terça, 11 dezembro 2018

Director da Polícia Judiciária Militar e Comandante da GNR de Loulé detidos

Escrito por  Publicado em País terça, 25 setembro 2018 12:58
Com ele foram detidos outros elementos da PJ Militar e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé Com ele foram detidos outros elementos da PJ Militar e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé Paulo Novais / LUSA
O Director da Policia Judiciária Militar (PJM), Coronel Luís Augusto Vieira, foi detido na sede da PJ Militar, no Restelo, em Lisboa, ao final da manhã desta segunda-feira.
 
Com ele foram detidos outros elementos da PJM e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé, como já confirmaram o Ministério Público e a Polícia Judiciária em comunicado.
 
Fonte da PJ confirmou que há oito mandados de detenção a executar e que a operação — apelidada por Húbris (o grego para arrogância, presunção ou excesso) — está relacionada com a recuperação do material de guerra furtado em Tancos, a 18 de Outubro de 2017, na região da Chamusca. Três elementos da GNR já foram detidos, entre eles o Chefe do Núcleo de Investigação Criminal. Entre os suspeitos há quatros elementos da PJ Militar, incluindo o director, e ainda um civil suspeito do assalto.
 
A operação está a ser conduzida pelo Ministério Público (MP) e pela Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) e visa militares da PJM e da GNR. Estão presentes os superiores hierárquicos de ambas as instituições, conforme determina os Estatuto dos Militares das Forças Armadas, segundo um comunicado conjunto enviado às redacções pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária.
 
A Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, e o director do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Amadeu Guerra, não estiveram no local, ao contrário do que chegou a ser avançado.
 
Foram também realizadas buscas em vários locais nas zonas da Grande Lisboa, Algarve, Porto e Santarém. Fonte da GNR confirmou buscas nos locais de trabalho dos militares detidos, em Loulé.
 
Em causa estão factos susceptíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, receptação, detenção de arma proibida e tráfico de armas.
 
Na operação participaram cinco magistrados do Ministério Público e cerca de uma centena de investigadores e peritos da Polícia Judiciária. O inquérito está a cargo do DCIAP, coadjuvado pela UNCT da Polícia Judiciária, a qual contou com a colaboração de diversas unidades da PJ, nomeadamente o Laboratório de Polícia Científica.
 
Recorde-se que o material furtado do Paiol Nacional de Tancos apareceu misteriosamente na zona da Chamusca. Na altura as autoridades disseram que a descoberta se deveu a uma queixa anónima, por isso não havia arguidos. A Polícia Judiciária Militar envolveu a GNR de Loulé na apreensão e os postos da GNR locais nem sequer foram informados da mesma. A operação foi feita secretamente e foram recuperadas granadas ofensivas e lança-granadas foguete LAW.
 
Os detidos serão presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para aplicação das medidas de coação.
 
c/ Sónia Simões e O Observador

Deixe um comentário