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terça, 07 julho 2020 16:28

Renovar matrícula passa a ser automático. Portal sofreu ataques informáticos!

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O Ministério da Educação diz que a ocorrência está a ser acompanhada pelo Centro Nacional de Cibersegurança O Ministério da Educação diz que a ocorrência está a ser acompanhada pelo Centro Nacional de Cibersegurança DR
Em comunicado enviado esta terça-feira às redacções, o Ministério da Educação anunciou que todas as renovações de matrícula "passam a processar-se de forma automática, com excepção das transferências de estabelecimento de ensino".
 
Esta medida surge no seguimento dos problemas reportados por vários encarregados de educação em aceder ao Portal das Matrículas e depois de terem sido registados "ataques informáticos de elevada complexidade" no site.
 
A renovação é válida para os 2.º, 3.º, 4.º, 6.º, 8.º, 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade. Ficam, assim, obrigados a aceder ao Portal apenas aqueles que necessitem de se matricular, ou seja, todos os anos de início de ciclo (5.º, 7.º e 10.º anos), assim como as transferências.
 
A tutela escreve que o novo modelo "vem aliviar o fluxo do Portal das Matrículas e, por conseguinte, poder melhorar a acessibilidade da página, para quem tenha de efectuar a matrícula por essa via", lembrando que durante vários dias "foram ultrapassadas as 100 mil matrículas diárias". Do total, "cerca de 70%" estão já concluídas.
 
Filinto Lima, dirigente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas reagiu a esta notícia dizendo que "foi um respirar de alívio". O método agora aplicado é um "regressar ao ano passado", quando as renovações não exigiam que a informação fosse processada online. "Estava a acusar pressões, com os pais a virem à escola, por não estarem a conseguir fazer as renovações. Mas agora tudo pode fluir de forma muito mais tranquila", remata.
 
Mas não foi só o fluxo de acessos o único problema registado nestes dias, em que o Portal das Matrículas foi igualmente alvo de "ataques informáticos de elevada complexidade", "que provocaram graves bloqueios no sistema". O Ministério da Educação diz que a ocorrência está a ser acompanhada pelo Centro Nacional de Cibersegurança.
 
c/ Catarina Reis - Diário de Notícias
 
Modificado em terça, 07 julho 2020 17:04

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