segunda, 21 agosto 2017
A aldeia de Bencatel, no concelho de Vila Viçosa, que está com problemas de falta de água, passa a ter abastecimento público entre as 07:00 e as 24:00, a partir de hoje, sábado, revelou o município calipolense.
 
Em comunicado conjunto do Município de Vila Viçosa e da Junta de Freguesia de Bencatel, as autarquias informam que decidiram tomar esta medida, "procurando implementar uma utilização equitativa da água por toda a população da freguesia".
 
Bencatel, com cerca de 1.700 habitantes, está com problemas de falta de água há duas semanas, devido à seca.
 
"Estamos confiantes que, assim, nas horas de interrupção do fornecimento de água à população, os depósitos vão atingir os volumes de água que permitam criar a pressão necessária para um abastecimento mais eficaz, tanto nas zonas baixas como nas zonas altas de Bencatel", refere o comunicado.
 
O abastecimento do depósito de água de Bencatel, de acordo com a Câmara Municipal, vai continuar a ser feito pelas "viaturas dos bombeiros que complementará o abastecimento a partir de Vila Viçosa".
 
O presidente da Junta de Freguesia de Bencatel, José Rosado, disse à Lusa que esta situação de escassez de água, que está a afectar sobretudo a população da parte mais alta da localidade, se deve ao facto dos dois furos que abastecem o depósito de água da freguesia, "Nora" e "Lagoa", terem "colapsado e ficado a zero".
 
O Município e a Junta de Freguesia de Bencatel, voltam a apelar para que "se restrinja a utilização da água ao consumo estritamente essencial, alimentação e higiene pessoal, por forma a conservar o maior volume possível de água na rede".
 
Entretanto, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Bencatel continuam "a desenvolver todos os esforços e iniciativas para a reposição do abastecimento normal de água à população de Bencatel", adianta o comunicado.
 
Estas autarquias procuram, ainda, outras alternativas, tendo já sido iniciado o processo de realização de "complexas e demoradas análises da água de uma pedreira, a fim de determinar a sua qualidade".
 
Esta certificação da qualidade da água, através de laboratório credenciado, segundo o município, permite "garantir, como é responsabilidade da Câmara Municipal, que a água fornecida apresenta boas condições de utilização para consumo humano".
 
c/ LUSA
 
Em Vila Viçosa, uma das grandes novidades ocorrida em meados do século XX foi a inauguração do denominado Cine-Teatro Florbela Espanca, cuja abertura oficial aconteceu no dia 29 de Julho de 1957. Este importante equipamento cultural ficava assim situado numa das principais artérias da localidade e Vila Viçosa ficou então dotada com uma sala de espectáculos à altura das suas nobres tradições.
 
Na sociedade dos nossos dias, a valorização dos equipamentos culturais ocupa, cada vez mais, uma nova finalidade, mormente no domínio da produção dos espaços colectivos de sociabilidades culturais. Neste sentido, o Cine-Teatro Florbela Espanca de Vila Viçosa, pelo seu significado cultural, arquitectónico e social é mesmo um equipamento singular que se afirmou central na vida cultural da “vila ducal renascentista”.
 
Praticamente sessenta anos depois da sua inauguração, a Câmara Municipal de Vila Viçosa deliberou aprovar o Concurso Público para a Empreitada “Reabilitação do Cine-Teatro Florbela Espanca em Vila Viçosa”, assim como o programa de concurso, o caderno de encargos, o projecto de execução e o respectivo mapa de trabalhos. 
 
O custo desta obra estima-se em 436 886,13 € (quatrocentos trinta e seis mil oitocentos e oitenta e seis euros e treze cêntimos), valor acrescido de IVA à taxa legal em vigor.
 
c/ Município de Vila Viçosa
Numa entrevista concedida ao Ardina do Alentejo, nos primeiros meses de 2016, Gonçalo Lagem, Presidente da Câmara Municipal de Monforte, referia ter para cumprir, até final do mandato, “três ou quatro projectos” que considerava “estruturais, determinantes e estruturantes” e um desses mesmos projectos era o Lar de Idosos de Santo Aleixo.
 
Na altura, o autarca referiu que “Santo Aleixo é a única freguesia do concelho de Monforte que não tem um lar, residencial, uma instituição onde podemos institucionalizar os idosos”. 
 
Mas esta realidade já começou a mudar. Depois de ter sido dado o parecer positivo ao investimento por parte do Tribunal de Contas e de já esta semana ter sido assinado o contrato de consignação, Ardina do Alentejo está em condições de avançar que as obras de construção desta importante obra para a freguesia do concelho de Monforte, começam na próxima segunda-feira, 21 de Agosto.
 
A construção do Lar de Idosos de Santo Aleixo, que vai acontecer num terreno municipal, na Rua das Piçarras, representa um investimento de cerca de um milhão e meio de euros.  
 
Este novo equipamento será gerido pelo Centro Social e Paroquial de Santo Aleixo, vai permitir a criação de entre 20 a 30 postos de trabalho, e terá capacidade para acolher 33 utentes.
As chamas provenientes do incêndio de Mação, no distrito de Santarém, alastraram à freguesia de Belver, concelho de Gavião, distrito de Portalegre, onde a situação é muito complicada e o fogo ameaça duas aldeias. "O incêndio veio do Rosmaninhal, em Mação, e entrou na freguesia de Belver com muita violência e está a dirigir-se para as aldeias de Arriacha Fundeira e Torres", disse à Lusa a presidente da junta de freguesia local, Martina Jesus.
 
"O vento está muito forte, a mudar sempre de direcção, e com grandes projecções das chamas", disse a autarca de Belver, freguesia que no final de Julho já havia sido atingida pelas chamas provenientes de um outro incêndio de Mação, e que devastou, então, "cerca de 5 mil hectares da freguesia, quase 80% do território".
 
Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Gavião, José Pio, relatou que a situação é "muito complicada", uma vez que o incêndio está a aproximar-se das aldeias de Torre Cimeira e Torre Fundeira.
 
De acordo com o autarca, o incêndio passou a ponte da Ribeira de Eiras e está neste momento a progredir no terreno "com uma violência verdadeiramente infernal".
 
Já na manhã desta sexta-feira, e em declarações à comunicação social, o vice-presidente da Câmara de Gavião, Manuel Severino, disse que foi “uma noite de muito trabalho”, mas que os operacionais no terreno “pensam dominar o incêndio nas próximas horas”.
 
Consultada a página da Protecção Civil, cerca das 00h00, combatiam este incêndio 252 operacionais, apoiados por 81 viaturas. Feita nova consulta, já na manhã de hoje, sexta-feira, 18 de Agosto, pelas 09:00, as chamas estão a ser a combatidas por 232 operacionais, apoiados por 72 viaturas.
 
c/ LUSA
Um total de 150 toneladas de peixes vão ser retiradas de quatro albufeiras no Alentejo, a partir do início da próxima semana, devido à seca e para não prejudicar a qualidade da água, revelou o Governo.
 
Vamos retirar 150 mil quilos de peixes”, numa operação que “deve custar cerca de 120 mil euros, para não pôr em perigo a qualidade da água das albufeiras”, devido ao seu reduzido armazenamento, disse o Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, no final de uma reunião que teve lugar em Évora, no dia de ontem, quarta-feira, 16 de Agosto.
 
As albufeiras que vão ser alvo desta operação, segundo o governante, são a do Monte da Rocha, em Ourique, a da Vigia e a do Divor, em Redondo e entre Évora e Arraiolos, respectivamente, e a de Pego do Altar, em Alcácer do Sal.
 
Esta foi uma das principais medidas decididas numa reunião da Subcomissão Regional da Zona Sul, da Comissão de Gestão de Albufeiras, sobre a situação da seca.
 
A reunião contou com a presença, além do Secretário de Estado do Ambiente, dos autarcas de Ourique, Marcelo Guerreiro, e do Redondo, António Recto, assim como de representantes de diversas entidades.
 
Segundo Carlos Martins, está previsto que a operação de retirada dos peixes comece “já na próxima segunda-feira, se não houver nenhum problema no concurso que foi lançado”.
 
 “Vamos iniciar na próxima semana a retirada de peixes. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) irá assumir os encargos financeiros e a EDIA”, empresa gestora do Alqueva, “será a coordenadora dessa atividade”, revelou.
 
Esta é, “agora, a principal preocupação” em relação à situação de seca que está a afectar o país, com especial incidência no interior alentejano, disse o governante.
 
Se ultrapassarmos a questão da quantidade [de água nas albufeiras], temos que estar muito vigilantes com a questão da qualidade”, vincou.
 
Os 150 mil quilos de peixe a retirar das barragens vão ter como destino final a produção de “farinha para alimentação animal”, indicou também Carlos Martins, explicando que esta tarefa vai ser efectuada por pescadores.
 
Os trabalhos “vão ser feitos à pesca, por pescadores, uma vez que não há um acesso directo aos peixes”, afirmou.
 
Por isso, a duração da operação “depende muito da eficiência desse trabalho” de pesca, mas, atendendo a experiências anteriores e aos “rendimentos que, habitualmente, se obtêm”, deverá prolongar-se “por 15 dias a três semanas”.
 
"São fundamentalmente carpas”, mas, neste tipo de operações costumam aparecer também nas redes espécies como “lúcios, pimpões, lúcios-perca e barbos”, entre outras.
 
Paralelamente, a própria Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) já procedeu à retirada de 12 mil quilos de peixe em duas outras albufeiras do empreendimento que gere, mais precisamente a dos Álamos e a do Loureiro, e estendeu agora essa remoção à albufeira do Pisão, acrescentou Carlos Martins. 
 
c/ LUSA

Jovem de 23 anos morre em despiste automóvel

Escrito por terça, 15 agosto 2017 17:09
Na sequência do despiste do automóvel que conduzia, um jovem de 23 anos, morreu no passado domingo, 13 de Agosto, na Estrada Nacional 255-1 (EN 255-1), perto de Moura, no distrito de Beja, divulgaram fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e dos Bombeiros.
 
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja indicou que o acidente, cujo alerta foi dado às 07:37, ocorreu na EN 255-1, que liga Moura a Sobral da Adiça, junto à Herdade dos Machados.
 
A mesma fonte adiantou que a vítima mortal, Nélson Fialho de seu nome, era o único ocupante da viatura, um Renault Clio, que ficou completamente destruído. A fonte da GNR referiu que o despiste aconteceu a cerca de seis quilómetros de Moura e que o automóvel colidiu com uma azinheira que se encontrava na berma da estrada.
 
As operações de socorro mobilizaram os Bombeiros Voluntários de Moura, a GNR, e o INEM, num total de 15 operacionais, apoiados por cinco veículos.
 
c/ LUSA e CM
Segundo foi revelado pela Polícia de Segurança Pública (PSP), dois homens, um funcionário de uma fábrica e um bombeiro, sofreram no dia de ontem, Sábado, dia 12 de Agosto, ferimentos ligeiros na sequência de um incidente registado na empresa de aviação Embraer, em Évora, envolvendo um produto tóxico.
 
Conforme um comunicado do Comando Distrital de Évora da PSP, cerca das 08:40 horas, a polícia foi chamada à empresa de aviação Embraer, em virtude de ter ocorrido "um acidente de trabalho, envolvendo um produto tóxico", com um ferido.
 
O comunicado adianta que "no local apurou-se que um funcionário de manutenção da referida empresa detectou uma fuga de peróxido de crómio num cilindro e, quando procedia ao fecho da torneira de segurança, o cilindro cedeu, partiu-se e bateu-lhe nas costas, projectando-o para o chão".
 
O funcionário da Embraer foi transportado para o Hospital do Espirito Santo de Évora, sendo considerado ferido ligeiro. 
 
No combate à fuga, e ainda de acordo com fonte da polícia, "um bombeiro sentiu-se mal, com sintomas de vómitos", tendo sido transportado também para o Hospital de Évora, por precaução, sendo igualmente considerado ferido ligeiro. 
 
"O derrame foi combatido com um pó de absorção, foi recolhido e irá ser tratado com um reagente que diminui a sua perigosidade", acrescenta o comunicado. 
 
A PSP refere ainda que "não houve qualquer contaminação para o exterior da empresa". 
 
A Lusa contactou com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora, que não prestou qualquer informação sobre a ocorrência.
 
Segundo a página na Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), o alerta para uma ocorrência de químicos dentro de uma instalação, na freguesia de Malagueira e Horta das Figueiras, em Évora, foi dado às 08:40, tendo sido mobilizados para o local 15 operacionais com cinco veículos.
Pelos crimes de furto de gado e posse ilegal de armas, a Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve dois homens, em Ourique, no distrito de Beja, numa operação em que apreendeu dezenas de animais, sobretudo caprinos e ovinos, foi anunciado pela força de segurança.
 
Em comunicado, o Comando Territorial de Beja da GNR indicou que os dois homens, de 35 e 49 anos, foram detidos na quinta-feira e na sexta-feira, na sequência de uma investigação iniciada há cerca de três meses por furto de gado.
 
A investigação, realizada pelo Núcleo de Investigação Criminal de Beja da Guarda, incluiu quatro buscas domiciliárias, em Ourique e Santo António dos Cavaleiros, em que foram apreendidos 42 animais de raça caprina, 12 ovinos e dois bovinos, além de 15 ´chips` e bancadas destinadas a partir carne.
 
Duas armas de fogo e três brancas, 272 munições, um veículo, balanças e telemóveis foram também apreendidos na operação, que contou com o apoio de militares da Unidade de Intervenção e de agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP).
 
Os suspeitos vão ser presentes à Instância Local de Ourique da Comarca de Beja para interrogatório e aplicação de eventuais medidas de coação.

Praia fluvial de Monsaraz vai ser ampliada

Escrito por sexta, 11 agosto 2017 23:35
Aquela que foi a primeira praia do Grande Lago Alqueva a ser instalada, a praia fluvial de Monsaraz, vai crescer mais 50 por cento da sua área nos próximos dias.
 
Desde o dia 1 de Junho, data da inauguração da praia, que mais de 30 mil pessoas já usufruíram desta infraestrutura de lazer, tendo o Município de Reguengos de Monsaraz decidido aumentar a zona de areal em mais três mil metros quadrados, ficando a praia com um total de 8.750 metros quadrados, considerando o actual nível da água.
 
Após a significativa afluência de pessoas registada no primeiro fim-de-semana do equipamento, a autarquia efectuou obras de ampliação do parque de estacionamento, que passou de 120 para 500 lugares.
 
Sobre esta nova intervenção de ampliação da praia fluvial de Monsaraz, a autarquia assegura que “o novo areal vai ser colocado durante a noite, sem causar incómodos aos veraneantes que assim poderão usufruir da praia durante o dia”. A edilidade acrescenta ainda que “para além da ampliação da praia em frente do restaurante do Centro Náutico de Monsaraz, vão ser também colocadas novas zonas de sombreamento e efectuados alguns arranjos urbanísticos”, que irão proporcionar mais comodidade aos turistas.
 
A praia fluvial de Monsaraz tem Bandeira Azul, Bandeira de Praia Acessível por cumprir os requisitos de acesso para pessoas com mobilidade condicionada e a classificação de “Praia Saudável” por ter as devidas normas de segurança e de qualidade do ambiente. Em frente à praia, no espelho de água, há uma piscina de 100 metros quadrados integrada numa estrutura flutuante, com solário e dividida em piscina infantil e adulta.
 
A praia tem uma torre de vigilância e posto para os nadadores salvadores, posto médico com desfibrilhador automático externo, duches públicos, chuveiro duplo com lava pés e rampas de acesso à água para utilizadores com dificuldades de mobilidade. A zona da praia tem também um relvado com sombreamentos e o areal disponibiliza 20 toldos, para além das árvores existentes no local.
 
Os veraneantes podem ainda usufruir de massagens no areal da praia, assim como das infraestruturas do Centro Náutico de Monsaraz, nomeadamente um bar/restaurante, parque infantil, zona de merendas, ancoradouro e rampa para acesso dos barcos à água. Na praia há também espaços para venda de revistas, jornais, artigos de praia, bebidas, comida rápida e gelados.

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