quinta, 23 novembro 2017
A Câmara Municipal de Alandroal prevê concluir no próximo ano a construção da nova Biblioteca Municipal, cuja obra está parada há cerca de uma década, num investimento de um milhão de euros.
 
"Queremos concluir a biblioteca, até para impedirmos a devolução de fundos comunitários que foram recebidos", afirmou a presidente do município, Mariana Chilra, em declarações à Lusa.
 
A autarca, eleita nas listas da CDU, lembrou que a construção do equipamento foi "iniciada há dois mandatos", quando o município era presidido pelo actual vereador da oposição João Nabais, referindo que "as obras estão paradas desde 2006".
 
Inicialmente, o empreiteiro abandonou a obra por atrasos nos pagamentos, depois, em 2010, não houve interessados nos ajustes directos lançados pela autarquia e, mais recentemente, o município não teve condições financeiras para retomar os trabalhos, explicou.
 
"Estamos a falar de uma obra de um milhão de euros", adiantou Mariana Chilra, realçando que, para já, não há "qualquer oposição" da comissão executiva do Fundo de Apoio Municipal (FAM) à pretensão da gestão CDU do município.
 
Este é um dos investimentos previstos nas opções do plano e orçamento para 2017 de quase 13,5 milhões de euros, já aprovados em reunião de câmara, com três votos a favor da CDU e a abstenção dos dois vereadores da oposição, um do PS e outro de um movimento independente.
 
Trata-se de "um orçamento real, com uma receita com valores reais e efectivos", assinalou a presidente da câmara municipal, frisando que, durante muitos anos, o município teve orçamentos que "não eram reais em termos de receitas", devido às dívidas.
 
Segundo a autarca, o orçamento para 2017 tem a "particularidade" de ter sido submetido a uma apreciação prévia da comissão executiva do FAM, a qual impôs pequenas alterações "ao valor das despesas com pessoal e com combustível".
 
"O nosso orçamento teve de ser avaliado previamente", o que significa que a câmara "perdeu autonomia em várias matérias, nomeadamente em termos de definição de taxas, licenças e tarifas e também em termos orçamentais", observou.
 
Mariana Chilra notou que o orçamento para o próximo ano, "apesar das dificuldades da câmara, prevê a realização de investimentos", referindo-se a candidaturas a fundos comunitário que "já foram apresentadas e algumas delas aprovadas".
 
A autarca deu como exemplo os investimentos previstos no Plano de Acção de Regeneração Urbana (PARU), que prevê a requalificação de vários espaços do concelho, na rede de abastecimento de água e saneamento e no apoio à cultura.
 
Segundo Mariana Chilra, o município recebeu, no mês de Outubro, 11,5 milhões de euros do total de 16,5 milhões do empréstimo do FAM, estando prevista, até ao final deste ano, uma nova tranche de 1,4 milhões de euros.
 
"Vamos receber três milhões de euros no próximo ano e, depois, duas tranches, em 2018, até perfazer os 16,5 milhões de euros", disse, realçando que o dinheiro já recebido serviu para pagar dívidas à banca e a outros credores.
 
c/ LUSA
 
A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) recomendou ao Comando-Geral da GNR que reformule o dispositivo nacional no sentido de acabar com os postos que funcionam em horário de atendimento reduzido.
 
A recomendação da IGAI surge após as inspecções, sem aviso prévio, realizadas em 2015 a 38 postos da Guarda Nacional Republicana e 19 esquadras da Polícia de Segurança Pública.
 
No relatório sobre as inspecções, a IGAI propõe que "sejam tomadas as necessárias medidas tendentes à resolução das desconformidades legal e material registadas nas estruturas orgânicas dos comandos territoriais da GNR, no âmbito dos respectivos postos territoriais integrantes, e que seja posto cobro à profusão de postos com funcionamento em horário de atendimento reduzido".
 
Aquele organismo tutelado pelo Ministério da Administração Interna aconselha o Comando-Geral da GNR a reformular o dispositivo nacional, pondo fim aos postos de horário de atendimento reduzido, considerados pela IGAI de "muito duvidosa utilidade".
 
Segundo a IGAI, estes postos limitam-se a estar abertos ao público, no período 09:00-17:00, com um militar da GNR no seu interior, "não tendo qualquer capacidade operacional para resolução de ocorrências nas áreas de jurisdição".
 
Em 2015, a IGAI efectuou 27 visitas sem aviso prévio a postos da GNR do Comando Distrital de Beja e 11 a postos do Comando Distrital de Évora, além das inspecções às esquadras da PSP dos Comandos Regionais dos Açores (16) e de Beja (três).
 
No caso do Comando Territorial da GNR de Beja, 18 dos 34 postos funcionam em horário de funcionamento de atendimento reduzido, classificados pela IGAI como "limitados", uma vez que necessitam dos outros 16 postos para a resolução de qualquer ocorrência.
 
Além das áreas de responsabilidade própria, estes 16 postos assumem também as áreas que pertencem aos 18 postos da GNR que funcionam em horário de atendimento reduzido.
 
O organismo que fiscaliza a acção das polícias refere também que em Beja, mais concretamente no concelho da Vidigueira, faz parte integrante do dispositivo o posto da GNR de Pedrógão, apesar de ter sido extinto por esta força de segurança em 2011.
 
A IGAI dá também conta que o posto da Figueira da Foz Norte, no Comando Territorial da GNR de Coimbra, deveria ter sido criado em 2008, mas "nunca chegou a ser instalado".
 
"Postos encerrados por iniciativa da GNR, postos que nunca chegaram a ser instalados nem se vislumbram quaisquer iniciativas para o efeito e postos a funcionar em horário de atendimento reduzido tem-se vindo a constatar, com enorme acuidade, nos últimos anos, resultando isto numa significativa desconformidade entre a estrutura orgânica legal da GNR e a real", lê-se no relatório.
 
No documento sobre as visitas sem aviso prévio realizadas em 2015, só agora divulgado, a IGAI chama igualmente a atenção para as condições de algumas instalações policiais da PSP e GNR, devendo ser melhorados os espaços de atendimento ao público e as zonas de detenção, além de ter sido detectada a falta de alguns equipamentos e a existência de mobiliário "muito obsoleto e pouco funcional".
 
A IGAI refere ainda que "uma boa parte" dos automóveis são obsoletos e "desadequados à função ou às características geográficas em que se inserem algumas das unidades policiais visitadas".
 
O relatório concluiu que muitas das esquadras da PSP do arquipélago dos Açores, "cuja geografia muito acidentada e maioritariamente rural impõem a necessidade de dotação de viaturas do tipo todo o terreno", sucedendo o mesmo em alguns postos da GNR do Comando de Beja, cuja área marcadamente rural e de circulação em caminhos de terra batida impõe "uma reorientação estratégica relativamente à distribuição" dos carros.
 
c/ LUSA

Nos céus do Alentejo, sobe, sobe, balão sobe...

Escrito por sexta, 04 novembro 2016 00:29
Entre os dias 6 e 12 de Novembro, os céus do Alentejo vão ser invadidos por balões de ar quente.
 
Os concelhos alentejanos de Alter do Chão, Elvas, Fronteira, Monforte e Ponte de Sôr são as localidades anfitriãs do Festival Internacional Balões de Ar Quente (FIBAQ), que este ano celebra a sua 20ª edição.
 
O evento, que traz pilotos de toda a Europa até ao Alto Alentejo, é organizado pela Publibalão, em parceria com o Alentejo sem Fronteiras – Clube de Balonismo, e vai contar com a presença de 35 equipas oriundas de diversos países, nomeadamente Portugal, Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, Holanda e Luxemburgo, entre outros.
 
"Esperamos que seja um grande festival, o apogeu de duas décadas a voar no Alentejo, pois os pilotos estão muito motivados e esperemos que o tempo ajude para assinalar esta 20.ª edição com um grande êxito", disse à agência Lusa Aníbal Soares, um dos responsáveis da organização.
 
Um dos grandes atractivos do FIBAQ é a possibilidade de se poder voar gratuitamente num dos coloridos balões participantes. O programa de voos desta 20ª edição é o seguinte: Fronteira, dias 7 e 8, Monforte, dia 9, Elvas, dia 10, Alter do Chão, dia 11, e Ponte de Sôr, dia 12. Em cada localidade haverá dois Meeting Point’s, um durante a manhã, pelas 06.45 horas, e outro à tarde, quando forem 14.30 horas.
 
Para o responsável, que é também piloto profissional e sócio-gerente da Publibalão, o festival, que é o considerado o "maior evento" de balonismo em Portugal e "um dos melhores" da Europa, está "consolidado" e garantida a sua continuação, graças aos patrocinadores envolvidos e, em particular, aos municípios que têm "acreditado" na qualidade desta iniciativa.
 
Aníbal Soares referiu ainda que os objectivos deste evento passam pela “promoção da prática do balonismo em Portugal, pelo reforço da aposta no impacto do festival nas localidades aderentes e, naturalmente, o aumento do retorno mediático para patrocinadores e parceiros”.
 
O Festival Internacional de Balões de Ar Quente, o mais antigo do género em Portugal, conta com raízes no distrito de Portalegre, tendo servido de base para a abertura, em 2012, da primeira escola do país para pilotos de balões de ar quente, em Fronteira.
 
O 20º Festival Internacional Balões de Ar Quente, que este ano volta a apoiar a ASBIHP – Associação Spina Bífida e Hidrocefalia de Portugal, é patrocinado pelas Câmaras Municipais de Alter do Chão, Elvas, Fronteira, Monforte e Ponte de Sôr.
Desde há muito que o interior do país luta afincadamente para, não só fixar, mas também chamar pessoas para essa zona de Portugal Continental, procurando assim uma valorização dessa parte significativa do território, combatendo contra um envelhecimento populacional que está intrínseco. E olhando para essa luta constante, esta é sem dúvida uma boa notícia.
 
Segundo os ratings concelhios da Marktest, “os concelhos do interior de Portugal Continental têm mais qualidade de vida”. O estudo revela ainda que fica no interior alentejano o concelho com melhor qualidade de vida. E os seguintes também…
 
Em comunicado, a Marktest refere que “uma análise do rating de qualidade de vida mostra como os concelhos do interior obtêm melhores classificações, considerando globalmente os indicadores base deste rating, como amplitude térmica, taxa de mortalidade infantil, taxa de criminalidade, equipamentos de saúde ou cultura per capita, etc”.
 
O concelho de Castelo de Vide encabeça a lista dos concelhos com maior rating de qualidade de vida, com 16.9, numa escala de 1 a 20.
 
É seguido por outros concelhos do mesmo distrito de Portalegre: Sousel, Fronteira, Alter do Chão, Marvão e Arronches, que obtêm entre 15.6 e 16.2 pontos deste rating.
 
Segundo os dados deste rating, a que o Ardina do Alentejo teve acesso, o concelho do distrito de Évora com melhor qualidade de vida é Viana do Alentejo, com 14.5 pontos, seguido por Portel, com 13.2, e Redondo, com 12.8 pontos.
 
No extremo oposto da tabela encontramos Felgueiras, com um rating de 5.5, a que se seguem os concelhos de Palmela, Lousada, Paredes e Benavente, que não excede um rating de 6.1.
 
O rating de qualidade de vida é composto por 13 indicadores que pretendem medir a qualidade de vida de cada concelho. Cada indicador foi classificado com uma notação de 1 a 20 tendo em conta a posição do concelho no conjunto dos 308 concelhos do país.
 

Está confirmada a existência de um aqueduto romano por baixo do Aqueduto quinhentista da Água de Prata. A revelação foi feita no passado Domingo, dia 30 de Outubro, pela Câmara Municipal de Évora, no decurso do “Watch Day”, dia dedicado à divulgação deste monumento eborense no âmbito da sua inscrição no “World Monument Watch 2016-2017”, promovido pelo World Monument Fund (WMF).
 
Os vestígios de material construtivo do período romano, alguma cerâmica da época, a detecção de silhares de granito e de uma sapata de um pilar tendo por base a métrica construtiva romana, constituem alguns dos fortes indícios de estarmos perante uma construção romana. José Rui Santos, arqueólogo ao serviço da Câmara Municipal que liderou a equipa de investigadores no terreno, afirma que “os vestígios romanos levam-nos a crer que o aqueduto seria uma superestrutura” que “possuiria uma altura bastante maior do que o quinhentista, podendo levar assim a água à cota topográfica mais alta da cidade (Fórum)”.
 
Os achados arqueológicos vão ser ainda complementados por estudos preliminares das argamassas, levados a cabo pelo laboratório de investigação Hércules, da Universidade de Évora, mas que já permitem concluir tratar-se de duas estruturas construídas em épocas diferentes, como confirmou António Candeias, director do centro de investigação.     
 
A descoberta foi enquadrada no Programa de Consolidação e Valorização do Aqueduto da Água da Prata apresentado dia 30, nos Paços do Concelho, cujo propósito é o de preservar e valorizar o monumento. A captação de financiamento através do mecenato (na ordem dos 600 mil euros) poderá permitir, no futuro, investir em iluminação cénica e, eventualmente permitir que o Aqueduto volte a distribuir água à população. Neste sentido, Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora, anunciou que em 2017 vai ser realizada uma exposição para celebrar a chegada da distribuição de água à Praça do Giraldo.

 
Refira-se que o passado Domingo começou com uma caminhada ao longo do Aqueduto que permitiu conhecer os trabalhos de prospecção arqueológica dos últimos três meses, a qual contou com a adesão de mais de uma centena de participantes e contou com a presença de Eduardo Luciano, vereador com o pelouro do Património da autarquia.
 
Durante a tarde foram também lançadas duas publicações sobre o Aqueduto: uma banda desenhada, da autoria do investigador Francisco Bilou, com a história do monumento, visando a sensibilização da população escolar para a importância do Aqueduto da Água de Prata; e o livro / álbum com desenhos do aqueduto da autoria de Urban Skecthers.
 
c/ Município de Évora
 

Distritos de Évora e Beja afectados pelo mau tempo

Escrito por terça, 25 outubro 2016 01:04
O vento forte e a chuva que se fizeram sentir na noite de ontem, segunda-feira, dia 24 de Outubro, provocaram quedas de árvores, que condicionaram o trânsito em algumas estradas e várias inundações nos distritos de Beja e de Évora.
 
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja indicou à Lusa que foram registadas quedas de quatro árvores de grande porte na estrada entre Quintos e Salvada, no concelho de Beja.
 
Na Estrada Nacional 260, entre Serpa e Beja, ocorreram também várias quedas de árvores e muitos destroços caíram na via, numa extensão de três quilómetros, assim como na estrada que liga a Mina de São Domingos, no concelho de Mértola, a Serpa, onde foram igualmente registadas várias quedas de árvores, numa distância de alguns quilómetros, adiantou a mesma fonte.
 
Segundo o CDOS, até às 23:30 horas, caíram ainda duas árvores nos concelhos de Vidigueira e Castro Verde, e ocorreram cinco inundações em habitações, quatro em Beja e uma em Serpa.
 
Fonte da GNR disse que nenhuma estrada esteve cortada ao trânsito devido às quedas de árvores, embora algumas tenham estado temporariamente com o trânsito condicionado.
 
No distrito de Évora, segundo o CDOS, registaram-se até cerca das 24 horas de segunda-feira, dez inundações em habitações em vários concelhos, seis em Reguengos de Monsaraz, duas em Portel, uma no Alandroal e uma em Évora, tendo ainda ocorrido, no concelho de Reguengos de Monsaraz, uma queda de árvore e de um sinal de trânsito.
 
c/ LUSA
Considerando a situação "alarmante" porque pode comprometer a segurança dos alunos, o deputado do PSDAntónio Costa da Silva manifestou-se preocupado com a falta de funcionários em pelo menos 10 escolas do distrito de Évora.
 
O parlamentar social-democrata afirmou que "de uma análise global que fiz a um conjunto de informações que obtive, pelo menos 10 escolas do distrito de Évora, mas são mais, estão com problemas".
 
O deputado eleito pelo círculo de Évora falava a propósito de duas perguntas que dirigiu ao Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, subscritas também por Amadeu Albergaria e Pedro Pimpão, sobre a falta de assistentes operacionais nas escolas.
 
Numa das perguntas, os três deputados descrevem os problemas em 10 escolas ou agrupamentos dos concelhos de Évora, Borba, Arraiolos, Montemor-o-Novo, Estremoz, Reguengos de Monsaraz e Vendas Novas.
 
Afirmando que se trata de "uma situação alarmante", porque pode vir a existir "um problema de insegurança", Costa da Silva disse ter sido alertado para esta situação por "associações de pais e também por algumas direcções de escola".
 
"Tivemos gimnodesportivos que estiveram encerrados por falta de auxiliares e escolas que deveriam ter três funcionários só têm um", exemplificou, referindo que casos como estes "passam-se em vários concelhos".
 
Tendo em conta que só no concelho de Évora está identificada a carência de 44 assistentes operacionais, o deputado do PSD calcula que faltem "mais de 60 ou 70 auxiliares" nas escolas de todo o distrito.
 
O parlamentar social-democrata exigiu conhecer a dimensão do problema, qual a solução e quando será tomada, acusando o Governo de estar a "tentar esconder o problema" e os partidos que o apoiam de permanecerem "muito silenciosos".
 
"Andam a fingir que o ano letivo arrancou com uma estabilidade enorme quando é tudo mentira", criticou, realçando que as escolas "continuam a ter os problemas que sempre tiverem, agora, mais agravados por causa da falta de auxiliares".
 
Com a outra pergunta, Costa da Silva adiantou que os deputados do PSD pretendem que o Governo esclareça se mantém o compromisso de financiar a contratação de 38 novos auxiliares para as escolas do concelho de Évora.
 
"As informações mais recentes que obtive indicam que o Ministério das Finanças não está a aceitar a transferência dessas verbas [para a câmara municipal], o que seria um problema gravíssimo para Évora", acrescentou.
 
c/ LUSA
Com a participação de dezenas de expositores, com claro destaque para os produtores do Alentejo, realiza-se em Borba, entre os dias 5 e 13 de Novembro, a XXV edição da Festa da Vinha e do Vinho.

 
Durante nove dias, o Pavilhão de Eventos da cidade alentejana volta a receber um certame dedicado ao vinho e à vinha, que recebe todos os anos milhares de visitantes, e que irá promover, sobretudo, os vinhos do Alentejo, com a participação de vários produtores que apresentam as suas marcas para degustação e venda.
 
A festa inclui um conjunto de eventos temáticos dedicados aos vinhos e enoturismo, gastronomia, produtos e doçaria regionais, artesanato e equipamentos e serviços vitivinícolas.
 
O certame, que serve de apresentação do vinho novo dos produtores locais pelo São Martinho, pretende ainda promover os produtos regionais, dando especial realce à produção vinícola regional e aos queijos, enchidos, pão, azeite, mel, frutos secos e doçaria regional.
 
O artesanato também marca presença e conta com expositores oriundos de várias localidades do país, nas mais diversas expressões, como o barro, tapeçaria, madeira e cortiça.
 
Durante os nove dias de duração, o certame engloba provas de vinhos, conferências, actividades culturais e desportivas, e uma diversificada animação musical e cultural.
Embora o programa da XXV Festa da Vinha e do Vinho não esteja ainda fechado, os nomes dos cabeças de cartaz do certame já são conhecidos. No dia inaugural, Sábado, 5 de Novembro, sobem ao palco os alentejanos de Beja, “Virgem Suta”. No Domingo, dia 6, o palco ficará entregue ao som dos anos 60, com os “The Lucky Duckies”. No derradeiro fim-de-semana da Festa da Vinha e do Vinho há música para todos os gostos. Na sexta-feira, 11 de Novembro, os eborenses “Àtoa” vão tomar conta do palco. Sábado, dia 12, mais alentejanos em palco. O projecto “Os Fabulosos Tais Quais”, com João Gil, Tim, Vitorino, Jorge Palma, Sebastião Santos, Celina da Piedade, Paulo Ribeiro e Jorge Serafim, prometem uma noite em grande. A edição 25 da Festa da Vinha e do Vinho termina, musicalmente falando, com o concerto de José Malhoa.
 
Com palco numa das mais importantes regiões vitivinícolas do Alentejo, a organização do certame está a cargo do Município de Borba, da Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo (ATEVA), da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) e da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.
O acordo assinado entre os governos português e chinês para facilitar a instalação de empresas chinesas na área logística de Sines é visto com "agrado" pelo presidente do município alentejano, que aguarda os potenciais investimentos com "expectativa".
 
Nuno Mascarenhas, autarca de Sines, disse ver "com o maior agrado o anúncio da possível vinda de empresários chineses para o concelho", que, destacou, "tem um papel fundamental enquanto pólo industrial e portuário" para a região e para o país.
 
O responsável pela autarquia diz ser importante ver a preocupação do primeiro-ministro e do Governo já que demonstra que os actuais “governantes têm plena consciência que Sines pode ter um papel fundamental, que já tem hoje em dia enquanto pólo industrial e portuário, mas que pode ter um papel fundamental no futuro para dinamizar a economia portuguesa", acrescentou.
 
Um dos oito acordos assinados no passado Domingo, em Pequim, entre os governos de Portugal e da China visa, segundo destacou em conferência de imprensa o primeiro-ministro, António Costa, a concretização na zona industrial e logística do porto de Sines "de facilidades para a instalação de empresas chinesas".
 
O acordo empresarial envolve o Haitong Bank, o China Development Bank e a Agência para a Internacionalização e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
 
António Costa destacou também, num encontro com empresários chineses, as potencialidades do porto de Sines, bem como a localização "estratégica" da infraestrutura portuária na faixa atlântica para as ligações com África e com o continente americano.
 
Durante a visita oficial à China, em entrevista à televisão estatal, CCTV, António Costa afirmou também que Portugal está disposto a "participar activamente" na iniciativa chinesa “Rota Marítima da Seda”, uma iniciativa do governo chinês, anunciada em 2013, que pretende reactivar a antiga Rota da Seda, entre a China e a Europa, através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.
 
Para o autarca de Sines, o "importante" é perceber que há a "intenção do Governo português" e da China em colaborarem nessa iniciativa, "interesse esse também demonstrado há já algum tempo".
 
"Sines enquanto porto estratégico no Atlântico atrai um conjunto de investidores que percebem que este porto e a sua área logística associada pode ter aqui um papel de extrema relevância no contexto, não só nacional, mas principalmente internacional", defendeu Nuno Mascarenhas.
 
A "criação de emprego" e o "incremento da actividade portuária" são alguns dos reflexos que o autarca antecipa, caso se "concretize esta aposta", além dos benefícios "para a economia portuguesa".
 
c/ João Monteiro de Matos (Diário do Distrito)

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