terça, 19 março 2019

Notas de 500 euros vão sair de circulação

Escrito por  Publicado em País segunda, 07 janeiro 2019 17:22
Nunca as viu ao vivo? Tem até ao final do mês... Nunca as viu ao vivo? Tem até ao final do mês... Pixabay
Há uma nota de que todos ouvimos falar, da qual já vimos imagens, mas que poucos tiveram a sorte de manusear. A partir de 27 de Janeiro, os banco nacionais públicos de cada país (à excepção de Áustria e Alemanha) vão, por ordem do Banco Central Europeu (BCE), reter as notas de 500 euros que cheguem à sua posse.
 
A medida, explica o El País , tem como objectivo evitar que sejam praticadas "actividades ilícitas", como branqueamento de capitais e fuga ao fisco, tráfico de drogas ou terrorismo. Pela Europa circulam 521 milhões destas notas, sendo que nuestros vizinhos chegaram a acumular 26% das mesmas.
 
Perante um cenário como este, o Banco Central Europeu avançou para o fim da sua distribuição "tendo em conta a preocupação de que notas desta quantia possam facilitar a prática de actividades ilícitas". Em 2013, Mário Draghi, Presidente do BCE, defendia estas notas por cumprirem "um papel enquanto depósito de valor, meio de pagamento e retenção de activos", negando-se a retirá-las do mercado.
 
Segundo fontes do BCE, a retirada de circulação vai mesmo avançar ainda durante este mês de Janeiro: as notas continuam a circular e a ser de uso legal, podendo ser usadas como forma de pagamento mas, assim que derem entrada num banco central dentro da zona euro, ficarão retidas. Não obstante, mantêm o seu valor e podem mesmo ser trocadas, em qualquer momento, por outras notas de menor valor.
 
No que diz respeito ao Banco Federal da Alemanha e ao Banco Nacional da Áustria, as razões da excepção são justificadas com a tentativa de garantir "uma transição harmoniosa" e por "razões logísticas". Ambos vão continuar a reintroduzir estas notas no mercado até 26 de Abril de 2019 porque, explica o BCE, "têm um uso efectivo mais elevado deste tipo de notas". O mercado não aceita a justificação e encara-a apenas como uma forma de desvalorizar as críticas alemãs a esta medida.
 
c/ Gonçalo Teles (TSF)

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