quinta, 23 novembro 2017
As escolas de Baião e de Amarante estão a funcionar desde 2013.
 
A remodelação foi realizada por um consórcio de três empresas. Duas nacionais, de Portalegre e de Leiria, com 45 % cada, e uma espanhola, com os restantes 10%.
 
Em declarações à SIC Notícias, António Palmeiro, da Centrejo, afirma peremptóriamente ter “cerca de 7 milhões de euros a receber da Parque Escolar. Andamos na justiça há cerca de um ano e meio, dois anos, a ver se conseguimos receber e têm arranjado tudo e mais alguma coisa para empatar o processo de recebimento”.
 
Devido a esta alegada falta de pagamento, a empresa de Leiria já foi declarada insolvente e a de Portalegre para lá caminha. Estarão em falta cerca de sete milhões de euros.
 
Tivemos que entrar em PER, um Processo Especial de Revitalização, e se não conseguirmos com alguma celeridade receber alguma coisa, vimo-nos forçados eventualmente a fechar a porta” afirmou António Palmeiro. Para o administrador da Centrejo, e se efectivamente a empresa encerrar, estão em causa “directamente 35 ou 36, e indirectamente uma centena, uma centena e meia” de postos de trabalho.
 
Contactada pela SIC, a Parque Escolar esclareceu, por escrito, que sempre honrou os compromissos e esta situação que se arrasta na justiça fica a dever-se a atrasos na execução da obra, que suscitaram multas, que entretanto foram contestadas.
 
Segundo Luís Semedo, advogado da empresa de Portalegre, “o que está em causa agora são duas sentenças arbitrais, que condenaram a Parque Escolar no pagamento à Centrejo do valor de cerca um milhão e 300 mil euros. Este valor ainda não foi pago, e já está estabelecido. Este valor não foi reclamado, não há nenhum processo em reclamação deste valor”.
 
Quando questionado se as multas que existem não se sobrepõem a esta sentença, o causídico afirmou que “essas multas que foram aplicadas pela Parque Escolar, no âmbito das obras que foram realizadas, são multas que estão a ser discutidas num outro Tribunal Arbitral, que não tem nada a ver com este”.
 
A Centrejo está neste momento sem actividade porque não pode realizar as obras que entretanto tinha em carteira.
 
Neste momento é o Estado que tem uma dívida para com a empresa e a empresa não consegue fazer face aos seus compromissos com o Estado, nomeadamente Finanças e Segurança Social. Não consegue extrair as certidões de não dívida à Segurança Social e às Finanças, para fazer obras normais, no âmbito dos concursos públicos” salienta o advogado da Centrejo.
 
A Parque Escolar garante que cumprirá todas as decisões judiciais ou arbitrais, e aguarda a resolução de um último Tribunal Arbitral, já constituído.
 
De recordar que a empresa Centrejo, em consórcio com a espanhola Marmoles Pascual, foi responsável pela obra de reconversão da Praça de Touros de Estremoz.
Apenas na reunião anual de 2018, o júri internacional irá apreciar uma proposta portuguesa, e a candidatura de Mafra é a possibilidade mais forte.
 
Esperando uma “escorregadela” da candidatura de Mafra, que segue na linha da frente com a Candidatura a Património da Humanidade do Palácio e Tapada Nacionais e do Jardim do Cerco, estão as localidades alentejanas de Marvão e Vila Viçosa.
 
De entre os 22 bens incluídos na lista nacional como possíveis candidatos a Património da Humanidade pela UNESCO, Mafra, Vila Viçosa e Marvão apostam na apresentação de uma proposta em Paris, no ano de 2018, findo o mandato de Portugal como membro do Comité do Património Mundial, o que acontece em 2017.
 
No ano que está prestes a iniciar-se, ano de excepcional programação no Palácio e Convento, assinalando-se os três séculos do início da sua construção, será já em Janeiro que Mafra entrega o dossiê formal da sua candidatura. Em declarações ao DN, Mário Pereira, director do monumento, mostra-se confiante no "valor intrínseco" do bem, que possui uma série de singularidades: "o palácio, o convento, a biblioteca, a tapada, a igreja, os carrilhões", enumera.
 
Fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que tutela a Comissão Nacional da UNESCO, confirmou que, "tendo presente os bens inscritos na lista indicativa ainda em vigor [revista no final de Maio de 2016], temos conhecimento de que Mafra estará a preparar candidatura a Património Mundial".
 
A mesma fonte avançou ao DN que "a nova Lista Indicativa [nacional] apenas irá ser apreciada pelo Comité do Património Mundial na sua próxima sessão, em Julho de 2017", pelo que, "apenas em 2018 será possível apresentar candidaturas".
 
Com o mandato a terminar, Vila Viçosa e Marvão também apostam forte nesta corrida, prometendo concorrência a Mafra.
 
A vila alentejana assinou esta semana um protocolo com a Fundação da Casa de Bragança ao qual se seguem, como adiantou o presidente da autarquia, acordos com a Direcção-Geral do Património Cultural, a Direcção Regional da Cultura do Alentejo e ainda a Faculdade de Arquitectura de Lisboa.
 
Esta última, explica Manuel Condenado, já assessorou a entrada na lista indicativa nacional, conseguida em Maio, num processo iniciado há dez anos.
 
Quanto a Marvão, e seguindo uma recomendação da Comissão Nacional, abandonou a candidatura em nome próprio, iniciada em 2002, e juntou-se a Elvas, Almeida e Valença, numa candidatura conjunta das Fortalezas Abaluartadas da Raia.
 
A ligação a Elvas, já distinguida como Património da Humanidade, e o carácter inovador da candidatura, "em série", dão optimismo a José Manuel Pires, vereador de Marvão, que acredita ser possível uma candidatura em 2018.
 
c/ Diário de Notícias
Dois jovens, na casa dos 20 anos, morreram esta noite, terça-feira, 27 de Dezembro, em consequência de um despiste, seguido de embate contra um eucalipto ocorrido junto ao Bairro das Amoreiras, no IC1, em Grândola, distrito de Setúbal.
 
Segundo conseguimos apurar junto de fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR), os dois ocupantes seguiam num veículo ligeiro, um Honda Civic, que se despistou por volta das 21.40 horas. Rafael, pertencente ao Exército, e Bernardo, foram projectados devido à violência do embate, tendo ambos tido morte imediata.
 
Do acidente resultou ainda um ferido grave, Igor Paulino, também um rapaz da mesma idade, que depois de estabilizado no local, foi transportado para o Hospital do Litoral Alentejano.
 
No local, para além de diversos elementos da GNR, estiveram elementos dos Bombeiros Voluntários de Grândola e do INEM - Instituto Nacional de Emergência Médica, num total de 18 homens e oito viaturas.
 
Desconhecem-se as causas do acidente, cuja investigação está agora entregue ao Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação da GNR.
 

Cinema 3D chega a Portalegre

Escrito por terça, 27 dezembro 2016 00:28
A partir de Janeiro de 2017, o Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre (CAEP) irá iniciar a projecção de cinema digital 3D.
 
O regresso do cinema comercial à capital de distrito do Alto Alentejo, o que acontecerá duas vezes por mês, vem corresponder a um anseio manifestado por muitos espectadores do CAEP. A estreia desta nova valência do CAEP acontecerá com a exibição do filme “Rogue One - Uma História Star Wars”, nos dias 4 e 5 de Janeiro, às 18.30 e 21.30 horas, em ambos os dias.
 
A pensar nos mais pequenos está já também programada, para os dias 18 e 20 de Janeiro, a exibição do filme “Cantar”.
 
Os preços praticados serão de 4€ por sessão, um aumento de 0.50€, em relação ao preço cobrado desde 2006, e 5€ por sessão de cinema 3D.
No âmbito das homenagens ao Padre Joaquim Espanca, pelo 120.º aniversário do seu falecimento, no dia 17 de Dezembro, Sábado, será apresentada a nova edição da obra "Compêndio de Notícias de Vila Viçosa", da autoria deste ilustre calipolense.  
 
A obra, original de 1892, conheceu apenas uma única republicação, entre 1982-1985, por acção da Câmara Municipal de Vila Viçosa, que se encontra, actualmente, esgotada. A edição que agora se publica foi transcrita directamente do original de 1892.
 
A apresentação da obra acontecerá no Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Viçosa, pelas 17 horas, com a apresentação do investigador Carlos Filipe, coordenador da edição, e de José Eduardo Franco, da Faculdade de Letras de Lisboa, e ainda a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Manuel Condenado.

Montemor-o-Novo: Despiste na A6 provoca dois mortos

Escrito por quarta, 30 novembro 2016 21:26
Duas pessoas morreram hoje na sequência de um despiste de automóvel na A6, no concelho de Montemor-o-Novo. O automóvel em que seguiam as duas vítimas saiu da autoestrada e embateu contra um muro de betão, disse fonte dos bombeiros e da GNR à agência Lusa.
 
O acidente ocorreu ao quilómetro 37, na zona de Montemor-o-Novo, no sentido Caia-Marateca, tendo o alerta sido dado às 16:14 horas.
 
As vítimas, alegadamente marido e mulher, são um homem de 72 anos e uma mulher de 67, residentes na zona de Algés, concelho de Oeiras (distrito de Lisboa).
 
As operações de socorro mobilizaram meios e operacionais dos bombeiros de Évora e de Montemor-o-Novo, uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) e a GNR.
Por alegado assédio moral aos profissionais do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), a Ordem dos Enfermeiros (OE) pediu a demissão do enfermeiro director da unidade hospitalar, José Chora, admitindo até avançar com uma participação criminal.
 
O pedido de demissão do responsável e a possível participação criminal foram divulgados em comunicado publicado na página da internet da OE, no qual revela que já notificou o Conselho de Administração do HESE da sua posição.
 
Contactada pela Lusa, a bastonária da OE, Ana Rita Cavaco, justificou o pedido de demissão por a Ordem ter recebido “muitas exposições por escrito sobre a actuação do enfermeiro director” do HESE, que “configura a prática de mobbing”.
 
Ana Rita Cavaco referiu que “o Hospital de Évora tem sido um foco de atenção muito grande por parte da Ordem, porque temos um número elevado de exposições e foi um dos primeiros que visitámos”, mas, “quase seis meses depois, continua tudo na mesma ou pior”.
 
Em termos gerais, a bastonária relatou que faltam 30 mil enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que muitos dos que lá trabalham “são ameaçados, coagidos ou obrigados a trabalhar mais horas para além daquilo que é legal”.
 
A responsável frisou que o assédio moral (mobbing) “interfere muito na produtividade” em qualquer área profissional, mas alertou que, no caso dos hospitais, “traduz-se em falhas de segurança graves nos cuidados prestados aos doentes”.
 
Segundo a bastonária, nas exposições que chegaram à Ordem, os profissionais relacionaram o elevado número de baixas médicas com a actuação do enfermeiro director. A OE “não pode permitir ter nas direcções enfermeiros que potenciem estas situações”, realçou.
 
Assinalou ainda que “as pessoas estão já num estado de exaustão tal e incapazes de responder àquilo que são as suas atribuições, que é cuidar dos doentes em segurança, que acabam por desistir e ir para casa porque efectivamente têm motivos para o fazer”.
 
A Lusa tentou contactar a presidente do Conselho de Administração do HESE, Filomena Mendes, mas não obteve uma resposta em tempo útil.
 
c/ LUSA

Coudelaria de Alter do Chão vai acolher um hotel

Escrito por sexta, 25 novembro 2016 11:01
Tendo como objectivo "potenciar o turismo" naquela região, o Governo vai concessionar a privados, espaços edificados da Coudelaria de Alter do Chão, para a construção de um hotel.
 
Este projecto na Coudelaria de Alter do Chão, que é gerida pela Companhia das Lezírias, e de acordo com o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, vai contar também com um investimento do Turismo de Portugal na recuperação de infraestruturas.
 
"O investimento será privado, mas passa por mais do que isso, passa por um compromisso do Turismo de Portugal para investimento na renovação das infraestruturas que estão à volta do que será o hotel", disse.
 
O governante, que falava no decorrer de um debate sobre o futuro da Coudelaria de Alter do Chão, promovido naquela vila alentejana pela Comissão Política Concelhia do PS de Alter, adiantou que "há interesse de investidores privados" em desenvolver um projecto turístico naquele espaço.
 
"O que nós vemos é o projecto do hotel, como um projecto privado, que tem que ter viabilidade para o qual o Turismo de Portugal com as linhas especiais de crédito que tem vai disponibilizar, da mesma forma que faz no Programa REVIVE", disse.
 
Esta iniciativa do PS de Alter do Chão contou ainda com a presença do Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, que estão também envolvidos neste projecto turístico em redor da coudelaria.
 
Capoulas Santos sublinhou por sua vez que é em redor do turismo que passa o futuro da Coudelaria de Alter do Chão, não esquecendo as outras componentes que dão vida àquele equipamento, nomeadamente a criação e projecção do Cavalo Alter Real.
 
O ministro da Agricultura referiu que o projecto em redor do turismo vai arrancar na coudelaria "a curto prazo", numa "estratégia concertada" entre os vários ministérios.
 
Para o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, o património histórico do Cavalo Alter Real "é para preservar", defendendo que o projecto turístico vai trazer "mais emprego e mais recursos" para a região.
 
"Este é um património da terra (Alter do Chão), do distrito de Portalegre, mas é um património que tem que se projectar em bem estar. E, para isso, temos que tratar bem dos cavalos, mas temos que criar à volta disso riqueza, emprego, e para isso temos que investir na criação de riqueza", defendeu.
 
Em Março de 2007, a coudelaria que emprega cerca de 30 pessoas, passou a ser gerida pela Fundação Alter Real (FAR), após a extinção do Serviço Nacional Coudélico, no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado.
 
Após a extinção da FAR, em Agosto de 2013, a Companhia das Lezírias assumiu a gestão da coudelaria, nomeadamente as áreas da visitação e gestão das coudelarias com o ferro Alter Real e Coudelaria Nacional, cabendo a gestão do laboratório de genética molecular à Direcção Geral de Alimentação e Veterinária.
 
O projecto da FAR reuniu um grupo de 30 fundadores privados, os quais investiram 50 mil euros cada e comprometeram-se a pagar uma quota anual superior a dois mil euros.
 
Nos últimos anos, a FAR acumulou um passivo de 2,5 milhões de euros e dívidas a empresas prestadoras de serviços.
 
A Coudelaria de Alter do Chão, fundada em 1748 por D. João V, desenvolve actualmente trabalhos de selecção e melhoramento de cavalos Lusitanos e possui uma unidade clínica dotada com todos os meios para o acompanhamento e tratamento médico dos animais, acolhendo, nas suas instalações, entre outras valências, o Laboratório de Genética Molecular.
 
c/ LUSA

Évora comemora 30 anos de Património Mundial

Escrito por quinta, 24 novembro 2016 21:08
É já amanhã, sexta-feira, dia 25 de Novembro, que a cidade de Évora festeja o 30º aniversário sobre a inscrição do seu centro histórico na lista das cidades classificadas como Património Mundial pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1986.
 
Para assinalar a efeméride a Câmara Municipal preparou um vasto programa de actividades que decorre até 6 de Dezembro.
 
Com vários motivos de destaque, o ponto alto do programa de comemorações tem lugar no dia 25, com a realização de uma sessão evocativa dos 30 anos, agendada para as 21 horas, no Teatro Garcia de Resende (TGR). A primeira parte da cerimónia contará com intervenções de Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara Municipal de Évora, e de Ana Paula Amendoeira, Directora Regional de Cultura do Alentejo. Seguir-se-á um concerto pela Orquestra Philarmónica de Lisboa, sob a direcção do Maestro Miguel Madaleno.
 
No dia 26, sábado, referência especial para a estreia de “Marfim”, um filme-documentário de Luís Godinho em que “acompanhado pela viola campaniça, António Bexiga percorre as ruas do centro histórico de Évora e desafia outros músicos e artistas e utilizarem praças e monumentos como cenário de representação artística”. Para ver no Auditório Soror Mariana, às 21 horas.
 
A 27 de Novembro, salienta-se a “EDP Distribuição - Meia Maratona de Évora” e, à noite, o espectáculo de dança “Folclore”, de Luís Marrafa, realizado em honra da cidade, no TGR. Para o mesmo local estão calendarizados um concerto da Orquestra da Gulbenkian, no dia 30, e um espectáculo de poesia homónima por Júlio Resende e Júlio Machado Vaz, já no dia 2 de Dezembro. O programa das comemorações encerra a 6 de Dezembro com a inauguração da exposição “O Centro Histórico de Évora e as Artes do Trabalho (1939-1960)”, que ficará patente no Convento dos Remédios.
 
Recorde-se que Évora foi a segunda cidade portuguesa a ser reconhecida como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Na sua declaração de valor, esta organização considerou ser esta urbe “o melhor exemplo de cidade da idade de ouro portuguesa, após a destruição de Lisboa pelo terramoto de 1755".
 
O programa completo das comemorações pode ser encontrado em www.cm-evora.pt

Mais Populares