sexta, 18 agosto 2017

Encontro com Freud - Crónica XII

Escrito por  Publicado em Helena Chouriço sexta, 20 maio 2016 08:26
O meu encontro com Freud e a Auto-Estima, “Era uma vez uma coruja, que necessitando deixar temporariamente o ninho e os filhotes para procurar alimento, colocou o problema de que estes pudessem ser comidos pela águia sua vizinha. Em missão de paz, procurou a águia e pediu-lhe que não comesse os seus filhos porque os amava muito e sem eles não poderia viver.
 
A águia perguntou-lhe como os reconheceria entre os outros pássaros, para os poupar, a coruja respondeu:
 
- Não tem dificuldade nenhuma, são os pássaros mais bonitos da floresta, reconhecê-los-ás pela sua beleza e perfeição…
 
A águia comeu os filhotes da coruja, que lhe pareceram aves feias e empenadas”.
 
Esta atitude de sobrevalorização revelou-se fatal para os seus filhos. Passando para os Humanos, a desvalorização sistemática das capacidades e competências das crianças, revela-se como igualmente grave.
 

Por outro lado, nós adultos, pais, professores, educadores e comunidade em geral, não basta sabermos dos sucessos e fracassos das nossas crianças, é preciso manifestar-lhes a nossa alegria pelos sucessos e a nossa convicção de que as dificuldades serão ultrapassadas e a nossa total disponibilidade para colaborar nessa mesma superação.

O papel dos pais ou seus substitutos é determinante na construção da auto-estima das crianças desde a primeira infância. As crianças a quem foram valorizados os primeiros passos, as primeiras autonomias, as primeiras barreiras ultrapassadas, são crianças que nutrem a seu respeito expectativas mais positivas. São crianças que, ao saírem do seu meio social restrito, a família, estão mais apetrechadas para no inicio do seu percurso escolar, continuarem a construir o seu auto-conceito sem sobressaltos.
 
Por um lado, é na comparação com os pares e no contacto com os mesmos que resultará grande parte da imagem de si próprios. Os companheiros de brincadeiras, sucessos e fracassos têm um papel decisivamente regulador da sua posição no contexto social. Por outro lado, nós adultos, pais, professores, educadores e comunidade em geral, não basta sabermos dos sucessos e fracassos das nossas crianças, é preciso manifestar-lhes a nossa alegria pelos sucessos e a nossa convicção de que as dificuldades serão ultrapassadas e a nossa total disponibilidade para colaborar nessa mesma superação.
 
Verbalize, o quanto está contente com comportamentos adequados e ajustados, com resultados escolares positivos e ao mesmo tempo incentive a superação das dificuldades, acreditando de forma genuína com a certeza de que as conseguirão superar.
 
Valorize-se e a criança aprenderá a valorizar-se, valorize a escola e a aprendizagem e a criança, aprenderá a valorizá-la igualmente. Verbalize sentimentos, compreenda o choro como forma de expressar uma frustração ou um qualquer insucesso e a criança aprenderá a expressar o que sente sem sentimentos de culpa e vergonha. O modelo que proponho neste encontro é tão somente para que cada vez mais facilitarmos e produzirmos felicidade e segurança, nas mais diferentes idades. As crianças serão adultos autónomos, com imagem positiva de si mesmos, capazes de incentivar e ao mesmo tempo ultrapassar obstáculos e gerir frustrações.
 
Queremos construir um mundo melhor, comecemos pelas crianças e desde já, o tempo corre e sem pressa mas com tempo, tornemo-nos efectivamente modelos saudáveis e capazes de valorizar e fazer crescer o melhor de cada um para com todos. 

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