sexta, 24 maio 2019
Um estudo desenvolvido por um grupo de investigadores concluiu que as variedades de oliveiras portuguesas podem ser tão rentáveis quanto as variedades estrangeiras que actualmente proliferam em regime intensivo nos campos do Alentejo.
 
Esta é uma das principais conclusões do projecto “Oleavalor”, desenvolvido desde 2016 por investigadores da Universidade de Évora (UE), do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e do Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo (CEBAL).
 
Não há dúvida de que os olivais intensivos (250/300 oliveiras por hectare) em regadio podem ser tão rentáveis como os mesmos olivais plantados com as variedades estrangeiras, nomeadamente a Arbequina que, nos últimos anos, tem ocupado mais de 70% das novas plantações”, disse à LUSA Francisco Mondragão Rodrigues, professor na Escola Superior Agrária de Elvas e coordenador da equipa do IPP, responsável pelos ensaios de campo em olivais em produção.
 
Para “travar” a descaracterização da olivicultura e dos azeites do Alentejo, os investigadores reuniram esforços para “tentar solucionar” aquilo que está na origem do desinteresse dos olivicultores pelas principais variedades autóctones, nomeadamente as variedades Galega Vulgar, Cobrançosa, Cordovil de Serpa, Blanqueta, Azeiteira, Carrasquenha e Verdeal Alentejana.
 
É sobretudo a falta de plantas em viveiro e a falta de informação para melhor condução das nossas variedades que tem levado os olivicultores a plantar Arbequina”, lamenta o investigador.
 
De acordo com Francisco Mondragão Rodrigues, a variedade Arbequina, é “muito produtiva” por ser resultante de melhoramento genético ao longo de décadas, está disponível “aos milhões” nos viveiristas nacionais e espanhóis, e "vem acompanhada de recomendações técnicas para a sua condução (adubações, rega, poda de formação e condução)”, disse.
 
Nós estamos a fazer aquilo que deveria estar feito há mais de 50 anos, que é obter toda a informação para caracterizar o crescimento e as necessidades das nossas variedades para as colocar a produzir no seu máximo potencial”, acrescentou. Com o projecto “Oleavalor”, os investigadores conseguiram desenvolver um protocolo que permite passar de taxas de enraizamento de 30 a 40% para mais de 90%, desenvolver um teste “multíplex” capaz de, com poucos custos e de forma expedita, identificar a presença dos três mais importantes vírus da oliveira.
 
Além desses aspectos, os investigadores conseguiram “afinar” o princípio de uma vacina com vectores virais atenuados para combater fungos e bactérias, nomeadamente a gafa e a xylela, a ser administrada em plantas em viveiro, para levar plantas imunes para o campo, bem como a definição das melhores práticas culturais para obter a máxima produção de azeitona e azeite.
 
Desenvolver técnicas de laboratório que identificam, de forma inequívoca, os azeites das variedades autóctones em estudo e definir a evolução dos polifenóis e do perfil de ácidos gordos destas variedades, ao longo da maturação e do armazenamento, foram outras das “conquistas” desta investigação.
 
Com base em alguns estudos de custos de produção que já fizemos, concluímos que as variedades em estudo, se forem bem conduzidas, podem ser tão rentáveis como as estrangeiras. Mantemos assim o nosso material genético, a genuinidade dos nossos azeites, o património olivícola português”, disse.
 
Ao longo dos últimos quatro anos, a equipa do IPP trabalhou neste projecto com olivicultores de Campo Maior, Elvas, Monforte e Serpa.
 
O “Oleavalor” implicou um investimento de quase 800 mil euros, financiado por fundos comunitários, através do programa Alentejo 2020.
 
Francisco Mondragão Rodrigues revelou ainda que o projecto “Oleavalor” termina no final do mês de Junho, tendo sido já apresentada uma outra candidatura a fundos comunitários para “difundir” os resultados do estudo junto de cooperativas, agrupamentos de produtores e olivicultores.
 
Nós também já fizemos um pedido, ao programa Alentejo 2020, de prorrogação de prazos para o projecto ‘Oleavalor´ até dia 30 de Março de 2020, para podermos acompanhar mais uma campanha de colheita de azeitona (2019). Queremos ter três campanhas de campo completas”, acrescentou.
 
c/ LUSA
Modificado em quinta, 23 maio 2019 01:55
A Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ) deteve na tarde desta quarta-feira, dia 22 de Maio, um ex-director da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Sôr, de 52 anos, suspeito da autoria de crimes de peculato e participação económica em negócio.
 
Os factos remontam ao tempo que o detido era director e contabilista da instituição.
 
De acordo com um comunicado da PJ, "em causa estão actos praticados pelo suspeito, entre 2009 e 2018, enquanto exerceu as funções de Director Coordenador e Contabilista Certificado de uma Santa Casa da Misericórdia situada no distrito de Portalegre, tendo já sido recolhidos fortes indícios de que o mesmo se terá apropriado indevidamente de valores pertencentes a essa instituição, no montante até ao momento apurado de cerca de 300.000 € (trezentos mil euros), utilizando essas quantias para suportar todo o tipo de despesas pessoais, despesas do seu agregado familiar e despesas da sua empresa".
 
A missiva refere que “no âmbito da operação, foram realizadas duas buscas domiciliárias e cinco buscas não domiciliárias, tendo sido recolhidos importantes meios de prova dos factos em investigação”.
 
"A investigação prossegue no sentido de determinar, em concreto, todas as condutas criminosas e o seu alcance, bem como apurar o prejuízo causado à instituição em causa", precisa ainda a PJ.
 
O detido irá ser presente às autoridades judiciárias competentes, nos prazos legais.
 
Durante a tarde de hoje, o Correio da Manhã, através da jornalista Tânia Laranjo, adiantou que o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Sôr, José Guilherme de Goes, tinha sido detido pela PJ, na sequência de um mandato de detenção passado por um Magistrado Judicial, o que se veio a verificar ser falso, tendo o jornal diário apagado a página onde essa informação era veiculada do seu site.
Modificado em quarta, 22 maio 2019 23:32
Ao final da manhã desta quarta-feira, dia 22 de Maio, um veículo pesado de mercadorias despistou-se na Estrada Nacional 373 (EN373), entre Elvas e Campo Maior, a cerca de 2,5 quilómetros de Campo Maior.
 
O acidente obrigou ao corte da EN373, situação que se vai verificar durante as próximas horas, devido ao facto do veículo pesado, que transportava motores para automóveis, estar a ocupar as duas faixas de rodagem.
 
Segundo o Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Portalegre, o alerta para este acidente, que apenas provocou danos materiais, foi dado pelas 11:50 horas.
 
De acordo com as informações obtidas pelo Ardina do Alentejo, o condutor do veículo saiu ileso da viatura, tendo recebido assistência médica no local, mas recusando ser transportado para o Hospital.
 
Para o local do acidente foram mobilizadas três viaturas e sete elementos dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior. A Guarda Nacional Republicana (GNR) tomou conta da ocorrência.
Modificado em quarta, 22 maio 2019 13:33
A ambulância da Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) de Safara e Sobral da Adiça, envolvida no passado dia 7 de Maio, pelas 22 horas, num acidente grave na Estrada Nacional 258 (EN258), entre Safara e Santo Aleixo da Restauração, não estava certificada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e foi usada em substituição de uma outra viatura certificada que se encontrava em reparação.
 
Na ambulância, que se deslocava para um serviço de urgência, seguiam três socorristas, dois dos quais acabariam por falecer, o condutor, de 52 anos, e um ocupante, com 49 anos. O terceiro tripulante da ambulância, um homem de 42 anos, ficou ferido com gravidade, estando ainda internado no Hospital de Beja.
 
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) refere que “não existe registo da certificação” da ambulância para poder fazer o serviço de emergência pré-hospitalar accionado pelo organismo e durante o qual ocorreu o acidente.
 
A CVP informou que a sua Delegação de Safara e Sobral da Adiça, no dia do acidente, tinha uma ambulância de socorro Tipo B e quatro ambulâncias para transporte de doentes não urgentes certificadas pelo INEM e uma outra ambulância de socorro Tipo B, a que sofreu o acidente, que estava “em procedimento de pedido de inspecção ao INEM”. 
 
A Delegação da CVP de Safara e Sobral da Adiça, “sem nunca colocar em causa a assistência médica às vítimas”, optou “pela priorização do socorro, utilizando uma ambulância” – não certificada – “adequada para o efeito, com condições técnicas e equipamento necessário” em “substituição” da ambulância de socorro certificada pelo INEM.
Modificado em quarta, 22 maio 2019 01:07
O Grupo Nabeiro partilhou hoje, dia 15 de Maio, em Lisboa, a sua estratégia de sustentabilidade e apresentou vários compromissos nas vertentes económica, social e ambiental, com o objectivo de reforçar o seu papel na construção de um mundo cada vez mais sustentável e em consonância com a estratégia da organização e com os objectivos para o desenvolvimento sustentável.
 
Nesse âmbito foi apresentada a nova cápsula de café Delta Q, 100% orgânica e biodegradável. Esta nova cápsula, desenvolvida pelo Centro de Inovação do Grupo Nabeiro, a Diverge, em conjunto com parceiros externos e Centros de Investigação nacionais, é feita de BioPBS, ou seja, de um material de base biológica e vegetal, constituído por cana-de-açúcar, mandioca e milho. É uma cápsula com 0% plásticos, 0% micro-plásticos e 0% alumínio.
 
O primeiro blend da marca com esta cápsula 100% orgânica, Delta Q e Qo, será lançado no segundo semestre de 2019, terá uma validade de 90 dias por ser biodegradável, e terá tripla certificação de sustentabilidade: Certificação Rainforest Alliance, que trabalha para conservar a biodiversidade e garantir meios de subsistência sustentáveis através da transformação de práticas de uso do solo, práticas comerciais e comportamento do consumidor; Certificação UTZ (UTZ representa uma agricultura sustentável e melhores oportunidades para agricultores, as suas famílias e o Planeta); e Certificação Biológica (O método de produção biológico combina as melhores práticas ambientais que contribuem para um aumento de biodiversidade e a preservação dos recursos naturais).
 
A embalagem do novo Delta Q e Qo é feita em cartão totalmente reciclável, com certificação FSC (que assegura que o produto provém de uma floresta gerida de forma sustentável) e impressa com tintas biológicas.
 
O caminho de sustentabilidade é prioritário para o grupo e para todas as suas marcas. Com estas iniciativas damos continuidade ao trabalho que desenvolvemos na área social e em prol da comunidade. Pretendemos continuar com um papel activo na construção de valor para a sociedade, contribuindo para a adopção de comportamentos mais responsáveis, acrescentando simultaneamente valor aos vários momentos de consumo e de partilha proporcionados pelo café”, sublinha Rui Miguel Nabeiro, administrador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés.
Modificado em quarta, 15 maio 2019 17:18
Segundo foi revelado por fonte da empresa promotora, o antigo Convento das Servas, em Borba, vai ser transformado num hotel de cinco estrelas, num investimento de 10 milhões de euros.
 
Paulo Borges, consultor imobiliário da "Aureum Group", empresa com sede no Porto, adiantou à LUSA que o imóvel do antigo convento já foi adquirido para ser convertido numa unidade hoteleira. 
 
"Temos todo o interesse em investir em Borba, neste projecto que envolve uma componente ligada ao vinho que se produz no concelho", salientou.
 
Paulo Borges indicou que o objectivo é o de manter a traça original do edifício do antigo Convento das Servas, do século XVII, e fazer a sua reabilitação por se encontrar "em mau estado de conservação".
 
A nova unidade hoteleira deve criar entre 50 a 60 postos de trabalho, adiantou.
 
Segundo o consultor, está previsto que investidores estrangeiros invistam, em conjunto com a empresa, no novo empreendimento hoteleiro.
 
A empresa do Porto está a investir na hotelaria em Portugal, através da recuperação de imóveis históricos, tendo também adquirido o edifício do antigo Convento de São Paulo, na vizinha localidade de Vila Viçosa, onde funcionou a fábrica Sofal, para construir um hotel de luxo, num investimento de 20 milhões de euros.
 
Modificado em quarta, 15 maio 2019 03:36
Dois feridos ligeiros é o resultado de uma colisão, ocorrida na Estrada Nacional 122 (EN122), junto a Vale de Açor de Baixo, no concelho de Mértola, entre uma viatura ligeira de passageiros da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Beja e um tractor com reboque.
 
O alerta para este acidente foi dado pelas 09 horas, desta terça feira, 14 de Maio.
 
Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar junto de fonte da GNR, a viatura da GNR chocou com a traseira do reboque “quando o tractor tentava virar à direita”.
 
Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja, estiveram no local do sinistro a prestar auxílio às vítimas, 24 operacionais apoiados por 12 viaturas, entre Bombeiros Voluntários de Mértola e a GNR de Mértola e Beja.
 
O trânsito esteve cortado nos dois sentidos da EN122 durante cerca de duas horas.
Modificado em terça, 14 maio 2019 11:34
Na sequência do despiste de uma ambulância, ocorrido na noite de terça-feira, na Estrada Nacional 258 (EN 258), no concelho de Moura, distrito de Beja, dois homens morreram e um outro ficou ferido com gravidade, informaram fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Protecção Civil.
 
Ao que conseguimos apurar junto de fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja as vítimas são elementos da unidade de socorro da delegação de Safara e Sobral da Adiça da Cruz Vermelha Portuguesa, que seguiam na ambulância para um serviço de urgência.
 
De acordo com fonte da GNR, o acidente ocorreu entre Safara e Santo Aleixo da Restauração.
 
As vítimas mortais têm 49 e 51 anos.
 
Através de comunicado, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) adiantou que o ferido, um homem com 42 anos, foi transportado pela SIV de Moura para o Hospital de Beja, com um traumatismo torácico.
 
Segundo o CDOS, o alerta para o acidente foi dado às 22:06 horas, tendo sido mobilizados para o local operacionais e veículos dos Bombeiros Voluntários de Moura, uma viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV), de Moura, e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), de Beja, além da GNR.
 
As operações de socorro envolveram 22 operacionais apoiados por nove viaturas.
Modificado em quarta, 08 maio 2019 19:15
Jorge Peças, chef do Divinus, o restaurante do Convento do Espinheiro, em Évora, vai ter visitas, e ilustres, na sua cozinha. Henrique Fogaça, o célebre cozinheiro e jurado do “MasterChef Brasil”, vai juntar-se ao chef português para um jantar especial. A iniciativa acontece no próximo sábado, dia 11 de Maio, no restaurante do hotel alentejano.
 
O menu, que foi criado especialmente para este evento, será uma junção de sabores portugueses e brasileiros. Os vinhos que acompanham os pratos serão todos alentejanos. Para se iniciar a refeição, Jorge Peças preparou uma sugestão com espargos, enquanto as entradas, que têm assinatura de Henrique Fogaça, são compostas com bacon, creme de ervilha e caviar.
 
Há ainda um pargo com coco e caldeirada na brasa, e do Brasil, chega a barriga de porco com puré de abóbora. Jorge Peças propõe também um gelado de arroz doce com alperce e alecrim, e por outro lado, Henrique Fogaça tem um sorvete de paçoca, praline e calda de chocolate para a sobremesa.
 
O jantar, que custa 97,50€ , inclui os vinhos. Os lugares são limitados e é necessário reservar pelo telefone 266 788 200 ou através do email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..
Modificado em quarta, 08 maio 2019 13:20