segunda, 16 julho 2018
D. Francisco Senra Coelho foi nomeado Arcebispo de Évora pelo Papa Francisco, nesta terça-feira, dia 26 de Junho de 2018.
 
A entrada solene de D. Francisco Senra Coelho, de 57 anos, na Arquidiocese de Évora está agendada para o domingo, 2 de Setembro, pelas 17 horas, na Catedral de Évora. Até esse momento, D. José Alves assume funções de administrador apostólico.
 
Francisco José Villas-Boas Senra de Faria Coelho nasceu a 12 de Março de 1961, em Maputo, Moçambique, sendo os pais naturais de Adães, concelho de Barcelos, na Arquidiocese de Braga. O novo Arcebispo de Évora frequentou o Liceu Nacional de Barcelos e o Liceu Sá de Miranda, em Braga, enquanto estava já no Seminário Conciliar da cidade minhota.
 
Em 1980 ingressou no Seminário Maior de Évora, onde concluiu o curso superior de Teologia, sendo posteriormente ordenado a 29 de Junho de 1986, pelo então Arcebispo de Évora, D. Maurílio de Gouveia.
 
Quando foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga, em Abril de 2014, Francisco José Senra Coelho era pároco de Nossa Senhora de Fátima e de São Manços, em Évora, e de Nossa Senhora da Consolação, em Arraiolos, além de ser o vigário forâneo da Vigaria de Évora e o moderador da Zona Pastoral Centro/Sul da Arquidiocese de Évora.
 
Era também, na altura, assistente religioso dos estúdios da Rádio Renascença e da Rádio Sim, em Évora, assistente diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima, da Associação dos Missionários de Cristo Sacerdote, do Movimento dos Cursos de Cristandade e membro do Conselho Presbiteral e do Cabido da Basílica Metropolitana de Évora, na qualidade de cónego capitular, assumindo as funções de tesoureiro-mor.
 
Entre 1986 e 1988 foi vigário paroquial das paróquias de Nossa Senhora da Saúde e Nossa Senhora de Fátima, em Évora, redactor religioso e cultural da Rádio Renascença – Voz do Alentejo, e assistente diocesano das Obras Missionárias Pontifícias, além de capelão do Estabelecimento Prisional de Évora. De 1990 a 2000 Francisco José Senra Coelho foi director e editor do boletim "Igreja Eborense, Vida e Cultura da Arquidiocese de Évora".
 
A nível académico, o sacerdote que agora regressa à sua casa, no Alentejo, é doutorado em História pela Universidade Internacional de Phoenix, tendo como tema da tese a vida do Arcebispo de Évora, D. Augusto Eduardo Nunes, no contexto da Primeira República em Portugal. Actualmente lecciona a disciplina de História da Igreja no Instituto Superior de Teologia de Évora e é membro da sociedade científica da Universidade Católica Portuguesa e do Conselho Científico do Centro de Estudos de História Religiosa da mesma universidade.
 
O novo arcebispo de Évora tem como lema episcopal “Illum oportet crescere me autem minui” (Para que Ele cresça e eu diminua) (Jo 3, 30).
 
c/ Rosário Silva - RR
Teve lugar ontem, dia 25 de Junho, no Salão Nobre dos Paços do concelho de Borba, a Cerimónia de Assinatura do contrato de Adjudicação da obra de construção da nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Rio de Moinhos, obra que se prevê pronta daqui a dois anos.
 
Na cerimónia, que contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração da EPAL - Águas de Portugal, José Sardinha, o Presidente da Câmara Municipal de Borba, António Anselmo referiu ser este “um dia muito importante para o concelho de Borba e para a freguesia de Rio de Moinhos”.
 

 
A ETAR de Rio de Moinhos é uma velha aspiração da freguesia e do concelho, com mais de 30 anos, e representa um investimento inicial de 1.114.368,32€. Prevista para uma população de 3.500 habitantes, esta obra vai fazer o tratamento das águas residuais provenientes de Rio de Moinhos, Barro Branco e Talisca, através de “lagunagem”, isto é, a construção de duas linhas de lagoas independentes.
 
Está também previsto um investimento de mais um milhão de euros para a construção de duas estações elevatórias e condutas entre cada sector, nomeadamente no Barro Branco no recinto da antiga ETAR de Rio de Moinhos.
 
A obra, que arranca ainda este ano, foi adjudicada ao Consórcio “Espina e Delfin”, tendo a apresentação de toda a intervenção e trabalhos a realizar a cargo do Administrador da EPAL, Barnabé Pisco, natural de São Tiago de Rio de Moinhos. 
 
 
 
 
Duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas na sequência de uma violenta colisão entre dois automóveis ligeiros ocorrida este domingo, dia 10 de Junho, na Estrada Nacional 18, a cerca de oito quilómetros de Beja.
 
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja indicou que os três feridos graves foram transportados para o Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja. Os corpos das vítimas mortais, um homem, com idade compreendida entre os 25 e os 30 anos, e uma mulher, foram transportados para a unidade hospitalar bejense. Em ambos os casos, as vítimas seguiam no chamado lugar do "pendura". Ainda segundo a mesma fonte, o acidente, cujo alerta foi dado às 21:33 horas, ocorreu perto de Penedo Gordo, tendo a estrada que liga Beja a Aljustrel sido cortada no local, nos dois sentidos.
 
Ao que conseguimos apurar, um dos veículos terá entrado em despiste, acabando por colidir na viatura que seguia em sentido contrário. 
 
Nas operações de socorro a este sinistro estiveram os Bombeiros Voluntários de Beja e de Odemira, com quatro ambulâncias e uma viatura de desencarceramento, o INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica, com a VMER – Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Beja e um helicóptero, e ainda a GNRGuarda Nacional Republicana, num total de 33 elementos.
 
O Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação da GNR vai agora procurar perceber as causas do violento acidente. 
A antiga Fortaleza de Juromenha, no concelho de Alandroal, vai ser integrada na segunda fase do programa Revive.
 
A garantia foi dada ontem, terça-feira, dia 5 de Junho, pelo Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, no Parlamento, após uma pergunta da deputada do CDS-PP, Vânia Dias da Silva.
 
O imóvel “não só não foi incluído no programa Revive, como nada aconteceu e, agora, ruiu uma torre. O que é que vai fazer e o que é que está pensado para a Fortaleza de Juromenha”, afirmou a parlamentar centrista.
 
Na resposta, o Ministro revelou que foi realizada uma reunião sobre o tema, em Dezembro do ano passado, com a Secretária de Estado do Turismo, a Câmara Municipal de Alandroal e a CCDRA - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.
 
Está preparado o dossier para o conjunto ser incluído na segunda fase do programa Revive”, anunciou.
 
Para tal suceder, é necessário regularizar com a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças a cedência à Câmara Municipal de Alandroal, actualizar o plano de salvaguarda já elaborado e fazer uma estimativa da recuperação das muralhas para se incluir na reprogramação do 2020”, acrescentou.
 
Luís Filipe Castro Mendes notou que o que ruiu recentemente “não foi bem uma torre”, mas sim “uma estrutura de contenção” da torre, que “foi feita há relativamente poucos anos”.
 
Tudo isso será atendido quando os fundos forem programados ainda neste ciclo de 2017-2020”, frisou.
 
Quem não gostou da resposta do Ministro da Cultura foi o deputado do PSD, eleito pelo círculo eleitoral de Évora, António Costa da Silva.
 
Foi chocante a forma como falou da Fortaleza de Juromenha. De facto, para um Ministro da Cultura é completamente inadmissível ou demonstra falta de conhecimento. Fiquei chocado com a forma como falou da ruína de uma das torres do castelo medieval”, disse.
 
Costa da Silva considerou que “há medidas urgentes que têm que ser tomadas” e sublinhou que o Ministro “não anunciou nenhuma”.
 
Se a solução é deixar andar, chego à conclusão que o senhor Ministro também é Centeno, porque estamos perante uma ruína de uma torre e corremos o risco daquela fortaleza ruir toda”, criticou.
 
O programa Revive permite que imóveis do Estado sejam concessionados a investidores privados.
 
c/ Diana FM
Com o intuito de cativar privados a investirem no imóvel, a Câmara Municipal de Alandroal quer avançar com obras de conservação e restauro das muralhas da antiga Fortaleza de Juromenha, nas margens do Alqueva, que já sofreram várias derrocadas.
 
"Temos a intenção de intervir na conservação e restauro das muralhas, se nos forem atribuídos fundos comunitários e autorização", afirmou à LUSA o presidente do Município, João Grilo.
 
O autarca de Alandroal realçou que a câmara "assumiu a responsabilidade de desenvolver os estudos necessários e apresentar uma candidatura a fundos comunitários", que permitam realizar obras nas muralhas para que, depois, "a fortaleza possa ser integrada no programa Revive".
 
"Como é um imóvel de grandes dimensões, exige um investimento muito avultado e tem de haver uma concertação de esforços para que seja atractivo até para os privados", frisou, esperando que, a curto prazo, se possa "inverter a tendência de abandono".
 
João Grilo adiantou que existe "uma estimativa inicial de 4,5 milhões de euros" para consolidar toda a estrutura da muralha, salientando que a candidatura do Município a fundos da União Europeia "depende da reprogramação" do Portugal 2020.
 
"Estamos a falar de conservação para dinamização e valorização económica e gerar desenvolvimento e riqueza na região, que precisa destes projectos para ser sustentável e ter um desenvolvimento equilibrado", notou.
 
Segundo o presidente do município, a antiga Fortaleza de Juromenha sofreu "algumas derrocadas" na zona da muralha medieval e na envolvente setecentista, as quais ocorreram, no início de Abril, alegadamente devido ao mau tempo.
 
"Esta situação está a ser acompanhada pela Câmara Municipal e pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo", acrescentou.
 
No ano passado, a Assembleia da República aprovou um projecto de resolução do PSD que pedia a inclusão da antiga Fortaleza de Juromenha na lista de imóveis a concessionar a investidores privados, no âmbito do programa Revive.
 
Antes, em 2008, foi anunciada a recuperação da antiga Fortaleza de Juromenha, com um projecto turístico numa parceria público privada e com apoios de fundos da União Europeia, num investimento de 20 milhões de euros, mas o projecto não se concretizou.
 
As primeiras muralhas de Juromenha datam do período da ocupação romana, tendo sido erguidas em 44 antes de Cristo por ordem de Júlio César.
 
Em 1167 foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, tendo ocupado um lugar de relevo na defesa da nacionalidade portuguesa.
 
Actualmente, a fortaleza da povoação está classificada como Imóvel de Interesse Público.
 
A fortificação acolhe no seu interior um conjunto de edificações em estado de ruína, das quais se destacam as igrejas da Misericórdia e Matriz, a cadeia e os antigos paços do concelho.
 
c/ LUSA
A figura frágil pode enganar, mas a artista Esther Mahlangu, de uma tribo sul-africana, é uma trabalhadora incansável que, depois de colaborar com museus e pintar automóveis de marcas internacionais, assina agora um mural em Évora.
 
Não posso esquecer Évora. Há muitos lugares no meu coração e vou juntar este também”, disse à LUSA a artista, de 82 anos, na língua da comunidade Ndebele, a que pertence, mas fazendo-se entender com a ajuda de um intérprete.
 
Esther Mahlangu está na cidade há algumas semanas, a convite do Festival Évora África, iniciado na passada sexta-feira e promovido pela Casa Cadaval, Palácio de Cadaval e Power Nation, levando a Évora, até 25 de Agosto, a “festa da cultura africana”, com exposições, música, conferências e performances.
 
A pintura mural criada pela artista está no Palácio de Cadaval, a poucos metros do templo romano da cidade que é Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
 
Ficaram inspirados pelo meu trabalho, foi por isso que me chamaram para vir cá. Também me sinto inspirada e adoro estar em Portugal”, conta, acrescentando que só pinta porque “faz parte da cultura” a que pertence e é o seu “dia-a-dia, nada mais”.
 
Pintada numa estrutura, a obra atrai de imediato os olhares e ocupa uma das paredes do pátio do palácio, zona aberta a visitas e onde também funciona um restaurante.
 
As cores, como o amarelo, rosa e azul, e as figuras geométricas assinadas por Esther, umas maiores e mais centrais, outras mais pequenas, contrastam com o branco caiado nas paredes em volta.
 
Sentada numa cadeira no pátio e embrulhada numa manta de riscas também coloridas, presa com um alfinete, a artista, vestida com colares e pulseiras, nos braços e nas pernas, de missangas ou de bronze e ouro, tradicionais da sua tribo, até parece pequena e frágil, mas é a grande divulgadora pelo mundo do património artístico dos Ndebele.
 
A Esther foi um marco muito especial” dentro da comunidade Ndebele, no norte de Pretória, “porque tem uma contemporaneidade bastante extraordinária” e o seu trabalho “marcou diferentemente as outras pinturas da sua tribo”, disse Alexandra de Cadaval, directora do Festival Évora África.
 
Nesta tribo, conta Alexandra de Cadaval, o património artístico é transmitido de mãe para filha e, quando uma jovem chega à puberdade, aprende os padrões de missangas Ndebele e as pinturas decorativas nas casas, executadas só pelas mulheres.
 
Quem a descobriu, há 35 anos, foi o curador [do festival] André Magnin. Foi à procura dela nas aldeias e descobriu, vendo a casa dela, que ela realmente tinha uma visão diferente”, pela sua “maneira de pintar e utilização de cores”, refere.
 
Com penas de galinhas como pincéis, Mahlangu transportou para telas, pratos e potes a sua arte, desenhada à mão livre, sem medições prévias, e foi através de uma exposição no Centro Georges Pompidou, em Paris, em 1989, que o mundo a descobriu.
 
A partir daí, foi convidada mundialmente para fazer trabalhos”, afirma Alexandra de Cadaval, orgulhosa do mural do palácio, que deve ser “o maior a nível mundial” da autoria da artista, que pintou ainda zonas do restaurante e peças de barro do centro oleiro de S. Pedro do Corval para serem vendidas na loja do festival: “A Esther não pára de trabalhar”.
 
A artista, que começou a pintar com 10 anos, ensinada pela avó e pela mãe, alude, com ar divertido e risos pelo meio, aos automóveis pintados para a BMW e para a Fiat, ao avião para a British Airways e aos países que já visitou e onde expôs, tudo graças à sua arte.
 
Nem sequer pensei nisso, de viajar por todo o mundo através do meu trabalho”, reconhece, confessando ser “apenas uma pessoa com um sonho”, o de “construir uma escola de artes” na sua aldeia, para poder ensinar a arte Ndebele “a rapazes e raparigas” e manter “viva” a tradição.
 
Mesmo longe, a sua comunidade está sempre por perto, graças às novas tecnologias. Alexandra de Cadaval confirma-o. Neste período passado em Évora, a artista falou, “todos os dias” com a sua gente, graças ao WhatsApp.
 
Ela é uma princesa” na tribo “e é ela que mantém a comunidade toda, portanto, todos os dias, é aqui uma alegria porque toda a gente da aldeia quer falar com ela”, relata Alexandra, frisando: “Graças a Deus que existe o WhatsApp para ela poder falar com toda a gente”.
 
c/ LUSA

Air Summit 2018 acontece em Ponte de Sôr

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Tudo começou em 2014, quando Portugal foi o país escolhido para albergar um evento que enchia o céu de aviões. Com “enorme sucesso obtido”, como ressalva a Air Race Championship, tornou-se recorrente reservar uns dias para contemplar a actividade aeronáutica. Este ano não é excepção: vem aí o Air Summit 2018.

Utilizando a pista de aviação do Aeródromo Municipal de Ponte de Sôr, numa distância de 12 quilómetros, o objectivo é tornar Portugal num major player no panorama internacional da indústria de aviação tripulada e não tripulada. Como? Dedicando quatro dias ao desenvolvimento da actividade empresarial no âmbito do transporte e trabalho aéreo, bem como fomentando a divulgação nacional e internacional do sector aeronáutico português.

Com treinos livres à hora de almoço nos dias 24 e 25 de Maio, e qualificações sábado à tarde, as corridas terão lugar no domingo. Um desporto extreme, no qual oito aviões correrão à volta de pylons durante cerca de sete minutos.

Além da corrida de aviões - a Air Race Champion - que vai entreter os milhares de visitantes, o público também vai ser surpreendido com um Air Show nocturno, elaborado pela AeroSPARX, no dia 25. Imagine ver os aviões a rasgar o céu e a iluminá-lo com arte da acrobacia e pirotecnia. “Um espectáculo inédito em Portugal”, é o que promete a organização.

Além das actividades de entretenimento, este ano há um especial enfoque na sustentabilidade da indústria aeronáutica. Vai existir, assim, um espaço destinado a exposições, workshops e conferências que reúnem mais de 50 oradores.

Uma vez que a cimeira acontece perto dos meses mais quentes, o primeiro dia do Portugal Air Summit é dedicado à discussão sobre os incêndios, contando com a presença de Artur Tavares Neves, Secretário de Estado da Protecção Civil.

Já no segundo dia do evento, o enfoque nos problemas do país é substituído pelo debate sobre o que atormenta o íntimo. É construído um painel sobre o medo de voar, com a presença da psicóloga do programa “Voar sem Medo”.

A entrada é livre.

No caso de estar interessado em marcar presença no Air Summit 2018, Ardina do Alentejo disponibiliza-lhe aqui o programa completo do evento,

c/ Madre Media

Dezenas de pessoas apresentaram no dia de ontem, quinta-feira, 17 de Maio, queixas no Ministério Público (MP) contra uma fábrica que acusam de poluir uma aldeia do concelho de Ferreira do Alentejo, onde há habitantes a queixarem-se de problemas de saúde.
 
Em causa está a alegada poluição provocada pela actividade da AZPO - Azeites de Portugal, uma fábrica de extracção de óleo de bagaço de azeitona que está situada perto da pequena aldeia de Fortes que labora desde 2009.
 
As pessoas querem que o MP "investigue a actividade da fábrica", por considerarem que "existem indícios da prática do crime de poluição" e "estão em causa os direitos fundamentais" da população da aldeia e de zonas limítrofes, explicou à agência Lusa Fátima Mourão, da plataforma "Problema Ambiental das Fortes".
 
Segundo Fátima Mourão, que reside em Fortes, as "cerca de 70" queixas de habitantes de Fortes e outros cidadãos foram entregues no MP de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja, por um grupo representativo da plataforma.
 
A Lusa tentou sem sucesso contactar a AZPO - Azeites de Portugal.
 
Junto com as queixas, o grupo entregou fotografias tiradas e filmes gravados na aldeia nos últimos anos para o MP ver que se trata de uma situação "que não é de hoje, é recorrente, constante e que as evidências são flagrantes", disse.
 
Segundo o texto comum das queixas, a que a Lusa teve acesso, desde 2009 que o dia-a-dia da população de Fortes é "insuportável", porque sente "maus cheiros e fumos impregnados de substâncias gordurosas e partículas" provenientes das chaminés da fábrica, que fica a menos de 100 metros de algumas casas da aldeia.
 

"Quando o vento traz os fumos" para Fortes, "as pessoas têm de se fechar em casa", porque a aldeia "fica imersa numa neblina mal cheirosa, gordurosa, espessa, que faz com que não se consiga sair de casa, respirar bem e estender a roupa, é impossível e fica tudo sujo", contou Fátima Mourão.

Desde então, refere o texto, a população convive com "uma neblina branca e castanha" e com "partículas de cor castanha", que "saem continuamente das chaminés" da fábrica e se espalham na atmosfera, "projectando-se a mais de 30 quilómetros".
 
Já casas e viaturas dos moradores da aldeia "ficam cobertas por um resíduo oleoso e cinzas", provenientes das chaminés e do monte de pó castanho, ou seja, bagaço destratado, existente "a céu aberto" nas instalações da fábrica.
 
Também "existem pessoas que relatam problemas respiratórios, inflamações nos olhos e ardor na garganta", e um habitante da aldeia terá de mudar de residência "por indicação médica", já que "tem graves problemas respiratórios e pulmonares", lê-se na queixa.
 
Os habitantes da aldeia passaram "a fechar-se em casa para fugir aos maus cheiros e fumos provenientes da fábrica" e "as actividades diárias tornaram-se impraticáveis e penosas", como estender e recolher roupa para secar ao ar livre, já que as cordas têm de ser sempre previamente limpas e as peças "ficam sujas de pó castanho".
 
"Quando o vento traz os fumos" para Fortes, "as pessoas têm de se fechar em casa", porque a aldeia "fica imersa numa neblina mal cheirosa, gordurosa, espessa, que faz com que não se consiga sair de casa, respirar bem e estender a roupa, é impossível e fica tudo sujo", contou Fátima Mourão.
 
A população de Fortes, "maioritariamente reformada, sempre complementou o seu sustento com o cultivo de produtos hortícolas nas suas hortas", mas, desde o início da laboração da fábrica, que árvores, frutas e produtos hortícolas, como couves, alhos, batatas, cebolas e coentros, ficam "impregnados de pó castanho e ressequidos", relata a queixa.
 
Os queixosos querem que o MP e as entidades competentes ouçam a população de Fortes e façam as "análises devidas" à qualidade do ar da aldeia e às emissões que saem das chaminés e às descargas da fábrica, que "já provocaram a morte a 700 quilos de peixe" na Albufeira de Monte Novo dos Modernos, em Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém, disse Fátima Mourão.
 
A população de Fortes já apresentou várias queixas a diversas entidades e "continuamente chama" o Núcleo de Protecção do Ambiente da Guarda Nacional Republicana (GNR), que já levantou vários autos de contraordenação à fábrica por infracções ambientais.
 
No entanto, a população "continua a sofrer com a laboração da fábrica", que "conduz a uma poluição ambiental", que afecta "um número ilimitado de pessoas, animais, fauna e flora" e "já existem pessoas doentes", lê-se na queixa.
 
"Queremos que as entidades venham ver o que se está a passar", porque "não sabemos o que é que sai daquelas chaminés, e precisamos de saber e ver dissipadas as nossas dúvidas", explicou Fátima Mourão, lamentando: "O que é facto é que a população anda a sofrer".
 
c/ LUSA

Próximo encontro mundial da Bugatti é no Alentejo

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Todos os anos têm encontros agendados um pouco por todo o Mundo e estão destinados apenas aos super privilegiados donos  dos soberbos Bugatti, a mítica marca francesa nascida na passagem do século XIX para o século XX. Nesses encontros juntam-se para mostrar as suas máquinas, sejam elas novas ou clássicas. E este ano o Overseas Bugatti Meeting é em Portugal, mais concretamente no Alentejo, na região de Évora, entre os dias 2 e 8 de Maio, num casamento perfeito entre beleza, glamour e história.
 
As estradas da região vão receber, durante sensivelmente uma semana, e oriundos de países de todo o Mundo, algumas das máquinas que fizeram a história da marca francesa, incluindo o inventivo Type 2, nascido em 1900, e que ajudou a criar obras primas como o Type 35 (modelo desportivo), o Type 43 (familiar), o Type 55 (descapotável) e o Type 57 (luxuoso). Mas certamente que também vão rodar nas estradas alentejanas exemplares da era moderna da Bugatti, como o EB110, o Veyron 16.4 ou o supra-sumo e considerado por muitos como o super-carro, o Chiron.
 
O evento, que como vem sendo hábito atrai milhares de curiosos e cuja caravana está avaliada em muitas dezenas de milhões de euros, é organizado pelo Bugatti Club Deutschland, e destina-se aos fãs da marca que não puderam estar presentes no evento internacional, que se realizou nos Estados Unidos da América, no início deste ano.

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