o-Novo. Uma mulher, que viajava com o foragido num automóvel que abalroou um carro patrulha da Guarda Nacional Republicana (GNR), foi detida e identificada.
 
A história conta-se de forma muito clara e em poucas palavras. Um casal, com idades compreendidas na casa dos 20 anos, foi mandado parar pela GNR, cerca das 19 horas, na Estrada Nacional 4, perto de Arraiolos, onde se tinha registado um incêndio de um camião pesado.
 
Os suspeitos, que não obedeceram à ordem de paragem das autoridades, fugiram a alta-velocidade, tendo sido perseguidos por vários veículos da GNR, durante cerca de 20 quilómetros.
 
Já muito perto da cidade de Montemor-o-Novo, e quando os militares alcançaram o veículo em fuga, um carro-patrulha foi abalroado. A viatura da força de segurança não sofreu grandes danos e os militares não tiveram ferimentos.
 
Depois deste choque, o casal colocou-se em fuga por uma estrada de terra batida, tendo deixado o veículo abandonado junto a uma habitação.
 
Depois de efectuada uma busca a pé, a mulher foi interceptada e o veículo apreendido, estando o condutor ainda em fuga.
 
As autoridades estão a tentar encontrar o homem que está em fuga numa estrada que liga Montemor-o-Novo à aldeia de São Cristóvão. 
 
Desconhecem-se, por enquanto, quais os motivos da fuga às autoridades.
 
c/ CMTV
 
Na última segunda-feira à noite, dia 19 de Setembro, um homem, de 63 anos, perseguiu a ex-mulher em plena rua e matou-a com dois tiros de caçadeira disparados à queima-roupa.
 
O casal estava separado há alguns meses, mais concretamente desde Abril deste ano, e o homem não aceitava esta separação, imposta pela companheira.
 
O homicida esperou a mulher à porta de casa. A vítima ainda tentou fugir mas foi perseguida e morta em plena via pública.
 
Após matar a mulher, o homicida tentou o suicídio mas sem sucesso.
 
Encontra-se internado no Hospital de Marselha, para onde foi transportado de helicóptero, em estado considerado grave.
 
O caso ocorreu na cidade de Cavaillon, a cerca de 80 quilómetros de Marselha, em França.
 
A vítima, de 57 anos, é de Almada e o homicida é natural do Cano, concelho de Sousel.  
 
Ambos tinham filhos e netos de relacionamentos anteriores, mas nenhum em conjunto.
 

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